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Capítulo 3 de 33

O Caso Rizzini

Castro Alves Fala à Terra · Chico Xavier, Waldo Vieira e Jorge Rizzini, pelo espírito Castro Alves

Francisco Cândido Xavier, com mais de cem obras mediúnicas publicadas, em quarenta anos de exercício da psicografia, já não é mais um caso discutível. Não houve entre nós condições científicas para o estudo desse médium, mas a aprovação de críticos literários, professores de literatura, poetas e escritores à sua obra evidenciaram a legitimidade da mesma. Criatura humilde, sem nenhuma formação cultural, nascido e criado em cidadezinha mineira (Pedro Leopoldo) desprovida de ambiente cultural e até mesmo escolar, Chico Xavier está hoje acima de todas as calúnias e de todas as interpretações falsas, maldosas ou simplesmente ignorantes dos seus críticos improvisados.

- Waldo Vieira, formado em Odontologia e Medicina, com boa formação cultural, mostrou-se dotado, desde cedo, de excelente mediunidade psicográfica, tendo trabalhado ao lado de Chico Xavier e adquirido a confiança – do público e dos estudiosos – que essa posição privilegiada logo lhe conferiu. Hoje praticamente afastado das lides mediúnicas, possui, entretanto, uma obra psicográfica publicada que responde pela legitimidade

dos seus dons.

O caso Rizzini é mais recente, recentíssimo, e poderá suscitar discussões. Jorge Rizzini é paulista e fez a sua carreira em São Paulo como jornalista, escritor, radialista e homem de televisão. Médium desde criança, só há alguns meses revelou sua mediunidade psicográfica. Esta eclodiu num verdadeiro ímpeto, levando-o a receber, num período de três meses, poemas de dezenove poetas brasileiros e portugueses, os maiores

da língua, que constituem dois volumes em fase de organização para o prelo: Antologia do Mais Além e Sexo e Verdade (1). Pertencem a esses volumes os poemas de Castro Alves selecionados para esta antologia.

Rizzini mesmo passou por uma crise de consciência antes de admitir a divulgação dos poemas que recebera. Não podia publicá-los como de sua autoria e temia revelar os autores espirituais, em face da geral incompreensão do problema mediúnico. Mais prevaleceu a verdade, que se impôs de tal maneira a lhe dar coragem para enfrentar a situação. Será fácil para os adversários inescrupulosos do Espiritismo acusá-lo de pasticho. Mas para os estudiosos honestos, espíritas ou não, os poemas por ele recebidos valerão por si mesmos. Os dotes literários e a cultura de um médium não são barreiras, mas valiosos recursos para a manifestação psicográfica nesse campo.

O valor das peças recebidas deve ser aferido pelo critério de um julgamento objetivo e não pela falácia das hipóteses agüentadas.

Acompanhamos passo a passo a eclosão da mediunidade psicográfica de Jorge Rizzini, que ocorreu acompanhada de fenômenos telepáticos e físicos. Conhecemos o médium há muitos anos e conhecemos também as suas possibilidades profissionais. No tocante à poesia, as tentativas pessoais de Rizzini foram sempre irrelevantes. O que ele nos oferece pela psicografia não tem termo de comparação com as suas tentativas particulares e revela conteúdos inegavelmente autênticos em referência aos poetas comunicantes. No caso de Castro Alves essa autenticidade se impõe através de toda uma constelação de motivos, como veremos.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.