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Capítulo 10 de 33
Encontro em Brasília
Castro Alves Fala à Terra · Chico Xavier, Waldo Vieira e Jorge Rizzini, pelo espírito Castro Alves
O berço da Renascença Era um viveiro de sóis Consagrado ao pensamento De Gênios, Santos e Heróis. Nas retaguardas medievas, Jaziam agora as trevas De Átila a Tamerlão; Entre as cinzas das Cruzadas, Multidões desesperadas Pediam renovação.
Aos gritos da Humanidade, Cansada de grandes réus, Sanando a angústia dos povos, Explodiam tempos novos, Vinham respostas dos Céus...
Na Europa aflita e insegura, Dante ilumina a cultura, Gutenberg amplia a escola, Ante a Fé, Savonarola E novo facho a brilhar; Copérnico estuda e espreita, Da Vinci, é a Forma perfeita, Colombo é o poder no mar...
No entanto, embora o Progresso Anunciando o Porvir, Não se via no horizonte Réstea de paz a surgir; Discórdia ferindo o mundo, Era tormento infecundo, Intérmino vendaval, Pelas fornalhas da guerra, O ódio agitava a Terra Em luta descomunal.
Foi então que a Voz do Alto Conclamou no Imenso Azul: – "Desdobre-se no Planeta Novo lábaro no Sul!... Povo heróico se levante Sobre o maciço gigante, Marcado a estrelas no Além; Obreiros de mãos armadas Levantarão nas estradas O Reino do Eterno Bem."
Surgia o Brasil nascente Nos braços de Portugal Que lhe deu, ao pé dos Andes, Visões de altura imortal!... Chega ilustre caravana, Lisboa é a voz soberana, Tomé de Sousa conduz; No entanto, entre os companheiros, O armamento dos obreiros Era a mensagem da Cruz.
O ensinamento de Cristo Faz-se verdade e clarão Nas forjas em que se erguia O País em ascensão. Nóbrega, Anchieta, Gregório Espalham no território O Evangelho do Senhor E o Brasil grava, na História, A fé cristã por vitória, Traduzida em paz e amor.
Nos domínios do universo, Ninguém evolui a sós, A Humanidade na Terra É a soma de todos nós. Mas, de olhar alçado aos cimos, Por súplica repetimos, Em Brasília, aos céus de luz: – “Brasil de perenes brilhos, Pela união de teus filhos, Deus te conserve em Jesus."
Médium: Frâncico Cândido Xavier Da obra “ Poetas Redivivos” BRASIL
Brasil, o Mundo a escutar-te, Pergunta hoje: “O que é?” Ah! Terra de minha vida, Responde às Nações de pé! Das montanhas altaneiras, Dentro das próprias fronteiras, Alonga os braços - Sansão! Sem prepotência ou vangloria, Grava no livro da História, Novo rumo à evolução!
Contempla a sombra da guerra, Dragão do lodo a rugir, Envenenando a Cultura, Ameaçando o Porvir!... Fala - assembléia de bravos - Aos milhões de homens escravos Sábios loucos prometheus... Do píncaro a que te elevas Dissolve os grilhões das trevas Na fé que te induz a Deus!
Brada - gigante das gentes - Proclama com destemor Que o Cristo aguarda na Terra Um novo mundo de Amor! Ante a grandeza que estampas, Os mortos voltam das campas, Sublimando-te a visão! Ao progresso Fernão Dias!... O Dever mostra Caxias, Deodoro a renovação!...
Dos sonhos do Tiradentes, Que se alteiam sempre mais, Fizeste Apóstolos, Gênios, Estadistas, Generais... De todos os teus recantos Despontam palmas de santos, Augusto pendões de heróis!... Astros de brilhos tamanhos Andrada, Feijó, Paranhos, Em teus céus brilham por soes!...
Desde o dia em que nasceste, Ao fórceps de Cabral O tempo se iluminou, Na Bahia maternal!... Hoje, que o mundo te espera Para as leis da Nova Era, Por Brasília envolta em luz, Que em ti a vida se integre, De Manaus a Porto Alegre, No Espírito de Jesus!...
Ao resguardar o Direito, Mantendo a Justiça e o Bem, Luta e rasga o próprio peito, Mas não desprezes ninguém!... Levanta o grande futuro, Ergue tranqüilo e seguro, A paz nobre e varonil!... À humanidade que chora, Clamando: “Senhor... e agora?!” O Cristo aponta: Brasil!...
Médium: Frâncico Cândido Xavier Poema psicografado em 15/abril/1976 em Brasília.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.