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Capítulo 24 de 33
Sexo e Infância
Castro Alves Fala à Terra · Chico Xavier, Waldo Vieira e Jorge Rizzini, pelo espírito Castro Alves
Que este meu brado de alerta, Em profunda dor imerso, Avance por toda a Terra, Embora preso num verso! Inda mais! Que este meu grito, Chegue aos mundos de granito! Bata às portas do Infinito! Comova todo o Universo!
Ó Humanidades ditosas, Vivendo em astros fecundos, Pela Terra sofredora, Orai ao Senhor dos Mundos! Mais feroz que a peste ou guerra, Nas cidades, campos, serra, Hoje o Umbral domina a Terra, Os Espíritos imundos!
Orai com grande fervor, Pelo Astro, vosso irmão! A Treva aqui já obteve, Dos valores a inversão! Desvario é Liberdade! Amor – imoralidade! A Arte – sensualidade! Inocência é aberração!
E a juventude frenética, Não sabe pra onde ir! E no desvario imenso Não medita no porvir!... E a Treva libertina, Indica-lhe a mescalina! A maconha e a cocaína! E depois se põe a rir...
Oremos, astros brilhantes, Galáxias, constelações, Que até a Infância já sente, No peito pulsar paixões! Em sua alma virginal, Já está o vírus do Mal, Com o ensino sexual, Que lhe impõem muitas nações!
Ao invés de se dar à Infância Os valores da Moral, Os mestres lhe dão agora, Aulas do Mais Baixo Umbral: Dissecam virilidade... Falam da sensualidade... Da homossexualidade... – E dão-lhe o vício, afinal’!
Não se impõe à Infância a sexo! E o fascínio que ele tem? .... E o mestre acaso estará Liberto dele também'? E é a criança um ser puro! Mão a jogueis num monturo! Deixai-a a olhar o futuro! A santa estrada do Bem!
Meu Deus! Que nefando crime, Horrendo contra a decência! Destruir numa criança O véu puro da inocência! E o crime está nos liceus! Em países não ateus! Nas escolas! Santo Deus! Entre o Livro e a Inteligência!
E a criança é o porvir! Dela depende o planeta! É preciso protegê-la Contra as nódoas da sarjeta! Dar-lhe da Ciência a luz, Os frutos que esta produz, Mas sem esquecer Jesus, E o Evangelho na gaveta!
Conforme a idade do filho, Exponha o pai o problema, Sem jamais tirar do sexo, Da Moral a forte algema! Exaltai a virgindade, A santa maternidade, À luz da Imortalidade, Como exige o nobre tema!
Que este meu brado de alerta, Em profunda dor imerso, Avance por toda a Terra, Embora preso num verso! Inda mais! Que este meu grito, Saído de um peito aflito, Bata às portas do Infinito, Modifique o Homem perverso!
Médium: Jorge Rizzini Da obra “Antologia do Mais Além”
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.