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Capítulo 11 de 33

A Forja da Redenção

Castro Alves Fala à Terra · Chico Xavier, Waldo Vieira e Jorge Rizzini, pelo espírito Castro Alves

Século XXI No mundo, Auroras da Nova Era... Brada o Tempo:”Espera! Espera!” Troa a vida: “Mais e mais! “Corre o progresso fecundo Com rastilhos resplendentes E incendeia os continentes Do prodígios colossais!

O Homem quebra fronteiras, Vasculha o fundo dos mares, Tira, subjuga os ares, Monta o foguete veloz! De almenaras altaneiras, A astronáutica descerra Estâncias além da Terra, No sem- fim ecoando a voz!

No ciclotron de Lawrence, A matéria- antiga esfinge-, As creses em que se estringe, Nova energia produz. Surge a Atomística e vence, Rasga clarões de promessa, Ceres provida regressa, Isótopos vêm a luz!

Onda falante domina Distâncias, de pólo a pólo; Turbinas roncam no solo Sorvendo as águas do chão. Da Patagônia á Indochina, Todo o Globo se condensa Nos tentáculos da imprensa, Ao sol da televisão!

Atlantes por fornos de aço, Vesúvios de boca ardente, Vomitam constantemente Meduas em humaréus! Buscando a glória do espaço, A Engenharia segura, Brasão da nova escultura, Empina os arranha-céus!

Mas nesse reino opulento Do cérebro sobre a Terra, Viu Jesus, em torno, a guerra- Qual jovem exterminador-, As garras do sofrimento, Flagícios gravando a vida, A riqueza envilecida Gerando indigência e dor...

Nódoas se espalham sombrias Pelos vaivens das calçadas, São crianças desprezadas As fauces da heduibidez... Nos templos em pedrarias, Por chagas de angústia ás portas, Há Niobes semimortas Entre a miséria e a viuvez...

Ante o infortúnio entrevisto Recruta legiões de obreiros... Espíritos mensageiros Portam lábaros do Além E trazem, todos por cristo, Na cátedra do futuro, A paz do Evangelho puro Pela vitória do Bem!

Criam-se rumos supremos! O Espiritismo revela, Sob a lógica mais bela, A fé no grau da razão! Espíritas, porfiemos Elevando a Humanidade; A faina da caridade É a forja da redenção!... Médium: Waldo Vieira Poema não incluído em livro e psicografado em 11 de dezembro de 1964, em Uberaba na Comunhão Espírita Cristã. ANO INTERNACIONAL DA CRIANÇA

Na tela imensa da História, A Era Cristã se eleva Por luz num trono de treva Sobre trágico estopim. O mundo traz na memória O terror da força bruta. Vinte séculos de luta Entre Jesus e Caim.

Depois de trezentos anos De sacrifícios pungentes, Os cristãos puros e crentes Altearam-se em valor; Aderindo aos novos planos Da argúcia de Constantino, Mudou-se-lhes o destino Ao pulso do Imperador.

Desde o encontro de Nicéa, A Cristandade partida, Na vivência dividida, Por vezes, perde a razão; Nas divergências de idéia, 0lvida ensinos e luzes E explode em crises e abuses Rugindo condenação.

Nos chamados Tempos Novos Da cultura de alto nível, A guerra – loba terrível, – Parece oculta no ar. Na trilha dos grandes povos, Clame o Progresso – “Ao Porvir!... Pede o ódio: – "Destruir", E o Tempo roga: – "Marchar!...

O mundo atônito avança, A Ciência vai à Lua, O cérebro continua Colecionando lauréis; Nas almas, a insegurança Gera conflitos violentos, Nos Países – armamentos, Nos Lares – provas cruéis.

Na bárbara desavença, A Criança vem à vida Muitas vezes esquecida Em lúgubres escarcéus. Hoje, – infância que não pensa Atirada à indisciplina, Amanhã, – queda e ruína No abismo dos grandes réus.

Multidões gritam nas praças Protestos, lutas e esquemas, Apresentando os problemas A que o Homem se conduz. Indagam nações e raças: – "Antes que a Paz surja tarde, Que gênio nos tome e guarde? " Responde o Brasil: – “Jesus"!

Médium: Frâncico Cândido Xavier Poema psicografado em outubro de 1979 no Cento Espírita União

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.