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Capítulo 8 de 31

Mensagem de

Amor e Saudade · Chico Xavier, espíritos diversos

AUGUSTO CÉZAR NETTO

Querida Mãezinha Yolanda e querido papai Raul; agradeço-lhes o abraço na lembrança do meu dia de reentrada na Vida Maior. Parece pelo tom de minhas palavras, que desejo confinar as nossas expressões ao âmbito doméstico, mas não bem isso. Estamos todos na mesma campanha de renovação e cada criatura a que nos ligamos pelos abençoados liames do amor se transforma aos nossos olhos em viga importante dessa construção de espiritualidade, em benefício de nós mesmos. Conversamos com os nossos pais, entretanto, de nossos entes amados a idéia se irradia e vamos enfatizando a necessidade de compreensão maior entre nós todos no mundo. Venho agradecer aos pais queridos, a atenção que puseram em minhas petições anteriores: transfigurar as alegrias de nossa casa em felicidade para os outros, em extensão.

Mãezinha Yolanda; com a proteção de Jesus e com as escoras de meu pai Raul; conseguimos fazer do nosso roteiro de saudades o mostruário dos caminhos que nos cabe percorrer, a fim de minorarmos o sofrimento, dele extraindo a substância precisa, a fim de que se faça o império da esperança onde estivermos. Ensinam-nos aqui, onde me encontro, que no Plano Físico, somos braços do Divino Mestre para a continuidade da sua obra de redenção. E o único meio de oferecer cooperação ao Senhor e Mestre Nosso será o de transformarmos dor e saudade em serviço e bênção. Temos demonstrado que isso é possível e agradeço-lhes quanto fez por mim neste novo natalício na Espiritualidade. Quero dizer ao Papai Raul que eu estive no sorriso de todos aquelas crianças reconfortadas com o carinho que ele e minha mãe Yolanda sabem distribuir; parei junto à cada face de mãe, daquelas mães abençoadas pelas próprias necessidades que nos receberam os testemunhos de solidariedade. Associei-me a cada velhinho que nos acolheu a alegria com tanta felicidade e compareci no contentamento de cada companheiro e de cada irmã que nos partilharam do encontro de fraternidade. Muito grato a todos.

Por minhas palavras, querida Mãezinha Yolanda, o seu coração compreenderá que estamos juntos no planejamento do lar-oficina em que teremos serviço mais amplo para quantos desejem cooperar conosco e resultados suficientes para estende ro nosso campo de obrigações na beneficência. Mãezinha; compreendemos o seu ideal de agir mais, trabalhando mais e servindo mais. Estamos todos, os companheiros de minha turma e eu, em preces ao Senhor para que seja encontrado o espaço, no que a nossa oficina de trabalho deva funcionar. O primeiro Grupo de Assistência, nos tempos apostólicos, logo depois do regresso de Jesus ao Plano Divino, começou no esforço de uma senhora de nome Dorcas, que passou a costurar para os necessitados e a quem se agregou mais vasto número de cooperadores, surgindo o começo da caridade ativa, em meio das pregações do Reino de Deus. Nosso ideal de uma obra assim, em que se materializem os ensinamentos que divulgamos, não é demonstração de antagonismo em nosso campo de ação e sim continuidade de serviço.

Primeiros aprendem através das nossas saudades o caminho para a nossa própria transformação e, recebido o mapa de jornada que temos em mãos, vejo em nossa oficina uma bênção de Deus que se segue às outras bênçãos de Deus que temos recebido. Sigamos para frente. A Terra, generosa como sempre, nos dará um lugar adequado para a edificação do bem a que estamos endereçados e não nos faltarão amigos para formar a colméia de paz e amor em que pretendemos unicamente atender ao nosso anseio de servir. Creio seja compreensível que me expresse sobre o assunto neste dia 27, porque foi também num dia 27 que os nossos corações se viram repentinamente golpeados pela separação que não aguardávamos e que nos coube aceitar nos Desígnios de Jesus. Agora, a nossa caminhada prossegue e o Céu nos abençoará. Sou grato a todos os que nos estendem os corações e as mãos num gesto de confiança, em nossa fidelidade ao dever cumprido e marcharemos com o amparo de Deus, todos juntos.

Agradeço à nossa Wanda o apoio irrestrito com que nos estimula aos encargos que nos esperam, tanto quanto sou agradecido à tia Mafalda pela contribuição constante com que nos incentiva ao trabalho. Agradeço todas as doações de alimento e paz que fizeram recordando o pobre rapaz que fui eu, como sou reconhecido à rosa que a nossa estimada Mercedes me trouxe, animando-nos a prosseguir na trilha em que vamos procurando realizar-nos com o bem e para o bem. Agradeço a Peirópolis na pessoa do irmão Langeston, as vibrações de paz e de esperança em que me completo na certeza de que Deus me suprirá em minhas deficiências para ser o companheiro de trabalho que preciso ser e expresso a minha gratidão a cada árvore que ampara esta casa de amor para o desempenho de sua nobre missão. maior.

Querido papai Raul; muito grato por ter vindo abraçar a nossa família A vó Otília e a vó Ermelinda aqui se rejubilam com os filhos queridos que são meu pai e minha mãe para ambas, na Vida Maior, assim como reverencio nos dois os pais queridos e inesquecíveis que me ensinaram que a vida vale pelo bem que se deve fazer.

E agora, peço a meu pai me permita dizer sem constrangimento que amo e amarei sempre Mãezinha Yolanda, por nossa benfeitora real. Papai Raul; deixe-me sentir novamente criança. Lembre-se; sou o seu Augustinho peralta e difícil, sempre a me acolher, quando menino, ao regaço materno, para que me visse protegido e resguardado para agir como julgasse melhor. Pois, hoje, Papai Raul, eu cresci em tamanho e entendimento e se não posso colaborar consigo no porto das bênçãos, posso colaborar com a Mãezinha Yolanda em favor dos infortunados. Muito grato por todo o seu dinheiro, iluminado de amor ao próximo, com que a Mãezinha Yolanda vai realizando o mais belo dos sonhos de qualquer vida humana: o ideal de seguir a Jesus com vontade de se parecer com Ele. Olhe Mãezinha Yolanda; querido Papai, e veja quanta coragem lhe nasceu do coração para fazer o que realiza, pensando nas instruções do Senhor a quem aceitamos por nosso Divino Mestre. Recorde os dias em que ela se erguia, entre nós, falando alto para me defender. Aquela fortaleza toda se transformou em trabalho pelos semelhantes.

Pai querido; ainda sou o seu adolescente amparado por minha mãe na jornada de luz em que nos achamos. Abençoe-nos e auxilie-nos como sempre. Envio o nosso afeto às irmãs e aos sobrinhos queridos e peço ao querido Papai Raul receber, com a minha querida Mãezinha Yolanda, todo o amor e todo o reconhecimento do filho que deseja trabalhar mais para ser melhor. Sempre o filho, sempre grato. AUGUSTO.

** “A Terra, generosa como sempre, nos dará um lugar adequado para a edificação do bem a que estamos endereçados e não nos faltarão amigos para formar a colméia de paz e amor em que pretendemos unicamente atender ao nosso anseio de servir”. AUGUSTO CÉZAR. ** AGRADECIMENTOS Por tudo que temos recebido pela oportunidade de servirmos, pela alegria de estarmos constantemente em contato com o nosso Augusto, pela paz que recebem os amigos que o procuram Chico Xavier, Deus possa mantê-lo sempre entre nós, os necessitados do amor divino. Família Cézar.

** Da Obra “AMOR E SAUDADE” –AUTORES: ESPÍRITOS DIVERSOS – Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/ Rubens Silvio Germinhasi Digitado por: Lúcia Aydir.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.