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Capítulo 30 de 31
Wladimir Cezar Ranieri
Amor e Saudade · Chico Xavier, espíritos diversos
Nascimento: 23.05.1956 Desencarnação: 12.05.1981
Wladimir, jovem inteligente, da família Francisco Ranieri e Dalva Zanchetta Ranieri, nascera neste lar em que sua mãe nos seus primórdios, com mediunidade de desdobramento, identificava-se em vários estágios de vidas passadas espirituais. Uma menina que mal começava a vida defrontava-se com estes fenômenos. Citava fatos que a posterior aconteciam. Sua mãe, D. Dolores de Campos Zanchetta, de princípios católicos, levou-a a Igreja para identificar os fatos. Teve como resposta: o que acontecia estava além da compreensão humana. Wladimir cresceu com a orientação evangélica espírita, demonstrada em diversas preces escritas por esse moço, de moral elevada, sem preconceitos e que gostava de se expressar na pintura. Visava no semelhante caído a oportunidade da palavra amiga. Rebuscando os seus pertences, D. Dalva, a nosso pedido, nos forneceu um pequeno trecho de um dos seus apontamentos: “Mestre, faz com que eu seja digno de Ti. Que em Teu caminho eu possa viver e amar. Amar certo para que o infinito de nossas almas torne-se o Universo...
Mestre, que no encontro de minha alma com Seu amor, possa eu estar tão calmo e confiante de todo aquele amor que porei na minha vida por Ti “”. Os conflitos que carregamos na alma; preciso é antes, escorarmos o espírito na prece. Canal evidente de socorro que canalizará em favor do suplicante o esclarecimento necessário para sua aflição. Wladimir deixou a Terra num gesto de infelicidade. Disparou um tiro de revólver contra o peito. Reconheceu no seu gesto infeliz estar envolvido em hipnose por parte de criaturas espirituais e entende sua responsabilidade, considerada pelo livre arbítrio. Indiscutivelmente, a caridade quando feita em atos inconscientes ou não, é representada como força geradora do bem em favor do doador. No gesto caritativo, Wladimir pôde sentir a extensão da prece agradecida. Apesar de dizer nada ter feito aos semelhantes, o que sua mãe contradiz, sempre esteve presente ao carente com a palavra confortadora, como bálsamo renovador. Motivado pelo sucesso do transplante de córnea em seu irmão Wagner; doou a sua córnea, que o fez merecedor da caridade espiritual, quando diz que: “...
As preces de uma pessoa que se beneficiara com a córnea que doei ao Banco de Olhos se haviam transformado para mim num pequeno tampão que, colocado sobre o meu peito no lugar que o projétil atingira, fez cessar o fluxo do sangue imediatamente”. A misericórdia de Deus se fez reconhecer no momento exato das necessidades que torna o espírito carecedor, reconhecido do bem que houvera feito. A família Ranieri, nas indagações de si mesma, encontra na mensagem consoladora a explicação, o sentimento real de Wladimir, expondo-se com o reconhecimento de sua situação. Admite que os irmãos com problemas semelhantes aos deles se reconhecem presos sem algemas e sem cárcere, porque ninguém foge de si mesmo.
Esclarecimentos necessários de pessoas
ou fatos constantes na mensagem. PAIS: Dalva Zanchetta Ranieri e Francisco Ranieri IRMÃOS: Wagner Francisco Ranieri Wanderley Rafael Ranieri Valéria Terezinha Ranieri Wallace Atílio Ranieri BISAVÓ:
Verônica Batistini Zanchetta – paterna Mãe do avô de Wladimir.
(Antecipamos os nomes de pessoas ou fatos, para melhor identificação por ocasião da leitura da mensagem do espírito. NOTA DA EDITORA).
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.