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Capítulo 4 de 27

Cristo

Jesus Cristo Divino Molde – Yolanda Santoro

Cristo quer dizer Verbo ou representante de Deus. Conduzem mundos e humanidades, mas o fazem para Deus, como Divinos funcionários, e não por si mesmos. Os Cristos que mandam nas Metagaláxias, nas galáxias e nos sistemas planetários ou nos planetas, são espíritos que se elevaram acima das injunções materiais e animais. A Divinização do Espírito importa na sublimação da matéria, e que o Espírito venha por isso a se colocar acima de mundos, de formas, tornando-se Cósmico ou Universal, isso é o que quer dizer Cristo. Os Cristos são exemplos de Unificação, de sintonia com a Divina Essência ou Deus, vindo a ser reflexos ou filtros de Sua Divina Vontade. Um Cristo é sempre rigoroso e cáustico em suas palavras, mas os seus exemplos serão sempre amorosos e cheios de renúncia. Aqueles, porém, que se tornam adeptos do Anti-Cristo, em suas palavras querem parecem bons, tolerantes, mas suas obras revelam covardia, falsidade e traição, sendo comum apelarem para atos violentos ou repugnantes. Grau Crístico – Cristo é grau, não é nome, portanto é impessoal. Um espírito cristificado o representa diante de uma humanidade em evolução. Sendo grau de União com o Pai, é naturalmente Verbo Divino ou Representante de Deus. Jesus representou o grau Crístico diante do Mundo, para revelar o Modelo, o grau que todos devem atingir. O Espírito contém em si a capacidade evolutiva ou de auto-crescimento. Superando a Lei das reencarnações pelo abrilhantamento próprio e, portanto, pela transformação do seu corpo astral, em Luz Divina, acima de toda e qualquer expressão de forma, passa a ser Luz, Glória e Poder. É o grau Crístico aquele que lhe permite sintonizar com o Pai, gozar da Divina Ubiquidade e por essa e outras atitudes atingidas, vir a ser Filho da Suprema Vontade. O grau Crístico é o libertador, porque significa vencer a Lei das Reencarnações obrigatórias. E foi por isso, falando desse grau, que Jesus afirmou que era o Caminho, a Verdade e a Vida; isto é, a síntese geral perfeitamente revelada.

Plano Crístico – Ultrapassando a hierarquia do Planeta ou dos sete Céus, é que há a entrada no chamado Plano Crístico. Não significa ainda a União Total com o Princípio ou Deus, mas os Cristos comandantes de Planetas, sistemas e grupos de sistemas e galáxias normalmente representam a União Divina.

O Cristo como indivíduo – É um filho de Deus como os demais que se elevou à Sagrada Finalidade, fazendo a evolução normal, isto é, cedendo ao Processo Evolutivo, através dos mundos e das vidas, portanto, implicitamente sujeito às condições que os fatores circunstanciais jamais deixam de impor. O Cristo como Cristo Planetário é o seu Diretor; como todos os mundos têm o seu, a Terra não deixaria de ter.

O Cristo como Funcionário encarnado, ou Jesus Encarnado, funcionou como derramador do Espírito sobre a carne, ou generalizador da Revelação.

Como Cristo Programa é o que importa: o Modelo Divino, testemunhando aquelas realidades expressas no Código Imortal. O Cristo síntese da Origem Divina, do Processo Evolutivo, da Sagrada Finalidade, da Generalização da Revelação e da Ressurreição Final dos Espíritos. É o Modelo ofertado pelo Criador e deve ser imitado. Fora da Verdade do Amor e da Virtude ninguém o igualará.

Ser Cristão – É imitar o que Jesus fez. Falar em Jesus não é ser Cristão. Para haver cristificação, é necessário imitá-lo. Ser Cristão é Viver a Lei de Deus, entender e imitar o Verbo Modelo, e cultivar nobremente os Dons do Espírito Santo carismas ou mediunidades. Cristão é quem procura honrar as Leis usadas pelo Divino Mestre para obrar os fenômenos que realizou em face do mundo. Aqueles, entretanto, que se dizem Cristãos e atribuem ao diabo tudo quanto o fanatismo sectário lhes proíbe conhecer, por certo não são Cristãos. O Cristo foi muito deturpado em seus ensinos. Os que se dizem Cristãos falam no Cristo e, em seu nome, sujeitam-se a certos rituais, pensando que ser Cristão é isso. Abandonam o Cristo interno, que está aguardando despertar, distraídos pela idolatria. Há uma grande falsa interpretação a respeito do que o Cristo ensinou. Aquilo que Ele tantas vezes repetiu nas ruas e nas praças de Jerusalém, afirmando que só se honra a Deus pelo Amor ao Próximo e pela reverência às Verdades Básicas, isso foi subtraído dos Evangelhos. Jamais Lhe ocorreu ministrar formalismos, porque Sua Doutrina era firmada nos alicerces do Amor e da Justiça. A tese advogada pelos refrões religiosistas, que se consubstancia no falar em Deus e flagelar o Próximo, essa não saiu jamais dos arcanos orientadores do Divino Mestre. Muito mais interessante do que ver o Cristo Exterior ou Divino Modelo, é saber que somos iguais em Essência, e que devemos a nós mesmos o dever de igualá-lo.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.