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Capítulo 22 de 27

A Vigência Da Igreja Viva

Jesus Cristo Divino Molde – Yolanda Santoro

O Pentecostes foi o início da Igreja Viva edificada sobre a Revelação pelo único Mestre que ultrapassou os poderes da Morte regressando como Espírito a fim de epilogar a sua função missionária. A Igreja do Caminho, ou Doutrina do Caminho como a chamava Jesus, somente começou a existir depois do Pentecostes, até ali foi apenas preparação, sendo dali em diante que houve a Doutrina do Caminho em franca atividade com a comunicabilidade dos espíritos a advertir ilustrar e consolar aqueles que se iam achegando para conhecer. Estavam abertas as portas dos Cenáculos Iniciáticos: a Revelação, a Palavra de Deus invadiria o mundo, e ensinaria até mesmo aquelas Verdades que Jesus não pode então ensinar! Estava instalada na terra a Igreja Viva de Jesus Cristo fora de clerezias ou idolatrias quaisquer. Daqui em diante o Batismo de Revelação generalizada estava pronto, continuando os trabalhadores do Cristo a grandiosa tarefa, isto é, disseminando pela terra a Excelsa Doutrina lastreada pela graça da Revelação que lhe dava caráter de Igreja Viva como está escrito em Atos Cap. I. A grande eclosão mediúnica ou profética, partindo do Pentecostes, devia ir enchendo a Terra, convertendo todas as nações; e assim teria acontecido se Roma não a tivesse truncado ou atraiçoado. Vejamos agora como se estendia naqueles dias a Igreja do Caminho: “Estendendo a Tua mão a sarar as enfermidades e a que se façam maravilhas e prodígios em nome de Teu Santo Filho Jesus”. (Atos, 4).

Armados, depois do Pentecostes, com a graça do Mediunismo Generalizado, os discípulos obravam sinais maravilhosos. O contato com o Céu, com as legiões do Senhor, era um imenso motivo de gozo e uma fonte de sinais e prodígios. “E tendo eles assim orado, tremeu o lugar onde estavam congregados e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam a palavra de Deus confiadamente”. (Atos cap.4).

Depois do Pentecostes tudo foi acontecendo assim, pois as pregações giravam em torno da Graça trazida a todos por Jesus. E aqueles Anjos, Espíritos ou Almas que circundavam a Jesus foram desabrochando faculdades nas pessoas e anunciando Verdades ao mundo. Tenha cumprimento, portanto, aquilo que Jesus tanto afirmou na vida carnal como podeis ler em João, capítulos 14, 15 e 16, o Consolador estava em pleno curso e se generalizava! “E foi Ananias e entrou na casa e pondo as mãos sobre ele disse:- “Saulo, irmão, o Senhor Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas me enviou para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo”.( Atos 9, 17). Tendo Paulo recobrado as vistas e recebendo Espírito, ou tornando-se médium como agora se diz, tornou-se o Cavaleiro Andante dos Batismos de Revelação.

“Estando Pedro ainda proferindo estas palavras desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviram a palavra”. (Atos 10, 14).

“E como eu tivesse começado a falar, desceu o Espírito Santo sobre eles assim como também tinha descido sobre nós no princípio”. (Atos 11, 15). Vede bem a condição de médiuns dos Apóstolos, pois todos receberam Espíritos comunicantes: “E havendolhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo e falavam em diversas línguas, e profetizavam”. (Atos 20- 23). “Sendo que o Espírito Santo me assegura por todas as cidades, dizendo que me esperam em Jerusalém prisões e tribulações”. (Atos 20-23). Eram espíritos comunicantes que por toda parte anunciavam os acontecimentos. Paulo foi quem melhor falou naqueles dias sobre as mediunidades conhecidas: “Porque a um pelo Espírito é dada a palavra de sabedoria, a outro de ciência, a outro a fé, a outro o dom de curar, a outro a produção de maravilhas, a outro, a profecia, a outro o discernimento dos espíritos, a outro as línguas diversas e a outro as interpretações”. (I Coríntios, 12).

Modo de reunir dos Apóstolos. Quanto ao modo de reunir dos Apóstolos, tudo eram cópias do Pentecostes. Observemos como eram feitas as sessões dos Apóstolos: “Como haveis de proceder, irmãos? Quando vos reunires, se cada um de vós tem o dom de compor salmos, tem o de doutrinar, tem o de revelação, tem o de línguas, tem o de interpretá-las, faça-se tudo isso para edificação. Ou se alguns têm o dom de línguas, não falem senão dois, ou quando muito três, e um depois do outro, e haja alguém que interprete o que eles disseram. E se não tiver intérprete, estejam calados na igreja e não falem senão consigo e com Deus. Pelo que toca, porém, aos profetas, falem também só dois ou três, e os mais julguem o que ouvirem. E se nesse tempo for feita qualquer revelação a algum outro dos que se acham assentados, cale-se o que falava primeiro. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados”. (I Coríntios 14, 26 a 31). (igreja = reunião, em grego)

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.