[user_registration_my_account]
Capítulo 12 de 27
A Doutrina Do Caminho
Jesus Cristo Divino Molde – Yolanda Santoro
...assim a chamava Jesus que falou em Doutrina e não em igreja. A doutrina é de Deus e a igreja é dos homens, pois quer dizer ajuntamento humano. Ai daquele que atraiçoar a Doutrina, para endossar igrejas quaisquer, sob pretextos quaisquer. A Doutrina do Caminho somente começou a existir depois do Pentecostes, com a grande eclosão mediúnica ou profética, que partindo dali devia ir enchendo a terra, convertendo todas as nações, e assim teria acontecido se Roma não a tivesse truncado ou atraiçoado. Eis o motivo de começarem no Pentecostes as primeiras conversões. Porque tudo até ali foi apenas preparação, sendo dali em diante que houve a Doutrina do Caminho em franca atividade, com a comunicabilidade dos espíritos a advertir, ilustrar e consolar aqueles que se iam achegando para conhecer. Depois do Pentecostes, tudo foi acontecendo assim, pois as pregações giravam em torno da graça trazida a todos por Jesus. E aqueles anjos, Espíritos ou Almas que circulavam Jesus foram desabrochando faculdades nas pessoas e anunciando Verdades ao Mundo. Tinha cumprimento, portanto, aquilo que Jesus tanto afirmou em Vida carnal. O Consolador estava em pleno curso e se generalizava. Armados depois do Pentecostes com a graça do Mediunismo generalizado, os discípulos obravam sinais maravilhosos. O contato com o Céu, com as Legiões do Senhor, era um imenso motivo de gozo e uma fonte de sinais e prodígios (Atos cap. 4) Daqui para frente tudo já estava feito pelo Divino Mestre, estando seus milhares de discípulos em atividade a se espalharem pelo mundo. Tinham por todas as partes a perseguição do clero levita, perseguição de morte, mas o Ministério da Revelação os transformava em gigantes de coragem, sobrepondo-os a prisões e martírios. E isso durou até o 4º século, quando Roma atraiçoou o Batismo de Revelação. Até o 4º século a palavra Cristianismo não existia. Se Roma não tivesse adulterado os textos e a doutrina, o Caminho do Senhor nunca se chamaria Cristianismo, e seria apenas o Essenismo ou Profetismo de portas abertas. Basta ler o que vai dito nos capítulos 14, 15 e 16 do Evangelho segundo o apóstolo João, para saber que a Doutrina do Caminho seria edificada sobre os Dons do Espírito Santo, e não sobre Pedro! Quando, perguntado por Jesus, Pedro respondeu que Jesus era o Cristo prometido por Deus, Jesus fez a seguinte afirmação tal como está nos originais: “Bem aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi a carne nem o sangue que isso te revelou, mas sim o Espírito Santo, e sobre esta pedra edificarei a Doutrina do Pai, e as portas do inferno jamais prevalecerão contra Ela”. Como a Doutrina do Caminho, mais tarde chamada Evangelho, não termina no último capítulo de João Evangelista, mas sim no capítulo final do Apocalipse, que por sua vez aponta para o programa Divino Total ou de Origem, movimento e Finalidade, importa que ninguém deixe de estudar o Apocalipse para bem compreender o que o Cristo Exemplo fez questão de deixar bem patente sobre Comportamento Individual.
Evangelho – não é a letra. O Verdadeiro Evangelho, que jamais passará, foi a Vida que Jesus viveu para exemplificar a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude, e não aquilo que alguns duzentos e tantos homens escreveram, e que outros andaram adulterando. A revelação estenderá o Evangelho pela humanidade inteira, mas fica entendido, os exemplos de Jesus e não o fanatismo da letra morta. Jesus não escreveu em virtude de saber que deixaria uma Doutrina Viva, edificada sobre o Profetismo ou Consolador Generalizado. E foram mais de duzentos os homens que escreveram sobre Jesus, enchendo tudo de alterações, ignorâncias e fanatismos aberrantes. Oitenta e sete livros foram escritos sobre Jesus. Desses oitenta e sete, Jerônimo separou vinte e oito, fazendo um resumo de quatro que são os de Mateus, Marcos, Lucas e João. Cada um viu e escreveu como pôde, além daquilo que andou sendo alterado em benefício do Clero romano e do próprio Império romano. Melhor fôra não aceitar tudo quanto se escreveu e se compilou como sendo o Evangelho de Cristo. A Excelsa Doutrina do Cristo não cabe em livros, é Espírito e Vida! Os livros devem ceder lugar aos atos de Verdade e de Virtude. As grandiosas lições de Deus estão no Infinito Criador, e toda real sabedoria está no Amor praticado. Os homens ignorantes esperam o novo Cristo, mas o Cristo Eterno espera pelos homens prudentes através de suas obras.
Quem afirmou perante o mundo, que Deus é Espírito e Verdade, assim querendo que seus filhos venham a ser, nunca jamais passará, porque essa afirmativa contém a sabedoria total. Não há que esperar um Novo Cristo, há que desabrochar o Cristo Interno, conforme a Divina Modelagem do Cristo Externo, que Jesus viveu diante da humanidade. Porque Cristo é grau e todos devem atingi-lo.
Parábolas (Evangelho) E Jesus lhes falava por parábolas. Quando se fala a conhecedores, usando termos técnicos, com poucas palavras muito se diz, mas quando se fala com elementos de pouca ou nenhuma cultura, são as alegorias, os paralelos, as figurações, muito mais eficientes. Jesus falava segundo o entendimento do auditório. Daqueles que se presumiam “Mestres em Israel” ele exigia muito mais, vide o caso de Nicodemos, e a sua tremenda luta com os Sinedristas e fariseus. Os donos de religião vivem a se curvar diante dos grandes e a se erguer diante dos pequenos. Jesus era humilde com os pequenos e se erguia diante dos presumidos do mundo. Todas as parábolas fazem entrar em cena algum ponto Fundamental da Doutrina, mas a Moral, o Amor e a Revelação tomam na boca de Jesus a dianteira, porque aí residem os três sentidos da Lei de Deus que Ele veio executar, para ficar sendo o Divino Modelo. Jesus nunca teve religião e sim conhecimento e culto da Verdade. Nunca chamou de Sua a Doutrina, e sim afirmou sempre que era do Pai. Os grandes Espíritos sempre revelam apego ao que é Eterno, Perfeito e Imutável. Os maiores ensinos do Cristo estão nas sentenças curtas e concisas. Jesus tinha muito mais para dizer, e não o disse em virtude da incapacidade de assimilação dos contemporâneos.
Jesus “Salvador” Jesus, exemplo de medida salvadora, e não salvador gratuito! Não mandou a cada um tomar a cruz do seu dever? Não disse que clamarão Senhor! Senhor! e que não serão ouvidos até pagarem o último ceitil? Não afirmou que a ferida a ferro, com ferro será respondida? Jesus não veio salvar a ninguém de graça ou de favor, mas sim indicar a Doutrina Salvadora. O caminho não anda por ninguém, serve para conduzir! Ninguém nasceu nem vai nascer para carregar consigo os pecados da humanidade. Ninguém nasceu para ser redentor, mas ele, sim, foi Divino Exemplificador. Não existem Cristos Salvadores ou Redentores gratuitos de quem quer que seja, e por isso mesmo importa tomar muito cuidado com os erros e falsidades que homens exploradores de religiosismos e sectarismos andaram inventando e incrustando nas Escrituras. Estudem estas advertências do Cristo Modelo: “Apartai-vos de mim, vós que obrais a iniquidade” “Por toda palavra proferida o homem responderá” “Até os cabelos de Vossas cabeças estão contados” “O Pai Vê em secreto e em secreto dará a paga” “A cada um será dado, segundo as suas obras” Não existe nenhum sangue derramado por segundos ou terceiros que encubra os pecados ou erros de quem quer que seja. “Bem aventurados aqueles que lavam as suas vestimentas no sangue do Cordeiro”- diz o Apocalipse. Mas estão errados aqueles que pensam no sangue material. O corpo é a Doutrina O sangue é o Exemplo.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.