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Capítulo 4 de 6
III — parte 1 de 3
Espíritos e Médiuns · Léon Denis
Natureza da Mediunidade Chama-se mediunidade, o conjunto de faculdades que permitem ao ser humano comunicar-se com o Mundo Invisível. O médium desfruta, por antecipação, dos meios de percepção e de sensação que pertencem mais à vida do espírito que à do homem, por isso tem o privilégio de servir de traço de união entre eles. Temos que ver nesse estado o resultado da lei de evolução e não um efeito regressivo, uma tara, como crêem certos fisiologistas, que comparam os médiuns a histéricos e enfermos. Esse equívoco provém do fato de a grande sensibilidade e a impressionabilidade de certos médiuns provocar em seu organismo físico perturbações sensoriais e nervosas; mas esses casos são exceções, que seria errado generalizar, porque a maioria dos médiuns possui boa saúde e um perfeito equilíbrio mental. Toda extensão das percepções da alma é uma preparação para uma vida mais ampla e mais elevada, uma saída aberta a um horizonte mais vasto.
Sob este ponto de vista, as mediunidades, em conjunto, representam uma fase transitória entre a vida terrestre e a vida livre do espaço. O primeiro fenômeno desse gênero, que chamou a atenção dos homens, foi o da visão. Por ela se revelaram, desde a origem dos tempos, a existência do mundo do Além e a Léon Denis – Espíritos e Médiuns 37
intervenção, entre nós, das almas dos mortos. Estas manifestações, ao se repetirem, deram nascimento ao culto dos espíritos, ponto de partida e base de todas as religiões. Depois, as relações entre os habitantes da Terra e do Espaço se estabeleceram das mais diversas e variadas formas, que se foram desenvolvendo através dos tempos, sob diferentes nomes, mas todas partem de um único princípio. Por meio da mediunidade sempre existiu um laço entre ambos os mundos, uma via traçada pela qual a alma humana recebia revelações, gradualmente mais elevadas, acerca do bem e do dever, luzes cada vez mais vivas sobre seus destinos imortais. Os grandes espíritos, por motivo de sua evolução, adquirem conhecimentos progressivamente mais amplos e se convertem em instrutores, em guias dos humanos cativos na matéria. A autoridade e o prestígio de seus ensinamentos ficam realçados ainda mais pelas profecias, pelas previsões que os precedem ou os acompanham. Em outra parte estudamos, detalhadamente, os diferentes
gêneros de mediunidade e os fenômenos que produzem. Então pode-se ver como se estabeleceu a comunicação dos vivos e dos mortos; como se constitui essa fronteira ideal onde as duas humanidades, uma visível e a outra invisível, entram em contato; como, graças a essa penetração, se estende e se esclarece nosso conhecimento da vida futura, a noção que possuímos das leis morais que a regem, com todas as suas conseqüências e suas sanções.
5 Ver minha obra No Invisível. (Nota do autor.) Léon Denis – Espíritos e Médiuns 38
Por todos os procedimentos medianímicos, os espíritos superiores se esforçam em trazer a alma humana das profundidades da matéria para as altas e sublimes verdades que regem o Universo, para que se revistam dos altos fins da vida e encarem a morte sem terror, para que aprendam a desprender-se dos bens passageiros da Terra e prefiram os bens imperecíveis do espírito. A alma não pode achar harmonia senão no conhecimento e na prática do bem, e somente dessa harmonia é que flui, para ela, a felicidade. Aos espíritos superiores se unem as almas amigas dos parentes mortos, cuja solicitude continua estendendo-se sobre nós, assistindo-nos em nossas dolorosas lutas contra a adversidade e contra o mal. Assim, a mediunidade bem exercida se converte em um manancial de luzes e consolos. Por seu intermédio, as vozes do Alto nos dizem: “Escutai nossas chamadas; vós que buscais e chorais não estais abandonados... Temos sofrido para lograr estabelecer um meio de comunicação entre o vosso mundo esquecido e o nosso mundo de recordações.
A mediunidade já não se verá enxovalhada, menosprezada, maldita, porque os homens já não poderão desconhecêla. Ela é o único laço possível entre os vivos e nós, a quem nos chamam mortos. Esperai, não deixaremos fechar-se a porta que temos entreaberta para que, em meio às vossas dúvidas e vossas inquietudes, possais entrever as claridades celestes.” –– 0 –– Léon Denis – Espíritos e Médiuns 39
Depois de haver mostrado o grande papel da mediunidade, convém assinalar as dificuldades que existem em sua aplicação. Em primeiro lugar são escassos os bons médiuns, não porque lhes faltam faculdades notáveis, mas por ficarem logo sem utilidade prática por falta de estudos sérios e profundos. Muitos médiuns se escondem nos círculos íntimos, nas reuniões familiares, ao abrigo das exigências exageradas e dos contatos desagradáveis. Quantas jovens de organismo delicado, quantas senhoras que conhecemos, retraídas pelo temor à crítica e às más línguas, afogam e perdem bonitas faculdades medianímicas por não empregá-las bem, com uma boa direção! Os adversários do Espiritismo sempre se dedicaram a denegrir médiuns, acusando-os de fraude, procurando fazêlos passar por neuróticos e tratando, por todos os meios, de desviá-los de sua missão; sabendo que o médium é condição essencial dos fenômenos, esperam, desse modo, destruir o Espiritismo em seu alicerce.
É importante que façamos fracassar essa tática e, para isso, temos de dar ânimo e ajuda aos médiuns, rodeando o exercício de suas faculdades de todas as precauções necessárias. A guerra ceifou milhões de vidas em plena juventude e virilidade. As epidemias, os açoites de todas as classes, deixaram enormes vazios no seio das famílias. Todos esses espíritos tratam de se manifestar àqueles a quem amaram na Terra, para provar-lhes seu afeto, sua ternura, para secar suas lágrimas, para acalmar suas dores. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 40
Por outra parte, as mães, as viúvas, as noivas, os órfãos, todos estendem suas mãos e seus pensamentos para o céu, na angustiosa espera de notícias de seus mortos, ávidos de recolher provas de sua presença, testemunhos de sua sobrevivência. Quase todos possuem faculdades latentes e ignoradas que poderiam permitir-lhes estabelecer relações com seus mortos. Por todas as partes existem possibilidades de se estabelecer um elo entre essas duas multidões de seres que se buscam, se atraem e desejam fundir seus sentimentos e seus corações em uma comum harmonia. O Espiritismo e a mediunidade são os únicos que podem realizar essa doce e santa comunhão e trazer, a todos, a paz, a serenidade da alma que dá fortaleza e convicção. É sobretudo entre essas vítimas da guerra cruel, no seio do povo, entre os humildes, os pequenos, os modestos, que se há de buscar os recursos psíquicos que permitam aos nossos amigos do espaço proporcionar-nos provas da persistência de sua vitalidade e da nossa reunião futura.
Quantas faculdades dormem silenciosamente no fundo desses seres, esperando a hora de florescer, de produzir frutos de verdade e de beleza moral! Neste aspecto, grande é a tarefa que cabe aos espíritos esclarecidos, aos abnegados crentes, aos apóstolos da grande doutrina. Seu dever é sacudir a indiferença de uns, a apatia de outros, ir ao encontro de todos esses agentes obscuros da obra de renovação, instruí-los, pôr em ação os recursos escondi- Léon Denis – Espíritos e Médiuns 41
dos, as riquezas insuspeitadas que possuem e conduzi-los ao fim assinalado. Para cumprir essa tarefa, há que se possuir ciência e fé. Graças a esta última, e por análogos procedimentos, os apóstolos dos primeiros tempos do Cristianismo suscitaram ao seu redor “os milagres” e, com eles, o entusiasmo religioso que devia transformar a face do globo. Em nossos dias, é necessário não somente a fé ardente, mas também o conhecimento das leis precisas que regem os mundos visível e invisível com o fim de facilitar sua harmonia, sua recíproca interpretação, separando da experimentação os elementos de erros, de perturbação e de confusão. Com um adestramento gradual, veremos ampliar-se o círculo das percepções e das sensações psíquicas, e ficará evidenciada a mais imponente certeza da perenidade do princípio vital que nos anima. A alma humana aprenderá a conhecer as sombras e os esplendores do Mais-Além e, neste conhecimento, achará uma trégua para suas dores e um manancial de força na desgraça em frente à morte. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 42
IV Prática da Mediunidade O estudo e aplicação das faculdades medianímicas são de capital importância, já que, segundo o uso que se faça desses dons, podem resultar em um bem ou em um mal para quem os possua e para a causa que pretenda servir. O Espiritismo é uma arma de dois gumes: arma poderosa – com o apoio dos espíritos elevados – para combater os erros, a mentira e todas as misérias morais da humanidade; mas também uma arma perigosa pela ação dos espíritos inferiores e maus. Nesse caso, pode voltar-se contra os médiuns e os experimentadores e ferir-lhes a saúde e a dignidade, causando desordens graves. Na experimentação espírita, tudo depende dos invisíveis. A natureza e a qualidade de sua ação variam segundo o valor das entidades que se manifestam. Os espíritos elevados derramam, sobre nós, fluidos puros e benéficos, que reconfortam nossas almas e acalmam nossas dores, predispondo-nos à bondade e à caridade. Em nosso relacionamento com eles, obtemos as forças necessárias para vencer nossos defeitos e nos aperfeiçoarmos. As manifestações dos espíritos inferiores podem ser úteis pelas provas de identidade que proporcionam, mas, sem demora, seus fluidos pesados e maus alteram o estado de saúde dos médiuns, turvam seu juízo e sua consciência e, em certos casos, desembocam na obsessão e na loucura. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 43
As trágicas cenas descritas pelo Dr. Paul Gibier em seu livro Espiritismo ou Faquirismo Ocidental, das quais quase termina vítima, e os exemplos que encontramos um pouco em todas as partes, nos demonstram, até à evidência, os riscos que se corre ao se estabelecer relações continuadas com os levianos do espaço. Praticar o Espiritismo sem rodear-se de precauções necessárias equivale a abrir a porta, de par a par, para os assaltantes de rua. Recordemos em que consistem as precauções indispensáveis. Antes de cada sessão, há que se invocar os espíritos guias e assegurar uma proteção eficaz que, afastando as más influências, estabeleça no ambiente invisível a mesma disciplina que o presidente do grupo deve impor aos assistentes. Com este fim, Allan kardec recomenda a oração e nós não titubeamos em insistir nesse sentido. Sem dúvida que, como a ele, nos chamarão de místicos, mas o que fazemos é observar e aplicar a lei universal das vibrações, que une todos os seres e todos os mundos e os liga a Deus.
A Ciência começa apenas a balbuciar os primeiros elementos dessa lei com o estudo da radioatividade dos corpos, com a aplicação das ondas e correntes à longa distância. Mas, à medida que prossiga nas investigações do Invisível, comprovará sua maravilhosa harmonia e suas vastas conseqüências. A partir deste ponto de vista, lhe estão reservados esplêndidos descobrimentos, porque nisso reside todo o segredo da vida superior, da vida livre do espírito no Espaço e as regras de suas manifestações. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 44
Com o pensamento e a vontade podemos pôr em movimento todas as forças escondidas em nós mesmos. Nossas irradiações fluídicas se impregnam das qualidades ou dos defeitos dos pensamentos e criam, em torno de nós, um ambiente de conformidade com nosso estado de alma. Como a oração é a expressão mais alta e mais pura do pensamento, traça uma via fluídica que permite às entidades do Espaço descerem até nós e se comunicarem; nos grupos ela constitui um meio favorável à produção de fenômenos de ordem elevada, ao mesmo tempo que preserva contra os maus espíritos. Para que seja eficaz e produza todo o efeito desejado, a oração deve ser um chamamento ardente, espontâneo e, por conseguinte, de breve duração: pelo contrário, as orações vulgares, recitadas da boca para fora, sem calor comunicativo, não produzem senão irradiações débeis insuficientes. Fácil, portanto, será compreender a necessidade de que haja, nas sessões, união de pensamentos e vontades.
Deve-se ter presente, sobretudo, a importância que exercem nas emissões fluídicas os sentimentos de fé, de confiança, de desinteresse, em uma palavra: todas as qualidades morais, as facilidades que elas dão aos bons espíritos, de par com os obstáculos que opõem à ação dos espíritos mal-intencionados. E, tudo isso, sem excluir o livre exame e as condições de controle que nenhum observador deve abandonar jamais. Tão pouco há que se surpreender se os resultados obtidos são relativamente trabalhosos e pobres em ambientes em que reina uma atmosfera de ceticismo, onde se pretende dar ordens aos fenômenos e aos espíritos, e nos que, sem saber, criam travas às manifestações de ordem elevada. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 45
Ademais, o presidente de cada grupo deve esforçar-se em obter silêncio e recolhimento durante as sessões, e evitar as perguntas inoportunas e demasiado pessoais, que pretendam dirigir aos espíritos, para manter, dentro do possível, a união dos pensamentos e das vontades, dirigindo-os para uma finalidade comum. Os pensamentos divergentes e as preocupações materiais formam correntes desencontradas, uma espécie de caos fluídico, que dificulta a intervenção dos guias, enquanto que a concordância de intenções e de sentimentos estabelece a fusão harmônica dos fluidos e cria um ambiente propício à sua ação. A sessão deve terminar com algumas palavras de agradecimento aos espíritos protetores e convidando os participantes a aproveitar os ensinamentos recebidos, praticando a moral que deles se deriva. Com suas críticas, nossos contraditores inexperientes demonstram, com freqüência, sua escassa competência nestes assuntos. Mas, por outro lado, todos os magnetizadores conhecem a propriedade que têm os fluidos de refletir exatamente nosso estado de ânimo e sabem imprimir-lhes, às vezes, qualidades benéficas e curativas. Também é possível demonstrar, experimentalmente, a existência e a variedade infinita desses fluidos que diferem em cada personalidade. Pode-se facilmente tirar placas fotográficas com as irradiações que se desprendem de nossos cérebros, e registrar os fluidos que variam segundo as disposições pessoais. –– 0 –– Léon Denis – Espíritos e Médiuns 46
O exercício da mediunidade encontra dois obstáculos temíveis: o espírito de lucro e o orgulho. (Quantos médiuns começaram animados de um sincero desejo de servir à nossa causa e terminaram, por causa do orgulho, por cair no ridículo, convertendo-se em motivo de zombaria para todos!) A satisfação de si mesmo é perfeitamente legítima, quando é o resultado de qualidades ou de méritos adquiridos por meio de trabalho ou estudos prolongados. Como sentir orgulho por uma faculdade que veio do Alto e que não precisou de gastos nem esforços? O orgulho é o que inspira essas rivalidades, essa inveja mesquinha entre médiuns, causa freqüente de desunião em alguns grupos. É preciso que cada um se contente com o que recebe. Quando o médium está isento de vaidade, é franco de coração, e, com a sinceridade de sua alma, aos olhos de Deus, oferece seu concurso aos bons espíritos, estes se apressam em assisti-lo e o ajudam a desenvolver suas faculdades. Cedo ou tarde levam até junto dele os parentes falecidos, os amados mortos, reatando-se uma doce intimidade, fonte de alegrias e consolos.
Pouco a pouco o médium vai se tornando o artífice bendito da obra de renovação. Recebe e transmite as instruções que iluminam a vida e traçam a via de ascensão para todos, proporcionando, assim, a ajuda moral que faz mais fácil o dever e mais suportável a prova. Assim, com os ensinamentos dos espíritos, a noção de justiça se estenderá pelo mundo. Ao saber que viemos quase todos para expiar faltas anteriores, o homem não se mostrará tão inclinado a murmurar contra a sua sorte, e seu pensamen- Léon Denis – Espíritos e Médiuns 47
to se elevará acima das misérias deste mundo, evitando que seus atos ou suas palavras aumentem o peso das injustiças que sobre si recaem. Então a vida social poderá melhorar, e a humanidade adiantará um passo. Todas essas humildes vidas de médiuns que, a não ser por isso, ficariam obscuras e insignificantes, se verão enriquecidas pela missão recebida, iluminadas por um raio divino e se converterão em elementos de progresso e de regeneração. O contato com o Invisível, com as almas puras e grandes, aumenta as faculdades psíquicas e multiplica os meios de percepção. Nas sessões bem dirigidas, o médium percebe, cada vez mais, as irradiações, os fluidos dos mundos superiores. Experimenta uma dilatação de seu ser, uma soma de gozos que escapam à análise e que são, como uma antecipação da vida espiritual, um prelúdio da vida do espaço.
É uma compensação oferecida, já nesta existência, às fadigas e trabalhos pelo exercício da mediunidade. –– 0 –– O médium sincero, leal, desinteressado – como dizíamos – pode estar seguro da assistência dos bons espíritos; mas se ele se deixar invadir pelo amor ao lucro, ou pelo orgulho, os Espíritos Guias se afastam e deixam o caminho aos espíritos fracos e atrasados. Então, aumentam os enganos e as fraudes. Aparecem mensagens firmadas com nomes pomposos de estadistas, reis, imperadores ou poetas célebres, porém, quando se passam essas comunicações pela peneira da razão e da reflexão, nos damos conta de que somos vítimas de uma fraude. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 48
Não é que queiramos dizer que esses grandes espíritos não se comunicam nunca, mas aconselhamos a maior prudência neste ponto, pois sabemos, por experiência, que os espíritos elevados, que tiveram nomes ilustres na Terra, não gostam de vangloriar-se deles, preferindo manifestar-se com nomes alegóricos e pseudônimos. Vários médiuns contribuíram, dessa maneira, a desnaturar o Espiritismo. Allan Kardec, pela retidão de seu caráter, a dignidade de sua vida e pela elevação de seus pensamentos, teve o privilégio de atrair espíritos nobres e elevados. Leiamos e meditemos seus livros, que são a expressão da mais pura sabedoria e verdade. Por exemplo, em suas obras este grande escritor sempre se levantou, com vigor, contra o princípio da mediunidade assalariada, como causa de abusos inumeráveis. Recordemos, antes de mais nada, que a mediunidade é variável, inconstante e pode desaparecer tal como veio. Não exige estudos prévios, nem usa laboriosa preparação como na aquisição de uma arte, de uma ciência, etc. É um dom que é retirado, quando se abusa dele. Os exemplos disso são freqüentes.
A mediunidade, cujos resultados são muito diferentes segundo os lugares, o ambiente e a proteção oculta, e são com freqüência negativos, pouco serviria a uma utilização regular e contínua. Os guias sérios, os espíritos elevados não se prestariam a isso. Admitimos, não obstante, que os sábios e os experimentadores que se servem das faculdades de um médium e monopolizam seu tempo, firmem com ele um compromisso e o indenizem por suas viagens e pelas horas perdidas. Assim mesmo, consideramos que os grupos devem aos médiuns, Léon Denis – Espíritos e Médiuns 49
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.