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Capítulo 2 de 6
Parte 2 de 3
Espíritos e Médiuns · Léon Denis
des do mundo, submeteram esses fatos a um exame profundo e rigoroso. Sua intenção primeira foi sempre esclarecer o que eles acreditavam tratar-se do resultado de enganos deliberados ou de alucinações. Mas quase todos, depois de anos de estudos conscienciosos e de experimentações perseverantes, abandonaram suas prevenções e sua incredulidade, e se inclinaram ante a realidade dos fatos. As manifestações espíritas, comprovadas por milhares de pessoas em todos os pontos do globo, demonstraram que, ao nosso redor, se agita um mundo invisível, um mundo onde vivem, em estado fluídico, aqueles que nos precederam na Terra, que lutaram e sofreram, e que constituem, além da morte, uma segunda humanidade. O Novo Espiritualismo se apresenta hoje com um acompanhamento de provas e um conjunto de testemunhos tão imponentes, que já não é possível a dúvida para os investigadores de boa-fé.
Isto mesmo expressava o professor Challis, da Universidade de Cambridge, nos seguintes termos: “Os atestados têm sido tão abundantes e tão perfeitos, os testemunhos têm vindo de tantas fontes independentes entre si e de um número tão grande de testemunhas, que se faz necessário ou admitir as manifestações tal como se nos apresentam, ou renunciar à possibilidade de atestar, por um depoimento humano, qualquer fato que seja.” Por essa razão, o movimento de propagação se foi acentuando cada vez mais. No momento atual, estamos assistindo a um verdadeiro florescimento das idéias espíritas. A crença no Mundo Invisível se estendeu por sobre toda a face da Terra. Por toda Léon Denis – Espíritos e Médiuns 17
parte, o Espiritismo tem suas sociedades de experimentação, seus vulgarizadores, seus periódicos. Embora a filosofia, em suas mais atrevidas especulações, tenha conseguido elevar-se à concepção de outro mundo de existência, depois da morte do corpo, a ciência humana, não obstante, não havia logrado, experimentalmente, a certeza do fato em si. O valor do Espiritismo consiste, precisamente, em nos proporcionar essas bases experimentais, provando-nos a possibilidade de comunicação entre os vivos e as inteligências que viveram entre nós antes de transpor o umbral da vida invisível. Essas almas puderam dar, em certos casos, a demonstração de sua identidade e de seu estado de consciência. Para não citar senão um caso entre mil: o doutor Richard Hodgson, falecido em dezembro de 1906, comunicou-se depois com seu amigo J. Hislop, professor da Universidade de Columbia, entrando em minuciosos detalhes, acerca das experimentações e trabalhos realizados pela Sociedade de Investigações Psíquicas, de cuja seção americana era presidente. Explicou como teriam que dirigi-los, provando sua identidade com todos esses pormenores. Essas comunicações se transmitiram por intermédio de diferentes médiuns, que não se conheciam entre si, servindo de mútua confirmação. Nelas se reconhecem as palavras e as frases familiares do comunicante durante sua vida. –– 0 –– Léon Denis – Espíritos e Médiuns 18
Embora o início do Espiritismo tenha sido difícil e sua marcha, lenta e cheia de obstáculos, há quase vinte anos ele conquistou direito de cidadania. Converteu-se em uma verdadeira ciência e, no tempo certo, num corpo de doutrina, uma filosofia geral da vida e do destino, cimentada em um conjunto imponente de provas experimentais às quais, a cada dia, se agregam fatos novos. Essa ciência, essa doutrina, nos tem demonstrado, cada vez melhor, a realidade de um mundo invisível, incomensurável, povoado de seres viventes, que até agora haviam passado despercebidos aos nossos sentidos. Novos horizontes se nos abriram. A perspectiva de nossos destinos se nos ampliou. Nós mesmos pertencemos, por uma parte de nosso ser – a mais importante – a esse Mundo Invisível, que se revela cada dia mais aos observadores atentos. Os casos de telepatia, os fenômenos de desdobramento, as exteriorizações de pessoas vivas, as aparições à distância, tantas vezes descritas por F. Myers, C. Flammarion, Charles Richet, Dr. Dariex, Dr. Maxwell, etc., o demonstram experimentalmente. As atas da Sociedade de Investigações Psíquicas, de Londres, são ricas em fatos desse gênero.
Os espiritistas crêem que essa parte invisível, imponderável de nosso ser, registro inalterável de nossas faculdades, de nosso “eu” consciente, em uma palavra, o que os crentes de todas as religiões chamaram “alma”, sobrevive à morte. Prossegue sua evolução, no decorrer do tempo e do espaço, até estados sempre melhores e mais iluminados através de raios de justiça, de verdade e de amor. Essa alma, esse “eu” consciente, tem como invólucro indestrutível, como veículo, Léon Denis – Espíritos e Médiuns 19
um corpo fluídico, envoltório do corpo humano, formado de matéria sutil, radiante, invisível, sobre o qual a morte não tem ação alguma. Achamo-nos aqui em presença de uma teoria, de uma concepção suscetível de reconciliar as doutrinas materialistas e espiritualistas, que durante tanto tempo se combateram sem se poderem derrubar, nem destruir mutuamente. A alma já não seria uma vaga abstração, mas um centro de força e de vida, inseparável de sua forma sutil, imponderável, embora ainda material. Há nela uma base positiva para as esperanças e as aspirações elevadas da humanidade. Tudo não termina com esta vida: o ser, indefinidamente aperfeiçoável, recolhe em seu estado psíquico – que sem cessar se refina – o fruto do trabalho, as obras, os sacrifícios de todas as suas existências. As dores, o grito de chamada que se eleva para o céu, desde as profundezas da humanidade, não ficam sem resposta.
Aqueles que viveram entre nós, e que continuam no espaço sua evolução indefinida, sob formas mais etéreas, não se desinteressam de nossos sacrifícios e de nossas lágrimas. Desde os cumes da vida universal caem, sem cessar, sobre a humanidade, correntes de força e inspiração. Dali procedem os relâmpagos do gênio; dali os sopros poderosos que passam sobre as multidões nas horas decisivas; dali o consolo para os que sucumbem sob a pesada carga da existência. Um laço misterioso une o visível ao invisível. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 20
Nosso destino se desenvolve sobre a cadeia grandiosa dos mundos e se traduz em aumentos graduais de vida, de inteligência e de sensibilidade. Mas, o estudo do universo oculto não se faz sem dificuldades. Lá, como aqui, o bem e o mal, a verdade e o erro se misturam segundo o grau de evolução dos espíritos com os quais entramos em relação. Por isso é necessário abordar o terreno da experimentação com uma prudência extremada, depois de estudos teóricos suficientes. O Espiritismo é a ciência que regula essas relações e nos ensina a conhecer, a atrair, a utilizar as forças benéficas do Mundo Invisível; a separar as más influências e, ao mesmo tempo, a desabrochar os poderes escondidos, as faculdades ignoradas que dormem no fundo de todo ser humano. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 21
II Os Fenômenos Espíritas Gustave Le Bon tomou, em 1908, a iniciativa de uma proposição que parecia peremptória: oferecia um prêmio de dois mil francos ao médium que produzisse, diante de uma comissão competente, um fenômeno de levitação em plena luz. Por que estipular, em plena luz, se é notório que esse fenômeno não é normalmente possível senão com luz suave, visto que a luz viva exerce uma ação dissolvente sobre a força psíquica? Que se diria de um aficionado que exigisse, para admitir a fotografia, que esta se produzisse em plena luz, se pelo menos, até agora, o fenômeno necessita de câmara escura? Notemos que a escuridão completa não é necessária para que se produzam as levitações, e bastará uma luz vermelha, suave, para eliminar qualquer outro procedimento ou suposição de fraude. Por outra parte, quantos fenômenos naturais conhecidos exigem uma luz muito tênue, ou a escuridão total? O sábio imparcial observa a lei, a norma de um fenômeno, mas se guarda, principalmente, de pretender impor a priori as condições de sua produção. Os casos de levitação, sem nenhum contato, de móveis e pessoas, e de obtenção de moldes de mãos e rostos, foram observados em condições que desafiam qualquer crítica, por sábios franceses e estrangeiros. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 22
Tiraram-se fotografias, o que descarta, de um modo total, a objeção da sugestão. A placa fotográfica não é propensa a alucinações. Os experimentos realizados de uma forma rigorosamente científica são numerosos. Citaremos, por exemplo, os do professor Botazzi, diretor do Instituto de Fisiologia da Universidade de Nápoles, em maio de 1907, ajudado pelo professor Cardarelli, senador, e outros sábios. Como admitem que os sentidos podem evidentemente enganar, servem-se de aparelhos registradores que permitem estabelecer não somente a realidade, a objetividade do fenômeno, como também o gráfico da força que atua. Eis aqui as principais medidas tomadas pelo grupo de sábios já citados, que experimentaram tendo Eusapia Palladino como médium. No extremo da sala, detrás de uma cortina, se preparam de antemão sobre uma mesa: 1º) Um cilindro coberto de papel esfumado, móvel em torno de um eixo; 2º) Uma balança pesa-cartas; 3º Um metrômetro elétrico Zimmermann; 4º) Um pulsador telegráfico unido a outro sinalador elétrico; 5º) Uma pêra de borracha unida por meio de um grande tubo, através do muro, a um manômetro de mercúrio situado no cômodo contíguo. Como se pode ver, um luxo de precauções tomadas pelos indicados sábios investigadores, precauções que deviam Léon Denis – Espíritos e Médiuns 23
lhes dar, sem dúvida alguma, a certeza de que não eram enganados. Nessas condições, todos os aparelhos foram controlados à distância, enquanto as mãos de Eusapia se achavam presas por dois dos experimentadores; os demais formavam círculo ao seu redor. Há trinta anos, Eusapia operava em Milão; o diário Itália Del Popolo, daquela cidade, publicou, com data de 18 de novembro de 1892, um suplemento especial com as atas de dezessete sessões ali realizadas. Esse documento está firmado, com os seguintes nomes: Schiaparelli, diretor do Observatório Astronômico de Milão; Aksakof, conselheiro de Estado russo; Brofferio e Gerosa, professores universitários; Ermácora e G. Finzi, doutores em Física; Charles Richet, professor da Faculdade de Medicina de Paris, diretor da Revista Científica, e César Lombroso, professor da Faculdade de Medicina de Turim.
Essas atas comprovam a produção dos seguintes fenômenos, obtidos na escuridão, tendo a médium os pés e mãos constantemente presos por dois dos assistentes: transporte de diversos objetos, sem contato; cadeiras, instrumentos de música, etc.; impressões de dedos sobre o papel esfumado; impressões de dedos sobre argila; aparições de mãos sobre um fundo luminoso; aparições de luzes fosforescentes; levitação da médium sobre a mesa; deslocamento de cadeiras, com as pessoas que as ocupavam; toques sentidos pelos assistentes. Em suas conclusões, os experimentadores nomeados deixam estabelecido que, em razão das precauções tomadas, não era possível fraude alguma. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 24
“Do conjunto de fenômenos observados, dizem, deduzse o triunfo de uma verdade que se fez injustamente impopular.” Que esplendor de linguagem poderia igualar o valor comprobatório desse estilo claro e conciso? A esses testemunhos, poderiam acrescentar-se centenas de outros de igual valor. Resultarão nulos, aos olhos de nossos contraditores, e será necessário recomeçar as experimentações a cada nova exigência? As sessões de Eusapia incluem outros fenômenos ainda mais importantes. O professor Lombroso escrevia na Arena, de fevereiro de 1908: “Depois do deslocamento de um objeto muito pesado, Eusapia, em estado de transe, me disse: Por que perdes o tempo nestas bagatelas? Eu sou capaz de te mostrar a tua mãe, más é preciso que penses nisso intensamente. Estimulado por esta promessa, depois de meia hora de sessão, senti um intenso desejo de ver se ela se cumpria, e a mesa pareceu dar seu assentimento a meu pensamento íntimo, com seus habituais movimentos de sucessivas elevações. Logo, numa semi-escuridão, à luz vermelha, vi aparecer uma forma um tanto encurvada, como era a de minha mãe, coberta com um véu, e que contornou a mesa para chegar até mim, murmurando palavras que alguns presentes ouviram, mas que minha meia surdez não me permitiu entender. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 25
Então, ao suplicar-lhe que as repetisse, ela, presa de uma viva emoção, me disse: César, filho meu! Depois, tirando seu véu, me deu um beijo.” Lombroso recordava a continuação das comunicações escritas ou faladas em línguas estrangeiras, as revelações de fatos desconhecidos, tanto da médium quanto dos assistentes, e os casos de telepatia. Na Inglaterra, o fantasma de Katie King foi fotografado por William Crookes, o que destrói toda hipótese de sugestão. Em um discurso pronunciado no dia 30 de janeiro de 1908, na Sociedade de Investigações Psíquicas, de Londres, Oliver Lodge, reitor da Universidade de Ciências (Royal Society), fala de mensagens obtidas por certos médiuns mediante a escrita automática. “Os comunicantes compreenderam, tão bem como nós, a necessidade das provas de identidade e fizeram quantos esforços puderam, para satisfazer a esta razoável exigência. Alguns de nós pensamos que as conseguimos, outros ainda duvidam.
Sem deixar de desejar a obtenção de novas provas, eu sou dos que crêem que já se deu um grande passo e que é legítimo admitir, nesses momentos, que existem relações claras com pessoas falecidas que, nos melhores casos, vêm a nos proporcionar uma nova massa de argumentos, fazendo, dessa hipótese, a melhor hipótese de trabalho. Com efeito, nós cremos que os malogrados Gurney Hodgson, Myers, e outros menos conhecidos, tratam de pôrse em comunicação constante conosco, com a intenção bem definida e expressa de nos demonstrarem, pacientemente, Léon Denis – Espíritos e Médiuns 26
sua identidade e dar-nos o controle recíproco de médiuns desconhecidos entre si. As correspondências cruzadas, isto é, a recepção, por um médium, de parte de uma comunicação, e o resto recebido por outro médium, sem que se possa compreender o sentido de uma dessas partes, em separado, sem o concurso da outra, é uma boa prova de que uma mesma inteligência atua sobre os dois autômatos. Se, além disso, a mensagem tem as características de uma pessoa falecida, e é recebida dessa forma por observadores que não a conhecem intimamente, podemos ver nela a prova da persistência da atividade intelectual dessa pessoa. Se, finalmente, obtemos dela um pouco de crítica literária que tem, evidentemente, seu estilo peculiar e próprio, sendo impossível que proceda de indivíduos comuns, então tenho que declarar que essa prova, absolutamente impressionante, tende a tomar o caráter de crucial. E essa é a classe de provas que a Sociedade pode comunicar sobre esse assunto. As fronteiras entre ambos os estados, o presente e o futuro, tendem a apagar-se.
Assim como, em meio ao ressoar da água e dos ruídos diversos, durante a perfuração de um túnel, ouvimos, de vez em quando, o ruído dos escavadores que vem para nós pelo lado oposto, de igual modo ouvimos, a intervalos, os golpes de nossos camaradas passados para o Além-Túmulo.” A todos esses testemunhos eu agregarei o meu pessoal. Trinta anos de experimentação rigorosa, verificada em ambientes diversos com numerosos médiuns, me demonstraram que, se os fenômenos chamados “psíquicos” se explicam em parte pela exteriorização de forças que emanam dos vivos, Léon Denis – Espíritos e Médiuns 27
uma quantidade importante deles só podem ser explicados com a intervenção de entidades invisíveis, entidades estas que são os espíritos dos mortos, que subsistem sob formas sutis, imponderáveis, cujos elementos pertencem à matéria refinada. A explicação espírita é, pois, a única que responde, de uma maneira completa, à realidade dos fenômenos considerados em seus múltiplos aspectos. Eles nos proporcionam a prova de que um oceano de vida invisível nos rodeia, nos envolve, e que, para Mais-Além, o ser humano encontra a si mesmo na plenitude de suas faculdades e de sua consciência. –– 0 –– Fiel ao método experimental, apresento alguns fatos mais que demonstram a realidade de uma intervenção invisível e dão indicações sobre sua natureza e sua identidade. Os fatos me parecem muito mais eloqüentes que todos os comentários. Eis aqui a cópia de uma ata que tenho à vista: “Em 13 de janeiro de 1899, doze pessoas se reuniram em casa do senhor David, na praça Corps-Saints, 9, em Avignon, para realizar sua sessão semanal de Espiritismo.
Depois de um momento de recolhimento, vimos a médium, Sra. Gallas, em transe, voltar-se para o Padre Grimaud e falar-lhe com a linguagem mímica utilizada por certos surdos-mudos. Sua rapidez de movimento era tal que rogamos ao espírito que se comunicasse mais devagar, o que ele fez em seguida. Por precaução, cuja importância se verá em seguida, o Padre Grimaud não fez senão enunciar as letras, à medida que a médium as transmitia. Léon Denis – Espíritos e Médiuns 28
Como cada letra isolada não significava nada, era impossível, ainda que desejasse, interpretar o pensamento do espírito. Pudemos conhecê-lo somente ao final da comunicação, quando esta foi lida por um dos membros do grupo encarregado de transcrever as letras. Ademais, a médium empregou um duplo método: o de enunciar as letras de uma palavra, para indicar sua ortografia, única forma sensível aos olhos, e o de enunciar a articulação, sem ter em conta a forma gráfica, método este que o senhor Fourcade inventou e que se emprega somente no estabelecimento de surdos-mudos de Avignon. Esses detalhes foram explicados pelo padre Grimaud, diretor e fundador da dita instituição.” A comunicação, que se referia à obra altamente filantrópica, a que estava dedicado o Padre Grimaud, era assinada por Irmão Fourcade, falecido em Caen. Nenhum dos assistentes, excetuando o venerável sacerdote, conheceu, nem pôde conhecer o autor dessa comunicação, nem seu método, embora ele tenha passado algum tempo em Avignon, faz trinta anos...”
Assinaram a ata todos os membros do grupo que assistiram àquela sessão: Tournier, diretor do Banco da França; Roussel, diretor da banda do 58º Regimento, Domenach, tenente do 58º Regimento; David, comerciante, Brémond Canuel, Sras. de Tournier, Roussel, David e Brémond. À dita ata se anexa o seguinte testemunho: “O infra-assinado, Grimaud, presbítero, diretor e fundador da instituição para inválidos da palavra, surdos-mudos, tartamudos e meninos anormais, de Avignon, certifica a exatidão absoluta de tudo quanto se detalha acima. Em honra Léon Denis – Espíritos e Médiuns 29
à verdade, devo dizer que estava longe de esperar semelhante manifestação. Compreendo toda a importância da mesma desde o ponto de vista da realidade do Espiritismo, do qual sou fervoroso adepto, não tendo inconveniente em declará-lo publicamente. Avignon, 17 de abril de 1899. Firmado: Grimaud, presbítero.” Podemos citar, ademais, a aparição fotografada de um colono, relatada por W. Stead, o grande publicitário inglês desaparecido na catástrofe do Titanic.2 Este colono, chamado Piet Botha, era absolutamente desconhecido de Stead, e foi reconhecido mais tarde por vários delegados da África do Sul chegados à Inglaterra.3 –– 0 –– Falando das provas de identidade proporcionadas por
mortos, Arthur Conan Doyle, o grande escritor inglês, em seu livro A Nova Revelação, recorda o caso de um espírito
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.