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Capítulo 21 de 99

Nós E O Livre Arbítrio: Relativos

Divinismo Prático – Yolanda Santoro

Entendendo primeiramente a diferença entre: VERDADE ABSOLUTA – Deus e Suas leis fundamentais, que se não curvam aos manobrismos humanos; tudo quanto é acima de maquinações de indivíduos ou grupos. É através das leis, que regem os fenômenos da vida em geral, que os espíritos, de pouco em pouco, vão aprendendo a adorar a Deus em Espírito e Verdade. VERDADE RELATIVA – A Emanação, ou aquilo que a Sabedoria Antiga chama de DEUS MANIFESTADO. Sendo Manifestação, a matéria é mutável ao infinito e o espírito é sujeito à lei de evolução, contando com o relativo direito de livre arbítrio. O que importa considerar, considerar sempre, é a realidade, é o fato, é a verdade que representam, por mínima que seja perante o SAGRADO PRINCÍPIO. A linguagem de Deus é o fato! Quando Seus filhos evoluem, atingem elevado grau de penetração, a lei dos fatos lhes serve de RELIGIÃO! Vivem a Moral, o Amor, a Revelação, o Saber e a Virtude, deixando de parte clerezias, superstições, idolatrias, etc. A Terra é, ainda, um mundo espiritualmente analfabeto!

Clerezias, superstições, idolatrias, etc... Tudo isso é relatividade, fica abaixo da VERDADE ESSENCIAL, que tem por zeladora a JUSTIÇA DIVINA. Uma simples visita aos lugares de pranto e ranger dos dentes basta para fazer compreender o ridículo e os remorsos curtidos por aqueles que, durante a encarnação, foram apologistas da ignorância, da negação e dos desvios comprometedores, apesar de se acreditarem inteligentes e sábios perante os homens, aos quais oferecem maus exemplos.

Na consciência de que somos centelhas divinas, integralmente enquadrados nos princípios legislativos do TODO, e por natureza prepostos à organização do caráter, ou edificação em pureza e sabedoria, creio que a conduta decente é compreender, amar e executar o plano divino, na parte que nos esteja afeta, isto é, naquilo que cumpra ao ser relativo. Os minérios, as plantas, os animais e os infindos mundos o que fazem? Para se desempenharem naturalmente de suas funções, criam regimes, levantam superstições à guisa de fé, ou constroem estatutos a título de religião? E se isso não fazem, por que o faz o homem, a centelha evoluída, e de modos os mais idólatras, os menos racionais? O que fazem os inferiores sendo naturais, ou observando um automatismo puro, compete ao homem fazer por compreensão, por inteligência, viver uma dialética racional, um misto de automatismo e livre arbítrio, sem pieguismos bobos, sem superstições, sem idolatrias e até mesmo sem capciosidades e sem covardias.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.