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Capítulo 2 de 10

Parte 2 de 2

As Vidas de Jesus

nos lugares por onde o Rei do Mundo passou” Faz cento e quarenta anos que Ele apareceu em Erdeni-Dzu e depois visitou também os mosteiros de Sakia e Naranchi Kure” Em outra ocasião o Hutuktu falou para Ossendowsky: Você vê esse trono? “Numa noite de inverno, chegou um desconhecido que subiu ao trono e retirou seu bachlyk, o ornamento que levava na cabeça. Todos os Lamas então caíram de joelhos, porque, naquele desconhecido, tinham reconhecido o homem que as bulas sagradas do Dalai Lama, do Tashi Lama e de Bogdo Khã estavam anunciando desde muito tempo. A ele pertencia o mundo inteiro e todo os mistérios da natureza eram-lhe conhecidos e ele dominava o destino de todos". Existem muitas estórias a respeito das aparições de Melki-Tsedeq. Conta-se como verdadeira a seguinte estória: Em certa ocasião durante as cerimônias de posse de um piedoso monarca, inesperadamente toda a natureza parou, e então apareceu o Rei do Mundo montando um cavalo imaculadamente branco iii[4]. Todos os presentes se prosternaram e o Rei do mundo abençoou o recém-empossado monarca e depois se retirou abençoando a todos num clima de profunda paz. Trazia na mão o seu símbolo sagrado, um bastão encimado por uma maçã de ouro sobre a qual a imagem de um cordeiro, com que abençoou a todos os presentes. Naquela ocasião com grande intensidade aquele fenômeno típico de quando o Rei do Mundo abençoa a Terra se fez presente. Existe uma "Terra Santa", uma "Terra de Salém", protótipo de todas as terras santas e centro de irradiação cósmica, centro zelosamente guardado pelas autênticas Confrarias Iniciáticas. Todas as Tradições Autênticas confluem à uma fonte única, original, representada na linguagem de todas as tradições e que falam através de símbolos, lendas e mitos, da realidade dessa misteriosa "Terra Santa" e de seu Chefe Supremo, conhecido na Índia como o "Jagrat-Dwipa". Contudo esse Ser Supremo possui outros nomes, porque as suas funções são múltiplas e complexas. Assim, o Soberano oculto dos seres da Terra é denominado pelos Tibetanos de Ryugden-Diyepo quando se referem ao Senhor Supremo das Ordens Iniciáticas Secretas autênticas de âmbito solar. De igual modo existem várias denominações para a Ordem, mas, embora haja nomes diferentes conforme a língua, existe na realidade uma única ORDEM SUPREMA e que na Tradição Judaico-Cristã é conhecida como Ordem de Melquisedec. Melki-Tsedeq, na sua dupla função de Soberano e Pontífice é na realidade o alfa e o Omega de toda a evolução em processo em nosso globo, como organizador supremo das instituições humanas de todas as civilizações, dado que determina até mesmo o biótipo dos seres. Ou, como o ouviu do seu Guru o grande místico e erudito Jean Marquês de Rivière, autor da obra " L'ombre des Monastères Thibétains: "... e agora, meu filho, mistério muito mais alto que tudo o mais: Sabei que reina sobre a Terra, e muito acima dela, o Lama dos Lamas. Aquele diante do qual o próprio Trach-Lama se prosterna na maior das reverências. Aquele a quem chamamos o Senhor dos Três Mundos. Mas seu reino terrestre mantém-se oculto à visão dos homens”. Em muitas ocasiões o nome de MELQUISEDEC esteve ligado a um outro grande enigma, ao não menos legendário Prestes João tido como dirigente da humanidade. Durante a Idade Média muito se falava de um grande reino dirigido por um ser de grande sabedoria chamado Prestes João. O período em que mais se falou do Reino de Preste João foi no tempo de São Luís, nas viagens de Carpin e de Rubruquis. Segundo contam inúmeras estórias, teria havido quatro personagens que usavam esse título: Precisamente no Tibet, na Mongólia, na Índia e na Etiópia. Na realidade são quatro representações de um mesmo PODER. Diz um mito que, quando de suas conquistas territoriais Gengis-Kan tentou atacar o Reino do Preste João, ele foi repelido por um raio que quase aniquilou por completo o exército invasor. Afirma o "Parasana Maitri", no "Vishnu-Purana": "Coroado e exaltado pelos próprios deuses e pelos seres celestes que eternamente honram as suas virtudes excelsas, encontramos o Mantenedor do Mundo. Ele detém as Forças Cósmicas. Ele torna possível a existência do nosso Globo".

[1] A grafia correta é Melki-Tsedeq 1[2] Luzes da Grande Fraternidade Branca Michel Coquet - Edit. Madras - São Paulo 1[3] Vejam de onde vem o simbolismo do cordeiro existente como figura representativa de JESUS na igreja cristã. 1[4] O cavalo branco é um símbolo que está presente em muitas Tradições autênticas de todas as épocas e civilizações. Existem vestígios do Continente de UM e também da Atlântida, na arte maya, nos petrogrifos e dolmens dos druidas e celtas. A própria Igreja católica aparece como o cavalo de São Jorge que vence um dragão no seu Cavalo Branco. O cavalo branco é sinal de Mistério. Símbolo de Cristo de Aquários, pouco importa o seu nome (Maytreia, para os tibetanos; Chenrazi para os mongóis; Iman Jahdi, para os muçulmanos; Sossioh, para os persas). Ele expressa o Avatar Branco do Ocidente, o Instrutor da Humanidade do próximo futuro.

O SACERDÓCIO DA PERFEIÇÃO, PROPÓSITO: Analisar as bases que fazem de Jesus um Sumo Sacerdote Perfeito. (Apenas para efeito de conhecermos os argumentos que são usados para as qualidades de Jesus na IGREJA CATÓLICA) INTRODUÇÃO: O autor de “Hebreus” procura convencer os cristãos sobre três coisas básicas: Primeiro, o sacerdócio de Cristo destrói e destrona completamente a estrutura do sacerdócio judeu e o culto do. Já não é possível contemporizar o sistema antigo com o sistema do sacerdócio de Cristo. Segundo, Cristo, em seu sacerdócio, inaugurou um Novo Pacto entre Deus e Seu povo, fazendo do antigo pacto algo obsoleto, assim como suas formas rituais e sacerdotais. Terceiro, a pessoa e obra de Cristo são definitivas, e cancelam todas as outras opções. Por isso, tendo conhecido Cristo não se pode voltar atrás. Nesta parte, o escritor faz uma proposição lógica e exegética, destinada a romper totalmente qualquer dependência com o judaísmo, ou qualquer outro sistema. Esta proposta nos ajuda contra as tendências judaizantes e também contra o catolicismo ou qualquer outro sistema que queira substituir ou agregar à salvação ganha por nosso bendito e salvador Jesus Cristo. O escritor faz seu raciocínio completamente judeu. Muitos de seus elementos têm afinidade com o helenismo judeu alexandrino, tal como está representado em Filon, mas outros são compatíveis com a hermenêutica rabínica de Jerusalém.

A. A ORDEM DE MELQUISEDEC (Hebreus 7:1-7) Nos primeiros versículos há uma relação com Gênesis 14:18-20, para logo fazer sua interpretação deste misterioso personagem chamado Melquisedec. O fundamento de seu sacerdócio (7:2-3) Vê-se o significado de seu nome: 1) Rei de Justiça. 2) Rei de Salém. Isto é Rei da Paz. Aqui encontramos uma relação tipológica com Cristo. É uma lembrança de que a paz se segue à Justiça. No versículo encontramos que Melquisedec não seguia a ordem levítica como correspondia a todo sumo sacerdote; sem pai nem mãe não tem genealogia, não tem começo dos dias nem fim de vida. 3). Na mente de um judeu educado, era inconcebível que servisse como sacerdote alguém que não fosse filho de sacerdotes e de família levita. De fato, foi Moisés o escritor inspirado que qualificou Melquisedec como Sacerdote de Deus Altíssimo (Gênesis 14:18). Foi assim reconhecido, mesmo que lhe faltassem as credenciais legais. Não tinha uma ascendência oficial. Não havia registro da data de seu nascimento e de sua morte. Neste sentido, era feito à semelhança ao Filho de Deus que não tinha ascendência sacerdotal para ser reconhecido oficialmente. O ponto principal é que Melquisedec permanece sacerdote para sempre (vs3) “Esta é a proposição fundamental” (Beacon). As idéias principais que o escrito deseja enfatizar são: (1) que se trata de uma ordem sacerdotal certamente não levítica. (2). É uma ordem superior. (3). É um sacerdócio que se caracteriza pela perpetuidade. Sowers entende “que Hebreus atribui ao ‘para sempre’ do Salmo 110:4 literalmente a Melquisedec o mesmo que a Cristo. Como diferença dos sacerdotes mortais, Melquisedec vive (7:8) ”.

B. A GRANDEZA DE SEU SACERDÓCIO (Hebreus 7:4-10) “Considera, pois, quão grande era este, a quem até Abraão, o patriarca, deu dízimos” (vs. 4). O propósito aqui é mostrar a superioridade da ordem sacerdotal de Melquisedec sobre o sacerdócio levítico. O sacerdócio dos descendentes de Levi é igualmente grande; mas o feito de Abrão ter dado o dízimo a Melquisedec era um reconhecimento de seu sacerdócio. “Mas aquele cuja genealogia não é contada por entre eles, tomou de Abraão os dízimos e abençoou o que tinha as promessas” (vs. 6). Este argumento é decisivo porque, sem discussão alguma, o menor é abençoado pelo maior (vs. 7). Isto é evidente, pois é o pai que abençoa o seu filho. É o sacerdote que abençoa ao seu povo. Ao Abrão pagar seus dízimos, estava rendendo uma homenagem. Era um religioso. Ao receber a bênção de Melquisedec, estava aceitando a posição de beneficiário. Então, em ambos sentidos, acabava subordinado de Melquisedec. “Certamente, a ele era a quem Deus havia feito promessas de grandeza racial e utilidade mundial através de sua semente” (Beacon). Então se entende que essas promessas estavam

submetidas à bênção de Melquisedec. Veremos a profunda implicação que a carta está tirando, do princípio ao fim. O contraste entre Levi e Melquisedec é grande. Os sacerdotes levitas são mortais; mas aquele antigo Melquisedec parece que vive (vs. 8). Segundo o Salmo 110:4. Se entende que o sacerdócio de Cristo pela ordem de Melquisedec é eterno. [0 escritor dá grande importância para o fato de que a ordem sacerdotal de Melquisedec eclipsa (oculta) o sacerdócio levítico. ]

C. A VELHA ORDEM DESTRONADA (Hebreus 7:11-22) 1. a importância da ordem levítica (Hebreus 7:11) “Sim, pois, a perfeição foi pela ordem levítica” (vs. 11). Recordamos que o ponto principal é a perfeição que neste contexto se define como comunhão perfeita entre Deus e o adorador” (AMP. N. T.). Esta é uma delineação exata, desde o ponto de vista do Santíssimo, mas inclui também (como se vê no conceito do Novo Pacto) a santificação pessoal, única que pode prover uma base moral para essa comunhão. “Dá-se por certo que tal perfeição é necessariamente, em sua mesma natureza, meta e fim da religião. À medida que qualquer sistema (incluído o levítico) não alcança prover tal perfeição, é inadequado e temporal” (Beacon). Os judeus acreditavam que seu acesso a Deus mediante o culto de seu templo representava o nível mais alto de suas possibilidades de perfeição. Se fosse assim, que necessidade haveria até de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedec (vs. 11). A resposta a esta pergunta é lógica. e é um certeiro golpe teológico no sistema judeu levítico. O sistema levítico teve sua oportunidade para demonstrar sua eficiência, mas não foi possível.

2. A lei mosaica foi anulada (Hebreus 7:12-19) Ao mudar o sacerdócio, era necessário que mudasse a lei também (vs. 12). Detrás da ordem do sacerdócio levítico estava todo o sistema legal mosaico. Se Deus estava tornando obsoleta a ordem sacerdotal aarônica por uma nova ordem, também tornava obsoleto o sistema legal do qual se deriva sua autoridade. Isto é muito radical para os hebreus cristãos a quem se está escrevendo. Mas isto é ainda mais evidente se, à semelhança de Melquisedec, se levantasse um sacerdote diferente, não constituído conforme a lei meramente humana, mas segundo o poder de uma vida indestrutível. Pois se dá testemunho dele: “Tu és o sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec”. Fica, pois, abrogado o mandamento anterior por causa de sua debilidade e ineficácia. Porque a lei não aperfeiçoou nada, se introduziu uma melhor esperança por onde nos acerquemos de Deus (vss. 15-19). O Salmo 110:4 acaba sendo uma bigorna indestrutível sobre a qual o sistema mosaico foi destruído. A ênfase da interpretação deste capítulo não devia ser no homem, Melquisedec, como um personagem histórico misterioso, mas na ordem ou classe de sacerdócio que Ele representa. Se tratarmos de escrever 7:3 e 8, literalmente o homem, encontraremos dificuldades que não se solucionam; mas se os escrevemos quanto à ordem que o homem representa, não temos problemas sérios. Devemos lembrar que a única passagem que tira Melquisedec da obscuridade pela significação doutrinária é o Salmo 110:4 que diz: “Jurou Jehová e não se arrependerá”. “Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec. Atribui-se essa significação somente por seu papel como tipo do sacerdócio de Cristo. A pessoa importante no Salmo 110:4 não é Melquisedec, mas “Tu” (Cristo), e a única ideia inevitavelmente comunicada é que o Messias haveria de servir como sacerdote e também como Rei, uma nova classe de sacerdote, destruindo e destronando a ordem aarônica, assim como uma nova classe de Rei (Beacon). Esta é uma grande declaração para compreender porque Jesus Cristo é o novo Sumo Sacerdote, autor de um novo Pacto.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.