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Capítulo 6 de 6
Parte 6 de 6
Para Um Mundo Novo Homens Novos · Demetre Abraão Nami
Assim procedendo, estareis despertando para Deus as almas debilitadas nos prazeres do mundo. Estareis preparando para vós um futuro espiritual feliz e risonho. Sereis sempre lembrados, com simpatia e amor, por aqueles a quem infundistes o sentimento da fraternidade cristã e a quem fizestes luz em seus Espíritos. Tereis, em suma, vencido a Terra e conquistado o Céu. II PARTE HISTÓRIA RESUMIDA DE JOANA D’ARC MÉDIUM PERSONALIDADE DE JOANA D’ARC O motivo que nos leva a escrever sobre a Donzela de Orleãs não é o de pormenorizar-lhe a vida, cheia de heroísmo e estoicidade, porque se acha descrita de modo magnífico na obra monumental de Léon Denis, intitulada Joana d’Arc Médium.
Essa obra é toda apoiada em documentos insofismáveis, da qual respigamos alguns dados para a elaboração desta despretensiosa monografia. Foi com Vistas ao período agudo por que passa a Humanidade, pejada de sofrimentos e apreensões, que achamos de bom alvitre lembrar aqui a figura da grande guerreira que foi Joana d’Arc. Os seus feitos nobilíssimos na expulsão dos ingleses da França, no século XV, foram decisivos para a independência e liberdade desta grande e portentosa nação, graças ao feliz desempenho da sua mediunidade. Não é possível, a quem quer que seja, recordar esta criatura sem citar algumas das suas inúmeras realizações alevantadoras. É o que, com a devida vénia, tentaremos fazer, embora resumidamente.
O que toma mais admirável esta jovem extraordinária é a evidência das faculdades mediúnicas de que era possuidora, quais sejam, as da vidência, audição e premonição, às quais obedecia sem restrições. Sem tais faculdades, de per si, ela nada teria realizado, tendo-se em vista a tenra idade e a ausência de cultura. Joana d’Arc nasceu em Domrémy (França) em 1412. Era filha de pobres lavradores. Quando não fiava a lã junto da mãe, apascentava o rebanho às margens do Vale do Mo- sa, tendo, muitas vezes, ladeado seu pai no manejo da charrua.
Joana era morena, alta, forte e bela2; a sua voz era suave, a expressão graciosa, o todo modesto. Era moça sonhadora como quase todas de sua idade. Comprazia-se em
2 (1) “Elle avait cheveux noirs et le teint un peu hâle... Tous s’accordant à la représenter “grande et très belle’’, bien composée de mémbres et forte et cependant d’une remarquable élégance...’* (Lavisse). contemplar o céu, à noite, quando pontilhado de estrelas; apreciava vaguear pelas frescas campinas pela manhã, e sentar-se sob o carvalho anoso fronteiriço à casa, onde ouvia embevecida o tanger dos sinos da igreja da aldeia. Joana frequentava assiduamente essa igreja, onde orava com devoção. Próximo à casa havia um jardim bem-cuidado, onde igualmente costumava orar. Segundo Léon Denis, ela teve a primeira visão nesse local, quando se achava em prece. Nessa visão, aparece-lhe um Espírito de grande formosura, cujo esplendor a deslumbra. Em seguida, é S. Miguel que lhe surge com uma corte de Espíritos puros; fala-lhe da situação angustiosa do país e revela-lhe que a missão de salvá-lo lhe estava destinada. A princípio, Joana reluta, confessando sua incapacidade para tão alto desígnio, sendo entretanto encorajada com a promessa de ajuda dos bons Espíritos que a guiariam nesse arrojado empreendimento.
As entidades que mais frequentemente se comunicavam com ela eram os Espíritos boníssimos de Sta. Catarina, Sta. Margarida e S. Miguel, assim designados por ela, em virtude dos ensinamentos católicos adquiridos à época em que o Catolicismo Romano imperava quase absoluto. É de se notar que Joana jamais saiu de súa aldeia. Adorava seus pais, aos quais ajudava dedicadamente nos seus misteres, e nunca ia deitar-se sem antes depositar-lhes na fronte seu ósculo filial. JOANA ACEITA A MISSÃO Um dia, na visão, reaparece-lhe S. Miguel que diz: “Filha de Deus, tu conduzirás o Delfim a Reims, a fim de que receba aí sua digna consagração”. A essas palavras Joana junta-lhes ação. Assim, antes do romper da aurora, em plena estação hibernal, Joana se levanta da cama e, pé ante pé, sem fazer ruído para não trair o sono de seus pais que a impediriam, por certo, de realizar seu intento divino, faz a mala de roupas, salta a janela de seu quarto e vai para onde mandam as vozes. Quando a fuga se deu, para cumprimento dessa missão, contava Joana a idade de 17 anos.
Só, ignorante, contando unicamente com o auxilio de seus Espíritos, nos quais depositava toda a fé, ela deixa a aldeia que muito amava, onde nascera e não veria mais. Deixa ainda o seu rebanho, do qual nunca se tinha apartado e, conforme as vozes, segue em direção a Paris. Até então, sua vida havia transcorrido entre o trabalho, que muito amava, e o repouso. A FRANÇA NO SÉCULO XV Descrever a situação trágica, horrível, da França no século XV, não é fácil. Tão-somente lembraremos o leitor que a luta contra a Inglaterra durava já cem anos. A nobreza da França tinha sido aniquilada em quatro derrotas sucessivas. Todo o país se achava dividido em partidos rivais, que se hostilizavam por querelas de somenos. A França já se ressentia da sua insegurança.
Ao seu Rei, então Carlos VII, falecia autoridade para as necessárias providências, por ter sido deserdado pelo pai, Carlos VI, que passou a coroa, num momento de demência3, a Henrique da Inglaterra, o qual por sua vez viu com satisfação que não demoraria a alargar-se seu império. Nessa situação miserabilíssima é que aparece em cena Joana d’Arc. Não foi fácil a Joana convencer Carlos VII, “rei de Burges”—assim chamado por escárnio —, da sua alta missão de libertar a França. Inúmeras provas foram-lhe pedidas por esse rei orgía- co, indiferente à sorte da Nação, que chafiirdava, e com ele o seu reino, nos prazeres das bacanais. A muito custo, depois de satisfeita a corte e o Rei, quanto às exigências de provas da sua missão divina, a Joana foi entregue o comando de um poderoso exército, com o qual deveria escrever a mais brilhante história militar do mundo. Quando Joana surge na liça, Ruão capitula após encarniçadas batalhas, inimagináveis pelo horror com que se verificaram.
A população de Paris, alquebrada pela fome e epidemias, achava-se nas mãos dos ingleses. Só Orleãs, que mais tarde Joana libertaria, resistia com denodo. Na França reinava o pânico, o terror, as misérias e os incêndios oriundos das devastações da guerra. Os campos, abandonados; as cidades, evacuadas pelos seus habitantes que, acovardados pelas constantes derrotas, buscavam no mato o abrigo que aquelas não lhes ofereciam. Era esta, em rápidas palavras, a situação com que Joana se defrontou não sem grande pavor. Da fidelidade da sua missão ia depender a salvação da França e do seu grande povo, que muito amava. Joana, graças às suas faculdades mediúnicas, conseguiu entusiasmar esse povo desmoralizado, abatido pelos reveses anteriores, dando-lhe novas esperanças. Todos os franceses queriam combater ao seu lado, após inteirados do seu papel providencial. Assim é que, com Joana à frente de um grande exército, Orleãs foi livrada do cerco dos ingleses, no domingueiro dia 8 de maio de 1439, depois de terem suas fortificações sido tomadas uma a uma. Em Patay, os ingleses são batidos em campo raso e o Gal.
Taibot, cognominado o “Aquiles da Inglaterra”, que os comandava, cai prisioneiro. Seguem, então, as tropas vitoriosas, sob o comando de Joana, para Reims, onde Carlos VI é sagrado Rei da França, cumprindo-se, assim, as palavras de S. Miguel, ditas a Joana numa de suas visões.
3 (2) Tratado de Troyes, 1420. Apesar de todos esses triunfos, Joana não se deixa envaidecer. Continua sendo a mesma criatura de Domrémy, humilde, bondosa e caritativa. Após todos os sacrifícios por que passou nos campos de batalha, como se isso não bastasse, começa para ela um novos ciclo de outros mais acerbos, quando a ingratidão e a perfídia de alguns juízes se patenteiam de modo desumano e cruel. Queremos nos referir aos interrogatórios que se seguiram às suas lutas heróicas, quando juízes mercenários, de conivência com os inimigos de sua Pátria, urdiram para perdê-la... Um número superior a 60 juízes compõe o tribunal, sob a presidência do Bispo de Beauvais, a quem os ingleses prometeram o arcebispado de Ruão se desempenhasse seu papel conforme seus interesses. Soldados de má catadura guardavam as portas desse iníquo tribunal. Os juizes, porém, nada conseguiam com as ciladas que armavam a Joana d’Arc nesses interrogatórios, porque esta, sempre amparada por suas vozes, respondia-lhes à altura, confundindo-os, muitas vezes, apesar da fadiga que lhe infligiam deixando-a longo tempo de pé.
Assim procediam para desmoralizá-la no seio do seu povo, pois que a temiam quando pegava em armas. Julgavam-na possuidora de algum “encantamento”. Ansiavam seus inimigos livrar-se dela a todo custo, porque só assim, pensavam, poderiam retomar a França. O clero não se sentia menos interessado na sua perda. Queria que ela renegasse a missão. Para isso, usava de meios os mais hediondos, porque se sentia diminuído diante da superioridade dessa jovem que, com apenas 19 anos, salvava a França sob o influxo divino que intimamente reconhecia. Em 1430 os borgonheses tentam contra Compiègne. Joana, diante disso, decide libertar essa praça, mas cai prisioneira de seus inimigos, que a vendem aos ingleses. Carlos VII teve conhecimento de sua prisão, porém nem sequer tentou resgatá-la. Na prisão começa para Joana uma paixão de seis meses. Imagine o leitor a situação de uma moça de 19 anos, posta sob a guarda de soldados sem brios, sensualistas, estúpidos. Atribuíam-lhe eles a causa de seus reveses e, por isso, cevavam nela o seu ódio.
Nesse cárcere, acorrentada, indefesa, batiam-lhe, dirigiam-lhe desaforos e impropérios, tendo Joana resistido sempre às tentativas de animalesco sensualismo. Por isso não consentia ela privar-se dos trajes masculinos, que permitiam segurança contra esses ignóbeis atentados. Apesar de todos esses sofrimentos, suportados com resignação inaudita, a sua fé em Deus e nas vozes permaneceu inabalável. Momento houve em que as vozes a abandonaram, como que para sondar, no íntimo dessa criatura, até onde ia a fé no Criador, a perseverança no desempenho da missão que lhe fora confiada. JOANA É CONDUZIDA AO SUPLÍCIO O dia 30 de maio de 1431 assinala o término da sua gloriosa missão na Terra. Nesse dia, os sinos bimbalham o dobre fúnebre desde as oito horas da manhã. É que anunciam a morte de uma inocente criatura, cujo único crime fora ter amado e servido fielmente à Pátria. Diante de tanta injustiça, de tantos sofrimentos, que iriam dentro em breve culminar numa fogueira, Joana chora amargamente. Preferiria, ela própria o diz, ser decapitada sete vezes a morrer queimada. Os monstros conduzem-na numa carreta. Oitocentos soldados ingleses escoltam-na até o local do suplício.
Grande multidão se comprime na praça onde Joana deveria receber o gênero de morte destinado aos piores assassinos. Na praça Vieux-Marché, em Ruão, são erguidos três palanques para serem ocupados pelos altos dignitários. Entre eles achavam-se presentes o Cardeal de Winchester, o Bispo de Beauvais e o de Boulogne e todos os juízes e capitães ingleses. Entre os palanques ergue-se um monte de lenha de grande altura, dominando toda a praça. A intenção dos verdugos era aumentar o sofrimento de Joana, espetaculari- zando-lhe a morte, a fim de que ela renegasse pela dor à missão e às suas vozes. Nessa ocasião, é lido um libelo acusatório, composto de 70 artigos, no qual transparece todo o ódio, toda a calúnia dos seus inimigos. Joana ora com fervor em voz alta e pede a Deus nessa prece que lhe dê a coragem precisa para suportar a prova final sem queixumes, sem tergiversar. Em seguida implora o perdão divino aos seus algozes, tal como fizera Jesus quando pregado ao madeiro.
Suas palavras comovem aquela gente, em número superior a dez mil pessoas, que soluçam ante os horrores daqueles momentos. Os próprios juizes, sentindo o remorso morder-lhes a consciência, choram diante dessa cena. A urri aceno do cardeal Joana é amarrada ao poste fatídico, com fios de ferro. A vítima dirige-se, então, a uma pessoa que se achava perto e pede-lhe que vá buscar uma cruz na igreja mais próxima. Ao ter o símbolo da dor entre as mãos, cobre-o de beijos e lágrimas. É que nesse momento trágico ela queria ter diante de seus olhos a imagem do Crucificado, para inspirar-lhe a coragem de que carecia. Naquele instante Joana reviveu todo o seu passado de glórias, cheio de gratas recordações, que só pode acudir à mente das criaturas verdadeiramente puras como ela, que ia daí a instantes sacrificar a vida pela verdade. QUEIMADA VIVA Eis que o momento azado chega. Ao monte de lenha que se ergue da praça, os carrascos lançam fogo. As labaredas começam a subir atingindo a vítima. Já lambem suas carnes. O Bispo de Beauvais aproxima-se da fogueira e grita: “Joana!
Abjura!”, ao que lhe responde: “Bispo, morro por vossa causa, apelo de vosso julgamento para Deus!” Quando o fogo começa a chamuscar seu corpo, Joana, estorcendo-se nos ferros onde se achava presa, grita à multidão: “Sim, minhas vozes vinham do Alto! Minhas vozes não me enganaram. Minhas revelações eram de Deus. Tudo que fiz, fi-lo por ordem de Deus!” O corpo arde todo. Eis que novo grito abafado pelo crepitar da fogueira ecoa de dentro dela; era o apelo ao mártir do Gólgota: “Jesus”. Carbonizada nessa fogueira, as cinzas foram lançadas ao Sena. Dessa forma, negaram-lhe os inimigos uma sepultura onde pudessem os admiradores ir presenteá-la! Os ingleses pensavam ter vencido com a morte de Joana. Mas enganavam-se. Carlos VII consegue reorganizar rapidamente suas tropas e ganhar as batalhas de Formigny e Casti Uon, findando-se, assim, a guerra com o triunfo dos franceses. Seus inimigos mataram-na tal como queriam, isto é, lentamente, com requintes de crueldade. Joana morreu para os ingleses, para a Terra; porém, viveu para o Céu. É a recompensa divina.
CANONIZAÇÃO DE JOANA Alguns anos mais tarde Joana é canonizada pela Igreja Romana, a mesma que a tinha acusado de herética. A sua santificação consumou-se mais por conveniência política que por outro motivo qualquer, porquanto Joana sempre inspirou à Igreja sentimento de repulsão em virtude de sua mediunidade. Por isso, era tida pelo clero como “feiticeira”, por não querer obedecer-lhe, negando a origem extraterrena da sua missão. O processo de reabilitação de Joana, levado a efeito no século XV, marca a queda da Inquisição na França. Eis o que os franceses devem, ainda, a Joana d’Arc. O 0 o A vida de Joana d’Arc, verdadeiro martirológio, continuará sendo sempre a fonte inexaurível de supremos consolos a todos os que sofrem neste vale de dor. Mártir da mediunidade, a fé em Deus, o amor a Jesus, cujo nome fora sua derradeira palavra, reavivarão a fé nos corações atribulados que a ela se voltarem. Formosá flor de Lorena! Donzela santa! Alma lirial!
Destas plagas sombrias e expiatórias nós, humilde rabisca- dor destas linhas, te saudamos, ó pastora de Domrémy, heroína de Orleãs, mártir de Ruão! CONCLUSÃO Por que, dirão, Joana teria sofrido tanto? A verdade é que ninguém sofre se não pecou. Esta é uma das leis divinas que cabia ao Espiritismo revelar aos homens, mostrando- lhes que Deus não é um experimentador de almas, concedendo a umas privilégios e a outras martírios. A reencamação, ensinada pelo Cristo e sancionada pelo Espiritismo, veio patentear aos homens a misericórdia divina. Assim é que numa existência o homem vem a falir, desarmonizando-se com as leis naturais estabelecidas por Deus, outra lhe é facultada, para que ele possa resgatar — mais duramente em virtude da sua reincidência no mal — o passado delituoso e ascender, assim, a outros mundos mais felizes, que Deus destinou a todas as suas criaturas. Deus não criou inutilmente estes mundos que gravitam no espaço imensurável. E o Cristo dissera que “nenhuma ovelha do seu rebanho se perderia”, o que equivale a dizer: não existe o tão lendário inferno com a eternidade de suas penas.
O que existe — e isto é muito justo porque se concilia perfeitamente com a Justiça de Deus — é a reparação de erros acompanhada de provação, para ficar evidenciado se o pecador incorrerá ou não no mesmo erro e, após, redenção, uma vez triunfante da prova. UMA ENCARNAÇÃO PASSADA DE JOANA Humberto de Campos, chamado com justeza “o repórter do Além”, lançou luz sobre a vida da grande personagem de quem acima tratamos. Das páginas de um de seus livros post-mortem depreende-se que Joana fora a reencarnação do Espírito Judas Iscariotes. Não deve causar estranheza aos espíritas a diferença de sexos dessas duas existências, porquanto o sexo, conforme nos ensina a Doutrina dos Espíritos, não é mais que um acidente na vida humana, necessário à execução dos desígnios divinos; . O ter sido Joana d’Arc a reencarnação do Espírito Judas Iscariotes, conforme revelação do Espírito citado, deve ser motivo de júbilo, principalmente para os espíritas, porque isso vem demonstrar que q perdão de Jesus concedido a Judas, que o traiu, hão foi em vão.
Conforme a concepção católica, Judas é um Espírito errante, sem probabilidade de remissão, cuja eterna existência ele arrastará penando. Assim sendo, perguntamos: — De que valeu, então, ter Jesus perdoado a Judas? Felizmente assim não é. O perdão de Jesus não foi inútil. Judas penitenciou-se, pedindo a Deus uma nova existência, cheia de renúncia e de sofrimentos dolorosos e que se epilogou numa fogueira, na pessoa de Joana d’Arc. Que o Espírito de Judas Iscariotes, emancipado aos olhos de Deus pelo seu martírio de Ruão, se compadeça dessas infelizes criaturas que, desconhecedoras da lei reencar- nacionista e da misericórdia do Pai, ainda queimam o ‘‘Judas de pano”, como desagravo à sua alta traição, ocorrida no passado remoto. Não encerraremos esta página sem antes louvar a ideia do nosso querido amigo e operoso confrade, José Russo, de saudosa memória, de dar à Fundação Espírita que ergueu na cidade de Franca o nome de “Judas Iscariotes”. Essa Fundação, que traz no frontispício o nome de Judas Iscariotes, será sempre um protesto permanente aos detratores de sua memória.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.