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Capítulo 5 de 6
Parte 5 de 6
Para Um Mundo Novo Homens Novos · Demetre Abraão Nami
As suas tertúlias, realizadas pela manhã na sede daquela entidade durante muitos anos, acorriam espiritas e profi- tentes de diversos credos religiosos, ávidos de conhecimentos evangélicos e que viam nele um autêntico exegeta. A despeito de seus afazeres particulares e dos trabalhos intensos que desenvolvia na Seara do Mestre, nunca o vimos mal-humorado. De toda a sua pessoa fluía sempre doce magnetismo. A sua palavra amiga e sábia apaziguava e enchia de conforto aos que dele se acercavam, em busca de uma solução para os problemas, às vezes os mais complexos, atendendo a todos com objetividade e benevolência. Dotado de humildade evangélica, Vinícius foi ainda um bravo.
Lutou sempre pela espiritualização do homem. Garimpeiro do Evangelho e propugnador da eternidade de seus ensinamentos, Vinícius sabia extrair, dessa fonte inesgotável, preciosas ilações e adequá-las à vivência de cada um. Pregou infatigavelmente pela tribuna, pela imprensa e pelo rádio, o Evangelho de Jesus à luz do Espiritismo, tendo sido seu FIEL intérprete. Participou ativamente da Unificação Espírita em nossa terra. Pugnou com afã pela Educação, porque entendia que “quem educa salva”, acrescentando que Jesus foi o Salvador dos Homens porque foi o inigualável Educador.
Com a fundação do Instituto Espírita de Educação, do qual foi digno presidente, e a criação do Externato Hilário Ribeiro, sobre o qual fizemos inserir no jornal “A Nova Era’ ’, em fins de 1959, extensa reportagem, Vinícius viu realizado o seu sonho que há muito tempo vinha acalentando. Na longa romagem terrena, Vinícius, através de exemplos e obras, deixou intensos clarões de luz inapagável, bem como um precioso legado à posteridade, que são os seus quatro livros que constituem um verdadeiro manancial de ensinamentos cristãos. Em ordem cronológica, escreveu: Nas Pegadas do Mestre - Em Torno do Mestre - Na Escola do Mestre e Na Seara do Mestre. Recentemente, a Federaçãç Espírita Brasileira editou, sob o título de O Mestre na Educação, um livro que enfeixa copiosos trabalhos seus, que se achavam esparsos, constituindo com os acima referidos valioso tesouro da Educação. Em nossas reuniões semanais no lar, a par do estudo obrigatório de O Evangelho Segundo o Espiritismo lemos também com grande aproveitamento pela sua elucidação um capítulo das suas obras.
A leitura das obras de Vinícius permitirá aquilitar o seu espírito missionário e a sua inestimável contribuição à Doutrina Espírita. Capítulo XXXI “EIS O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO” O título que nos serve de epígrafe encontramos no cap. 1, v. 29, do Evangelho de S. João. Foi a expressão do “endi- reitador das veredas” ao defrontar com Jesus, o expoente máximo das verdade eternas. A descida à Terra, em condições humildes, é bem de molde a fazer com que não demos tanta importância às coisas mundanas, em detrimento das espirituais, que devem prevalecer em todo o sentido.
O objetivo principal de sua estada na Terra foi o de despertar nossa alma, milenarmente engolfada na materialidade, ao amor para com o próximo e a Deus. Mas, o que é o pecado e por que o Cristo o tira do mun do? João, o precursor do Cristo, foi inspirado quando exclamou ao avistar o Cristo: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! Se bem que seja ocioso detalhar o significado da palavra pecado, vale a pena insistir, porquanto a maioria dos homens, amolentada que se acha nos prazeres do mundo, muitas vezes o tem confundido com a própria virtude. Pecado é ódio, o ciúme, a guerra, o adultério, a devassidão, a hipocrisia, a inveja, o orgulho, a vaidade, a ambição, o egoísmo, o homicídio, a desonestidade, em suma, tudo o que de mal desejamos ou fazemos ao próximo.
O Mestre dos mestres tira o pecado do mundo porque a prática dos seus ensinamentos assim o faz crer. Se a observássemos, o pecado com todas as suas consequências nefastas seria expungido deste planeta e este se transformaria num reino de alegria, de paz e amor. Para que isso se realize de fato na Terra, é mister que cada um de nós busque voltar-se para Jesus. Como exemplo, podemos citar Paulo que, tendo perseguido tenazmente os cristãos, converteu-se mais tarde para o Cristo, tomando-se o seu maior porta-voz. Oxalá pudessem os homens compreender, como Paulo, a maravilhosa ciência de recomeçar, correndo, desde agora, um véu sobre o homem velho para renascer num homem novo.
A Humanidade seria mais feliz e a Terra, um pa- raíso. ooo Vinte e cinco de dezembro. Por toda parte há festa e hosanas ao Divino Mestre. Porém, quem quer que tenha manuseado o seu Evangelho convirá que ele, nesse dia, terá mais alegria com a conversão do pecador do que com as festividades que se lhe tributem e de que não necessita. Converter-se para o Cristo é-tomar-se bom, se mau; justo, se injusto; é enriquecer o Espírito de virtudes, se não as possui; é pôr à parte os vícios, se viciado; é imprimir conduta retilínea à vida, se desregrada. Em última análise, é praticar os seus dois maiores mandamentos.
Tal conversão agradará mais ao Nazareno, cujo natalício costumam comemorar no dia 25 de dezembro, do que todas as homenagens que a ele se dediquem, por mais nababescas que sejam. Capítulo XXXII O “DIABO” E O “INFERNO” Juízo bem diverso da igreja de Roma e de outras faziam o Cristo e seus apóstolos em relação ao “diabo”. Estes o compreendiam como ele é na realidade e não conforme as alegorias que em tomo dele teceram as seitas pretensiosas, no intuito de dar força aos seus frágeis dogmas. Para aquelas o ‘ ‘diabo’ ’ é um dos numerosos membros da legião demoníaca lançada pelo Criador ao “inferno” porque, segundo elas, sé rebelaram contra Ele. Cristo e seus discípulos, entretanto, viam nessas entidades maléficas, denominadas “diabos”, espíritos jovens e, consequentemen- te, pouco evoluídos, mas com probabilidades de se tomarem adultos, através das vidas sucessivas.
Em algumas passagens evangélicas verificamos que Jesus e seus discípulos os expeliam de suas vitimas, como fazem hoje os espíritas especializados nesta tarefa. Essa categoria de espíritos (‘ ‘diabos’ ’), mais ignorantes do que propriamente maus, segundo a concepção espírita* são seres retardados ou recém-criados e que não tiveram, por este motivo, tempo suficiente ou oportunidades para adquirirem experiências mais amplas, que culminam sempre no Amor Universal, do qual Jesus fora seu exemplo vivo. Apesar de maus e sujeitos às “trevas e ranger de dentes”, diante deles se deparam ensanchas ilimitadas porque estas jamais faltaram a quem quer que seja através das reencamações, tendo-se presente a longanimidade do Pai Celestial e a imperfeição de seus filhos que se debatem ainda nas regiões inferiores. O Céu e o Inferno, como nos ensina a Doutrina Espírita, existem por toda parte. Cada um, de acordo com o grau de evolução, de lá tirará seus gozos ou infelicidades.
Logo, o inferno não é um lugar circunscrito como imaginam alguns, adrede preparado para receber seus hóspedes perpértuos, irremissíveis, mas um estado de alma, ou ainda uma condição do meio em que se vive, principalmente se medíocre como é ainda a Terra. Assim, “diabo” e “inferno” encontraremos aqui mesmo. Quanto ao primeiro, não é preciso que o vejamos de fronte comígera, com forquilha, garras, cauda e olhos fuzilando fogo como tem exagerado a imaginação de algumas seitas na sua pintura, para intimidar os crentes por falta de recursos racionais que os convençam. Nós o veremos personificado nos indivíduos ambiciosos, perversos, caluniadores, ardilosos e maganões, causadores principais das guerras, das discórdias è outros males que tanto têm afligido e continuam a afligir a Humanidade. Por causa de tais elementos é que o mundo continua sendo o queé.
Quanto ao “inferno”, não é preciso que o busquemos alhures. Basta que olhemos a Terra por ocasião das grandes hecatombes. As províncias ou cidades devastadas pelas revoltas bélicas ou assoladas pelas misérias ou epidemias. Eis o “diabo” e o “inferno” realizados em nós, no nosso meio e em toda parte onde existem aqueles aleijões morais. o o o Existe uma outra categoria de ‘ ‘diabo’ ’ que nos permitimos denominar “diabinhos”... Referimo-nos aos maus e inúteis pensamentos que abrigamos em nossos cérebros e aos sentimentos daninhos que aninhamos em nossos corações, quais víboras a envenenar-nos e aos outros.
Estes são o chamarisco do acima referido porque proporcionam ambiência para a sua instalação. São eles, ainda, a origem de nossas angústias e dissabores, pois que levam o perigo à saúde e à alma. Esta espécie de mal é muito comum em nossos dias. Em vão se tem procurado a sua cura com regimes, dietas, re- rpédios e climas, porquanto é de natureza contrária à material, ou seja, psíquica. Por isso requer um tratamento consetâneo: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo ” é o remédio por excelência.
Quando todos compreenderem, sentirem e praticarem essa máxima do Divino Mestre, que por si só encerra toda a felicidade futura do mundo, então se viverá, nele, de fato, sem “diabo” nem “inferno”. E haverá vida, “vida em abundância”. Capítulo XXXIII O ESPIRITISMO E O EVANGELHO Onde mais se fez sentir a importância do Espiritismo como libertador da consciência humana foi, sem dúvida, no Evangelho do Cristo. Com as poderosas luzes que lançou no Evangelho é que nos foi possível compreender o maravilhoso papel que o Divino Mestre desempenhou na Terra, a sublimidade dos seus ensinamentos e a vontade do Pai na qual foi o maior revelador. Da realização da vontade de Deus, consubstanciada nos dois grandes mandamentos cristãos, dependerá a felicidade, vãmente buscada por meios escusos.
Não é desconhecido, nem do próprio irreligioso, que a confusão ideológica reinante, prenunciadora de sombrios dias, provém da falta de compreensão e de fraternidade entre os homens. Enquanto a fraternidade cristã não se estabelecer entre as criaturas, tudo o mais que se fizer nesse setor não passará de mera fantasia. Cultua-se muito o Cristo, pouco importando aos seus cultuadores o que ele realmente deseja de todos. ooo Laboram em erro os que acham que os ensinos do Mestre não foram eficientes na moralização dos povos, a despeito de inúmeras igrejas terem sido edificadas em seu nome. Se culpa existe, esta deve ser atribuída única e exclusivamente aos seus pretensos seguidores, por lhe terem falseado os ensinamentos. Isto porque, à mangedoura de Belém, preferiram o trono de ouro; à humildade do Cristo, desejaram a vaidade do mundo.
Eis a causa primacial. Hoje, os tempos são outros. O homem já começa a despertar para a realidade espiritual, farto que se acha dos engodos dogmáticos. O Espiritismo, Consolador prometido por Jesus e que deveria restabelecer todas as coisas, vem, a passos largos, cumprindo a sua alta missão de revelador do destino do homem e do futuro bom ou mau que o aguarda no Além, conforme as suas obras. Vem demonstrar palpavelmente que o homem não é somente esse barro que há de transformar-se, mais tarde, em pó, mas que nele habita algo de divino que sobreviverá ao perecimento do corpo somático, algo esse que é ele mesmo. o o o Quem quer que tenha estudado o Espiritismo pela base compreenderá, de pronto, a poderosa contribuição que ele oferece à elucidação do Evangelho.
Com o florecimento do Espiritismo num futuro próximo, a Boa Nova deixará de ser esse instrumento das ambições clericais para ser, como realmente é, fator de alevantamento moral do homem e do seu encontro com o próprio Criador. Por isso, a tarefa do momento é a tarefa do Evangelho. Para que o Evangelho alcance o seu objetivo, toma-se necessário que, saindo dos lábios dos seus pregadores, lhes penetre o coração, exteriorizando-se em obras. É grande, pois, o papel dos seus propugnadores na hora que passa. E mister que se revistam da humildade ensinada pelo Cristo e da indispensável vigilância para o seu feliz desempenho.
E estejam certos de que não caminharão sozinhos, porque esta tarefa conta com o amparo do Alto. Capítulo XXXIV SIGAMOS O MESTRE S. Marcos: cap. 8, v. 35 - Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor a mim e do Evangelho, esse a salvará. V. 38 - porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos. Nos tempos que correm é prudente a leitura e meditação dos ensinamentos acima por todos aqueles que desejam seguir o Mestre.
Como previra Jesus, o aviltamento moral, agora em maior proporção, vai se alastrando por este mundo afora, envolvendo sutilmente os espíritos pusilânimes e afastados de Deus e levando ainda à confusão algumas almas eleitas. As recomendações do Cristo são bem claras e não deixam margem a falsas interpretações. É o que acontece, como pudemos observar, há pouco, por parte de alguns religiosos que acham que podem pecar como melhor lhes aprouver, contando que se “arrependam” depois, para que a salvação lhes seja assegurada. Ora, quem ler com atenção os versículos acima verá que a salvação não é coisa fácil como imaginam os comodistas. Senão, que lancem um olhar na vida dos mártires do Cristianismo e dos que se devotam com amor à prática do Bem.
Confrontem, outrossim, a própria conduta com a deles e digam depois se a simples razão de serem religiosos sem a necessária realização dos ensinamentos do Divino Nazareno basta para lhes conferir uma posição espiritual feliz. Dos tópicos evangélicos infere-se que aquele que quiser salvar a sua vida, ou seja, evitar as descidas a planos inferiores onde se purgam as imperfeições e os erros consumados, deverá perdê-la para a carne, a fim de ganhá-la para o Espírito. Em outras palavras, deverá abster-se das paixões e vaidades mundanas. Pugnar na conquista dos valores espirituais que são eternos, e não como fazem muitos que se entregam por inteiro aos prazeres e aos interesses mesquinhos do mundo enganoso, que passa. Para isso, deixou-nos o Mestre Divino exemplos de humildade, sacrifício, abnegação e amor, traçando-nos ainda diretrizes capazes de nos conduzir ao Pai uma vez observadas.
Para as almas empedernidas no pecado pode parecer vergonhosa a prática dos ensinamentos cristãos, porém, ai delas, porque o Mestre delas se “envergonhará”. Se desejamos ser dignos das promessas do Cristo, cumpre não nos deixarmos embair por falsos ensinamentos de “salvadores” improvisados, que se julgam detentores dos poderes divinos e “autorizados” a perdoarem e a condenarem. É necessário, isto sim, nos conduzamos na vereda do Bem, tendo por farol o Mestre e seus Mensageiros de todos os tempos, ansiosos todos por nos apertarem em seus braços divinais resplendentes de luz e amor. Capítulo XXXV A VIDA NA TERRA A despeito dos grandes progressos realizados por sacerdotes da medicina no campo terapêutico, no sentido humanitário de debelarem, o mais possível, as inúmeras moléstias que afligem a Humanidade; da segurança com que outros buscam dotar os veículos de transporte coletivo, por terra, mar e ar; dos cuidados de vida com que o homem procura cercar-se, quer nas cidades, nos campos ou quaisquer das inúmeras atividades humanas, indiferente a tudo, a morte prossegue, implacável, na sua faina destruidora. Quase sempre, vemos as folhas que se editam nas grandes metrópoles, enegrecidas de fotografias de sinistros pavorosos que, de um só golpe, ceifam centenas de vidas, muitas ainda no alvorecer.
Embora os homens andem convencidos da brevidade da vida neste plano pelas provas abundantes que ressaltam às suas vistas a cada instante, infelizmente é bem diminuto o número dos que se preparam, convenientemente, para a “grande mudança”. É que, à preocupação das coisas que dizem respeito à espiritualidade, preferem a distração nos vãos prazeres que corroem o corpo e a alma. o o o Os Mensageiros do Alto, em verdadeiros rasgos de abnegação e amor, constantemente descem até nós estendendo-nos mãos amigas para arrancar-nos do lodaçal moral em que vivemos, falando-nos, ainda, das belezas de outras estâncias de vida — mais felizes e duradouras —, ao mesmo tempo que nos traçam roteiros seguros para lá chegarmos. Enquanto que uns, atendendo ao carinhoso apelo, se desdobram nos inúmeros misteres divinos, outros, fazendo ouvidos moucos, se demoram na indiferença e no mun- danismo. ooo Para termos uma ideia do que se passa no Além com aqueles que na Terra só cuidaram da satisfação pessoal, esquecidos do alheio sofrimento, basta frequentarmos Centros Espíritas sérios, onde regurgitam as almas sofredoras colhidas pela morte de surpresa e em pecado.
Debulhadas em lágrimas, essas almas tardiamente arrependidas clamam pelo perdão divino, maldizem o passado de erros ao mesmo tempo que aguardam oportunidade — como acréscimo da misericórdia divina — para descerem à carne e nela expiarem o que de mal fizeram. As condições deploráveis com que se apresentam esses nossos irmãos valem por uma advertência aos que permanecem, ainda, petrificados no egoísmo dissolvente do caráter.
É um convite para que nos desapeguemos do mundo com as suas encenações e prazeres efêmeros e nos aperfeiçoemos na prática da caridade e do amor ao próximo. Para encerrar esta página, ouçamos o Mestre: Muitos me dirão naquele dia Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos os demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: “não vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. ” Capítulo XXXVI AOS MÉDIUNS Não é a cilada dos Espíritos trevosos o único escolho à propagação da Doutrina dos Espíritos, mas sim os que traficam com as faculdades mediúnicas porque embaraçam desta forma o seu desenvolvimento, por desacreditá-la junto àqueles que não a conhecem bem. Há médiuns portadores de excelentes faculdades que poderiam, se delas fizessem uso cristão, levar aos descrentes a convicção da imortalidade da alma, conformação aos inconformados e mesmo a cura aos enfermos. Lamentavelmente, porém, por vaidade ou ambição, deixam-se seduzir pelas vantagens imediatas, indiferentes ao compromisso assumido antes de se encarnarem e ao alto significado desse dom divino.
Os médiuns, no-lo dizem os Mentores do Espaço, são, quase que na totalidade, Espíritos que faliram desastrosa- mente no passado e que solicitaram esse dom, que é a me- diunidade, como meio rápido e eficaz de se redimirem, concorrendo ainda para a redenção humana. ooo Esta página dirigimo-la a vós, médiuns, luzeiros benditos a serviço do Alto, que tendes por missão nobilíssima, se levada a bom termo, a de esclarecer, através de vossas faculdades, a Humanidade obscurecida e sofredora. Atentai bem para as vossas responsabilidades! Não vos deixeis cegar pelas frivolidades do mundo, que o tempo consome. Convencei-vos de que só as coisas que dizem respeito ao espírito são de valor real, são eternas. À semelhança dos legítimos profetas, sacrificai tudo o que ê mundano, cumpri, inteira e santamente, a missão que vos foi outorgada!
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.