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Capítulo 3 de 6
Parte 3 de 6
Para Um Mundo Novo Homens Novos · Demetre Abraão Nami
O Espiritismo está destinado a mudar o aspecto infernal da Terra, transformando-a, pela moral puramente cristã que prega, num reinado de paz, amor e alegria. Para isso, espera que os homens se interessem por ele e meditem nas consequênrias sadias e moralizadoras de seus ensinamentos divinos. Capítulo XIII DA RESPONSABILIDADE DOS ESPÍRITAS Vem sendo maior, ultimamente, o interesse dos espíritas pelo Evangelho, fato que nos leva a arrazoar o conceito do uuminado Espírito Humberto de Campos, quando disse que o Brasil ê a “Pátria do Evangelho, Coração do Mundo”. Não há dúvida de que para aqui foi transplantada a árvore do Cristianismo, pois, sem favor, é no Brasil que se pratica e se estuda mais o Evangelho na sua primitiva pureza, mercê das luzes do Espiritismo. É deste recanto do Globo, assinalado pelo Cruzeiro do Sul, que se irradiarão os esplendores benditos do vero Cristianismo que norteara a Humanidade para mais felizes destinos.
Os espiritas, compenetrados dessa circunstância, através das repetidas revelações do Alto, vêm se empenhando ativamente na difusão e prática evangélicas, buscando, cada qual, dar o que pode nesse sentido. Espíritas ricos ou pobres, cultos ou iletrados, todos podem fazer alguma coisa nesse terreno, quer através da pena ou da tribuna, quer através dos exemplos ou das obras. Por isso, é com a maior alegria que aplaudimos as atividades dos nossos companheiros de crença espírita no setor evangélico. Os aspectos cientifico e filosófico eram os que mais interesse despertavam, em prejuízo do aspecto religioso. Ago ra, felizmente, todos eles vêm merecendo igual atenção.
Os espíritas compreendem perfeitamente que a força de uma doutrina reside nos benefícios morais que oferece a todos os que nela se abeberam. Pois bem, não sabemos de nenhuma outra que supere a Doutrina Espírita. Cabe, portanto, aos espíritas, a responsabilidade, perante o Alto, de viverem o mais possível os seus ensinamentos, como detentores que são das verdades eternas. Com os seus exemplos e o devotamento sincero à Doutrina esposada, contribuirão poderosamente para a moralização dos costumes. Proporcionarão, ainda, abrigo aos abandonados, resignação aos enfermos, esperança aos desesperados, vigor aos desanimados, implantando, dessa forma, o Reino de Deus na Terra.
E os espíritas sabem que ele é, de fato, o Consolador prometido pelo Meigo Nazareno, fadado a estabelecer o Reino do Criador na Terra. Compete-nos cooperar nessa divina realização, através da nossa perseverança no bem e dos nossos ensinamentos e obras edificantes. Forremo-nos de tudo quanto possa obstar ao nosso trabalho na Seara do Mestre. Estejamos sempre a postos ao toque do Alto, envidando o que de melhor possuímos para a concretização do ideal do Cristo. Capítulo XIV COMO CONDUZIR-NOS A grande maioria dos que se dizem cristãos ainda não se capacitou da finalidade da vinda de Jesus à Terra e, consequentemente, menos ainda, do conteúdo da sua Mensagem.
Do contrário, não teríamos tido, jamais, conhecimento de ódios e lutas cruentas oriundas de divergências não somente religiosas, mas de toda espécie. Procurariam por exemplo as religiões, em nome do Cristo que desejam servir, convergir seus esforços no sentido do aprimoramento espiritual de seus profitentes, combatendo-lhes os vícios, as paixões nefastas e as malquerenças, apostolando, ainda, a fraternidade legítima. Em Jesus temos o verdadeiro exemplo do Amor Divino. Ele pregou e exemplificou o Amor entre os homens em toda a sua cruciante romagem por este orbe. Foi, por conseguinte, modelo vivo ao qual nos devemos ajustar.
A simples razão de aceitarmos a ideia de Deus como nosso Pai e Jesus como Seu enviado, não padece dúvida de que já é um passo, se bem que diminuto, na trilha do nosso aperfeiçoamento. Mas isso só não basta à redenção, que exige de nós a compreensão e a reparação de erros que, comumente, trazemos de passadas vivências na carne, transgredindo as leis de Deus. Esta compreensão, capaz de nos dar a conformação e as forças necessárias ao ressarcimento desses erros, nós a encontraremos na Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec. Só o estudo dessa sublime Doutrina é que nos dará resposta racional a inúmeros problemas que nos afetam e que antes se nos afiguravam inexplicáveis face à Bondade e à Justiça de Deus. Proporcionará ela, ainda, a consciência cristã que nos conduzirá a pensar, falar e agir em termos de Evangelho, apressando assim a nossa evolução espiritual, objetivo único de nossas encarnações amiudadamente dolorosas.
A Terra, com as suas dificuldades, dores e lágrimas, é o Jordão misericordioso que nos possibilitará expungir as excrescências psíquicas que armazenamos ao longo de nossas existências, desassisadas e perversas, se soubermos ombreá- las com compreensão e ânimo cristãos. Está em nós, pois, aproveitarmos mais esta oportunidade divina colaborando, quanto possível, com amor, para o progresso e a felicidade de nossos semelhantes. Essa é a única maneira de nos desenlearmos do círculo vicioso das reencamações corretivas e de nos alçarmos a planos mais aperfeiçoados que o da Terra. Capítulo XV O QUE SOMOS Eis o mais importante de todos os problemas, cuja solução urge esclarecer à Humanidade. Esta solução nós a encontraremos no Espiritismo, que é a Doutrina que explica racional e cientificamente as coisas que dizem respeito ao Espírito até onde comporta a evolução humana.
À medida que a Humanidade se eleva, novos esclarecimentos lhe vão sendo acrescidos pelos Espíritos Superiores. A Doutrina dos Espíritos nos revela que o homem se compõe de três elementos principais: espírito, perispírito e matéria. O primeiro é o princípio inteligente, sede do pensamento, da vontade e do senso moral. E um ser consciente, individual e eterno que habita o Universo. Em condições especiais ele pode tomar-se visível aos homens.
O segundo é o intermediário fluídico entre o espírito e o corpo físico. É através dele que o Espírito age no plano terrestre e no invisível. O perispírito é, ainda, a forma que modela e vitaliza o corpo humano e que se eteriza, até confundir-se com o Espírito, à medida que este se depura. O seu papel é imenso na vida do homem, daí a utilidade em estudá-lo. É ele que registra, de modo indelével e com nitidez, todos os nossos atos e aquisições morais e intelectuais de nossas inumeráveis existências, e os transmite ao Espírito.
Estes atos e aquisições afloram em nosso Espirito, mais ou menos Ina sua plenitude, quando nos despojamos do invólucro carnal imprimindo maior expansão às nossas sensações boas ou más, conforme o grau de nosso adiantamento espiritual. Quanto à matéria de que é constituído o corpo físico, esta se dissolve com a morte: seus elementos, retomando ao laboratório da Natureza, irão servir para a formação de novos corpos. O corpo físico é um entrave à ação do Espírito e só a morte é capaz de restituir-lhe a verdadeira liberdade. Assim observando, chegaremos ao conhecimento de nós mesmos. ooo O que importa saber, ainda, é que todos nós somos perfectíveis. E uma só existência não basta para atingirmos a perfeição, finalidade do homem.
É percorrendo todos os setores da vida, pela reencamação, que o homem chegará ao conhecimento da Natureza pela qual Deus se revela. Através das diferentes situações sociais em que vier a se encontrar, é que ele se aperfeiçoará e adquirirá o conhecimento do que seja a Humanidade da qual faz parte. Todo o mal decorrente de nossos atos, fixando-se no perispírito, toma-o pesado, denso, sujeito, por isso mesmo, à gravidade da Terra. Daí, as sensações de trevas e de sofrimentos atrozes de que os Espíritos maus se queixam quando se manifestam entre nós. A moral e o saber são as asas do Espírito, cuja conquista fará com que este ascenda às regiões de luz.
Não esqueçamos. Somos nós os artífices de nossos destinos. Na desgraça o homem deverá queixar-se de si mesmo e, na felicidade, rejubilar-se de ter criado para si uma situação propícia. Capítulo XVI BRUXOS A origem e prática da feitiçaria se perde nos tempos. Já à época dos romanos, o seu exercício era muito difundido nas baixas é altas camadas sociais.
Mesmo em nossa época, nos países ditos civilizados, existem criaturas que se entregam ao intercâmbio com o invisível inferior. Os bruxos ou feiticeiros são indivíduos portadores de mediunidade que, por falta de uma orientação evangélica ou por ignorância quanto à finalidade divina que deveriam emprestar a esse dom, se afinam com entidades espirituais trevosas, utilizando-se delas para fins inconfessáveis. Mas sempre terminam mal. Se não nesta, numa outra existência, porque é da lei de Causas e Efeitos que “quem fere, fere-se”. Bruxos não são somente aqueles que, ocultamente; no recesso de suas choças, entre o fumo, o álcool, imagens, defumações, velas acesas e outros recursos de que se servem para atrair os espíritos terra-a-terra, convertem-nos em mensageiros da discórdia, da separação, das intrigas e futricas, das obsessões, das más influências e enfermidades.
É verdade que nem sempre alcançam o seu objetivo, principalmente quando a pessoa visada é honesta, proba e cumpridora de seus deveres. Sendo um termo elástico, poderemos estendê-lo, igualmente, àqueles que através da inveja, do ciúme, do despeito, da calúnia e da difamação buscam complicar pessoas e lares felizes, subvertem a ordem e atravancam o progresso moral e material de uma nação por meio de manobras altistas, da demagogia e da corrupção que são outras tantas modalidades da bruxaria, embora os processos usados sejam diferentes. Assim, refletimos, não sem pavor, sobre a ação negre- jante dos bruxos da moral, da economia e da política, desmedidos na torpeza de suas ambições. Esta classe de bruxos é pior que aquela. Os bons, através de pensamentos e atos positivos, podem resistir às influências nefastas dos “enviadores de despachos’ ’, mas não podem conjurar esta categoria em virtude de sua ação ser de âmbito geral.
Para esta espécie de indivíduos que age conscientemente e de “má-fé”, a Justiça Divina será inflexível porque “muito será pedido a quem muito foi dado”. Capítulo XVII A UTILIDADE DA PRECE Criaturas existem qúe, embora crendo em Deus, subestimam a eficiência da prece demonstrando, assim, ignorarem a recomendação do Mestre quando ensinou: ‘ ‘Orai e vigiai". Por que, a despeito de tê-la encarecido o Cristo, existem os que se obstinam em repeli-la? É que acham que só fracos e pusilânimes a ela recorrem e, ainda mais, consideram as leis de Deus imutáveis e, por esta razão, nada as sustará sem que se cumpram integralmente. É preciso que os que assim pensam atentem para o seguinte: a prece não visa embaraçar a ação remissora da Justiça Divina mas, simplesmente, atenuá-la.
Porquanto Deus, considerado no infinito de Seus Atributos, é também misericórdia. Doutra sorte, seria cruel. Vemos nos presídios muitas criaturas cerceadas em sua liberdade em virtude de seus crimes. Entretanto, as leis, apesar de severas e de origem humana, facultam às mais disciplinadas gozarem um pouco dela, além de reduzirem, por boa conduta, a duração das penas. Isto lhes toma o castigo mais suportável, além de estimular a sua regeneração.
Pois bem, a prece atua mais ou menos desta maneira naqueles que são alvos, quer encarnados ou desencarnados, sofredores ou não. Quanto aos libertos da carne que se acham em sofrimento, eles se sentem felizes por saber que existe quem neles pensa. Além de proporcionar-lhes, a prece, um refrigério para os seus padecimentos, serve-lhes de incentivo para a sua mais rápida reabilitação. Quanto aos cativos da carne, principalmente os que se acham em dificuldades, desde que orem com sinceridade e sejam julgados merecedores da assistência do Alto, ser-lhes- ão dadas intuições como meio de resolvê-las, sem que a prece, está visto, lhes anule o esforço próprio. Às vezes, surge o fator carma que obsta a atenção de alguns pedidos, como resultante que é das faltas passadas de quem ora.
Mas, mesmo assim, nenhuma prece sincera será em vão, porque atrai sempre a atenção dos bons Espíritos que nos auxiliarão até onde lhes possibilitem nossos merecimentos. Muitas vezes somos atendidos em nossas preces, sem que nos apercebamos disto. Quando não o somos, não devemos atribuir o fato à ineficácia da prece, o que seria menoscabar a solicitude desses Espíritos, mas sim aos nossos deméritos. Por conseguinte, tenhamos sempre presente a observação do Cristo: “Orai e vigiai”. Oremos - para que Deus nos dê boas inspirações, forças e coragem para palmilharmos o caminho estreito desta nossa existência terrena.
Vigiemos - para não cairmos nas tentações das quais este mundo anda cheio. Capítulo XVIII A NECESSIDADE DO MOMENTO Num dos seus magistrais ensinos, disse o Divino Mestre: Aquele que se envergonhar de mim, eu me envergonharei dele diante do Pai que está no Céu". Envergonha-se do Cristo todo aquele cujos pensamentos, gestos, palavras ou atos vão de encontro aos seus ensinamentos, exemplificados em todo o transcurso da sua gloriosa e sacrificial peregrinação terrena. Para que possamos apreciar a repercussão, no espaço, de nossos atos e palavras, basta dizer que, em uma de nossas reuniões espirituais, uma entidade esclarecida dissera que até nossas conversações, que logo passam de nós despercebidas, são comentadas lá quase que diariamente. Quando os nossos atos e palavras são edificantes — há grande júbilo entre eles, porque encorajam grandemente para o Bem os nossos irmãos desencarnados que nos rodeiam, observam e se demoram, ainda, no mau caminho.
Porém, quando nossos atos são maus ou as nossas palavras portadoras de desânimo, maledicência ou pessimismo, influem desagradavelmente naqueles Espiritos ainda pouco evoluídos, aumentando-lhes a revolta, levando-os a associarem-se a nós pela afinidade de vibrações. Aliás, isso pode ser observado na prática, principalmente pelos sensitivos, que logo percebem a aproximação ou a influenciação de entidades perturbadas ou perversas, toda vez que ocorre com eles aquelas fraquezas reveladoras de atrasamento espiritual. Isso nos vem demonstrar, de uma forma concreta, que por mais que nos ocultemos, somos muitas vezes observados por uma infinidade de seres, invisíveis aos nossos olhos. Daí a necessidade de vigilância recomendada pelo Cristo, garantidora da nossa tranquilidade espiritual aqui e, sobretudo, no Além. o o o Em razão de um grande desequilíbrio econômico — um dos frutos podres da guerra e de homens inescrupulosos, incitadores das misérias morais que ora envolvem o mundo —, muitos dos que se declaram cristãos estão sendo abalados em sua fé, sinal evidente de que esta não estava suficientemente consolidada. Não padece dúvida que estamos em uma das épocas em que a fé cristã vem sendo provada.
As perturbações sociais, as explorações deslavadas e a mudança de costumes estão convocando os cristãos e dentre eles os espíritas — os mais aquinhoados — a redobrarem esforços no sentido de manterem bem vivas as recomendações do Divino Mestre, através dos exemplos e dos ensinamentos. Os vacilantes talvez fracassem na hora da provação. Porém, o mesmo não sucederá com aqueles que compreenderam o nada das encenações terrenas e buscam situar a mente em planos mais elevados ao terra-a-terra, cumprindo fielmente os postulados cristãos. Destes, o Mestre não se envergonhará “diante do Pai que está no céu”. Capítulo XIX ESTUDEM, ANTES DE NEGAR Apesar da má vontade de alguns e dos ataques de outros, o Espiritismo vem se impondo no seio das pessoas como Ciência e Filosofia de consequências religiosas, proporcionando de forma evidentemente racional o reencontro do filho com o seu Pai Celestial.
Os que até ontem o maldiziam, o repeliam como bruxedo, ao seu contato já vão lhe fazendo justiça, porque nele encontraram o que ansiosamente vinham buscando em vão nas seitas religiosas: a verdade sobre a imortalidade da alma. Muitos dos que clamam que a alma não existe e que a vida se fana numa vala, já vão sentindo, dentro de si, algo de divino que ama, deseja, sabe o que sobreexiste ao desfazi- mento do corpo perecível. Seus brados são mais de revolta pelas falsas doutrinas religiosas que pregam o que não crêem, o que não praticam e nem sentem, do que propriamente descrença. Chegamos a esta conclusão depois de longas conversações que mantivemos com pessoas materialistas. Algumas destas tiveram a oportunidade de estudar as obras fundamentais do Espiritismo, primeiramente O Livro dos Espíritos, lamentando hoje o tempo que perderam desinteressadas pela sublime Doutrina.
Outra conclusão a que chegamos, depois da troca de ideias com respeitáveis materialistas, é a de que muitos que combatem o Espiritismo não o estudaram pela base, mas superficial e ligeiramente. Outros que o estudaram com interesse, pela razão de não o terem analisado na prática, relegaram-no para o terreno das fantasias. De um e outro modo, laboram em erro os que o julgam assim, “a priori”. O Espiritismo, embora o ignorem os religiosos das diversas seitas e os materialistas, é a aspiração máxima de todos. É o que o homem vem procurando, vâmente, através de dominios e riquezas falazes.
Só o Espiritismo pode facultar ao homem uma fé robusta. A fé que a sua Doutrina gera é baseada no raciocínio lógico e em fatos comprováveis. A sua compreensão e prática é que assegurarão a Justiça Divina na Terra e, consequentemente, a tão almejada paz entre os homens. Capítulo XX O PIOR DOS CRIMES O Divino Mestre foi, indubitavelmente, o maior revolucionário da Terra, como igual o mundo jamais conhecerá. Isto, pelas verdades eternas que ensinou desassombrada- mente, apesar das perseguições contumazes que lhe moveram naquela época de corrupção desbragada e de fácil agressividade.
Humilde, soube vencer galhardamente pela persuasão que era a sua característica, cumprindo, assim, a sublime missão de Redenção Humana moldada no amor a Deus e ao próximo. Por isso, ele será sempre o Príncipe da Filosofia Eterna. Os mundos se extinguirão. A Terra se dissolverá um dia. Porém, jamais as suas palavras, porque são eternas como a fonte donde provieram: Deus.
Queiram ou não os homens, os seus ensinamentos se cumprirão até o último. Assim é a Vontade Divina. Dos seus ensinamentos destacamos, pela oportunidade, aquele que diz: “Não temais os que matam o corpo, mas os que matam a alma”. Ensinamento profundo este e de grande alcance filosófico, porque desperta a nossa alma à compreensão do pior dos crimes do qual devemos nos precatar como cristãos que desejamos ser. Jesus, assim ensinando, deixou evidente o seguinte: pior do que matar o corpo é matar a alma.
Mas, como se mata a alma? Envenenando-a com falsas teorias e dogmas obsoletos, com ditos obscenos e subversivos, com exemplos pérfidos e clamorosos que levam, muitas vezes, as criaturas que os ouvem ou vêem a alimentar sentimentos inferiores. Eis o que é pior do que matar o corpo, como Jesus ensinou, porque essas inferioridades predispõem a alma inexperiente à prática de graves cometimentos, de terríveis consequências aos seus fautores. Ninguém ignora que são esses sentimentos mesquinhos,inoculados nas almas desprevenidas por indivíduos solertes, anarquizadores e sem Deus, a origem dos males que têm chegado à Humanidade em todos os tempos. Aos cristãos conscientes cabe a importante tarefa de combater e exterminar esses sentimentos do seio da Humanidade infeliz e sofredora, alteando a luz emanente do Evangelho do Cristo.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.