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Capítulo 2 de 6
Parte 2 de 6
Para Um Mundo Novo Homens Novos · Demetre Abraão Nami
E, por várias vezes, retomamos à leitura dessas obras, tal o interesse que nos despertou. Desde então não mais pusemos em dúvida a Bondade e a Justiça de Deus. Compreendemos a fragilidade dos dogmas religiosos impingidos pela igreja de Roma, carregados de misticismo e superstições, e libertamo-nos, de vez, do visco de seus preconceitos rasteiros que não conduzem a nada, senão aos seus interesses imediatistas. Conscientizamo- nos, ainda, da finalidade da Dor como instrumento que é do nosso aprimoramento espiritual e da nossa rearmonização com a Vontade Divina, toda Amor, tantas vezes por nós desprezada ao longo de nossas existências miserandas. E da Imortalidade da Alma, plena de luz e amor, uma vez quitados nossos débitos que nos prendem à Terra.
A dor nos premune, ainda, contra outra maior, que é a Dor da Consciência, capaz de desfibrar nossa alma e nos compelir a dolorosos avatares. Busquemos, em nosso próprio benefício, tirar o máximo proveito de ordem espiritual desta nossa existência, tendo sempre presente o ensinamento do nosso Divino Mestre: Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. Pratiquemos, tanto quanto nos for possível, este ensinamento lapidar, para que não venhamos a nos arrepender, tardiamente, por termos nos apegado aos interesses egoísticos da Terra, ainda em evolução. Nela nos encontramos, momentaneamente, para sofrermos com resignação, amealharmos experiências, colaborarmos por uma Humanidade mais feliz e ascendermos a planos de vida cada vez mais aperfeiçoados, destinados pelo Pai Amorável a todas as criaturas. Capítulo VII TRABALHOS DE DESOBSESSÃO Chegou ao nosso conhecimento o fato de que algumas instituições espíritas, nesta capital, suprimiram de seu seio os trabalhos de desobsessão.
Entendem seus dirigentes que, no Além, não faltam espíritos superiores capazes de ministrar esclarecimentos e alivio aos espíritos de natureza perversa, ignorantes ou sofredores. Acham, ainda, que a manifestação desses espíritos acarreta perturbações ao ambiente de seus trabalhos espirituais, envolvendo, ainda, os próprios médiuns. Só admitem, outrossim, em seus trabalhos a recepção de mensagens de Espíritos Superiores. A Revista Espirita, fundada por Allan Kardec, contém inúmeros casos de espíritos que, através da doutrinação, se arrependeram dos erros e desejos de vingança, desenleando- se, em seguida, de suas vitimas. Emmanuel, numa de suas obras captadas pela mediu- nidade de Chico Xavier e que traz, como título, seu próprio nome, enfatiza a importância dos trabalhos de desobsessão através da doutrinação pela voz humanizada, em virtude de esses espíritos acharem-se, ainda, sob fortes impressões dá vida física e, portanto, inacessíveis às vibrações e esclarecimentos de Espíritos Superiores.
Esse ê o único meio de receberem a orientação de que carecem para se conduzirem, de forma equilibrada, na Espiritualidade. Em nossas reuniões espíritas, mercê de Deus, conseguimos libertar muitas criaturas do assédio de espíritos de deficiente evolução espiritual e de obsessores através da doutrinação, que consistia em fazê-los compreender, de modo insofismável, a sua nova condição de espírito e o imperativo de trilharem o caminho do bem. Ê oportuno lembrar que todos nós estamos sujeitos à obsessão e que o número de obsidiados é imenso, principalmente na presente época que atravessamos, eivada de egoísmo e de ambições de toda ordem, de mal-entendidos e apreensões. Faz-se imprescindível, portanto, que em todas as sociedades ou centros espiritas idôneos sejam realizados trabalhos de desobsessão, sob a orientação de confrades cônscios da sublime Doutrina e dotados de apreciável ascendência moral sobre os espíritos aos quais se dirigirem. Capítulo VIII REUNIÕES ESPÍRITAS As reuniões espiritas onde predominam os ensinamentos evangélicos, quando compostas de elementos sinceros, conscientes de suas responsabilidades, constituem uma das mais belas formas de se praticar a caridade.
Além da confraternização que propiciam, desenvolvem os bohs sentimentos para com o próximo, fortalecem os ânimos através de uma concepção mais elevada de Deus e da Vida, fixam nossa conduta terrena e oferecem, ainda, inúmeras oportunidades de sermos realmente úteis à coletividade humana. Se as reuniões espíritas proporcionam grandes benefícios àqueles que as realizam ou delas participam com elevação de propósitos, não são menores os danos que ocasionam aos que delas se servem para fins interesseiros ou inconfessáveis. Tais danos, em virtude da lei incoercível de Causa e Efeito, cedo ou tarde atingem fatalmente os faltosos dessa ordem. Daí as recomendações reiteradas de nossos Irmãos Maiores quanto à pureza de pensamentos e intenções que estas reuniões devem revestir pena o conseguimento dos seus objetivos levantados. Quando estas reuniões se processam com firmeza de ânimo e inteireza de pensamentos, nossas mentes — no-lo dizem os Espirites Amigos—projetam intensa luminosidade no Espaço, que atingem distâncias incomensuráveis, atraindo, dessa forma, Espíritos de superior hierarquia e mesmo Espíritos desnorteados, que encontram, nessas reuniões, verdadeiro porto de salvação.
De simples curiosos, a princípio, estes últimos tomam-se participantes dessas reuniões e, através de esclarecimentos que lhes são ministrados, se conduzem para o Bem. Efeito contrário produzem as reuniões frívolas, sem orientação evangélica, em que os pensamentos dispares, e mesmo hostis, emitidos pelos seus circunstantes, se entrechocam, eletrizam o ambiente, tomando-o asfixiante, insuportável, servindo assim de pasto para os Espíritos viciosos, zombeteiros, mentirosos e intrigantes. É de grande valia que nos dias de reuniões, mais que nos outros, os seus participantes não se irritem, não se excedam no trabalho, a fim de pouparem energias, evitem toda bebida excitante e alimentos indigestos, assim como pensamentos indignos. Tal procedimento possibilitará a harmonia individual e, consequentemente, a homogeneidade do ambiente, favorecendo dessa maneira a aproximação dos bons Espíritos. Em ambientes assim formados é que se verificam casos de curas psicofísicas, as mais incríveis, além de outros fenômenos de interesse geral.
Os orientadores dessas reuniões, apoiados nos ensinamentos cristãos à luz meridiana que o Espiristimo enseja, devem encarecer a necessidade de seus componentes eliminarem de si todos os sentimentos contrários ao bem, lembrando-lhes, de quando em vez, os compromissos assumidos na Espiritualidade, antes de tomarem carne, quais o de progredirem espiritualmente e ajudarem o progresso de seus semelhantes. Entendemos que reuniões assim conduzidas são verda- deiramente produtivas e trazem legítima alegria espiritual aos que delas participam. O que acima dissemos constitui um dos muitos frutos que colhemos no decorrer da nossa longa vivência como participantes e orientadores de reuniões espiritas. Capítulo IX RETIRO ESPIRITUAL Quando o carnaval vai se aproximando, irmãos de determinado credo religioso, para, segundo eles, fugirem às suas tentações, abandonam as cidades rumo aos campos ou aos templos, onde permanecem em silêncio e preces até o final dos festejos. Que esses irmãos busquem os campos ou outros lugares para descanso físico, entende-se.
Mas o que não compreendemos é que confundam, esses irmãos, retiro pessoal com retiro espiritual, porquanto este último possui sentido característico. Achamos que retiro espiritual é algo de divino, como exprimem as suas próprias palavras, para ser tão grosseiramente deturpado em seu legítimo sentido. Esse deveria ser o estado permanente de todos os que abraçam o vero Cristianismo, e não periódico, de vésperas de carnaval, como entendem alguns. Fazer retiro espiritual não ê fugir, pois, em determinada época, aos bulícios e às imoralidades. É situar o próprio espírito longe daquelas tramas viscosas, sem se deixar enredar quando defrontado por elas.
Jesus, quando se achava entre a gente de má vida, influenciava-a para o bem, sem se deixar ser por ela influenciado. É que o seu Espírito, sempre voltado para as coisas de Deus, sobrepunha-se, altaneiro, às mazelas morais. A criatura espiritualizada encontra-se sempre em retiro espiritual. Ainda que se encontre, por força das circunstâncias, rios mais abjetos lugares, diante de injustiças ou negócios escusos, não participará deles nem se sentirá por eles atraída, porque seu Espirito está acima de todas as torpezas humanas. Quando Jesus se retirava para os montes onde costumava orar, não o fazia para fugir à turba agressiva e ignara, mas para suplicar forças ao Pai no prosseguimento da sua dolorosa e sacrificial jornada de redenção do mundo.
Retiro espiritual, no seu sentido próprio, não é, portanto, uma questão de emudecer ou orar, em determinado momento e sítio, e aqui citamos, para encerrar, um ensinamento do Evangelho: “Viver no mundo, como se nãofosse do mundo. ” Capítulo X NUM DIA DE FINADOS Foi num dia 2 de novembro, data em que os adeptos de algumas seitas religiosas costumam reverenciar seus mortos nos cemitérios. Nesse dia, pela manhã, nos dirigíamos ao trabalho quando o ônibus que sai do Largo Paiçandu e que devíamos tomar partiu antes que o alcançássemos. Resolvemos, então, servir-nos de um auto-lotação, cujo itinerário ia até o cemitério da Quarta Parada e nos servia perfeitamente. Uma senhora, de estatura mediana, ricamente trajada, um tanto idosa e que se fazia acompanhar da irmã, aboletou-se nesse carro, de sorte que sentamos um ao lado do outro. Essa senhora aparentava grande nervosismo e constantemente se voltava para a irmã e a recriminava por não ter concordado em tomar um táxi, ao invés de um auto- lotação.
O auto já havia rodado meio quilômetro quando a senhora em apreço volta-se para nós e nos diz: — O senhor dirige-se também para o cemitério? Respondemos-lhe negativamente. Sem mais preâmbulos, foi logo nos dizendo que ia ao cemitério a fim de acender algumas velas na sepultura em que jaziam os despojos do que foi seu marido, falecido havia uns dez anos. — Pois é, meu senhor, continou ela, ando muito desgostosa da vida. Depois que o meu marido faleceu, a paz se foi do meu espirito.
Comecei a entediar-me. A conselho de alguns amigos, consultei vários facultativos; percorri algumas cidades interioranas, em busca de melhores climas; participei de diversões na esperança de que isso pudessebenefidar-me o espírito, porém, tudo em vão. Continuo enfastiada de tudo e de todos, como antes de empreender viagem. Sou muito grata, prosseguiu ela, ao meu segundo marido. O primeiro, quando morreu, deixou-me com dois filhos e algumas dívidas provenientes de medicamentos durante a sua longa enfermidade.
As minhas forças para a manutenção dos meus filhos, então pequenos, declinavam quando me apareceu o segundo, que acabou de criá-los. Hoje, estes meus filhos estão bem-instalados na vida. Um é engenheiro e outro diretor de grande estabelecimento industrial. Por isso sou reconhecida a este meu marido, que sempre me estimou e nunca me contrariou em nada. Apesar da dedicação dos meus filhos e do imenso conforto de que me acho cercada, sinto-me completamente inútil na vida, o que muito me acabrunha.
Desculpe-me, se logo à primeira vista me fraqueio desta maneira com o senhor. Retrucamos: — Sabemos medir, perfeitamente, a extensão do seu sofrimento pelos reveses por que passou e que acaba de nos relatar. Cremos poder ajudá-la nesta conjuntura com algumas sugestões, tomando por base um outro caso, mais ou menos idêntico ao seu. Conhecemos, há tempos, duas senhoras, adiantadas em anos, riquíssimas, que passaram, também, pela mesma fase e se entregaram a um profundo desânimo. Mais tarde, essas senhoras acharam um meio cristão de como preencher o que chamavam de vazio da alma.
Hoje, são felizes, como nunca o foram. É o que elas afirmam. — Diga-me, respondeu ela, por favor, como é que depois de apagadas as ilusões da vida pela esponja da velhice puderam, ainda, ser felizes? — Muito simples, respondemos, para aqueles que desejam ser cristãos pelas obras e não enganosamente dos lábios para fora. Essas senhoras resolveram dedicar parte do seu tempo e da sua fortuna em prol das crianças e da velhice abandonadas, sem distinção de cor, religião ou raça.
Não se limitavam a praticar o bem somente às pessoas necessitadas que as procuravam, mas iam até onde o problema se encontrava. Assim é que cooperavam, pessoal e financeiramente, com algumas instituições de atendimento à pobreza desamparada que é imensa e se desdobra em várias modalidades. Daí em diante, o tempo se lhes tomou sumamente precioso e a vida alegre. Sentiam, isto sim, não terem se dedicado há mais tempo a esse divino mister. A essa altura, aparteou-nos ela: — Já estou sentindo grande prazer só em pensar quão útil poderei ainda ser, apesar da minha idade avançada.
Ninguém, melhor do que eu, sabe quanto é penoso alguém privar-se do pão, do remédio ou do teto, quando sem forças ou possibilidades para obtê-los. E ninguém mais do que eu agora tem obrigação de dedicar-se a semelhante amparo porque careci dele, e mercê de Deus tive-o de sobra. Entre lágrimas de íntima satisfação, bendisse o nosso encontro, ali no carro, ao mesmo tempo que agradecia ao Criador por poder preencher a sua ociosidade com obras meritórias. Como já terá percebido o leitor, essa senhora era religiosa, porém à sua maneira, porquanto desconhecia até então a religião com obras. O carro já se aproximava do ponto onde deveríamos saltar.
Muito apressadamente, concluímos dizendo-lhe: —Esteja certa de que esta é a melhor forma de reverenciar a memória do seu falecido marido. Muito mais grata do que queimar-lhe velas inexpressivas. O Espírito do que foi seu companheiro de lides terrenas se rejubilará com a sua devotada ajuda àqueles a quem a vida tem sido madrasta. E, quanto à senhora, as suas penas se diluirão ao contato dos marginados da vida, toda vez que a sua generosidade socorrê-los, resultando dai verdadeira alegria mútua. Ao divino Mestre não passarão despercebidos os seus gestos de benemerência.
Ele a recompensará centuplicadamente. Não esperávamos que tão curta conversa pudesse produzir tamanha alegria e despertar tantos sentimentos huma- nitários. Fará ela o que prometeu? Ignoramos. O certo é que a semente foi lançada e muito oportunamente.
Deus sabe. Capítulo XI FÉ £ OBRAS É comum ouvirmos dos religiosos de diferentes crenças a expressão “tenho fé”, “creio em Deus”, porém não fazem a Sua vontade, ensinada pelo Divino Mestre. Vemo- los, muitas vezes, ocupando cargos de guias no meio de suas greis, mas cujas palavras e atos, quando se encontram longe desses círculos, desmentem a religião que professam, o que é de se lastimar. Para essa espécie de religiosos, que sabe o que não deve fazer, mas faz, advertiu o Mestre: "Muito será pedido a quem muito foi dado. ” Compulsando o Evangelho, lemos, na epístola de S. Tiago, que os demônios também têm fé, porque crêem em Deus e se estremecem face ao poder que sentem.
Isso nos vem demonstrar que a simples razão de ter fé não recomenda, em absoluto, a criatura que pretenda candidatar-se a seguidora do Meigo Nazareno, mas sim a boa conduta, dentro e fora do lar. Só se conduz retamente na vida aquele que busca pautar seus atos segundo as normas evangélicas que o Cristo sintetizou, de modo admirável, nas seguintes palavras: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". Os cristãos sinceros de todos os tempos, empolgados por essa fórmula simples, como simples é tudo o que é divino, deduziram que só a sua prática é capaz de estabelecer a tão ansiada fraternidade entre os homens. E assim pensando não tiveram dúvidas em cerrar fileiras em tomo daquele que a proferiu e que foi até à cruz na sua exemplificação. ooo Com a multiplicidade dos fenômenos psíquicos ocorridos em todos os recantos do globo, sendo grande número deles devidamente estudados e comprovados por cientistas renomados, o que vem confirmar plenamente todos os princípios exarados na Doutrina dos Espíritos, o problema da fé cristã está, praticamente, resolvido. Graças às poderosas luzes que essa Doutrina projetou sobre as questões atinentes ao Espírito, até então complexas e obscuras, o número de céticos e descrentes se reduziu grandemente.
Por conseguinte, o momento que passa é o da divulgação dessa dublune Doutrina e o da concretização da fé através dos bons exemplos e obras. Exemplos, dissemos, capazes de transmitir aos nossos semelhantes as virtudes necessárias ao seu adiantamento espiritual; obras, acrescentamos, que contribuam para a ame- nização do sofrimento na Terra e para o bem-estar dos povos. Capítulo XII “O TEMPORA! O MORES” A época que atravessamos é de ambição material. Os povos, ditos civilizados, assim havidos pelo conforto que desfrutam e não pela civilização que aparentam ter, parecem não dar importância ao mundo de amanhã.
Tudo neles revela uma coisa: o interesse imediato. No seu consegui- mento não atentam aos enormes prejuízos que causam, dessa maneira, aos semelhantes. Até parece que vivemos num mundo de obsessões. Obsessão pela posse do ouro, do luxo e do poder. Os costumes se degradam; os homens já não se entendem mais.
Os religiosos abundam por toda parte, porém a maioria não leva a sério suas crenças. Ou são fanáticos ou são indiferentes. Busca-se, antes de tudo, o bem-estar pessoal, sem a preocupação, por mais leve que seja, do infortúnio do próximo que esse egoísmo quase sempre acarreta. E a desgraça do próximo e o mundo de amanhã, que vão para as calendas... Diante desse caos moral poderemos exclamar, como Cícero, quando verberou a degradação de seus coevos: “Ó tempos!
Ó costumes!...” o o o Nunca é tarde para se fazer alguma coisa, principalmente no que se refere à humanização do plano em que vivemos. A vida atual, aqui na Terra, não é vivida como deveria ser. É disputada, conquistada numa peleja desigual e amarga, na qual se glorificam os fortes e se espezinham os fracos, quando aqueles deveríam proteger estes. É tempo de se mudarem os costumes hodiernos desajustados, substituindo-os por outros mais condizentes. Nenhum melhoramento, no que diz respeito ao padrão humano, poderemos mais esperar por parte das religiões dogmáticas, porque estas fizeram sua época e, por esta razão, estão fora de tempo.
Esta é a oportunidade do Espiritismo. E a Ciência se encarregará de confirmar, como já vem fazendo, os conceitos divinos nele expendidos. o o o O homem já atingiu a sua maturidade racional. A geração nascente é constituída de Espíritos livres, inteligentes e elevados. Estes não se amoldarão, à semelhança dos que os precedem, às crenças desarrazoadas, que já não convencem a mais ninguém. Sob o império de tais crenças é que os costumes vêm se afrouxando e diminuindo os verdadeiros espiritualistas.
O patriotismo também vem sofrendo as influências maléficas desses babilônicos tempos. Por patriotismo entendemos, antes de tudo, o respeito às leis de um pais. É o que, infelizmente, não se vê. A ganância campeia por toda parte. A corrupção é inominável.
Em sã consciência, poderemos chamar a esta época como sendo a do Espiritualismo? Jamais. Todavia, deveria ser, a julgar pelo número avultado de religiões e religiosos. Se não o é, é ou porque as religiões fracassaram em suas missões, ou porque os religiosos nelas não crêem, por não encontrarem elementos lógicos que os convençam da sua origem divina. Pois bem, se é isso que os leva a vacilar quanto à sua espiritualização, o espiritismo está apto a fornecer-lhes os elementos em referência, porque os seus postulados são fruto de pacientes observações, obtidos pelo método experimental, mundialmente consagrado.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.