[user_registration_my_account]
Capítulo 1 de 6
Parte 1 de 6
Para Um Mundo Novo Homens Novos · Demetre Abraão Nami
PARAM MUNIU NOVO, HOMENS NOVOS. DEMETRE ABRAÃO NAMI Verso Eternos viajores que somos rumo ao Infinito da Perfeição, sem pouso duradouro em parte alguma além do necessário ao nosso acEantameirto prefigurado nas asas do saber e da moral, cumpre desvincularmo-nos dos nossos erros passados e presentes, absolutamente subjugáveis e forrarmo-nos para sempre, das descidas aos planos sofrimentais. 0 homem é conversível. Se assim não fora, nenhuma razão existirias para que Deus, na Sua infinita Sabedoria, enviasse Seus Mensageiros que se empenharam denodadamente e, muitas vezes, com o sacrifício de suas próprias vidas, no erguimen- to espiritual do homem.
Valorizemos, portanto, a oportunidade desta encarnação, en- carecidamente por nós solicitacla e não raro custodiada por mentores espirituais que confiaram nas possibilidades da nossa regeneração. Busquemos assimilar e por em prática os ensinamentos legados pelos Corifeus da Espiritualidade, a fim de que, amanhã, quando estivermos do outro lado, não venhamos a nos arrepender do malbarateamento dessa nossa curta existência. À minha terna e inolvidável companheira de jornada terrena, Hilda da Silva A. Nami, e ao não menos inesquecível mano Elias A.D.N. Dibbi, ambos na Espiritualidade, que em suas últimas existências lutaram bravamente na divulgação e prática da sublime Doutrina Espírita, dedicamos esta obra. O Autor — ANÁLISE DO LIVRO “PARA UM MUNDO NOVO, HOMENS NOVOS” Um livro sólido, equilibrado, de um brilho suave e permanente na vasta constelação da Literatura Espirita. "PARA UM MUNDO NOVO, HOMENS NOVOS", pela fé convicta e segura do Autor, satisfaz o raciocínio e refrigera o coração. É o testemunho oportuno e firme de um espírita que vivenda, sem rótulos e sofismas, clara e simplesmente, os princípios da Doutrina.
Num contexto como o nosso, em que aparecem tantos "espiritóides”petulantes, pregando absurdas inovações doutrinárias, declarando Kardec ultrapassado e erigindo-se em guias de massas ingênuas, o livro de Demetre Abraão Nami é eloquente atestado de bom senso e fidelidade à pureza do Espiritismo. Coloca-se o Autor na condição de transmitir, de maneira pessoal, é claro, aquilo que aprendeu e recebeu da fonte espírita aliada à própria experiência existencial, sem a vaidade doentia de querer acrescentar novidades incoerentes ao harmonioso edifício da Doutrina dos Espíritos. Por outro lado, "PARA UM MUNDO NOVO, HOMENS NOVOS” não é somente um livro-mensagem aos adeptos, mas acima de tudo aos nâo-espíritas. É um alerta de esclarecimento e um chamado de paz a este mundo ainda distante das noções básicas do amor. Nesta obra, todos podem enriquecer interiormente, edificando-se na fé e no bem. Quanto à forma, hão apresenta "PARA UM MUNDO NOVO, HOMENS NOVOS” grande complexidade literária. A linguagem é bem-cuidada, porém acessível. São páginas inteligíveis ao cérebro e captáveis à alma. Uma leitura que constrói e eleva. Em suma, um livro verdadeiramente espírita!
São Paulo, 11 de junho de 1982 DORA INCONTRI ÍNDICE I PARTE I A Ressurreição do Cristo 11 II O Século que Passa ..... .... 13 III Os Espíritas ............. ■. .............. ... 15 IV Beneficência .................... 17 V O Evangelho de Jesus 19 VI ADor .................................. 21 VII Trabalhos de Desobsessão 23 VIII Reuniões Espiritas .......... 25 IX Retiro Espiritual. .. ..... .• .. . 27 X Num Dia de Finados ...... 29 XI FéeObras ......................... 32 XII “OTêmpora! O Mores!” .. 34 XIII Da Responsabilidade dos Espíritas 37 XIV Como Conduzir-nos ......... 39 XV OQueSomos ................... 41 XVI Bruxos ............................. 43 XVII A Utilidade da Prece ........... 45 XVIII A Necessidade do Momento 47 XIX Estudem, antes de Negar 49 XX O Pior dos Crimes ................. 51 XXI Cristianização ................ 53 XXII Como se ama a Deus ....... 55 XXIII Jesus e Nós I..... ................. 57 XXIV Supremo Consolo ............ 59 XXV Dianteda Enfermidadeeda Morte 62 XXVI Mediunidade Latente XXVII No Palco da Terra .... XXVIII ........... Fraternidade Cristã 68 XXIX Para um Mundo Novo, Homens Novos 69 XXX Recordando Vinícius ...... 71 XXXI “Eis o Cordeiro de Deus que tira o Pecado do Mundo” .................. 73 XXXII ...... O “Diabo” eo “Inferno” 75 XXXIIIO Espiritismo e o Evangelho 78 XXXTV Sigamos o Mestre ..... 80 XXXV ......................... AVidana Terra 82 XXXVI .........................
Aos Médiuns 84 II PARTE HISTÓRIA RESUMIDA DE JOANA D’ARC - MÉDIUM - Personalidade de Joana d’Arc - Joana Aceita a Missão - A França no Século XV -Na Prisão - Joana é Conduzida ao Suplício - Queimada Viva - Canonização de Joana - Conclusão - Uma Encarnação Passada de Joana PRIMAVERA Chegou a Primavera! Tudo em a Natureza esplende, vibra e canta, ‘Flores e folhas já se foram... E surgem novos ramos! A vida se renova! Troncos, já ressequidos, cobrem-se de verde. E, logo após, mil flores multicores Se vão desabrochando. Quê?! Novas esperanças! Insetos multicores, em febris volutas Nas taças perfumadas buscam néctar. E há pássaros cantando! Oh! Primavera d’alma! Ressurgir estuante de uma nova alegria! Abatimentos, tédios já vão distantes Junto com a invernia! E... tudo se transforma! Do recôndito afloram cânticos e risos E ardentes preces enchem a Natureza Em todos os altares!... Mil novas esperanças! Desejos de lutar, vencer e progredir Vão n ’alma nos surgindo e a vão impulsionando Para o céu do porvir!
Hilda da Silva Abraão Nami I PARTE Capítulo I A RESSURREIÇÃO DO CRISTO A missão do Cristo na Terra não ficaria completa se a sua ressurreição não se verificasse (no terceiro dia) e fosse testemunhada pelos seus discípulos e por grande multidão de pessoas. Apesar de toda a beleza moral, todo o conforto, amor e esperança que encerram os magistrais ensinamentos de Jesus e as curas maravilhosas que operou, tudo isso redundaria em nada se ele não ressurgisse dentre os mortos e, em Espirito, de maneira palpável, inequívoca, aparecesse aos seus discípulos e à referida multidão. Talvez nenhuma notícia sobre ele chegaria até nós. E a Humanidade, assim, se privaria da influência altamente moralizadora e consoladora do Cristianismo. Prova esta nossa assertiva, o abandono do Mestre pelos seus discípulos na hora extrema. Se os próprios discípulos de Jesus, que o acompanha- am nas suas prédicas e curas, foram tomados de incredulidade até a sua crucificação, era de se esperar que o mesmo acontecesse com todos os que não o conheceram.
Mas, felizmente para a Humanidade, tudo se realizou como o Mestre havia predito. Eis que o Mestre ressuscita dentre os mortos (no terceiro dia, note-se bem), ficando assim cumprido o que estava escrito na Lei de Moisés, nas profecias e nos salmos, e aparece em Espirito e palpavelmente aos onze discípulos que se achavam, nessa ocasião, comendo à mesa e os exproba pela falta de fé. Conforme, aindá, as narrações evangélicas* Jesus apareceu aos apóstolos durante quarenta dias após a ressurreição, instruindo-os acerca do Reino de Deus e da tarefa que lhes competia realizar. As inúmeras aparições do Cristo a uma grande multidão de pessoas e aos seus discipulos encheram estes de grande alegria e fé, encorajando-os sobremaneira para o desempenho da missão de que foram investidos. Quando o Cristo verificou que os seus discípulos estavam aptos para o apostolado, exortou-os: "Idepor todo o mundo pregar o Evangelho a toda criatura. ” Em seguida, ascendeu ao Céu. Estava, pois, concluída na Terra a missão do Cristo, o Mestre verdadeiro.
Com a sua ressurreição (ao terceiro dia), foram confirmadas (todas) as profecias das (Sagradas) Escrituras a seu respeito. Em última palavra, o Cristianismo estava triunfante e a imortalidade da alma provada. E as promessas do Cristo aos deserdados da vida: aos que choram, aos aflitos, aos injuriados, aos perseguidos, aos inconsolados, enfim, a todos os que sofrem por amor à verdade e ao bem, com a sua ressurreição, deixaram de ser aquele conglomerado de fantasias e divagações como entendiam os escribas e os fariseus do seu tempo, hipócritas e ávidos do mando. Com a ressurreição do Cristo, as suas promessas constantes do Sermão da Montanha tomaram-se certeza aos seus seguidores. Basta, pois, a estes aliarem a fé que possuem às obras e trilharem resolutos a senda do Bem, indiferentes às pedras de tropeço que porventura venham a encontrar nessa caminhada redentora. E aos que crerem, disse Jesus: "Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas. Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão ”.
Capítulo II O SÉCULO QUE PASSA Estamos na aurora do terceiro milênio. Ai estão as guerras e as calamidades sacudindo rudemente o nosso agoniado planeta, sinais estes precursores da sua renovação física e moral. São raros os religiosos que vêem nos abalos morais e na alteração dos costumes por que passa a Humanidade o imperativo do testemunho cristão. Assim é que vemos, pesarosos, grande parte dos que tomaram sobre seus ombros a responsabilidade da exemplificação e orientação espiritual dos homens, preocupados tão-somente com as honrarias e reivindicações materiais, em franca contradição com os postulados divinos. o o o Em nosso trato diário, é comum observarmos indivíduos pertencentes aos diversos credos religiosos, assíduos frequentadores de seus cerimoniais, completamente entregues ao materialismo vil, esquecidos dos deveres espirituais. Em seus negócios são velhacos e aves de rapina. Na amizade são falsos e maldizentes. No amor são corrompidos e corruptores. No lar são perturbadores da paz. Em suas conversas são tendenciosos e rebaixadores da moral. Em público comportam-se inconvenientemente.
Com os subal- 13 temos têm o olhar duro e os gestos ameaçadores. À frente dos deserdados da sorte e dos fracos são mesquinhos e maus. É evidente que tais defeitos morais não se justificam absolutamente junto àqueles que pretendem seguir as pegadas do Divino Mestre. Não se pode servir a dois senhores. Aos espíritas, que conhecem maior soma das verdades acerca da imortalidade da almae damisericórdia divina, cabe a tarefa de manter bem vividos esses ensinamentos de Jesus, principalmente nos dias que correm, em que as religiões claudicam e a fé se vai apagando dos corações. Capítuio III OS ESPÍRITAS Prometemos a um sacerdote da igreja de Roma que falaríamos, pela imprensa,
alguma coisa sobre os espíritas que ele, inscientemente, interpretou mal. Hoje, com esta publicação, cumprimos com o nosso dever, embora imperfeitamente, dada a exiguidade de espaço de que dispomos. O Espiritismo, explicando racional e experimentalmente a finalidade da vida, a causa do sofrimento na Terra e as desigualdades sociais, morais e intelectuais entre os homens — em harmonia com a justiça e a Bondade de Deus —, instrui, consola, melhora espirituahnente a criatura e a conduz, com segurança, ao porto de salvamento. O Espiritismo é o Consolador Prometido, não é demais repetir, e por ser a sua Doutrina de origem divina e não humana, porque ditada por Espíritos de Superior Hierarquia sob a égide do Cristo, tem a vantagem, pela fé que faculta, de “multiplicar o número de escolhidos”. É inegável que o Espiritismo tem se imposto às pessoas mais pelo BEM que tem espalhado, através de seus Mensageiros invisíveis e visíveis, do que, propriamente, pelo conhecimento de sua Doutrina.
No princípio do seu advento só uma minoria, rompendo com o atavismo religioso e com as diversas correntes materialistas a que se achava ligada — não sem prejuízo da sua reputação —, abalançou-se a proclamá-lo aos quatro ventos como o verdadeiro Consolador, isso depois de acurados estudos e experiências felizes levadas a efeito por cientistas de renome. Não obstante o curto espaço de tempo de sua propagação, o Espiritismo já conta com um respeitável número de adeptos em todo o mundo e, entre eles, muitas celebridades. O Espiritismo não se impôs “a ferro e fogo”, como procuraram fazer algumas religiões, mas de maneira racional, pacífica e persuasiva, como procedera o Divino Mestre. Seus profitentes, combatidos aqui, perseguidos acolá pelo intolerantismo religioso — indiferentes às ameaças e surdos à grita de seus vilipendiadores —, foram anunciando a Boa Nova, ao mesmo tempo que construíram obras de beneficência que causam admiração aos seus próprios detratores. Os espíritas não têm chefe visível nem se constituem em casta sacerdotal. Se chefe possuem, este é a sua consciência, iluminada pelo ideal do Cristo.
Na sua maioria, os espíritas são homens que trabalham oito e até mais horas por dia. A despeito disso e dos encargos muitas vezes pesados de família, ainda conseguem tempo para praticar a caridade, ensinando, consolando, curando segundo as recomendações do Cristo e cooperando, ativamente, com as instituições do seu
1 (1) - Publicado no jornal “Amor à Verdade”, junho-julho de 1954. próprio campo, no mais absoluto anonimato. Os espiritas, como ficou demonstrado acima, não são profissionais da religião. Foram certamente materialistas, protestantes, católicos, enfim, criaturas procedentes das mais diversas denominações religiosas. A pluralidade das existências, a comunicabilidade com os chamados erroneamente mortos e a habitabilidade dos mundos, que o Espiritismo ensina e que a igreja de Roma não aceita, é a VERDADE que ela aceitará amanhã, como aceitou muitas verdades que antes combateu dura e sistematicamente. Com estes esclarecimentos, elementaríssimos, cremos ter dissipado algumas ideias errôneas sobre o Espiritismo e os espíritas, que aquele irmão, desavisadamente, vinha alimentando.
Capítulo IV BENEFICÊNCIA O inverno é, sem dúvida, a estação mais tristonha e gélida do ano e que leva, às vezes, a enfermidade e até a morte àqueles que são apanhados desprevenidos. Todos o sentem, até os bem-agasalhados. Por aí, poderemos fazer uma ideia do sofrimento dos desfavorecidos da sorte que, a braços com a penúria, se vêem impossibilitados de enfrentá-lo convenientemente, por absoluta falta de recursos. Nessa época, mais especialmente que em outras, os cristãos sinceros volvem suas vistas aos nus e, conforme a recomendação do Excelso, buscam, dentro de suas possibilidades, adquirir ou manufaturar roupas para os necessitados, principalmente para as crianças, as mais sensíveis ao frio- A estes não importa, como já disse um Luminar do Espaço, que as roupas que lhes são destinadas, caridosamente, sejam grosseiras, contando que sejam quentes. Jesus, o Mestre dos mestres, sempre confiou na benevolência dos pobres, porque estes, por já terem sentido na própria carne a aflição das necessidades, entendem melhor o seu dever de solidariedade humana para com os mais infelizes do que eles.
Por onde estendermos as vistas, divisaremos estes irmãos em Humanidade que a luta, o sofrimento ou a velhice tomou imprestáveis para o ganha-pão de cada dia. Às vezes, encontram-se próximos de nós; talvez na vila ou no bairro em que habitamos, ou mesmo nas vizinhanças. É fácil, ao coração bem-formado, localizá-los. E quando a ocasião de sermos úteis se nos deparar, aligeiremos o passo, não demoremos na ponderação dos merecimentos — porque não saberíamos julgar — e ofereçamos, com bondade, aquilo que nossa bolsa permitir em beneficio do irmão necessitado. A tarefa de proporcionar agasalhos aos necessitados fala mais de perto às mulheres.
Nas horas de lazer, poderão demonstrar as suas habilidades, a grandeza de seus corações e testemunharem ainda o seu amor a Deus, transformando as “migalhas” que lhes sobejam em pães, vestidos e remédios, revertendo-os, em seguida, a favor dos desamparados, sem alarde nem humilhação. Somente através de obras meritórias é que provaremos a nossa solidariedade humana, a nossa fé cristã. Não importa que os homens não nos compreendam. Basta-nos a aprovação de Deus, o aplauso de nossa consciência. Capítulo V O EVANGELHO DE JESUS O Evangelho de Jesus não é apenas um repositório de preceitos morais, destinado ao nosso aperfeiçoamento espiritual, mas também fonte de saúde e alegria.
Jesus, ensinando e exemplificando as verdades nele contidas, constitui-se em nosso Médico e Salvador, porque a prática destas verdades tem o condão divino de amenizar nossas penas e de libertar-nos das mazelas morais que nos adstringem aos planos de sofrimento. Já está sobejamente provado que os cristãos sinceros desfrutam de mais saúde, mais sabedoria, vivem mais longamente e são mais felizes do que o comum dos homens. Isso porque são conformados na dor, fortes na adversidade, tolerantes para com as fraquezas do próximo, inacessíveis aos vícios e aos sentimentos malsãos e, sobretudo, caritativos. Compenetrados da brevidade da vida na Terra, não se apegam aos seus bens, porque sabem que têm de deixá-los. Utilizam-nos sóbria e honestamente, dispensando o supérfluo em prol dos necessitados.
O que mais infelicita e degrada o homem são as suas maldades e paixões rasteiras, cuja causa reside na ignorância às leis divinas. É da vontade de Deus, nosso Pai Celestial, do qual somos herdeiros, que todos os seus filhos sejam felizes, pois que os criou para a felicidade eterna, bastando, para isso, que se amem. A Sua lei é o Amor, não podendo, portanto, falhar. O Amor é a essência de Deus, como se comprova pela harmonia das Suas obras infinitas, através das quais Ele se manifesta. Houvesse Amor entre os homens e o mundo seria um paraíso.
Deus ama tanto o mundo que, em todos os tempos, lhe enviou seus emissários nas pessoas dos profetas, do Cristo, e agora oferece o Consolador, personificado no Espiritismo, que teve em Allan Kardec o seu Codificador. Todos esses arautos da fé, a despeito das incompreensões das épocas em que viveram, pugnaram ardorosamente no estabelecimento do Amor entre os homens. Mas estes, pela livre escolha, aceitam-no ou rejeitam-no, responsabilizando-se, exclusivamente, no futuro, pela sua felicidade ou desdita. O Evangelho de Jesus é, ainda, como dissemos acima, fonte de alegria. Não desta alegria efêmera, mentirosa, oriunda da satisfação dos sentidos, que dana a alma e gera a morte.
Mas da alegria espiritual, genuína, que brota do imo da alma, decorrente da reta conduta e da paz de consciência. Façamos, por conseguinte, do Evangelho de Jesus o nosso livro de leitura de todos os dias. À luz que tão profusamente flui do Espiritismo, meditemos nos seus ensinamentos profundos e inesgotáveis, todos eles portadores de beleza e vida, buscando, ainda, refleti-los em nossos atos, pensamentos e palavras. Assim procedendo, estaremos, realmente, empenhados na conquista de uma vida melhor e vivendo em paz conosco e com o mundo. Capítulo VI A DOR Quando nos corporifícamos na Terra, a Dor se nos liga de modo inseparável, tomando-se, assim, nossa companheira fiel de todas as horas.
As vezes, quando burlamos sua vigilância e nos entregamos, inermes, à fascinação dos prazeres efêmeros do mundo que habitamos, ela nos repreende severamente, não raro através de desencantos e de sofrimentos indizíveis. A Dor tem sido, inegavelmente, desde todos os tempos, nossa mestra, intransigente em suas decisões. Indubitavelmente,-a vida terrestre é repleta de lutas e sofrimentos inomináveis para, ao depois, segundo os materialistas ateus, se extinguir no nada. Desde a adolescência, já nos preocupávamos com o problema das enfermidades e da miséria de uns, ao lado da opulência insensível e despudorada de outros. Quantas vezes alçamos os olhos para o Céu, interrogativamente, diante de tanto descalabro na face da Terra!
Onde encontrar a solução deste atordoante problema? Como conciliar a Bondade e a Justiça de Deus com a maldade e as injustiças que deparamos a cada passo? Em vão as religiões predominantes que conhecemos de perto, com suas equívocas interpretações evangélicas, tentaram nos convencer. Foi quando, mercê de Deus, chegou às nossas mãos, por intermédio ide um bom amigo, que muito admiramos, O Evangelho Segundo o Espiritismo, que lemos com emoção, sob os aplausos da razão. Em seguida, lemos as demais obras da Codificação Kardeciana.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.