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Capítulo 8 de 15

Iii — parte 1 de 8

Nuctemeron de Apolonio De Tiana

Ele está livre para poder trilhar a Senda, e esta liberdade fundamental só é possível mediante a mencionada transformação do demônio no homem, mediante o escapar-se da garra caótica das tensões magnéticas em nós, e pelo seu ordenamento e transformação. Desde que o aluno se tenha libertado dessa garra, ele é diretamente confrontado com o campo de nascimento astral da dialética, em suma, com o grande campo de vida astral da dialética. Pois que a oposição não deve só ser vencida e ultrapassada no próprio microcosmo, mas também no mundo maior, no qual vivem o microcosmo e a personalidade.

Nesse campo de vida sideral, com os seus eões lá dominantes, manifesta-se a força da dualidade. As influências das forças gêmeas da natureza se fazem presentes nesse campo e, em conseqüência disto, tudo na natureza visível e impelido para o seu oposto e, deste modo, o jogo da contínua troca na dialética fica de algum modo esclarecido.

É uma lei natural, e no campo de nascimento sideral ela é absolutamente válida, de modo que, quando se principia com alegria e entusiasmo fica-se, num certo momento, tomado e dominado pelo pessimismo e tristeza. Não é sem razão que isso é assim; pelo contrário, inteiras séries de sintomas no grande jogo das trocas dão para isso motivos abundantes.

Assim se intercambiam continuamente e em todos os aspectos a crença e a descrença, a certeza e a dúvida, a luz e as trevas. E aquele que não venceu o demônio das tensões magnéticas na Primeira Hora, também na Segunda Hora do Nuctemeron não poderá estar em parte alguma!

Ele será completamente subjugado e neutralizado pelas forças do campo sideral. Unicamente aquele que conseguiu uma nova condição e alcança o nascimento da Alma, aquele que, mantendo-se firmemente sobre o Tapete, serenou a tempestade magnética em seu próprio ser, somente esse pode em conseqüência disso, intentar dominar o campo de nascimento sideral. Ele pode fazê-lo, desde que encontre o método pelo qual os opostos da natureza se equilibram e pode, assim, preparar para si mesmo uma passagem harmoniosa, uma passagem através do mar vermelho do nascimento sideral.

Com certeza, já muitas vezes ouvistes falar a respeito do equilíbrio dos opostos, e deveis ter aprendido algo disso em vossa juventude; talvez regressastes para a vossa casa levando notas de primeira ordem em Matemática, mas criar e seguir semelhante caminho matemático na própria vida é, porém, algo bem diferente, e nos coloca diante de grandes e difíceis problemas.

Deixemos que o Nuctemeron, na Segunda Hora do nosso vero discipulado, nos ensine a maneira de podermos resolver esses problemas, ao admitirmos ter atravessado satisfatoriamente a primeira hora.

"Mediante a dualidade, cantam os peixes do zodíaco louvores a Deus", esta é a primeira fórmula que temos de resolver. Conhecemos naturalmente o símbolo zodiacal "Piscis", os dois peixes colocados, um ao lado do outro, e ligados por uma cruz. Um dos peixes é o símbolo do Homem divino, o outro peixe é o símbolo do homem preso à natureza. Ambos devem tornar-se um mediante uma Via Crucis. Compreendemos isto como sendo o desabrochar, pela endura, do homem natural no Homem-Alma divino. E uma vez que os dois se tenham tornado um, então isto quer dizer que os opostos se identificaram.

Deste modo possuímos a chave para a passagem através do campo de nascimento sideral. Neste campo arde um fogo, um fogo que chameja fortemente. Conhecêmo-lo como o fogo do desejo, e nele distinguimos três estados: o da atração, o da repulsão e o indefinido. 0 homem encontra-se perfeitamente sintonizado com esse fogo e é uno com ele.

Compreendemos que, justamente pela forte e extremada individualização do homem dialético, o fogo sideral torna-se um inferno flamejante, pois que todas as nossas vidas de desejos se eqüivalem entre si, já que pertencem a esta natureza da morte, mas as nossas vidas de desejos não se harmonizam quanto ao mesmo objetivo.

O fogo que eu atraio e assim vivifico pode ser repelido por vós, ou podeis querer extinguí-lo, ou não tendes interesse por ele. Quando, pois, estamos tão desigualmente, tão diferentemente sintonizados, tornamo-nos um inferno um para o outro.

Queimamo-nos uns aos outros com fogo, apesar de não o desejarmos, e assim atiçamos o geral charco de fogo e assim torna-se compreensível o furiosos andamento do jogo dos opostos. As contínuas transformações são lógicas e explicáveis!

Os homens, pela sua natureza dialética, reciprocamente se atiram ao inferno do fogo sideral e se ligam uns aos outros.

Pelo desejo a discórdia é atraída.

Suponde terdes percebido isso e que todos vós desejais neutralizar o fogo que todos somos responsáveis, que quereis conseguir a equivalência dos opostos e assim abrir uma passagem. Que tendes então a fazer?

Então, vede o simbolismo dos peixes do zodíaco.

Por que e com que são ligados o homem inferior e o Homem divino e a dualidade se transforma em unidade?

Pela Cruz, isto é, pelo Amor Divino, o qual tem o poder de tudo santificar e tudo vencer. É esta, pois, a Força Alma-Espírito, a verdadeira harmonia de vida, a qual unicamente se torna possível pela Via Crucis do Amor.

Estais agora em condições de compreender de que aqui se trata? Suponhamos possuirdes um inimigo. Todo homem tem inimigo, conhecidos ou desconhecidos, querendo-os ou não. Como aparece a inimizade? Ela aparece, deve aparecer da heterogeneidade dos opostos.

Repelis, quereis suprimir; um outro atrai o que é idêntico, ele quer deixar que o incêndio flameje. Imediatamente surge grande conflito, antagonismo no campo dos opostos. Surge logo a guerra! Seguis o mesmo caminho porque viveis na natureza da morte, porque tendes desejos no campo de nascimento sideral.

E assim, os homens prendem-se uns aos outros na dança infernal, na própria condenação. Uma lei natural se cumpre; uma vez estamos no forno e somos torrados, e outra vez estamos fora do forno para torrar e assar a outrem. Apolônio de Tiana procura fazer-nos ver a nossa estupidez e a nossa limitação.

Como é que a dualidade dos peixes (apesar de dualidade) entoa louvores a Deus? Pela Via Crucis do Amor, meu amigo!

Como devemos entendê-lo? Assim: Seja a Primeira Hora do Nuctemeron a nossa base; e suponhamos que estais na calma e na unidade da Primeira Hora. Então sabeis, seja lá como for, que cada desejo que tem a qualidade e a natureza do campo de nascimento sideral, evoca o oposto, gera um oposto e, assim, origina a inimizade e o fogo infernal.

E é também evidente que já não mais alentais esses desejos, já não mais os atiçais em proporções cada vez maiores, e assim, portanto, os neutralizais. Deveis elevar-vos em superior orientação à Vida libertadora da Alma.

Quem o faz, passa são e salvo através de quaisquer profundidades do inferno. Esse encontra a harmonia proveniente da identidade dos opostos.

Quando, no tocante a tudo o que pertence ao campo de nascimento sideral, vos tornastes sem desejos, então cada força sideral que necessitais, devido ao vosso estado biológico, vem a vós sem que provoqueis um antagonismo! Uma outra lei natural considera isso quando afirma:

"Buscai primeiro o Reino de Deus e tudo o mais se vos dará em acréscimo".

Suponde que já não mais possuís desejos e estais na Via Crucis do Amor, e aparece um inimigo, isto é, um inimigo natural, visto que, segundo a natureza, cada ser humano da dialética é vosso inimigo. Ele quer queimar-vos com o seu desejo orientado de modo completamente diferente; ele é obrigado a fazê-lo em razão de seu ser, e isto significa que, pela vossa passagem pelo campo de nascimento sideral, quase que diariamente sois confrontados com as farpas inflamadas do grande fogo, e compreendeis que cada homem assim age, assim deve agir, de acordo com o seu estado de ser. Isto está claro para vós.

No entanto, por não possuirdes mais desejos, não podeis mais ser puxados para o fogo, e também não o atiçais para os outros.

Ele, o inimigo, está diante de vós, ele procura, pelo medo ou seja como for, induzir-vos à atividade. Mas a única atividade que agora parte de vós é o grande Amor da Via Crucis das Rosas, o Princípio-Vida do mundo da Alma. E a grande compreensão compassiva do próximo, da situação do próximo.

Para vós já não existe mais nenhum antagonismo. Para vós há somente a fase da Via Crucis, a passagem pelo deserto, pelo campo sideral; estais dirigidos para o Mundo do estado da Alma. E assim prosseguis, amais os vossos inimigos, e todos os antagonismos desaparecem. Encontrastes a grande harmonia. Junto ao vosso estado sideral postouse o Filho de Deus, a Alma Vivente. Crescestes nos cânticos da Segunda Hora.

"Mediante a dualidade, entoam os peixes do zodíaco louvores a Deus". E assim, ainda resta indagar:

"As serpentes ígneas enrolam-se no caduceu e o relâmpago torna-se harmonioso".

Terceira Hora: As serpentes do Caduceu de Hermes se entrelaçam três vezes. Cérbero escancara sua tríplice goela, e o fogo entoa louvores a Deus pelas três línguas do relâmpago.

Em nosso artigo anterior falamos sobre uma parte da Segunda Hora do Nuctemeron de Apolônio de Tiana, a saber:

"Mediante a dualidade, os peixes do zodíaco louvam a Deus".

A parte restante, que não foi tratada, diz:

As serpentes ígneas enrolam-se em torno do Caduceu, e o relâmpago torna-se harmonioso".

Por meio da parte já tratada vimos que, quando o candidato permanece sobre o Tapete, numa diretriz inequívoca, ele obtém o domínio sobre si mesmo e, em decorrência dessa unificação dos "eus", o diabo no candidato perde a sua maldade e a sua ira. Isso significa que, quando o candidato - no auto-sacrifício do eu dialético - segue o verdadeiro caminho de João através do deserto, surge uma coordenação de todas as correntes magnéticas que se fazem presentes no ser dialético.

As tensões magnéticas com todas as suas conseqüências, tão naturalmente presentes na vida dialética, desaparecem, e por um lado toda essa força de expansão magnética, acumulada no ser áurico, é convertida em harmonia e, assim, posta a serviço do candidato. Por outro lado, essa força de expansão magnética é posta em ordem ou retirada do sistema, de modo que, por fim, só reste a unidade. Amargura e ira desaparecem completamente.

Após essa normalização e preparação, o candidato ingressa na Segunda Hora, na qual ele é direta e conscientemente confrontado com o mundo astral da natureza comum, um campo em que, em razão da natureza dialética do candidato, ele vive e respira.

Nesse campo ele deve aprender a vencer aquilo que é tipicamente "próprio" da natureza dialética, a saber, as chamadas forças gêmeas da natureza, o polo dos opostos. O candidato soluciona agora os problemas relacionados com isso, enquanto segue uma Via Crucis. Aqui ele se encontra totalmente voltado para o significado simbólico dos peixes do zodíaco. Neste símbolo está o homem natural inteiramente aprisionado e ardendo no fogo sideral da natureza dialética. Ele se encontra ligado ao Homem Divino, ao Espírito, que é livre de todas as opressões terrenas.

A ligação entre ambos é realizada pela Cruz do Amor Divino, isto é, pela radiação da Divindade. Isto significa que o candidato mediante um verdadeiro Amor impessoal, universal pode atravessar, ileso, o fogo sideral.

Esse Amor torna-se vivente na base da absoluta ausência de desejo segundo a natureza.

O fogo sideral é desejo, cria desejo, e cada desejo desperta e tem em si mesmo um desejo oposto. Se nele mergulhais, então ides de viagem para o inferno da natureza comum. Só há um anseio, uma diretriz volitiva, pela qual o candidato pode ascender, visto que o homem dialético nada mais pode fazer do que ter este anseio!

É o anseio pelo outro Reino, o novo campo astral, o profundo anseio pelo Homem Divino com o qual está ligado pela harmonia de Piscis, que é o contínuo entoar louvores a Gnosis.

Se a diretriz da Primeira Hora trouxe ordem no sistema magnético, então a diretriz da Segunda Hora traz, em profundo anseio, o auto-esvaziamento pelo auto-sacrifício a Alma Divina, mediante a conclusão do caminho de João, o qual se realiza através do:

Ele deve crescer e eu devo diminuir.

Em decorrência desse acontecimento, as Serpentes Ígneas enrolam-se em torno do Caduceu, e o relâmpago torna-se harmonioso.

Qual é o significado disso?

Na Doutrina Universal as radiações do fogo sideral são denominadas Serpentes Ígneas; são deslocamentos que se assemelham aos do raio. O Caduceu representa a coluna vertebral, e nele circula o fogo serpentino, o fogo sideral, o animador do homem, o fogo que o faz correr pela Vida!

No Caduceu e ao seu redor realiza-se continuamente toda espécie de processos Ígneos. O multiforme fogo sideral dos polos opostos dispara ininterruptamente, no fogo serpentino dos homens, suas farpas flamejantes e, através desse fogo serpentino e do sistema nervoso a ele ligado, todas essas influências são conduzidas através de todo o sistema.

O observador atento vê como todo o Caduceu está continuamente envolvido por um jogo multicor de flamas de radiações siderais às vezes de cor branca, viva e resplandecente, às vezes de cor vermelho-escuro e de vibração pesada. E o homem se revolve nesse charco infernal do fogo. Ele precisa fazê-lo!

Quem, pois, segue o seu caminho segundo diretriz inequívoca, e fez com que a ordem se estabelecesse em seu estado magnético, caminha sossegado e ileso através do charco infernal. Uma vida dialética, porque ele, em auto-sacrifício, encontra-se voltado para a elevada e única meta da filiação divina, isto é, para o despertar da Alma, para o renascimento da Alma mediante a Via Crucis da Rosa.

Imediatamente se realiza grande milagre!

Aquilo que é inquieto e convulsivo desaparece do ser e da vida, e se desenvolve grande quietude interior. Como se explica essa quietude?

Explica-se pela profunda transformação que se transmite aos processos Ígneos siderais no Caduceu e ao seu redor. "As Serpentes Ígneas enrolam-se em torno do Caduceu e o relâmpago torna-se harmonioso".

É que as forças siderais da Gnosis, as forças do Domínio da Alma, o Mundo da Alma, as forças do sexto domínio cósmico governam o Caduceu. Por este meio surge um flamejar claro, brilhante, uniforme e calmo, uma flama serena que não pode mais se apagar e pela qual todo o ser é harmoniosamente alimentado.

Nessa harmonia interior ingressa o candidato na Terceira Hora. Apolônio a designa:

"As Serpentes do Caduceu de Hermes se entrelaçam três vezes. Cérbero escancara sua tríplice goela, e o fogo entoa louvores a Deus pelas três línguas do relâmpago".

Quando a flama serena, proveniente da ausência de desejo, segundo a natureza, tornou-se realidade e o candidato avança pela Via Crucis da Rosa, ele deve tornar-se um cavaleiro do Santo Graal, isto é, um guerreiro (um obreiro) a serviço da Luz Universal. Para tanto ele precisa primeiramente fabricar sua arma, sua espada.

Essa espada ele a possui pelo preparo correto de dentro para fora, pelo preparo correto do Caduceu, da coluna do fogo serpentino. Essa coluna, esse Caduceu possui três canais. Quando abrangemos no processo os dois aspectos do simpático, vemos que o fogo desce por um dos cordões para, em seguida subir pelo outro. Deste modo o Caduceu fica protegido pelo novo fogo e recebe a oportunidade de, nesse abraço, preparar-se completamente para o grande processo da transfiguração que se segue, e sintonizar todo o ser com esse processo, e assim armar-se contra Cérbero.

O que é esse Cérbero?

Na mitologia, Cérbero é descrito como o cão infernal tricéfalo; outros dizem que ele possui 50 cabeças e uma cauda parecida com a de um dragão! Possui uma crina de 100 serpentes e ainda por cima uma saliva e um hálito venenosos. O seu latido faz o inferno estremecer. Cérbero e indicado como o guardião do umbral, o guarda na outra margem do Stix.

Dentre as muitas lendas que o tempo estendeu no tocante a Cérbero, escolhemos uma e justamente aquela que diz que aqueles mortais que querem passar para a outra margem do Styx, devem possuir o Bastão de Mercúrio.

Refere-se aqui ao Caduceu de Hermes!

O candidato deve provar se a sua arma, a sua espada, tornou-se suficientemente forte, suficientemente forte para ele, na qualidade de Cavaleiro do Santo Graal.

Um candidato nos Mistérios trilha a Senda com o único objetivo, o de somente conseguir participar do Mundo da Alma, do novo campo de vida, para estar livre dos grilhões da natureza da morte; e por isso ele quer atravessar o Styx..

Mas a dialética não permite a um homem seguir assim tão facilmente! É que aquilo que na natureza da morte foi construído e conservado durante milhões de anos, não desaparece assim tão fácil e repentinamente.

Cérbero é o símbolo da natureza pecaminosa que, como uma serpente, encontra-se oculta no ser áurico, e em conseqüência das leis dos processos magnéticos, se opõe finalmente ao aluno antes que ele, Cérbero, desapareça e assim deixe o candidato passar.

Com a idéia "natureza pecaminosa" ou "ser do pecado", não é preciso que se pense tanto assim num fantasma, no resultado das terríveis façanhas e crimes dos vossos predecessores em vossos microcosmos, mas na soma de tudo aquilo que eles e vós mesmos conservaram e conservam na natureza da morte.

Considerai o medo que é uno com os homens nesta luta pela existência. O medo é um dos aspectos de Cérbero. Precisais bem compreender o aspecto do vosso Cérbero para que a cada hora saibais se, pelo vosso caminhar pela Senda, já vos tornastes suficientemente fortes para passardes por essa serpente do passado! Cérbero, porém, em grande parte nada mais é do que ilusão! Ele é somente o espelho do passado! E chegado o tempo, tudo isso que esse espelho mágico reflete seja em vosso cérebro, seja em vosso coração em nada mais vos atinge, em nada mais vos pode fazer mal, então podereis dissolver em névoa essa figura ilusória mediante as três línguas do relâmpago do vosso fogo serpentino renovado.

As serpentes do Caduceu de Hermes se entrelaçam três vezes. Cérbero escancara sua tríplice goela, e o fogo entoa louvores a Deus pelas três línguas do relâmpago.

Chegamos ao término da Terceira Hora. "Cérbero escancara sua tríplice goela", assim está escrito. Cérbero é o símbolo da natureza pecaminosa no homem, natureza que, semelhante a uma serpente, encontra-se oculta no ser áurico, e se projeta continuamente no caduceu do ser humano vivente e, de conformidade com as leis das radiações magnéticas, impõe-se ao candidato.

Quando, nos Mistérios Gnósticos, o candidato renovou seu próprio caduceu, de modo tríplice (o caduceu possui três aspectos), então é preciso constatar se o candidato se encontra bastante forte para atravessar as sombras do passado e sua garra, a fim de neutralizá-las e aniquilá-las. Portanto, Cérbero é simplesmente o estado fundamental do ser humano dialético, é todo o passado no presente.

Se o vosso "hoje vibrante" situa-se na Gnosis, então é natural que este fato dê testemunho eletromagnético. É evidente que num certo momento entrais em conflito com a força nuclear, a força central do passado, e então deve-se mostrar quem é o mais forte.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.