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Capítulo 7 de 15

Xiv

Nuctemeron de Apolonio De Tiana

E então, tudo que se manifesta como desarmonioso, com tudo o mais, manifestará sonoramente louvor a Deus em nós. Todo o passado apresenta-se como um ganho no hoje vivente, base de um futuro absolutamente seguro.

Na unidade das forças naturais na base da Alma-Espírito, todas as forças naturais cantam louvores e honra a Deus.

Elas perdem a maldade e a ira.

Segunda hora: Mediante a dualidade, os peixes do zodíaco louvam a Deus. As serpentes ígneas enrolam-se em torno do caduceu e o relâmpago torna-se harmonioso.

I Com fundamento na primeira hora de Apolônio de Tiana, pudemos ver como todas as tensões magnéticas desarmoniosas e incompreendidas e, por conseguinte, desgovernadas que se manifestam no microcosmo, poderão ser conduzidas a uniformidade pelo discipulado gnóstico, como elas, por conseguinte, perdem suas características negativas de maldade e ira e se põem completamente a serviço do candidato aos Mistérios Gnósticos.

II Cada tensão magnética com que o ser áurico se encontra onerado, foi e é causada por certa ação, por certo ato num período de vida de uma das personalidades que viveram no microcosmo.

Quando todas essas tensões magnéticas - livres de sua maldade e de sua ira e de suas eventuais reações se colocam a serviço dos seres humanos agora viventes, então verifica-se a liberação de imenso tesouro de experiências, de purificação e de conhecimentos, que torna cada candidato mil vezes mais forte que o tornaria o estado de vida comum.

A essa primeira hora ajusta-se a segunda hora, a qual diz: "Mediante a dualidade, os peixes do zodíaco louvam a Deus. As serpentes ígneas enrolam-se em torno do caduceu e o relâmpago torna-se harmonioso".

Para poderdes compreender essa segunda hora, precisais ter bem presente o que a primeira hora vos quis dizer, isto é, que mediante orientação inequívoca, estando sobre o Tapete, o candidato consegue o domínio sobre si mesmo, e que pela identificação dos "eus" os demônios no "eu" perdem sua maldade e sua ira.

Agora o candidato não está mais fundamentalmente preso pela vida dialética.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.