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Capítulo 11 de 15

Com Mais Coragem

Ninguém Morre · Chico Xavier, espíritos diversos

Osmar de Freitas Filho

A segunda mensagem de Osmarzinho – “Mamãe, peça ao papai que via para nós” -, nosso capítulo anterior, recebida pelo médium Xavier, na noite de 19 de outubro de 1979, no Grupo Espírita da Prece, é bastante clara e fala por si mesma. Em razão disso, vamos aproveitar este espaço para transcrever, não apenas os trecho dos dois artigos publicados na Folha de Londrina – o primeiro deles, em sua parte inicial, já citado no Capítulo 28, acima, e o segundo, sob o título “Osmarzinho, compositor”, na edição de 13 de setembro de 1981, do mesmo Autor, mas alguns passos de cartas e depoimentos de suas irmãs, da senhora sua mãe e uma frase do seu pai, além de uma canção de Osmarzinho transmitida ao inspirado João Batista Ramos, a 2 de julho de 1981.

*** Eis o que diz a Folha de Londrina, de 19/7/81, na parte final da citada reportagem: “Segunda comunicação de Osmar, através do médium Chico Xavier” No dia 19.10.79, D. Clarice voltou a Uberaba para levar ao Chico uma cópia da comunicação obtida em 27 de julho do mesmo ano. Vimos o original em sua casa, onde notamos a semelhança na letra, pelo menos ao assinar a comunicação. Quanto ao estilo, já comentamos algumas particularidades interessantes. D. Clarice falou com o médium, entregou-lhe a cópia prometida e, com surpresa, recebeu uma nova mensagem do Osmar. (...) Últimas considerações sobre o episódio Esta última mensagem, embora simples, traz várias provas de identificação espiritual. Ela demonstra ainda que os Espíritos dos “mortos” preocupam-se com os que ficam na Terra, e sentem-se felizes ou infelizes, conforme a nossa situação aqui, feliz ou infeliz. Osmar cita aí os nomes dos sobrinhos Carlos Henrique e Janaína, sendo que esta não havia nascido quando ele estava na Terra. Mas a menção à mãe é um fato extraordinário.

Mãe Luíza é a preta velha que criou Osmarzinho; foi sua babá e sua protetora, mesmo depois de moço. A mãe Clarice diz que, durante a sessão em Uberaba, ela pensou nas filhas, nos netos, no marido, mas não havia lembrado a Mãe Luíza, mulher simples, bem idosa, que Osmar, no entanto, lembraria em sua mensagem. Como poderia o médium Chico Xavier mencionar tantos detalhes, tantos nomes, caso a comunicação não fosse um fato idêntico? Todavia, a participação do Osmar nas

comunicações, a maneira como ele as transmitiu, os fatos íntimos que relembrou, tudo isso constitui prova indescritível da sua sobrevivência e do fato de que os Espíritos realmente podem comunicar-se conosco.” * Agora, a parte final da reportagem da Folha de Londrina, de 13/9/81: “Osmarzinho, compositor” Em 1975, ano em que morreu para esta vida, Osmarzinho de Freitas dedicou à sua mãe, no Dia das Mães, a seguinte quadra:

Mãe – três letras de ouro Que encerram tanta ternura. Mãe, vóis sois nosso tesouro Neste vale amargura...

As peripécias da desencarnação (morte física) do jovem Osmar, ocorrida em 19 de julho daquele ano, foram relatadas nesta coluna, no último dia 19/julho, seis anos após sua partida desta vida. Em Uberaba, onde esteve muitas vezes, sua mãe Clarice de Freitas veio a conhecer um jovem semi-analfabeto, que trabalha na zona rural e freqüenta a mesma pensão onde Clarice ficava quando em Uberaba. Em 7 de julho de 1980, esse rapaz, de nome João Batista Ramos, procurou Clarice e lhe contou que, na roça, quando trabalhava, viu o espírito de um moço que se deu a conhecer por Osmar e que o avisou da chegada de sua mãe, naqueles dias, ara quem ele gostaria de deixar uma mensagem em forma de canção. João a viu e ouviu, e à noite, gravou, acompanhando ao violão, a canção que Osmar fizera para sua mãe. Quando Clarice chegou a Uberaba, João lhe mostrou a canção, e só depois que ela ouviu e gostou muito, foi que ele relatou tais acontecimentos. Dois meses depois, exatamente no dia 7 de setembro do ano passado, o jovem médium receberia nova canção por inspiração de Osmarzinho, e dedicada à sua mãe. Como não podemos transmitir pelo jornal a beleza da melodia, apresentamos, pelo menos a letra, cujo título é “Presente de Mamãe”: O Vento nasce no tempo A lua na imensidão O mel nasce nas flores

O amor no coração. O choro nasce nas lágrimas A tristeza na solidão No sorriso a ternura A loucura na paixão... Na distância as lembranças Nos campos o cheiro das flores No coração de mamãe a pureza No silêncio a surpresa. Em tua alegria os valores No teu dia as homenagens Na tua força a coragem Na poesia meu presente À Mamãezinha, meu amor. (Médium: João Batista Ramos, Uberaba, em 7 de setembro de 1980).

Trechos de cartas e depoimentos: 1 - “Londrina, 31 de Outubro de 1973. / Querido Zinho, / Aqui, hoje, está um tempo triste, pois, chove, e o céu está escuro, e não há nem uma estrela para fazer bela a noite. /Mas, em nosso lar, várias estrelas brilham, enquanto que outras param de brilhar, vagarosamente, pois, várias coisas acontecem em todos os lares. /Papai em mamãe estão trabalhando bastante, como sempre, todos estão bem: Geni, mamãe, papai, Ia, Carlos Henrique, Durval. (...) / Beijos de todo. / Carinhosamente, Cecília. / Escreva-me

2 – “Londrina, 15 de Junho de 1975. / Oi Zinho, / Me deu a louca de escrever, não é sempre que gosto, mas a saudade faz isso. / (...) / Este provérbio é muito bonito, pense bem e leia-o com atenção, procurando chegar na mensagem que ele transmite: “Quando receberes uma

pedra, não chores, aze dela um degrau e suba.” / (...) / Seja você mesmo, procurando ser generoso, amigo, honesto. Se for assim, orgulho-me de você. Se não for, dê-me sua mão e procurarei ajudá-lo, pois o amo muito. / Sua irmã / Celinha.”

3 – “Oi Zinho! / Tudo bom? / Espero que sim, e espero também que você possa, brevemente, voltar para sua casa. / Sua irmã que muito o estima, / Geni.” (Sem data).

4 – “Osmarzinho, meu querido filho. / Que Deus, Nosso Senhor, te guie, te ampare e te proteja, hoje e sempre. / Meu querido, se precisares de mais alguma coisa, telefona, sim? /O papai está bom. (...) / Nossa vida aqui é aquilo mesmo que conheces. Graças a Deus, muito melhor, porque a paz e o amor moram em nosso lar. / Osmarzinho, nós sentimos muito a tua falta. / Mas o que vamos fazer, se é para o teu bem? / Meu filho, presta bem atenção nas palavras de tua mãe: Tu és o nosso orgulho. / Que Deus te abençoe. / Filho meu, que Deus te abençoe./ Osmar.” (Sem data).

5 – “Londrina, 6-8-81. / Eu e meu irmão Osmarzinho. / Quando pequenos, eu e ele tínhamos bastante amizade, pois, somos apenas 2 anos e meio de diferença. Brincávamos muito, íamos ao Catecismo Espírita no “Nosso Lar”; eu ficava no Jardim, e ele, na Mocidade. Logo passei a ir à Mocidade, e então, íamos juntos, ele sempre muito amigo. Quando criança, me dava conselhos, tinha por nós uma grande admiração. Quando saiu de casa, ele sempre nos ligava pra conversarmos. / (...) Íamos ao Aeroporto, juntos, esperar os aviões chegarem, pois eles distribuíam os lanches que sobravam dos aviões. / (...) Adoro você, Osmarzinho. / sua irmã / Cecília.” (Depoimento)

6 – De Osmarzinho, na Inspiração de João Batista Ramos, em 2-7-81:

“obrigado, papai Papai, o Sol veio muitas manhãs Pra nos mostrar novo dia Mostrar a paisagem distante Mostrar a sua alegria Mostrou você trabalhando Na maior euforia...

Você é tão importante No correr do dia-a-dia... Você me deu a paz, a força Para eu dizer: sou Homem Você matou minha fome Você me deu a mão, papai Osmar, Você me deu carinho e emoção... Ainda mais, papai, Você sorriu quando me viu andar Você me deu seu nome Que é vibrante no ar. Obrigado, papai, obrigado, papai, Eu também sou Osmar.”

Que Jesus, o Divino Mestre, possa abençoar o Espírito de Osmarzinho, na Espiritualidade Maior, para que, com entusiasmo e alegria continue integrando as hostes abençoadas de jovens desencarnado que estão trabalhando, de modo infatigável, no socorro direto aos jovens perturbados do Plano Físico, encarnados e desencarnados, principalmente, os que enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade, e que, em momento oportuno, volte ele – Osmarzinho – com novas mensagens mediúnicas, não mais necessitando de entrar em detalhes referentes aos seus familiares que aqui ficara, mas, trazendo esclarecimentos sobre as equipes socorristas do Mundo Espiritual, constituídas por Espíritos que deixaram o corpo físico, em plena mocidade!

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.