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Capítulo 7 de 8
Cdd-130 — parte 6 de 7
Na Cortina do Tempo · Edgard Armond
Na manhã seguinte, aos primeiros albores da madrugada, Tlotac e Dáctilo puseram-se a caminho e, antes que o sol remontasse o meio do céu, estavam descendo na praia, onde as naus continuavam fundeadas. Dáctilo foi levado logo à presença dos sacerdotes, aos quais contou sua história aventurosa: - Depois do segundo afundamento que, como sabeis, não teve muita extensão e que parece mesmo que foi só para completar falhas do primeiro em relação a pequenas ilhotas que ficaram ainda sobrando à superfície do mar, eu vivia em Mah-Ethel e me filiei à corrente mais esclarecida da população que seguia a Escola Antuliana. O sacrifício desse missionário pelos sacerdotes, mandando envenená-lo sob a alegação de pregar doutrina avançada que contrariava a Orientação religiosa daquele reino, nada mais fez que aumentar seu prestígio com a auréola de herói nacional.
Ao tempo de sua morte, seus discípulos fugiram à perseguição sacerdotal em vários grupos, um dos quais, chefiado por Hilcar, seu discípulo mais íntimo, atravessou estas, serranias e fixou-se na parte sul destas terras, donde mais tarde se transferiu para as margens do grande lago Triton. Eu procedo de Poseidônis, fiz a mesma rota e com os que me acompanhavam, fixei-me no mesmo lago. Aí nos mantivemos muito tempo, até que rivalidades sérias surgiram com tribos vizinhas mais poderosas, por causa de mulheres e por isso fugimos e estamos nos estabelecendo agora no sopé destes montes, na vertente oposta a esta face marítima. - O sacerdote Tlotac já nos falou sobre a conversa que tiveram e vossas disposições fraternas que muito apreciamos. - Sim, venerável pai. Se for de vosso agrado, concordo em nos juntarmos num só grupo e assim seremos mais fortes
para nos defendermos dos povos selvagens que existem nesta região. - E qual o destino das tribos que vos ameaçavam antes? - Ignoro. Talvez tenham sido exterminadas com a inundação destas terras pelo mar. - É possível. Neste caso, então, não haveria mais motivos para temê-las. - É engano vosso. Existem por aqui muitas outras que são nômades e não menos perigosas e cuja origem também desconhecemos. - Bem, replicou Astério, rematando a entrevista; vamos meditar sobre o acordo proposto e hoje mesmo vos daremos nossa decisão. Enquanto isso ficareis aqui conosco e podereis descansar à vontade.
Tlotac levou o visitante para fora, mas regressou logo e os três sacerdotes se concentraram, com o fervor de sempre para ouvir o conselho do guia invisível. Desta vez, após a devida preparação, a entidade falou pela boca do sacerdote menor. - Não haveis notado, porventura, a articulação perfeita dos acontecimentos? Não deixaram eles ver, na sua harmoniosa e clara sucessão, a mão do Senhor, dando-vos o auxílio que foi prometido? Nada há, pois que temer nem que duvidar. Sois todos do mesmo sangue, vós e os colonos que vos procuraram; adorais todos o mesmo Deus e, assim como a vós vos coube uma tarefa a executar nos tristes acontecimentos destes dias, a eles coube esta outra, a saber, a de vir em vosso auxílio logo que chegásseis aqui.
Assim, pois, a tarefa agora é uma só, é comum, e somando as vossas forças, multiplicareis as possibilidades de êxito final. Não vacileis pois, meus filhos, e uni-vos hoje mesmo, em nome do Senhor. Paz convosco. Terminada a reunião, nada mais havendo a decidir, mas somente a cumprir, Astério mandou chamar Dáctilo e pleno entendimento foi feito em benefício da unificação dos grupos e do planejamento futuro das suas atividades agora comuns. Horas depois, quando saiu da câmara, Dáctilo já o fez na qualidade de chefe da colônia - Nova Esperança - enquanto, pelo acordo feito, aos sacerdotes caberia, daí por diante, unicamente a direção do culto como era antes na antiga Pátria. E ordens foram rapidamente transmitidas a todos os barcos para que os homens se preparassem para partir no dia seguinte, levando a carga que pudessem suportar, ficando os barcos sob vigilância de uma guarda de confiança, a ser revezada periodicamente.
Enfim Unidos
Na manhã seguinte, formando uma longa caravana, emigrados partiram, transportando às costas, tudo que podiam. Já na sua função de chefe, Dáctilo caminhava à frente, alto e forte como uma coluna, vindo em seguida os sacerdotes e, por último, os demais emigrantes sem distinção pessoal. O sol já ia a pino quando chegaram, sendo recebidos com grande júbilo. Todos deram o justo valor à importância
do acontecimento, que era uma garantia, para todos, de segurança e de êxito futuro. A uma ordem do chefe, reuniram-se ao centro do acampamento e Astério resumiu a nova situação dizendo: - Sabeis vós, meus filhos, que foi fugindo à desgraça, que abandonamos nossos lares em Poseidônis e que, a partir daí, a mão do Senhor tem estado sempre sobre nós, como proteção e bênção. As promessas do Grande Espírito feitas antes mesmo que partíssemos cumpriram-se todas, nos mínimos detalhes, e nos protegeram nos momentos mais perigosos e arriscados e, ao chegar a estes ermos, também encontramos os caminhos abertos para seguirmos por eles, com segurança e sem temor. Sabeis já quais as finalidades de nossa vinda, a saber: preservar a civilização atlante, os conhecimentos e as tradições religiosas de nossos antepassados; conservá-las e transmiti-las a outros povos em outros lugares, para que não se percam.
Aceitando a oferta fraterna destes nossos irmãos que antes de nós aqui chegaram, conduzidos pela mesma mão poderosa que nos guiou, unimo-nos hoje com eles, formando uma só família, uma só comunidade, que, pelo seu número, valor moral e recursos materiais, estará apta a vencer as dificuldades que surgirem na execução da tarefa que agora não é só nossa, mas de todos. Segundo já estava decidido antes, pela feliz inspiração de nosso irmão Morevana. Nova Esperança será o nome de nossa colônia; nosso irmão Dáctilo, aqui presente, será o chefe material e nós, os sacerdotes, prosseguiremos com humildade nossas atividades referentes ao culto do Senhor. Estas decisões foram tomadas por nós após consulta ao Grande Espírito, que falou pela boca de nosso irmão Tlotac, também
aqui presente, que é um porta-voz autorizado do mundo invisível. Meus irmãos: Nova Esperança será a semente plantada nestes ermos da nova civilização do mundo; nós teremos a glória de sermos os trabalhadores e os vigilantes dessa seara divina. Assim, pois, de hoje em diante somos um só povo e teremos um só ideal: executar as instruções do Senhor, com rigorosa fidelidade e a custo da própria vida. Prestai, pois, submissa obediência a Dáctilo, ele é digno de merecê-la, e confiai na assistência jamais negada do Senhor de nossas vidas, enquanto formos dignos dela.
Após essa inspirada exortação de Astério e sob condução enérgica e competente de Dáctilo todos se lançaram com todas as forças, antes que o inverno chegasse, à construção das edificações da colônia; no acampamento e fora dele as atividades de trabalho se multiplicaram e, em breves dias, muitas outras cabanas estavam levantadas e vastos galpões para refeições em comum, para celeiros, depósitos de ferramentas e um maior e mais elegante, para as reuniões do culto a Deus. Os campos foram trabalhados e semeados o trigo e outros cereais; animais domésticos vieram dos barcos e, com o tempo reproduziram-se com muita rapidez; funcionaram oficinas de confecção de vestuários pesados de peles de animais selvagens e para a fabricação de armas rústicas, arcos, flechas, lâminas cortantes e muitos outros artefatos destinados à defesa da colônia e aos usos domésticos.
E os anos passaram... muitos deles de progresso e de lutas. E as notícias daqueles progressos correram e visitantes foram chegando, de colônias atlantes perdidas por aqueles ermos e que dia a dia engrossavam a população; e a colônia cresceu de uma forma incrivelmente rápida, expandiu-se e, em pouco tempo, era como uma cidade cheia de gente, de movimento e de vida. E pelo mar, de quando em quando, chegavam barcos, porque a passagem estreita por onde vararam os emigrados de Poseidônis, dia a dia se alargava e por ela já se aventuravam navegantes marítimos em busca de descobrimentos e de intercâmbio comercial. E todos demonstravam o seu espanto por encontrar, em forma tão imprevista, uma verdadeira cidade atlante, habitada por homens de sua raça e que, como eles mesmos sobreviveram dos cataclismos e perpetuavam as tradições, as crenças e os costumes da antiga Poseidônis.
Em escolas adequadas “os jovens eram educados no culto do amor e da beleza, para que fossem artistas, poetas e cantores”; recebiam esmerada instrução religiosa, transmitida pelos sucessores dos sacerdotes heróicos que vieram com a primeira leva; eram sementes de uma raça nova, forte e sábia, defensora de uma herança cultural e religiosa destinada a formar uma nova civilização. Rendiam culto à mocidade ardorosa, à beleza da forma, da luz, do som e da cor e legiões de guerreiros adestrados nos mais sadios esportes, disciplinados e bem armados, defendiam a comunidade, batendo-se vitoriosamente contra inimigos desconhecidos, que por várias vezes a atacaram.
E foi assim que a civilização atlante se preservou ali, junto ao Monte das Abelhas, na Arcádia20, e se difundiu pelo Mediterrâneo e avançou para a Mesopotâmia, onde quer que se fundassem colônias novas, que deram origem aos diversos povos da civilização antiga: cabiris, curetes, telquines (os primeiros instrutores dos gregos), caros, gregos, egípcios, acádios e mais tarde os etruscos, judeus, caldeus, assírios e tantos outros cujos feitos a História registra.21 Quanto aos árias - os homens da Quinta Raça - que, do centro da Europa imigraram para a Índia, estes lutaram de início contra os nativos, para a conquista do solo, em batalhas cruentas que a história registrou na grande epopéia hindu denominada Ramaiana e, por fim, sob a direção missionária de Rama, transformaram-se em um foco incontestável de civilização espiritual; os mesmos que mais tarde vieram descendo para o Ocidente até o Mediterrâneo, onde se mesclaram com esses povos citados atrás e, depois, com os descendentes das colônias atlantes da Península Ibérica, também já citados, concorrendo assim a formar a civilização futura da Europa e o predomínio da Quinta Raça no mundo ocidental.
Rama havia estabelecido na Índia o culto de um Deus Único, mas logo se formaram cultos menores, particularizados que o reformador Manu codificou no Bramanismo. O mesmo sucedeu na Grécia, onde os deuses eram francamente humanizados e também no Egito onde, todavia, nos templos de Mênfis, de Tebas, de Saís, de Karnac, de Lu-
20 Vide mapa no apêndice. 21 Ernest Bosc – Diccionaire General de Arqueologie et Antiquités.
xor, de Dendera, os sacerdotes conservaram os cultos herdados dos ancestrais atlantes. Assim formou-se um imenso circuito histórico, com partida na Atlântida: na linha inferior pelo Mediterrâneo até a Mesopotâmia e, na superior, através da Europa para a Índia e desta novamente para o ocidente, até fechar também na Mesopotâmia, com os Sumerianos. As verdades espirituais foram transmitidas uniformemente pela voz de missionários autorizados à medida que as civilizações se sucediam nesse esquema harmonioso. Mas, com o tempo, por toda parte o culto verdadeiro foi-se recolhendo ao recato das elites sacerdotais, oficializando-se nas massas do povo na forma de um materializado politeísmo mitológico, em alguns lugares tão degenerado e repugnante que nem mais um resquício sequer conservava do culto primitivo. E também, em conseqüência, nenhum sinal sequer havia dos primitivos atlantes que passaram a ser, como nação, uma lenda ou uma hipótese a discutir, e somente agora, das profundezas do passado, as cortinas vão sendo levantadas, desvendando alguma coisa dos mistérios do passado, recolocando no seu trono a verdade espiritual que sempre condiciona, em todas as épocas, os destinos do mundo.
Missão do Espiritismo
Essa situação de degeneração espiritual, apesar da vinda de missionários instrutores em várias épocas, perdurou até que se abriu um novo período de civilização, com a constituição de uma religião francamente monoteísta, mais avançada e verdadeira, que representaria o fulcro luminoso do conhecimento espiritual do futuro. E o povo hebreu foi o escolhido para essa realização sagrada, com base na promessa divina feita ao patriarca Abraão, na cidade de Ur, na Mesopotâmia. Cativo por mais de quatrocentos anos dos egípcios, nas terras de Goshen, em trabalhos forçados, surgiu para esse povo um missionário poderoso e iluminado - Moisés - que dali o libertou, conduzindo-o a uma terra de promissão, às margens do rio Jordão, em Canaã. Foi-lhe outorgado um código avançado de conduta moral - o Decálogo - e um Deus Único - Jeová - protetor e defensor, que se manifestava de forma tão evidente e objetiva em todas as ocasiões graves, que se radicou para sempre no coração desse povo. Suas leis religiosas eram rigorosas, inflexíveis e tão fortes, que puderam mantê-lo unido e fiel através dos tempos e das mais terríveis vicissitudes. Não eram leis de redenção, mas de aglutinação em torno a uma realidade única, a um poder cósmico soberano e
uno, a um código que levasse a realizações redentoras, futuramente. Essa foi a missão de Moisés, o missionário hebreu: preparar um povo para a primeira religião monoteísta, limpar os caminhos para o advento de um novo enviado divino, arrotear o solo para uma semeadura de maior expressão evolutiva.
E veio então Jesus, mais tarde, na Palestina, o excelso Enviado, que pregou a redenção pelo amor, a unidade em Deus, como Pai. O substrato de seu código de conduta moral, denominado Evangelho, Boa Nova, está contido no Sermão do Monte, cujas regras são, ao mesmo tempo, uma libertação pelo conhecimento e uma realização redentora. É cultuado no mundo por centenas de milhões de adeptos, mas jamais foi cumprido no seu verdadeiro sentido cósmico e, por isso, a humanidade não pôde ser ainda encaminhada a seus superiores destinos espirituais. O missionário nazareno, uma verdadeira manifestação do Cristo Planetário, foi imolado na cruz pelo povo escolhido, aquele mesmo povo preparado para recebê-lo e amá-lo, e os seus ensinamentos, pouco mais tarde, foram utilizados para dominação religiosa, visando interesses meramente humanos. Mas encerrou-se o ciclo? Não. Na sua onisciência das coisas futuras, sabendo que seus ensinamentos e seu testemunho de amor, na morte física, não bastariam para esclarecer as consciências, o Cristo prometeu, como pastor e guia da humanidade, não esmorecer nos esforços de redenção, não
como naqueles dias, descendo à Terra ele mesmo, mas enviando novos missionários para completar a obra, antes que as sombras do encerramento do ciclo se estendessem sobre o mundo; essa mesma obra que os discípulos e apóstolos, logo após seu regresso aos Planos Espirituais, tentaram realizar na Terra com a difusão do seu Evangelho, em várias partes do mundo de então, oferecendo-se como testemunhos vivos de sua autenticidade e do seu poder redentor. O sacrifício desses servidores fiéis não foi inútil porque os ensinamentos se perpetuaram no tempo, difundiramse no mundo, e serviram de base à criação do Cristianismo Primitivo, que exigia a vivência, segundo a essência do ensinamento.
Conquanto tenha sido substituído mais tarde, como já dissemos, por organizações religiosas dogmáticas, mais que tudo radicadas a interesses humanos, a doutrina verdadeira não desapareceu - minhas palavras, disse o Cristo, não passarão - porque viriam mais tarde a ser revividas em espírito e verdade - Deus é espírito e em espírito e verdade deve ser adorado - por uma religião não de homens, mas de próprios discípulos e mensageiros. E veio, em nossos dias, como Doutrina dos Espíritos cuja tarefa é reviver esse Cristianismo Primitivo. Essa Doutrina hoje se expande irresistivelmente pelo mundo, sem fronteira e, como antes, nos tempos apostólicos, sua finalidade é: 1°) esclarecer as mentes sobre as verdades espirituais; 2°) operar nos homens as transformações morais indispensáveis à sua redenção, à sua integração nos mundos espirituais superiores. Reviver, pois, o Cristianismo Primitivo, na essência dos seus ensinamentos e nos termos expressos pelo Divino
Mestre eis a sua gloriosa tarefa, em pleno curso em nossos dias.
O Espiritismo, portanto, não é simplesmente um conhecimento teórico ou especulativo: é iniciação em verdades maiores e ação plena e efetiva para o bem da coletividade; não é somente um esforço intelectual, uma pesquisa de caráter filosófico, ou demonstrações de fenômenos estranhos, com penetração mais ou menos profunda, nas leis naturais, mas devotamento ao próximo, ajuda recíproca, confraternização, demonstrações legítimas de amor universal, para que assim os homens se redimam do passado culposo e se aproximem de Deus. É realização espiritual, individual e coletiva, no sentido elevado e verdadeiro; doutrina essencialmente redentora, porque tem a força do convencimento pelos fatos.
Assim terminou a aula e neste ponto o expositor silenciou, como cansado do demorado esforço feito. O auditório nem uma vez sequer demonstrara fastio ou desinteresse e ainda agora aguardava, atento, o prosseguimento. Ele sorriu, comovidamente, compreendendo isso e concluiu dizendo: - Chegamos ao final, caros irmãos aprendizes, desta já tão longa dissertação. Que ela vos tenha sido útil, eis os meus votos e as minhas esperanças de que, ao atingirdes os graus superiores do conhecimento espiritual, tenhais vossos cora-
ções cheios de reconhecimento pelo que aqui vos tem sido dado aprender, desde o primeiro dia. Tende também presente que a posse de conhecimentos se traduz em responsabilidades e o cumprimento desta lei é atributo dos verdadeiros discípulos, e que para o seu cumprimento eles vivem e morrem. Peço ao Senhor que abertos estejam sempre os vossos caminhos, e bem claros à vossa frente os vossos deveres, para que possais cumpri-los com exatidão; e não vos esqueçais de que, nas sombras do mundo, as verdadeiras claridades vêm do Evangelho e a segurança se encontra no escudo poderoso da fé. Levanto meu coração ao Divino Mestre, para que derrame suas bênçãos e as luzes do seu amor sobre esta Casa venerável e acolhedora que deverá atingir, neste país de destinação tão elevada, seu glorioso destino, de manter acesa a chama da Verdade evangélica e de espalhá-la amplamente pelo mundo. Que assim seja.
Epílogo
Ao nos retirarmos naquela noite, trocamos impressões fraternas com os demais companheiros desencarnados e vi como eram todas de franca admiração pelo que ali se fazia em favor da cristianização. E fácil me foi, recorrendo às gravações etéricas, reproduzir a matéria exposta naquela verdadeira e brilhante dissertação doutrinária e retransmiti-la ao vosso plano, numa descrição mediúnica telepática. E isso o fiz por duas razões: 1º) porque o assunto, bem versado como foi, o merecia; 2°) como homenagem que desejei prestar a esta venerável instituição pioneira, como verifiquei ser, de conhecimentos espirituais avançados. Resta-me agora dizer que o Expositor, durante todo o tempo de sua brilhante oração foi, entre outros, diretamente inspirado pela suave entidade que vertera antes, em meu pobre coração, esperanças comovedoras de novos e próximos reencontros.
No dia imediato, após carinhosas despedidas, voltei ao meu trabalho, humilde, na Colônia do Céu Azul.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.