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Capítulo 21 de 21
Xviii - Dos Entraves Acarretados À Alma Pelo Que Sucede — parte 6 de 6
Corpus Hermeticum
Corpus Hermeticum – Hermes Trismegisto condição natural eu poderia após a violenta contrariedade da iminente Fatalidade, contemplar o Princípio imortal graças ao sopro imortal, à água imortal, ao ar sólido, poderia ser regenerado em espírito e que sopra em mim o fogo sagrado, poderia admirar o fogo sagrado, poderia ser o abismo do Oriente, a água terrível, e que me ouça o éter que dá a vida e que se propaga em torno das coisas pois, devo contemplar hoje, com meus olhos imortais nascido mortal de matriz mortal, mas exaltado por uma força poderosa e por uma destra imperecível, graças ao sopro imortal, imortal Aíòn, o soberano dos diademas de fogo, santamente sacrificado pelas purificações santas, enquanto um pouco de minha natureza humana, por um pouco de tempo, foge de mim e que novamente terei, não diminuída, após a prova dolorosa da iminente Fatalidade, eu . . . . . . . . . . . . . . filho de . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . , segundo o decreto imutável de Deus. Já que não me é possível, nasci mortal, elevar-me com os raios de ouro da claridade inextinguível, fica tranqüila. Natureza perecível dos mortais e toma-me no campo são e salvo, após a prova da impiedosa Fatalidade. Pois eu sou o filho." Tira dos raios o sopro, ao aspirar com toda a força verás que te tornarás leve e que ascenderás no espaço de modo que ficarás no ar. Nada ouvirás nem ser humano nem animal, porém muito menos verás, nessa hora, as coisas mortais da terra, só verás a imortalidade. Pois verás a posição divina dos astros desse dia e da hora, os deuses que presidem a esse dia, uns subindo aos céus, outros descendo. A viagem dos deuses visíveis através do disco solar te será manifesta, o mesmo quanto ao que se chama 'a flauta' de onde sai o vento que está em movimento. Pois verás suspensa no disco, como que uma flauta dirigida para o lado oeste, no infinito com vento do leste, se a direção assinalada for o leste, nesse caso o vento oposto possivelmente se dirigirá para esta região, verás o movimento giratório da imagem. Os deuses te fixarão e te hostilizarão. Nesse momento coloca imediatamente o teu dedo indicador sobre os lábios e dize: "Silêncio, Silêncio, símbolo do deus vivo imortal, protege-me, Silêncio! "Em seguida dá dois longos assobios, depois estala a língua e dize: `Tu que lanças teus raios de esplendor, Deus da Luz" e então verás os deuses olharem benevolamente; não mais investirão; um e um, cada deus voltará a seu lugar, onde deve agir. Quando por fim vires que o mundo lá de cima se fecha em círculos, que nenhum dos deuses nem dos daimons está contra ti, prepara-te para ouvir um formidável roncar de trovão que te deixará estupefato. Então dize: "Silêncio, silêncio... sou um astro que leva consigo seu rumo, se bem que provenha das profundidades." Dá dois assobios, estala a língua duas vezes e verás imediatamente os astros deslocarem-se do disco e virem até ti, grandes como a palma da mão; haverá muitos deles e encherão o ar à tua volta. Dize: "Silêncio, Silêncio." E quando o disco se abrir verás um círculo no fogo e as portas de fogo fechadas. Então pronuncia o que segue, de olhos fechados. "Ouve-me, escuta minha prece, eu . . . . . . . .... . . . , filho de . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . , Senhor que pelo sopro fechou as portas de fogo da quarta zona, Guardião do fogo, Criador da Luz, deus do sopro de fogo, deus de coração de fogo, Espírito da Luz, tu que o fogo alegra, esplendor da luz, Aíòn, soberano da luz, deus com corpo de Fogo, espírito da luz, alegrado pelo fogo, doador do fogo, semeador do fogo, manipulador do fogo, intenso como a luz, tu que impeles o fogo como cascata rumorejante e turbilhonante, tu que moves a luz, manipulador do raio, glória da luz, gerador da luz, mantenedor da luz através do fogo, domador dos astros. Abreme, assim o invoco, em virtude da cruel e impiedosa Fatalidade iminente, os nomes que nunca tiveram um lugar na natureza, que jamais articulou a língua humana, som ou voz de um mortal, os nomes eternamente vivos e gloriosos." Pronuncia todos esses nomes com o fogo e o sopro, dizendo uma vez a série completa e depois recomeçando uma segunda vez até que tenhas designado os sete deuses imortais do mundo. Quando acabares de designar estes nomes escutarás os furores do trovão e o ribombar no ar que te envolve; ao mesmo tempo sentirás um forte abalo. Dize então novamente `Silêncio' e o mais, abre em seguida os olhos e verás as grandes portas abertas e o mundo dos deuses por trás daquelas portas e em virtude da alegria e voluptuosidade que essa visão proporciona, teu espírito desejará subir até ali. Permanece onde estás e olhando fixamente para este mundo divino acalmate. Quando tua alma estiver em calma dize: "Vem a mim, Senhor". Quando tiveres assim falado
Corpus Hermeticum – Hermes Trismegisto os raios se voltarão contra ti. Olha para o meio deles, verás um deus muito jovem e de bela aparência, com cabelos de fogo, com túnica branca e clâmide purpúrea, tendo na cabeça uma coroa ígnea. Quando então se erguerem de ambos os lados em fileiras, como uma guarda ameaçadora, olha fixamente para o ar à tua frente e verás caírem raios, brilhar uma luz corruscante, a terra tremer, e descerá um deus gigantesco, com rosto lumífero, muito jovem, com os cabelos de ouro, tendo na mão direita a espádua de um bezerro de ouro, isto é, a Ursa que move o céu e o faz girar em sentido contrário, que de momento em momento sobe e torna a descer o pólo. Na seqüência verás sair dos olhos do deus: raios e de seu corpo: estrelas. Solta então um longo gemido apertando as ilhargas para acordar de uma só vez, longamente até o esgotamento beija de novo os filactérios e dize: "Vida de (Osíris (?) ) . . . . . . . . . . . . . . ., permaneça comigo em minha alma, não me abandones pois esta é a ordem de (Ra (?) ) . . . . . . . . . . . . . . ." Fixa o deus, emitindo um longo gemido e o saúda nestes termos: "Salve, Senhor, Mestre da água, salve, Criador da terra, salve Príncipe do alento, deus de brilho resplandescente. Dá-me um oráculo, Senhor, acerca da presente conjuntura. Senhor, Mestre da água, renascido, eis que me vou, cresci e já morro, nascido de um nascimento que dá vida, eu morro para dissolvido entrar na morte, segundo o que estabelecestes, segundo o que instituíste ao fundar o mistério. E então ser-te-á dado o oráculo. Será separado de tua alma, não mais estarás em ti mesmo quando ele responder. O oráculo te será dado em versos e o deus, após ter-te dito, irá embora. E tu permanecerás em silêncio pois compreenderás tudo por ti mesmo e então reterás na íntegra as palavras do grande deus, mesmo que o oráculo contenha mil versos."
Corpus Hermeticum – Hermes Trismegisto TÁBUA DE ESMERALDA
Figura 1 - Alegoria alquímica da Tábua de Esmeralda do século 17
"É verdadeiro, completo, claro e certo. O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é igual ao que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa. Ao mesmo tempo, as coisas foram e vieram do Um, desse modo as coisas nasceram dessa coisa única por adoção. O Sol é o pai, a Lua a mãe, o vento o embalou em seu ventre, a Terra é sua ama; o Thelema do mundo está aqui. Seu poder não tem limites na Terra. Separarás a Terra do Fogo, o sutil do espesso, docemente com grande perícia. Sobe da Terra para o céu e desce novamente à Terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores. Desse modo obterás a glória do mundo e as trevas se afastarão. É a força de toda força, pois vencerá a coisa sutil e penetrará na coisa espessa. Assim o mundo foi criado."
Esta é a fonte das admiráveis adaptações aqui indicadas. Por esta razão fui chamado de Hermes Trismegistos, pois possuo as três partes da filosofia universal. O que eu disse da Obra Solar é completo.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.