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Capítulo 6 de 7

A Contribuição de Flávio Josefo [1], o — parte 6 de 7

A Contribuição de Flávio Josefo, o Historiador · Ernesto Bozzano

A província romana da Dácia (a área assinalada em violeta), após a conquista de Trajano de106 d.C.. À direita da imagem encontra-se o mar Negro. A ameaça mais perigosa à que o império teve de fazer frente durante o reinado de Domiciano tinha o sua origem ao norte da Ilíria, onde Suevos, Sármatas e Dácios realizavam contínuas incursões sobre os assentamentos romanos situados à beira do Danúbio. Destes povos, os mais poderosos eram os Sármatas e os Dácios. Liderados pelo seu rei, estes últimos cruzaram o Danúbio e internaram-se na província de Mésia, semeando o caos (84/85) e assassinando brutalmente o governador, Ópio [98] Sabino. O imperador trasladou-se de imediato para a província à cabeça de um exército; embora na prática delegasse o comando no seu prefeito pretoriano Fusco, quem, em meados de 85, conseguiu fazer retroceder os Dácios até o seu território. O imperador regressou para Roma a fim de celebrar o seu [99] segundo triunfo.

Contudo, a vitória não seria definitiva pois, em princípios de 86, Fusco embarcou-se numa fatídica expedição em território dácio, da qual derivou a completa destruição da Legio V Alaudae em Tapas. O prefeito foi [100] assassinado e a águia da guarda pretoriana, roubada. O imperador regressou para Mésia em agosto de 86. Uma vez aí, dividiu a província em Baixa e Alta Mésia e trasladou três novas legiões à fronteira do Danúbio. Liderados por Tétio Juliano, os romanos voltaram a invadir a Dácia em 87, e conseguiram derrotar Decébalo no mesmo lugar onde Fusco fora derrotado [101] (88). Contudo, a situação complicou-se quando os Dácios conseguiram derrotar os Romanos em Sarmizegetusa, e os Germanos devastaram a fronteira alemã. O fim de evitar um conflito em duas frentes, o imperador assinou um tratado de paz com o monarca dácio pelo qual se permitiria o livre acesso de efetivos romanos através do território dácio em troca de uma retribuição anual de oito milhões de sestércios para [74] Decébalo.

Os escritores contemporâneos mostraram-se inflexivelmente críticos com o documento, que consideravam vergonhoso para os romanos e ao que criticavam que não contemplasse cláusula alguma que sancionara aos assassinos [102] de Fusco e Sabino. Durante o restante do reinado de Domiciano, o território dácio manteve-se relativamente pacífico como reino cliente do império; porém, Decébalo investiu o dinheiro romano na construção de defesas e voltou a desafiar Roma em ulteriores ocasiões. A vitória decisiva sobre o rebelde monarca dácio não se produziria até 106, durante o reinado [103] de Trajano. Política religiosa Ficheiro: Domitian aureus Minerva. png Áureo da época de Domiciano. No reverso, a deusa Minerva, que apareceu em muitas moedas emitidas em seu reinado. Domiciano acreditava firmemente na religião romana tradicional e dirigiu uma intensa política com o objeto de ressuscitar os antigos costumes e restabelecer a moral romana. A fim de justificar a divina posição da dinastia flaviana, enfatizou as fictícias conexões com a deidade romana [68] mais importante, Júpiter.

Foi restaurado o Templo de Júpiter da Capitólio e construída uma pequena capela dedicada aJupiter Conservator nas imediações do edifício onde se escondeu o imperador a 20 de dezembro de 69. No fim do seu reinado, o edifício seria ampliado e consagrado a Jupiter [104] Custos. Contudo, a deidade favorita do imperador [105] era Minerva. Não somente manteve um santuário dedicado a ela no seu dormitório, mas ordenou à sua administração que a deusa aparecesse regularmente nas suas moedas. Além disso, na [106] sua honra foi fundada a Legio I Minervia. Domiciano também ressucitou a prática do culto imperial, caída em desuso durante o reinado de Vespasiano. Além disso, conferiram-se honras ao seu irmão e foi completado o Templo de Vespasiano e [80] Tito, dedicado ao seu pai e irmão. A fim de estimular a memória dos triunfos dos Flávios, foram construídos o Templum Divorum e o Templum Fortuna Redux e finalizado o Arco de Tito.

Os projetos de construção constituem a parte mais ostensível da política religiosa efetiva durante o seu reinado, embora o imperador também se preocupasse em fazer cumprir a lei religiosa e a moral pública. Em 85 designou-se a si mesmo censor perpétuo, magistratura responsável pela [107] supervisão da moral e da conduta romana. De novo, o imperador desempenhou as responsabilidades derivadas do seu cargo com grande diligência. Foi restaurada a Lex Iulia de Adulteriis Coercendis, pela qual os adúlteros eram exilados. Golpeou e expulsou um cavaleiro que fazia parte de um jurado por se ter divorciado da sua esposa e expulsou dosenado a um [71] ex-questor por agir e bailar. Perseguiu desapiadadamente a corrupção existente entre os funcionários públicos através da eliminação de jurados que aceitaram subornos e a derrogação de leis quando a existência de um conflito de interesses era [71] suspeita. Castigou com o exílio ou o assassinato os autores de escritos difamatórios, especialmente quando esses escritos iam [70] dirigidos contra ele.

Os atores eram controlados opressivamente pois as suas atuações podiam ser objeto de sátiras para desprestigiar ao imperador; em consequência, foram proibidas as aparições públicas dos mimos. Em 87 foi descoberto que as virgens vestaisquebraram o seu voto de castidade durante a sua época ao serviço do império. Devido a que estas eram consideradas filhas da comunidade, esta ofensa constituía em essência um incesto. Jones afirma que os implicados no delito foram condenados à morte e queimadas [nota 4] [108] vivas as vestais. As religiões estrangeiras eram toleradas enquanto não interferissem na ordem pública e que pudessem ser assimiladas à tradicional religião romana. Durante o reinado da dinastia flaviana cresceu o culto às diferentes deidades egípcias de um modo que não se voltaria a ver até o começo do reinado de Cómodo. Entre as deidades veneradas destacamse Serápis e Ísis, identificadas com Júpiter e Minerva [106] respectivamente. Uma tradição baseada nos escritos de Eusébio de Cesareia defende que cristãos e judeus foram implacavelmente perseguidos em finais do seu [109] [110] reinado.

Muitos eruditos defendem a teoria de que o livro doApocalipse foi escrito durante o reinado de Domiciano [111] como reação à intolerância religiosa do imperador. Contudo, não existem provas determinantes de uma verdadeira opressão [112] [113] religiosa exercida durante o seu reinado. Embora os judeus fossem fortemente gravados com impostos, nenhuma fonte contemporânea dá ao manifesto a existência de juízos ou execuções baseados em ofensas religiosas desta natureza. Oposição Revolta de Saturnino

Estátua de Domiciano como imperador. Museus Vaticanos, (Roma). Em 1 de janeiro de 89 Lúcio Antônio Saturnino, governador da província da Germânia Superior, e as duas legiões estacionadas em Moguntiaco, a XIV Gemina e a XXI Rapax, rebelaram-se contra o império com a ajuda [90] dos catos. Desconhecem-se as causas da revolta, embora aparentemente fosse organizada com grande antecedência. Os oficiais senatoriais desprezavam as estratégias militares do seu imperador: a sua decisão de fortificar a fronteira germana em lugar de atacar as belicosas tribos que a habitavam, a sua recente retirada da Britânia, e o seu acordo de paz com [114] Decébalo. Em qualquer caso, a revolta limitava-se estritamente à província de Saturnino, embora a notícia do levantamento rebelde pronto seria conhecida nos territórios vizinhos. Assistido pelo procurador de Récia, Norbano, o governador da Germânia Inferior,Lápio Máximo, trasladou-se à província. Trajano acudiu desde a Hispânia e o próprio Domiciano iniciou a sua marcha à cabeça dos pretorianos. A sorte fez com que um desgelo evitara que os cátios cruzassem [93] o Reno em ajuda de Saturnino.

Em 24 dias, os rebeldes foram esmagados e os seus líderes cruelmente castigados. As legiões de Saturnino foram enviadas a Ilíria, enquanto as que as derrotaram foram generosamente recompensadas Lápio Máximo recebeu o governo da província da Síria, um consulado em maio de 95, e um sacerdócio ainda possuído em 102. Talvez Norbano fosse nomeado prefeito do Egito do Egito, mas o mais provável é que atingisse a prefeitura pretoriana em 94, com Tito Petrônio Segundo como [115] colega. O imperador iniciou no ano seguinte um consulado compartilhado com Nerva, o que sugestiona que este último desempenhou um papel de destaque na descoberta da conspiração; talvez de maneira similar ao que fez com a Conspiração de Pisão durante o reinado de Nero. Embora pouco se conheça a respeito da sua carreira antes da sua adesão ao trono, Nerva amostrou-se como um político diplomático e maleável, capaz de sobreviver a numerosos câmbios de governo; o sucessor de Domiciano foi um dos assessores de maior [116] confiança dos Flávios. O seu consulado parece ser [117] canalizado a mostrar a estabilidade do seu regime.

Após a supressão da revolta, o império voltou à ordem. Relações com o senado[editar | editar código-fonte] Desde a queda do ordem republicana, a autoridade do senado ficara muito minguada sob o regime governamental estabelecido por Augusto, conhecido habitualmente com o nome de "principado". Esta forma de governar permitia a existência de um regime autocrático de fato ao mesmo tempo que mantinha os aspectos formais do sistema republicano. A maior parte dos imperadores estimularam esta falsa fachada democrática ao mesmo tempo que se asseguravam o seu reconhecimento como monarcas ("princeps") entre os senadores. Contudo, Domiciano e outros imperadores não se valeram da diplomacia para atingir este reconhecimento, mas empregaram a força. O próprio Domiciano deu amostras da sua autocracia nada mais ascender ao trono; não gostava dos aristocratas e não tinha medo em mostrá-lo. O seu governo supõe a total anulação do poder do senado, pois as suas decisões eram baseadas nos conselhos de um pequeno grupo de assessores e cavaleiros aos quais foi outorgado o controlo de [118] importantes magistraturas estatais.

Por outro lado, após o assassinato de Domiciano, os senadores de Roma apressaram-se [119] a aprovar uma moção de "condenação da memória". Porém, tratou de realizar alguma concessão ao senado. Considerando que durante os reinados do seu pai e o seu irmão se concentrou o poder consular nas mãos da família flaviana, o imperador admitiu um número surpreendentemente considerável de opositores provincianos ao consulado; sempre e [59] quando ele abrisse cada ano como cônsul ordinário. Apesar disso, não foi determinado se isto constituiu um verdadeira tentativa de se reconciliar com as facções hostis do senado. É provável que, ao oferecer o consulado a opositores potenciais pretendera pô-los em perigo aos olhos dos seus partidários. Quando a gestão dos seus inimigos não era impecável, eram [118] exilados ou executados e os seus bens confiscados. Tanto Tácito quanto Suetônio mencionam nas suas obras uma escalada de persecuções por volta do final do seu reinado.

Ambos os historiadores identificam o momento crítico destas persecuções em algum ponto entre 89, ano da supressão da [120] [121] revolta de Saturnino, e 93. Condenou-se à morte ao [122] menos a vinte opositores políticos e ideológicos, entre os que se encontram o marido de Domícia Longina, Lúcio Élio Lámia, e três membros da família imperial, Tito Flávio Sabino, Tito [nota 5] Flávio Clemente e Marco Arrecino Clemente. O fato de alguns destes homens serem assassinados em 83/85 desacreditam a parte da obra de Tácito na que o historiador dá testemunho da existência de um "reino do terror" em finais do seu reinado. Segundo Suetônio, aqueles dos que o imperador suspeitava eram declarados culpáveis de corrupção ou de traição. Jones compara as execuções que ordenou Domiciano com as efetuadas durante o reinado do imperador Cláudio (41 - 55), pondo em relevo o fato de, embora Cláudio assassinasse 35 senadores e 300 membros do ordo equester, foi deificado pelo Senado e ainda é recordado como um dos melhores imperadores [123] da história do Império Romano.

Domiciano, embora incapaz de obter o apoio da aristocracia, tratou de neutralizar a oposição procedente das facções senatoriais hostis através de diversas nomeações consulares. O seu autocrático estilo de governo acentuou a perda de poder senatorial. Por outro lado, o seu equânime trato tanto ao patriciado como à realeza valiou- [123] lhe o desprezo do povo. Morte Assassinato

Estátua de Minerva, no Museu do Louvre. Domiciano a considerava sua protetora. Diz-se que num sonho, ela abandonou-o pouco antes do seu assassinato. O imperador foi assassinado a 18 de setembro de 96 como consequência de uma conspiração palaciana urdida por uma [124] série de oficiais da corte. Suetônio oferece uma detalhada descrição do homicídio, afirmando que o líder dos conspiradores era o camareiro imperial Partênio. Este oficial inimistara-se com o imperador como consequência da execução [125] do seu secretário Epafroditos. Os autores do crime foram um liberto de Partênio, chamado Máximo, e Estêvão, mordomo da sobrinha do imperador, Flávia Domitila. Não foi determinada com certeza a participação da guarda pretoriana, liderada por Norbano e Petrônio Segundo. Dentre eles, é sabido que este [126] último tinha conhecimento do complô. A História Romana de Dião Cássio, escrita quase cem anos depois do delito, cita Domícia Longina entre os conspiradores. Porém, a fé e devoção que esta mulher sentiu pelo seu marido até mesmo depois da sua morte faz que a sua participação na conjura fosse [127] pouco provável.

Dião sugestiona que o assassinato foi um ato [128] improvisado. Contudo, os escritos de Suetônio indicam a existência de uma conspiração bem organizada. A véspera do ataque, Estêvão fingiu uma lesão para poder levar uma adaga sob as vendas com as que se cobria a fictícia [129] ferida. O dia do assassinato as portas dos quartos dos serventes imperiais foram fechadas. O pessoal do imperador [129] levou a espada que este ocultava sob da sua almofada. Como consequência de uma predição astrológica, o imperador acreditava que faleceria o dia assinalado pelo astrólogo, perguntou a um mancebo a hora; o moço, incluído no complô, [130] respondeu que era mais de meio-dia. Aliviado, o imperador dirigiu-se ao seu escritório onde tinha planejado assinar alguns decretos; de repente, Estêvão aproximou-se: Eis o que foi conhecido desta conjuração e da maneira

como pereceu Domiciano. Não sabendo os conjurados onde nem como o atacariam, quer na mesa ou no banho, Estêvão, intendente de Domitila, acusado então de malversação, ofereceu os seus conselhos e o seu braço. Para evitar suspeitas, fingiu ter uma ferida no braço esquerdo, e levou-o durante muitos dias rodeado de lã e vendagens. Chegado o momento, ocultou nele um punhal, e mandou pedir uma audiência ao imperador para denunciar uma conspiração. Introduzido na sua câmara, enquanto Domiciano lia com espanto o escrito que acabava de entregar, apunhalou-o no baixo ventre. Ferido o imperador, tratou de se defender, quando Clodiano, legionário distinguido, Máximo, liberto de Partênio, Satúrio, decurião dos cubiculários, e alguns gladiadores, [129] caíram sobre ele e deram-lhe sete punhaladas.

Estêvão e o imperador continuariam combatendo no solo até o restante de conspiradores conseguir dominá-lo e assestar-lhe várias punhaladas. Somente um mês antes do seu 45º aniversário, Domiciano foi morto. Sem cerimônia alguma foi arrastrado o seu corpo e cremado o cadáver. Consumido o fogo, misturaram-se as suas cinzas com as da sua sobrinha Júlia, [129] depositadas no Templo Flávio. Suetônio testemunha a existência de uma série de augúrios que tinham predito a sua [105] morte. Vários dias antes Minerva aparecer-se-ia em sonho anunciando-lhe que Júpiter a desarmara e que já não seria [105] capaz de protegê-lo. Sucessão e consequências

Busto de Nerva, no Museu Nacional Romano [131] Segundo o Fasti Ostienses, o senado proclamou imperador [132] a Nerva no mesmo dia do assassinato de Domiciano. O fato de ser considerado nesse momento sucessor inapropriado ao trono deu motivo a diversos autores a especular sobre a sua [133] [134] participação no homicídio. Dião Cássio afirma que antes de cometer o crime, os conspiradores debateram qual seria o substituto do último membro da dinastia flaviana. Nerva foi um de eles, não somente por causa dos seus dotes administrativos, mas também porque o imperador suspeitava de ele, fazendo que [135] não tivesse nada que perder se participava do complô. Se bem que nunca foi confirmada a sua participação no [136] homicídio, Murison - entre outros - sustém que foi proclamado imperador umas horas após conhecer a notícia e [132] exclusivamente por iniciativa dos senadores. Embora seja [137] fatível, não parece que participasse na conjura.

Após a nomeação de Nerva como imperador, o senado emitiu um damnatio memoriae (literalmente, "dano à memória [119] póstuma") sobre Domiciano: as suas moedas e estátuas foram fundidas, os seus arcos destruídos e o seu nome [138] [139] eliminado de todos os registros públicos. Domiciano foi o único imperador sobre o qual foi oficialmente emitida umadamnatio memoriae, embora se pudesse impor de fato sobre outros. A maioria dos seus retratos foram restaurados a fim de representarem o novo imperador. Deste jeito a produção de novos quadros era impulsionada, ao mesmo tempo que o material sobre o qual pesava a condenação senatorial era [140] eliminado. Quase todas as estátuas que chegaram até o nossos dias foram encontradas nas províncias imperiais. O Palácio Flávio passou a ser chamado a "Casa do povo"; Nerva mudou-se para a antiga residência de Domiciano, situada [141] nos Jardins de Salústio. Embora a sucessão decorresse depressa, o apoio das forças armadas ao recém falecido imperador ficou latente. À sua [138] morte, os militares solicitaram a sua deificação, e a jeito de medida compensatória foi demandada a execução dos [142] assassinos de Domiciano, que Nerva recusou.

Receoso, o imperador substituiu Tito Petrônio Segundo por Caspério [143] Eliano como prefeito do pretório. O começo do reinado de Nerva esteve pontuado pela total insatisfacção pelo estado das coisas; em outubro de 97 estouraria uma nova crise quando os pretorianos, liderados por Caspério Eliano, assediaram o [144] Palácio Imperial e tomaram o imperador como refém. Este viu-se obrigado a ceder às suas petições, a entregar os responsáveis pela morte de Domiciano e até mesmo a emitir um [145] discurso no que elogiava a sua atitude. Tito Petronio Segundo e Partênio foram capturados e assassinados. Embora o imperador saisse ileso do seu sequestro, este implicou um [144] duríssimo revés para a sua autoridade. Pouco depois foi anunciada a adoção de Trajano e a sua nomeação como [144] sucessor ao trono. Esta decisão supõe para muitos [146] [147] historiadores - como Plínio ou Syme - a sua abdicação. Legado Fontes antigas

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