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Capítulo 2 de 7
A Contribuição de Flávio Josefo [1], o — parte 2 de 7
A Contribuição de Flávio Josefo, o Historiador · Ernesto Bozzano
Denário com efígie de Vespasiano. Comemorativo da sua vitória na Judeia. Em 66, Vespasiano foi designado para conduzir a guerra contra os rebeldes judeus da Judeia, que ameaçava o bem-estar das províncias romanas do Oriente. Esta rebelião conduzira ao assassinato do anterior governador e fizera fugir a Caio Licínio Muciano, governador da Síria, quando este tentou restaurar a ordem na zona. Duas legiões, com oito esquadrões de cavalaria e 10 coortes auxiliares, foram enviados para a província sob o comando de Vespasiano, além das tropas que formavam a guarnição. O seu filho maior, Tito Flávio Sabino Vespasiano, serviu como ajudante pessoal. Durante a guerra Vespasiano tornou-se patrono de Flávio Josefo, um líder da resistência judaica que em A Guerra dos Judeus oferece uma visão próxima do futuro imperador e do seu herdeiro Tito durante a guerra. Ano dos quatro imperadores
Mapa do Império durante o Ano dos quatro imperadores Após a morte de Nero em 68, Roma sofreu uma sequência de efêmeros imperadores e guerras civis. Galba foi assassinado por Otão, o que foi derrotado por Vitélio. Os partidários de Otão, procurando outro candidato ao trono ao que apoiar, decidiram-se por Vespasiano. Segundo Suetônio, uma profecia alegou que os futuros imperadores viriam do Oriente. Vespasiano acabou acreditando que esta profecia se referia a ele, e uma série de oráculos e augúrios aos que consultou reforçaram esta crença. Vitélio, o imperador então, tinha as melhores tropas do seu lado, as experimentadas legiões daGália e Germânia. Contudo, as legiões da Ilíria, Mésia e Panônia proclamaram a sua lealdade a Vespasiano, tornando-o o amo da metade do mundo romano. Enquanto Vespasiano se dirigiu para o Egito para assegurar o fornecimento de grão, as suas tropas entraram na Itália pelo noroeste no comando de Marco Antônio Primo. As tropas de Vespasiano derrotaram as de Vitélio na Segunda Batalha de Bedríaco e avançaram para Roma.
Após uma luta feroz, os soldados entraram na cidade. Durante a confusão da luta o Capitólioincendiou-se e o irmão de Vespasiano, que era o prefeito da cidade foi assassinado por uma multidão da qual a duras penas escapou Domiciano. Quando recebeu as notícias da derrota e morte do seu adversário Vitélio, expediu um envio de grão para Roma, com um édito no qual anulava as leis de Nero, incluindo as relativas à traição. De caminho para Roma, visitou o Templo de Serápis, no qual experimentou uma visão. Durante a visão foi encontrado por uns sacerdotes do templo, que ficaram convencidos de que podia obrar milagres. Imperador Vespasiano] Sequelas da Guerra Civil]
Moeda com a efígie de Vespasiano Vespasiano foi declarado imperador pelo senado enquanto estava na província de Egito em [7] dezembro de 69. A administração do império ficou nas mãos do antigo governador da Síria e aliado de Vespasiano, Caio Licínio Muciano, auxiliado pelo filho do imperador, Domiciano. Durante o seu governo, Muciano iniciou a reforma fiscal que devia restaurar os fundos do império. Após a chegada de Vespasiano a Roma em finais de 70, Muciano pressionou o imperador de modo a que recolhesse tantos impostos como lhe for [8] possível. Vespasiano e Muciano ressuscitaram velhos impostos e instituíram outros novos, aumentaram o tributo das províncias e vigiaram constantemente os funcionários públicos do tesouro. Devido à austeridade demonstrada por Vespasiano, o comportamento da sociedade romana mudou em diversos aspectos. Em princípios de 70, Vespasiano estava ainda no Egito. Segundo Tácito, a viagem foi adiada por causa do mau [9] tempo. Contudo, os historiadores modernos sustêm que Vespasiano ficou a fim de consolidar o seu poder na [10] província. Começaram a circular pelo Egito histórias a [8] respeito da divindade do imperador.
Durante este período estouraram protestos em Alexandria motivadas pela nova política fiscal do imperador, que causaram que os envios de grão a Roma parasse. Porém, Vespasiano conseguiu restaurar o fornecimento, pois a população da capital imperial estava à beira de desfalecer de [8] inanição. O levantamento do Egito aumentou ainda mais a crise que experimentava o império, crise motivada pelas guerras civis que açoitavam estas terras. A rebelião da Judeia foi finalmente sufocada por Tito em 66, após a captura de Jerusalém. Em janeiro de 70, a Gália experimentou um levantamento conhecido como a rebelião dos batávios. Os rebeldes eram antigos auxiliares comandados por Caio Júlio Civil e Júlio Sabino, que reclamava a sua condição de imperador da Gália na sua condição de descendente vivo de Júlio César. As forças sublevadas derrotaram e absorveram duas legiões romanas antes de serem derrotadas em finais de ano pelo cunhado de Vespasiano, Quinto Petílio Cerial. Chegada a Roma] Vespasiano regressou para Roma em meados de 70. Era a primeira vez que entrava na cidade como imperador.
À sua chegada, o novo líder do império empreendeu de imediato uma série de manobras políticas destinadas a consolidar e legitimar a sua posição: A fim de prevenir o seu amotinamento, ofereceu presentes [11] [12] aos cidadãos e ao exército. Reestruturou as ordens senatorial e equestre, arrebatando aos seus inimigos as suas posições de poder e [13] substituindo-os pelos seus aliados. [12] [14] Advogou pela autonomia regional dos gregos. Campanha propagandística] Outra das manobras que realizou Vespasiano a fim de reforçar o seu poder foi pôr em funcionamento uma [15] autêntica campanha propagandística: Através dos seus agentes, o imperador encarregou-se de que as histórias a respeito da sua divindade, nascidas no [16] Egito, circulassem por todo o império. As moedas cunhadas durante o seu reinado proclamavam as suas vitórias militares e a paz que graças a ele [17] experimentava o império. A palavra Vindex foi retirada das moedas de modo a que a opinião pública esquecesse o general rebelde do mesmo nome ("Víndice"). As suas obras e projetos incluíam sempre uma inscrição na qual Vespasiano gabava ou condenava os imperadores [18] anteriores. [13] Foi construído no Fórum um templo à paz. Os escritos publicados durante o seu reinado deviam passar um filtro com o objetivo de publicar nada que [19] pudesse danificar a sua imagem pública. Foram oferecidas recompensas financeiras aos [20] historiadores antigos.
Os historiadores que viveram durante o seu reinado, tais como Tácito, Suetônio, Flávio Josefo e Plínio o Velho, falam suspeitosamente bem do imperador, ao mesmo tempo que criticam os seus [21] predecessores no trono. Tácito admite que a sua posição se viu reforçada por [22] Vespasiano. [23] Josefo identifica-o como salvador e protetor. Plínio dedica a sua obra História Natural ao filho de [24] Vespasiano, Tito. Foram castigados os que falaram contra do imperador. Muitos filósofos estóicos foram acusados de corromper a moral romana com falsos ensinamentos e foram expulsos [25] da capital. Helvídio Prisco, um filósofo republicano, foi executado [26] pelos seus ensinos. Obras e conspirações]
Anfiteatro Flávio. Iniciado durante o reinado de Vespasiano e terminado pelo seu filho Tito. Pouca informação fica do reinado de Vespasiano entre 71 e 79. Os historiadores afirmam que ordenou a construção de diversos edifícios públicos e que sobreviveu de uma série de conspirações urdidas a fim de derrocá-lo: O imperador tratou de reconstruir Roma, a capital do Império, após o Ano dos quatro imperadores. [13] Construiu o Templo da Paz e o de Cláudio Deificado. Erigiu uma colossal estátua do deus Apolo, a qual fora projetada durante o reinado do imperador Nero, ao que dedicou uma parte do Teatro de Marcelo (75) Começou a construção do Coliseu. Segundo Suetônio, Vespasiano foi vítima de constantes [27] conspirações, embora somente seja conhecida a encabeçada por Aulo Cecina Alieno e Éprio Marcelo (78/79), homens de confiança do imperador. Agrícola e morte No fim do reinado de Vespasiano, em 78, o general romano Cneu Júlio Agrícola foi enviado para a província da Britânia. Lá Agrícola consolidou o poder romano, e ampliou a província até o a atual Escócia. A 23 de junho de 79, Vespasiano faleceu vítima de uma inflamação intestinal, que o conduziu a um excesso de diarreia. Segundo Suetônio, as suas últimas palavras [28] foram: [29] Vae, puto deus fio!
Ver também Precedido por Imperador Sucedido por Vitélio romano Tito 69—79 Cônsul Precedido por: do Sucedido por: Fábio Império Domiciano e Lúci Valente e Árri Roman o Valério Catulo o Antonino o com Messalino Tito Flávio Sabino Vespasi ano 70 —
Cônsul da Repúbli Precedido por: ca de Sucedido por: Domiciano e Roma Décimo Júnio Lúcio Valério com Nóvio Prisco Catulo Tito Rufo e Lúcio Messalino Flávio Ceônio Cômodo Sabino Vespasi ano 74 - 77 Precedido por: Cônsul Décimo Júnio da Sucedido por: Nóvio Prisco Repúbli Tito Flávio Sabino Rufo e Lúcio ca de Vespasiano eDomi Ceônio Roma ciano Cômodo 79 (https://pt.wikipedia.org/wiki/Vespasiano) [3] “Tito Flávio Vespasiano Augusto (em latim Titus Flavius Vespasianus Augustus) (Roma, 30 de dezembro de 39 — Aquae Cutiliae, Sabina, 13 de setembro de 81) foi imperador romano entre os anos de 79 e 81. Foi o filho mais velho e sucessor de Vespasiano.
Antes de ser proclamado imperador, alcançou renome como comandante militar ao servir sob as ordens do seu pai na Judeia, durante o conflito conhecido como a primeira guerra judaico-romana (67 — 70). Esta campanha sofreu uma breve pausa após a morte do imperador Nero (9 de junho de 68), quando Vespasiano foi proclamado imperador pelas suas tropas (21 de dezembro de 69). Neste ponto, Vespasiano iniciou a sua participação no conflito civil que assolou o império durante o ano da sua nomeação como imperador, conhecido como o ano dos quatro imperadores. Após essa nomeação, recaiu sobre Tito a responsabilidade de acabar com os judeus sediciosos, tarefa realizada satisfatoriamente após sitiar e destruir Jerusalém (70), cujo templo foi demolido no incêndio. A sua vitória foi recompensada com um triunfo e comemorada com a construção do Arco de Tito. Seu pai o associou, a partir de 71, ao poder tribunício.
Sob o reinado do seu pai, Tito coletou receios entre os cidadãos de Roma devido ao seu serviço como prefeito do corpo de guarda-costas do imperador, conhecido como a guarda pretoriana, bem como devido à sua intolerável relação com a rainha Berenice de Cilícia. Apesar destas faltas à moral romana, Tito governou com grande popularidade após a morte de Vespasiano a 23 de junho de 79 e é considerado como um bom imperador por Suetônio e outros historiadores contemporâneos.
O mais importante do seu reinado foi o seu programa de construção de edifícios públicos em Roma. A enorme popularidade de Tito também foi devida à sua grande generosidade com as vítimas dos desastres que sofreu o império durante o seu breve reinado: a erupção do Vesúvio em 79 d.C. e o incêndio de Roma de 80 d.C. Após dois anos no cargo, Tito faleceu sofrendo de febre, a 13 de setembro de 81 d.C. A grande popularidade de Tito fez com que o senado o deificasse.
Prometia ser um imperador à altura do seu pai, mas o seu breve reinado foi marcado por catástrofes. Em 24 de agosto de 79, o vulcão Vesúvio destruiu as cidades de Pompeia e Herculano e, em 80, Roma foi de novo consumida por um incêndio.
Estabeleceu um governo indulgente, respeitando os privilégios do senado e realizando grandes obras públicas. Uma das ações mais importantes como imperador foi inaugurar, em 80 d.C., a obra que seu pai, Vespasiano, iniciara, o anfiteatro Flávio, conhecido habitualmente como Coliseu, embora este ainda estivesse incompleto.
Tito foi sucedido pelo seu irmão menor, Domiciano.
Bibliografia Juventude
Tito nasceu em Roma, filho primogénito de Vespasiano e Domitila, a Maior.[1] Tito teve uma irmã chamada Domitila Menor e um irmão, chamado Tito Flávio Domiciano, embora conhecido habitualmente com o nome de Domiciano.
As décadas de guerra civil durante o século I a.C. contribuíram enormemente para o decaimento da velha aristocracia de Roma, que fora gradualmente substituída no poder por uma nova nobreza provincial durante a primeira parte do século I.[2] A família Flávia surgiu da obscuridade na dinastia júlio-claudiana, adquirindo a riqueza e influência necessárias para chegar ao poder. O bisavô de Tito, Tito Flávio Petro, serviu como centurião sob Cneu Pompeu Magno durante a Segunda Guerra Civil da República de Roma. A sua carreira militar terminou quando Pompeu sofreu uma derrota esmagadora às mãos de Júlio César na Batalha de Farsália (48 a.C.).[3]
Contudo, Petro conseguiu melhorar a sua situação casando-se com uma tértula sumamente rica, cuja fortuna garantiu a ascensão do filho de ambos, Tito Flávio Sabino I, o avô de Tito.[4] O mesmo Sabino amassou uma grande riqueza como arrecadador de impostos na província da Ásia e como banqueiro na Helvécia. Casando-se com Vespásia Polião aliou-se com uma das famílias patrícias de maior ascendência aristocrática. A riqueza e a linhagem de Vespásia Polião e Tito Flávio Sabino I garantiram a ascensão dos seus filhos, Vespasiano e Tito Flávio Sabino II, à classe senatorial.[4]
A carreira política de Vespasiano incluiu os cargos de questor, edil, pretor, e culminou em um consulado em 51 d.C., o ano em que nasceu Domiciano. O pouco conhecido da juventude de Tito chegou através dos escritos de Suetônio. O historiador relata que o futuro imperador foi criado na corte imperial junto a Britânico,[5] o filho do imperador Cláudio, que seria assassinado por Nero em 55 d.C. Poucos detalhes chegaram sobre a sua educação, mas aparentemente mostrou pronto uma grande inclinação pelas artes militares, era um poeta experto e um grande orador tanto em grego quanto em latim.[6]
Carreira militar
Província da Judeia durante o século I d.C. Tito serviu como tribuno militar na Germânia entre 57 d.C. e o 59 d.C. e na Britânia (60 d.C.) chegando com os reforços necessários após a revolta de Boudica. Em 63 d.C. regressou para Roma e casou-se com Arrecina Tértula, filha de um antigo prefeito da guarda pretoriana. A mulher de Tito faleceria em 65 d.C.[7] e este tomou uma nova mulher chamada Márcia Funila que pertencia a uma família aristocrática. Porém, esta família era disposta a unir-se à oposição ao imperador Nero. O seu tio Quinto Márcio Barea Sorano e a sua filha Servília faleceram após a fracassada conspiração de Caio Calpúrnio Pisão em 65 d.C.[8] Alguns historiadores modernos teorizam que Tito se divorciou da sua esposa devido à conexão da sua família com a conspiração.[9] [10] Não voltou a casar-se de novo. Tito parece ter tido muitas filhas,[11] sendo ao menos uma delas de Márcia Furnila.[12] A única que chegou à idade adulta foi Júlia Flávia, que pode ser filha de Arrecina, pois a mãe desta também se chamava Júlia.[13] Durante este período Tito dedicou-se à justiça, sendo questor.[12]
Campanha da Judeia Em 66 d.C., os judeus da província de Judeia rebelaramse contra o Império Romano. Céstio Galo, o governador da província da Síria, foi derrotado na batalha de Beth- Horon e forçado a se retirar de Jerusalém.[14] O rei próromano Herodes Agripa II e a sua irmã Berenice fugiram para a Galileia. Nero designou a Vespasiano para esmagar a rebelião, este marchou imediatamente à região com a V e X legiões.[15] Vespasiano uniu-se a Tito e à XV legião em Acre.[16] Com uma força de 60.000 soldados profissionais, os romanos dispuseram-se a varrer a rebelião através de Galileia e marchar sobre Jerusalém.[16]
A guerra foi coberta pelo historiador judeu-romano Flávio Josefo na sua obra "A Guerra dos Judeus". Josefo serviu como comandante na defesa da cidade de Jotapata quando o exército romano invadiu a Galileia em 67 d.C. Após um duro sítio de 47 dias, a cidade caiu, deixando cerca de 40 000 prisioneiros, que foram assassinados, enquanto o restante dos resistentes se suicidaram.[17] O próprio Josefo rendeu-se a Vespasiano, que o liberou ao observar a sua inteligência.[18] Durante 68 d.C. toda a costa e o norte da Judeia caíram sob o controle romano. Esta expedição serviu para que Tito se distinguisse como um general competente.[12] [19]
Ano dos quatro imperadores O Império Romano durante o ano dos quatro imperadores (69 d.C.). As áreas azuis eram províncias leais a Vespasiano. A última e importante fortaleza que resistia era a cidade judaica de Jerusalém. Contudo, a campanha sofreu uma pausa quando chegaram notícias de Roma da morte do imperador Nero e da nomeação de Galba pelo senado como sucessor.[20] Vespasiano decidiu enviar Tito a apresentar os seus respeitos ao novo imperador.[21] Contudo, quando Tito se aproximava à cidade, recebeu notícias da morte de Galba e da nomeação de Otão como sucessor, além da marcha para Roma desde a Germânia de Vitélio. Não querendo arriscar-se a ser capturado por nenhum dos dois bandos, Tito cancelou a viagem e voltou a unir-se ao seu pai na Judeia.[22]
Enquanto isso, Otão fora derrotado na Primeira Batalha de Bedríaco e suicidara-se tão nobremente que emocionara Roma.[23] Quando chegaram notícias aos exércitos das províncias de Judeia e Egito, estes decidiram nomear Vespasiano como imperador a a 1 de julho de 69 d.C.[24] Vespasiano aceitou, e mediante intensas negociações levadas por Tito, uniu-se ao governador da Síria, Caio Licínio Muciano, formando uma força muito importante no Oriente .[25] Esta força mudou-se para Roma liderada por Muciano, enquanto Vespasiano marchou para Alexandria, ficando Tito ao comando para que acabasse com a rebelião.[26] [27] No fim de 69 d.C. as tropas de Vitélio foram derrotadas e o senado declarou Vespasiano como imperador a 21 de dezembro, finalizando desse modo o Ano dos quatro imperadores.[28]
Sítio de Jerusalém Enquanto isso, os judeus encontravam-se num conflito civil entre eles, dividindo a resistência entre os sicários, liderados por Menahem ben Judá e Eleazar ben Ya'ir, e os fanáticos conduzidos por João de Giscala.[29] Tito aproveitou então a oportunidade de começar o assalto sobre Jerusalém. Ao exército romano uniu-se a XII Legião, que fora derrotada sob o comando de Céstio Galo. Desde Alexandria, Vespasiano enviou Tibério Júlio Alexandre para que agisse como segundo de Tito.[30] Tito rodeou a cidade no comando de três legiões (V, XII e XV) sobre o lado oeste e enviou a X legião sobre o Monte das Oliveiras, a leste. Tito cortou os alimentos e a água à cidade, depois permitiu a entrada de alguns judeus para celebrar a Páscoa negando depois a saída. O exército romano era acossado continuamente pelos judeus e numa ocasião estes quase capturaram Tito.[31]
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.