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Capítulo 1 de 7
A Contribuição de Flávio Josefo [1], o — parte 1 de 7
A Contribuição de Flávio Josefo, o Historiador · Ernesto Bozzano
HISTORIADOR (Luiz Guilherme Marques) (dedico este artigo a Reynaldo Ximenes Carneiro, Nelson Missias de Morais e Doorgal Gustavo Borges de Andrada) Cada pessoa traz para o plano terreno, com a encarnação, pelo menos uma tarefa relevante para si própria como espírito em evolução, para outras pessoas ou para coletividades inteiras. Nosso personagem deste breve artigo tinha como tarefa principal utilizar o prestígio que lhe foi outorgado por três imperadores romanos sucessivamente (Vespasiano [2], Tito [3] e Domiciano [4]) para afirmar a existência de Jesus Cristo perante a História oficial. Se não fosse sua afirmação explícita e firme, registrada sob a proteção imperial romana, até hoje haveria quem duvidasse da passagem do Divino Mestre pela Terra. Os opositores dizem que a informação que consta no livro de Josefo foi inserida fraudulentamente muito tempo depois de escrita a obra a que nos referiremos abaixo. Mas essa pedra lançada contra a referida afirmação é mais do que irresponsável e cai por si mesma.
Disse o historiador: "Havia neste tempo Jesus, um homem sábio [, se é lícito chamá-lo de homem, porque ele foi o autor de coisas admiráveis, um professor tal que fazia os homens receberem a verdade com prazer]. Ele fez seguidores tanto entre os judeus como entre os gentios.[Ele era o Cristo.] E quando Pilatos, seguindo a sugestão dos principais entre nós, condenou-o à cruz, os que o amaram no princípio não o esqueceram;[ porque ele apareceu a eles vivo novamente no terceiro dia; como os divinos profetas tinham previsto estas e milhares de outras coisas maravilhosas a respeito dele]. E a tribo dos cristãos, assim chamados por causa dele, não está extinta até hoje." (Antiguidades Judaicas) Não delongaremos sobre a importância dessa afirmação para a certeza de que Jesus Cristo realmente existiu. Muitos adeptos do Judaísmo atacam a própria honorabilidade do historiador judaico-romano, mas, mesmo que se considere que errou muito na vida privada e na vida pública, sua referência ao Cristo não pode nem deve deixar de prevalecer. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Fica aqui nossa gratidão a esse homem corajoso, que ousou enfrentar a ira dos sacerdotes da sua terra natal e correu sérios riscos até de vida para dar seu testemunho sobre um fato histórico que desagradava e ainda desagrada a cúpula do Judaísmo. Se o conteúdo dos livros de Josefo encontrava a adesão dos referidos protetores romanos ou não é outra história, mas a verdade é que, sem essa proteção explícita e firme dos mencionados imperadores da família Flávia, jamais a referida afirmação chegaria à posteridade e hoje Jesus não passaria de uma lenda. As falas dos evangelistas, como se sabe, não é acreditada pelos historiadores, mas não há como negar-se crédito ao que Josefo, um historiador respeitado, escreveu. Vespasiano, Tito e Domiciano também merecem encômios pela sua participação na divulgação da Verdade que Jesus trouxe à Terra. Atualmente, esses três grandes líderes estão encarnados e desempenham importantes missões no mundo jurídico.
Vejam, caros leitores, algumas referências aos nossos quatro personagens, a fim de que se situem no tempo e no espaço quanto ao que estamos falando. [1] “Flávio Josefo, ou apenas Josefo (em latim: Flavius [1] [2] Josephus; 37 ou 38 — ca. 100 ), também conhecido pelo seu nome hebraico Yosef ben Mattityahu (יוסף בן ed etnairav é saitaM[ saitaM ed ohlif ,ésoJ" ,והיתתמ Mateus]") e, após se tornar um cidadão romano, como Tito Flávio Josefo (latim: Titus Flavius [3] Josephus), foi um historiador e apologistajudaicoromano, descendente de uma linhagem de importantes sacerdotes e reis, que registrou in loco a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., pelas tropas do imperador romano Vespasiano, comandadas por seu filho Tito, futuro imperador. As obras de Josefo fornecem um importante panorama do judaísmo no século I. Suas duas obras mais importantes são Guerra dos [4] Judeus (c. 75) e Antiguidades Judaicas (c. 94). O primeiro é fonte primária para o estudo da revolta [5] judaica contra Roma (66-70 ), enquanto o segundo conta a história do mundo sob uma perspectiva judaica.
Estas obras fornecem informações valiosas sobre a sociedade judaica da época, bem como sobre o período que viu a separação definitiva do cristianismo do judaísmo e as origens da Dinastia Flaviana, que reinaria [4] de 69 a 96. Biografia As informações de que dispomos sobre a sua vida provêm principalmente de sua autobiografia (Vida de Flávio Josefo). Josefo, que se apresentou em grego como Iósepos (Ιώσηπος), filho de [6] Matias, sacerdote judaico, teria nascido em Jerusalém numa família de cohanim (sacerdotes), onde teria recebido uma educação sólida na Torá. Sua mãe descendia da família real dos Hasmoneus. Aos treze anos de idade, iniciou seu aprendizado sobre três das quatro seitas judaicas: saduceus,fariseus e essênios optando aos dezenove anos de idade por aderir ao farisaísmo. Em sua obra, Josefo atribui aos zelotas, a quarta seita, a responsabilidade por ter incitado a revolta contra os romanos, que conduziu à destruição de Jerusalém e do Templo.
Em 64, contando com vinte e seis anos de idade, seguiu numa embaixada a Roma onde obteve, por intermédio de Popeia Sabina, esposa do imperador Nero, a libertação de alguns sacerdotes hebreus condenados pelo governador da Judeia, Marco Antônio Félix. Ao regressar à Judeia, Jerusalém encontrava-se à beira da revolta. Josefo procurou dissuadir os líderes mas seus esforços foram inúteis, tendo os revoltosos tomado a Fortaleza Antônia (66). Josefo, com receio de ser acusado de partidário dos romanos, refugiou-se no Templo. Entretanto, após a morte de Manaém e dos principais líderes da revolta, uniu-se aos sacerdotes doSinédrio (Sanhedrin) que, naquele momento, aguardavam a chegada das tropas de Cássio para sufocar a revolta, o que não se concretizou pela derrota destas. O Sinédrio o enviou à Galileia. À sua chegada, relatou a Jerusalém que os galileus estavam prestes a marchar sobre Séforis, cidade leal a Roma. O Sinédrio então o designou governador militar da província, que fez fortificar. Defrontou-se com a oposição dos extremistas liderados por João de Giscala, que o acusavam de tender à contemporização.
Galileia, governada brevemente por Josefo. Enfrentou as forças de Plácido, enviadas por Géstio Galo para a região. Em 67, as tropas de Vespasiano tomaram Jotapata, e Josefo, com quarenta homens, escondeu-se em uma cisterna. Com a descoberta do esconderijo, foi-lhes proposto que se rendessem em troca das próprias vidas. Josefo teria sugerido então um método de suicídio coletivo: tirariam a sorte e matariamse uns aos outros, de três em três pessoas; restaram apenas Josefo e mais um homem. Há quem veja o ocorrido como um problema matemático, por vezes designado como problema de Josefo ou Roleta [7] Romana ). Josefo convenceu este seu soldado a se entregar às forças romanas que invadiram a Galileia, em julho de 67, tornando-se prisioneiro de guerra. As tropas romanas do imperador romano, (Flávio) Vespasiano, eram comandadas por seu filho, Tito, ele próprio futuro [8] imperador. Em 69, Josefo foi libertado e, de acordo com seu próprio relato, teria tido um papel de relevo como negociador com as tropas de resistência durante o cerco de Jerusalém, em70, com discursos incitando os revoltosos ao arrependimento, sem que fosse ouvido.
Indo para Roma, após a queda de Jerusalém, foi bem aceito, assumindo o nome romano de seu protetor Flávio Vespasiano, e recebido a cidadania romana. Passou também a receber uma generosa pensão. Além disso, tratou de aumentar suas rendas, obtendo permissão de Vespasiano para, através de seus agentes, adquirir, a preço vil, terras na Judeia, confiscadas dos envolvidos na [9] revolta. As honrarias prosseguiram sob o reinado de Tito e de Domiciano. Em 71 Josefo chegou a Roma com a comitiva de Tito; cidadão romano, passou a ser um cliente da dinastia dominante, os flavianos. Durante sua estada em Roma, e sob patronagem flaviana, escreveu todas as suas obras conhecidas. Embora Josefo só se refira a si próprio por este nome, parece ter adotado o prenome Tito (Titus) e o nome Flávio (Flavius) de [10] seus patrões. Esta prática era costumeira para todos os 'novos' cidadãos romanos. A primeira esposa de Josefo morreu, juntamente com seus pais, durante o cerco de Jerusalém. Vespasiano arranjou-lhe um casamento com uma mulher judaica que também fôra capturada.
Esta mulher o abandonou e, por volta de 70, casou-se com uma judia de Alexandria, com quem teve três filhos. Apenas um, Flávio Hircano (Flavius Hyrcanus), sobreviveu além da infância. Josefo se divorciou posteriormente desta sua terceira esposa e, no ano 75, se casou pela quarta vez, com uma judia de uma família distinta de Creta. Este último casamento produziu dois filhos, Flávio Justo (Flavius Justus) e Flávio Simônides Agripa (Flavius Simonides Agrippa).
Imagem romantizada de Flávio Josefo, na tradução de suas obras por William Whiston. A vida de Josefo é recheada de ambiguidades; para seus críticos, ele nunca explicou satisfatoriamente seus atos durante a Guerra Judaica — como por que ele não teria cometido suicídio na Galileia, com seus companheiros, e por que, depois de sua captura, aceitou a patronagem dos [11] romanos. Seus críticos, no entanto, ignoram o fato de que Simão bar Giora e João de Giscala, ambos zelotas extremistas e grandes oponentes de Josefo que permaneceram em Jerusalém e lideraram os combates contra os romanos em sua última etapa, preferiram — num momento de honestidade — a vida ao suicídio, e humildememente se renderam aos romanos. Aqueles que viram Josefo como um traidor e informante também questionaram sua credibilidade como historiador — desprezando suas obras como propaganda romana ou uma apologética pessoal, destinada a reabilitar sua reputação histórica. Mais recentemente, críticos vêm reavaliando as visões pré-concebidas de Josefo.
Um argumento importante é a comparação entre os danos causados por seus atos e aqueles dos idealistas que reprovaram seu comportamento; enquanto Josefo teria sido responsável pelo suicídio de alguns soldados, pela humilhação temporária de um exército enfraquecido e pelo transtorno de uma esposa, os bons, leais, idealistas e corajosos, devotos e patrióticos líderes de Jerusalém tinham sacrificados dezenas de milhares de vidas à causa da liberdade; Tito e Vespasiano sacrificaram dezenas de milhares mais à causa da ordem civil, e até mesmo Agripa II, o rei da Judéia, cliente romano, que fez tudo o que podia para evitar a guerra, acabou supervisionando a destruição de meia dúzia de cidades e a venda de seus [12] habitantes como escravos. Josefo foi sem dúvida alguma um importante apologista, no mundo romano, para a cultura e o povo judaico, particularmente numa época de conflito e tensão. Sempre permaneceu, pelo menos em seus próprios olhos, um judeu leal e cumpridor das leis. Fez tudo o que podia para indicar o judaísmo aos gentis letrados, e para insistir sobre sua compatibilidade com o pensamento aculturado greco-romano.
Constantemente se manifestou a respeito da antiguidade da cultura judaica, apresentando seu povo como civilizado, devoto e filosófico. Eusébio relata que [13] uma estátua de Josefo teria sido erguida em Roma. Obra Escreveu um relato da Grande Revolta Judaica, dirigida à comunidade judaica da Mesopotâmia, em língua aramaica. Escreveu, depois, em grego, outra obra de cariz histórico que abarcava o período que vai dos Macabeus até à queda de Jerusalém. Este livro, a Guerra dos Judeus, foi publicado em 79. A maior parte do livro é diretamente inspirada na sua própria vida e experiência militar e administrativa. As Antiguidades Judaicas (escritas cerca de 94 em grego) é a história dos Judeus desde a criação do Génesis até à irrupção da guerra da década de 60. Acrescentou, no final, um apêndice autobiográfico onde defendeu a sua posição colaboracionista em relação aos invasores romanos. O seu relato, ainda que com um paralelismo evidente em relação ao Antigo Testamento, não é idêntico ao das escrituras sagradas.
Há quem defenda que estas diferenças se devam à possibilidade de Josefo ter tido acesso a documentos antigos (que remontariam até à época de Neemias) que teriam sobrevivido à destruição do templo. A maior parte dos académicos não dá crédito a tal suposição. Neste livro encontra-se o famoso Testimonium Flavianum, uma das referências mais antigas a Jesus, mas considerada por alguns estudiosos uma interpolação [14] [15] fraudulenta posterior. Contra Apião é outra obra importante deste autor, onde o judaísmo é defendido como religião e filosofia realmente clássica, em contraponto às tradições mais recentes dos gregos. O livro serve para expor e refutar algumas alegações anti-semíticas de Apião, bem como mitos antigos, como os de Manetão. Sua última obra, foi uma autobiografia (Vida de Flávio Josefo), que nos revela o nome do adversário ("Justo de Tiberíades", filho de Pistos), ao qual essa obra vem responder e as censuras que lhe faz Josefo. Essa obra é cheia de lacunas, confusa e hipertrofiada.
E ela traz sobre a vida de Josefo informações preciosas, que não encontramos em nenhum outro historiador da antiguidade.” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Fl%C3%A1vio_Josefo) [2] “Tito Flávio Sabino Vespasiano (em latim: Titus Flavius Vespasianus; perto de Rieti, 17 de novembro de 9 — Água Cutília, 23 de junho 79), foi um imperador romano, o primeiro da dinastia flaviana, que ocupou o poder em 69, logo após o suicídio de Nero (68) e o conturbado ano dos quatro imperadores (69). Foi proclamado imperador pelos seus próprios soldados em Alexandria. Sucederam-lhe sucessivamente dois dos seus filhos, Tito e Domiciano. De origem modesta, descendia de uma família da ordem equestre que atingira o classe senatorial durante os reinados dos imperadores da dinastia júlio-claudiana. Designado cônsul em 51, ganhou renome como comandante militar, destacando-se na invasão romana da Britânia (43). Comandou as forças romanas que fizeram face à primeira guerra judaico-romana de 66 Quando se dispunha a sitiar Jerusalém, a capital rebelde, o imperador Nero suicidou-se, mergulhando o império num ano de guerras civis conhecido como o "ano dos quatro imperadores".
Após a rápida sucessão e falecimento de Galba e Otão e a ascensão ao poder de Vitélio, os exércitos das províncias do Egito e Judeiaproclamara m Vespasiano imperador a 1 de julho de 69 No seu caminho para o trono imperial, Vespasiano aliou-se com ogovernador da província da Síria, Caio Licínio Muciano, quem conduziu as tropas de Vespasiano contra Vitélio, enquanto o próprio Vespasiano tomava o controle sobre a província do Egito. A 20 de dezembro, Vitélio foi derrotado e ao dia seguinte Vespasiano foi proclamado imperador pelo senado. Pouca informação sobreviveu aos dez anos de governo de Vespasiano. Destaca-se o programa de reformas financeiras que promoveu, tão necessário após a queda da dinastia júlio-claudiana, a sua bem-sucedida campanha militar na Judeia e os seus ambiciosos projetos de construção como o Anfiteatro Flávio, conhecido popularmente como o Coliseu Romano. Reformulou o senado e a Ordem Equestre e desenvolveu um sistema educativo mais amplo. Reprimiu a sublevação da Gália, mas incompatibilizou-se com os meios senatoriais.
O período de seu governo ficou marcado por uma eficaz administração econômica quer na capital do império quer nas províncias, com um aumento significativo do tributo anual e a implementação de medidas econômicas muito mais severas, o que permitiu atingir níveis de progresso assinaláveis nas finanças do Estado, tendo inclusive angariado fundos para a construção do templo dedicado a Júpiter Capitolino e para o Coliseu de Roma. Após a sua morte a 23 de junho de79, foi sucedido no trono pelo seu filho maior, Tito.
Família e carreira]
O Coliseu de Roma, também chamado de Anfiteatro Flávio. Vespasiano nasceu em Falácrinas, no território dos Sabinos, perto de Rieti. O seu pai era um membro da ordem equestre que se enriqueceu como arrecadador de impostos na província romana da Ásia e como prestamista na Helvécia, onde viveu durante algum tempo. A sua mãe, Vespásia Pola, era irmã de um senador. A pedido da sua mãe, Vespasiano seguiu a carreira política do seu irmão Tito Flávio Sabino. Serviu no exército como tribuno militar em Trácia (36) No ano seguinte foi eleito questor e serviu em Creta e Cirenaica. Foi ascendendo pelo Cursus honorum sendo eleito edil em 39 e pretor em 40, aproveitando a oportunidade para se congraçar com o imperador Calígula. Por essa época contraiu matrimônio com Flávia Domitila, a filha de um cavaleiro de Ferêncio. Vespasiano e Flávia tiveram dois filhos, Tito e Domiciano e uma filha, chamada Domitila. Foi então que Flávia faleceu, e Vespasiano converteu a Cenis, sua amante, na sua esposa em tudo menos no nome.
Quando Cláudio foi designado imperador em 41, Vespasiano foi designado legado da Legio II Augusta, estacionada na Germânia. Esta nomeação foi devida à influência do liberto imperial, Tibério Cláudio Narciso. Invasão da Britânia] Em 43, Vespasiano e a Legio II Augusta participaram na invasão romana da Britânia. O futuro imperador distinguiu-se nesta campanha sob o comando de Aulo Pláucio. Após participar nas batalhas cruciais de Medway e Tâmisa, Pláucio enviou-o a sudoeste, e ordenou-lhe penetrar no território hostil através das terras que hoje são os modernos condados de Hampshire, Wiltshire, Dorset, Somerset, Devon e Corn ualha. O general romano queria com este movimento assegurar os portos da costa sul e os portos com minas de estanho de Cornualha e as minas de prata de Somerset. Vespasiano marchou sobre Noviômago dos Revinos (Chichester) a fim de subjugar as tribos [1] de Durotriges e Dumnônios. Capturou 20 ópidos (fortalezas situadas no alto das colinas), submeteu a duas poderosas nações e reduziu [2] Vectis. Além disso, estabeleceu uma fortaleza e uma colônia de legionários veteranos em Isca dos Dumnônios (Isca Domnoniorum).
À sua volta a Roma foi recompensado com escolhias triunfais (ornamenta triunphalia). Carreira política] Vespasiano foi eleito cônsul por volta de finais de 51, após o qual se retirou da vida pública, à qual regressou em 63 sendo nomeado governador da província da África. [3] Segundo Tácito, o seu governo foi "infame e odioso", [4] mas segundo Suetônio, foi "reto e honorável". O ditame deste segundo ajusta-se mais à realidade pois, pelo general, os cargos de governador eram vistos pelos excônsules como perfeitas oportunidades para fazer fortuna e recuperar o dinheiro que usaram nas suas campanhas políticas. A corrupção estava tão difundida que tudo governador voltava da sua província com os bolsos cheios. Contudo, Vespasiano empregou o seu tempo no cargo para fazer amizades em vez de dinheiro; algo que seria muito mais valioso nos anos seguintes. Durante o seu tempo na África do Norte, sofreu dificuldades financeiras e teve de liquidar parte das suas propriedades. Para recuperar a sua fortuna, ressuscitou o comércio [5] com mulas, o que lhe valiou o apelido de Múlio. Após o seu regresso da África, viajou para Grécia integrado no séquito do imperador Nero. Porém, perdeu o favor imperial por não mostrar [6] suficiente atenção aos recitais do imperador com a lira. Por esta época, a carreira de Vespasiano entrou num ponto morto. Guerra judaico-romana]
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.