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Capítulo 7 de 8

Variações De Toda Ordem — parte 1 de 1 — parte 2 de 3

Um Ateu Além do Túmulo · Osvaldo Polidoro

Isso!... Agora, pensemos em Cristo... Dentro de segundos estávamos bem longe daqueles sítios angustiosos. Fiz questão de levá-los a pé, pelos arredores da cidadezinha onde começariam a trilhar a vida melhor. Atravessamos pomares e jardins, onde o aroma dos frutos e o perfume das flores embriagam de suave espiritualidade.

– Parece a terra divinizada! – disse um deles. – Quem diria que o céu seria assim? – considerou outro. – E quem disse que podeis falar em nome do que esteja para baixo e para cima?

– interveio meu pai. Já haviam eles comido dos frutos do local; já haviam aspirado o perfume enlevante das flores; já haviam observado a plumagem das aves esbeltas e felizes. E ao depararem com uma fonte, quiseram beber de sua límpida água. Todo caso, alguém tinha ali fincado uma cruz, em cujo braço havia esta legenda: “Símbolo da necessidade de sacrifício próprio” E um dos protestantes quis orar, pondo-se de joelhos. Os outros o seguiram.

Eu e meu pai nos conservamos de pé, pois somos dos que crêem mais nas ações nobres em memória do Senhor, do que daqueles que se dobram muito, mas fisicamente, para o Senhor. E seja lá como for, ainda estando eles a adorar segundo modo e gosto próprios, uma voz forte como um trovão se fez ouvir, dizendo: “Benditos os que adoram em obras de amor!” E tendo todos nós volvido os olhos para o lado de onde veio a voz, vimos que uma como estrela muito brilhante se formava, tendo o centro cristalino, e de tal modo intenso, que não se lhe podia encarar. Depois, desfazia-se em belíssimas cores, prolongado-se o brilho e a influência. Por fim, foi subindo, subindo, subindo... E sumiu-se nas aparentes alturas siderais...

Os quatro protestantes, então, perguntaram-me, quase que simultaneamente, como se alguém lhes tivesse imposto a idéia: – Qual seu credo? – Por cultivo, o Consolador... Por Religião, o Amor... Por Ciência, a investigação sem prevenção... Por Filosofia, cogitar de tudo tendo por base a melhor e mais pura consciência da paternidade de Deus...

Por Moral, respeitar o mais possível o direito alheio... Por Justiça, o respeito pelas necessidades fundamentais e inalienáveis... – Como cultiva o Consolador?... – interrompeu-me um deles. – Dentro de dez horas mostrar-vos-ei; quero conduzi-los a uma sessão de Espiritismo.

Ali, então, lembrai-vos do Pentecoste, daquele batismo de Espírito, para o qual cumprir foi à carne o Cristo, e por cuja solvência mereceu dos irmãos menores tudo aquilo de que já sois conhecedores, sem dúvida. – E eu que fui tão avesso ao Espiritismo! ... – comentou um deles. – Não vos preocupeis com isso... Eu fui um dos crucificadores de Cristo...

Tinha a Moisés na conta de tudo, de completo, e... – Mas Moisés profetizou sobre Jesus!... – atalhou um deles, vitorioso. – E Jesus foi crucificado por legar um Consolador! – emendou meu pai.

E outra vez uma voz se ouviu, dizendo: “E será o confraternizador das gentes, na Terra e nos planos erráticos!” Desta feita, porém, vimos a quem falou; era aquele mesmo alemão batalhador, que amava a melhor verdade que conhecia, e que no século dezesseis, avançando sobre o que já haviam feito Joana D’arc, Wicliff, João Huss, conquistou, para milhões de irmãos, o direito de pensar melhor e livremente, sobre as verdades ensinadas pelo Cristo, preparando caminho para novos surtos no porvir próximo, quando a grande eclosão mediúnica revolveria de modo violento o pensamento humano. Os quatro protestantes olharam com carinho invulgar para aquele vulto simpático e aureolado em luz. Aproximaram-se dele e falaram-lhe com liberdade. E ele falou com simplicidade, tendo dito mais ou menos: – Somos falanges de seres que trabalhamos por concretizar no mundo as profecias do Senhor. Muito ainda resta a fazer, principalmente no campo da Religião, que é um dos que mais separam os homens irmãos entre si.

Como lamento que, em nome de um Pai de Amor e Justiça, tantos crimes sejam perpetrados no mundo, quer lá na Terra, quer aqui, onde, nas zonas inferiores, coisas incalculáveis se passam! Minutos depois, a simpática figura despedia-se e partia rumo aos seus afazeres de grande chefe de serviços. E nós rumamos para o departamento competente, onde os quatro novos irmãos ficariam inscritos, para fim de serviços. Depois disso, despedimo-nos, eu e meu pai, deles, tendo partido para novos rumos, sempre dentro desse imenso plano geral, tão mal compreendido pelos homens, que tudo querem particularizar, e particularizando entregam-se à dor. Afinal, até quando viverão os homens, encarnados ou desencarnados, separando-se no que não deviam, por questões subalternas?

Que coisas são os convencionalismos humanos? Por que trair o superior em benefício do medíocre e infernal? Onde a razão para, em nome da cor, da raça, da crença, da posse etc., investir como feras contra os ditames da mais terna e pura fraternidade? COISAS DA VIDA... Havia eu prometido aos tais amigos mostrar-lhes como praticava o Consolador, dentro de dez horas.

Por isso fomos, eu e meu pai, buscá-los no momento aprazado. E os conduzimos para o Centro onde, sabíamos, a tal senhora iria, pois um amigo havia sido encarregado de inspirar-lhe tal desejo. Portanto, pelas oito da noite, entrávamos casa adentro. O salão do Centro comporta pouco mais de cem pessoas encarnadas; mas para o mundo desencarnado, dadas as disposições de serviço, e da Suprema Lei em vista disso, as paredes nada representam. E milhares de seres ali se achavam, os mais responsáveis controlando, os mais precisantes de um lado, os menos de outro, os endurecidos bem mais longe, os grandes arredios presos, amarrados etc...

– Eis um Centro Espírita! – disse-lhes eu, mostrando-lhes o ambiente em geral. – Que coisa interessante! – murmurou um deles, olhando significativamente para os outros. – Quem são esses luminosos seres?

– inquiriu um outro, observando os chefes espirituais da casa. – São os guias do Centro, amigos, trabalhadores de nosso plano. São os demônios, como vós dizeis. Riram-se e o mesmo amigo perguntou de novo: – Por que temos aqui gente presa, amarrada etc.? – São pobres endurecidos, grandes criminosos etc.

Porém, filhos do mesmo Pai de Amor e Justiça. São seres que já estiveram nos baixios e, agora, aos poucos, contando com as orações, as prédicas etc., vão se tornando cada vez mais doutrináveis, como dizem os amigos da carne. – Os encarnados sabem que isto é assim? – perguntou um outro. – Imaginam qualquer coisa.

Todavia, existem videntes e médiuns, ou profetas, de faculdades tais, que muito conseguem saber sobre as coisas destas bandas da vida. Alguns missionários encarnados, durante o repouso do corpo, dispõem mesmo de grandes franquias por aqui. E outros há, que conheço, dispondo de faculdades que lhes permitem, em certos casos, deixar por gosto os corpos e vir agir aqui, no sentido desejado e preciso. Todos ficaram silenciosos, depois dessa conversação, em vista do início dos trabalhos. Como havia falado aos chefes, foram os quatro situados em lugar que diríamos preferenciais, para como visitantes que eram, poderem assistir do melhor modo aos trabalhos.

Notei, de minha parte, que nenhum deles se dispunha a reparar nos encarnados ali presentes. É que não alcançavam ver o que deles se desprendia, nos momentos de mais firme concentração, quando o presidente convidava à oração, a bem de algum sofredor. Por isso, fui colocar minha mão sobre a cabeça de um deles, aumentado-lhe o poder de penetração psíquica. E o homem pareceu estranhar o que se passou depois disso, tendo-me agradecido. Depois, propositalmente, fui colocar a mão sobre a cabeça nevada daquela que por um deles havia pedido, tendo beneficiado a todos, por ser tempo, ou por ter ela servido de móvel ao Supremo Poder, que sempre assim age.

E como eles reparavam muito nos meus movimentos, atentaram bem para a mulher aureolada por tênue coloração verde-claro. E o tal irmão, pondo bem os olhos na mulher, pareceu perturbar-se. Quis, bem o notei, vir para junto de mim e dizer-me qualquer coisa. E por isso o chamei. Ele veio e, chegando-se bem para perto, disse: – Parece-se com uma irmã que devo ter deixado no mundo...

Devia ter ela uns trinta e cinco anos quando desencarnei... Seria mesmo?... – Ela foi que pediu por vós... Por lembrança dela fui procurá-los... Dos seus olhos rolavam fartas e felizes lágrimas.

E eu lhe ensinei a por a mão direita sobre a cabeça da mana encarnada e orar, para que ela sentisse do melhor modo a sua presença ali. De fato, mal começou ele um fervoroso Pai Nosso, que bem sentia eu ser essa a oração, pela emanação inteligente das ondas emitidas, quando ela sacudiu-se toda, despertando para outra forma de pensar. Dela é que partia, logo mais, fachos de suave luz para o irmão desencarnado. E os dois mantiveram, assim, uma eloqüente e surda troca de divinos pensamentos. Houve momentos em que todos ficaram olhando para tão belo quadro!

É que um amor de irmãos os unia, naquele momento; é que acima de um puro sentimento de amor, nada parece existir de mais importante, de mais divinizante! REGRESSANDO Com o término de uma sessão dá-se uma debandada no setor dos encarnados, embora um certo número fique, muitas vezes, comentando este ou aquele feito, esta ou aquela expressão. No setor espiritual, no entanto, tudo cresce de monta, por ser o número de presentes, muito acima do calculado pelos encarnados. Como tal, com o terminar dos trabalhos, reunimo-nos os seis, de novo, eu e meu pai, e os quatro protestantes. E um deles, quando eu menos esperava, disse: – Pois estive o tempo todo fazendo um confronto!

– Que confronto? – Um confronto entre o que via e o grande acontecimento de que trata o segundo capítulo do Livro dos Atos. Somava tudo, para repor o grandioso feito; queria saber o que estaria ocorrendo, no momento, no mundo espiritual, enquanto os espíritos falavam, pela boca dos Apóstolos, em diferentes línguas, a todos os estrangeiros ali presentes, como diz o texto. – Não esqueçam que o número não era de onze médiuns; muita gente mais foi tomada de espírito. De muitos corpos mais se valeram os emissários do Divino Mestre, para poderem falar aos encarnados.

– Uma vez compreendido o espírito do feito, que importa o número? Hoje, suponho, milhões de homens e mulheres emprestam seus corpos para que os espíritos falem aos encarnados, segundo promessa do Cristo. No entanto, outros milhões de homens e de mulheres, que fazem?... – Julgam sem saber, afastam-se por inconsciência do dever, maldizem por despeito sectário, desconhecem por incúria etc. Isso, nada mais do que isso – foi a emenda de meu pai.

– Mas com o concurso do tempo... – disse alguém, que não sei bem quem fosse. E havendo-nos despedido dos chefes espirituais da casa, partirmos, tendo eu prometido ao tal irmão daquela velhinha bem espiritualizada, um encontro com ela fora da carne, para dias depois. Em verdade, mais o fiz por ela do que por ele. Eu já sabia que ela deixava o corpo bem disposta espiritualmente, pois nutria grandes convicções espirituais e a matéria havia cedido campo aos melhores impulsos do espírito enobrecido.

Por isso, fui buscar somente ao tal irmão, tendo deixado os outros, que lhe eram bem menos avançados em hierarquia. De fato, este irmão, pelos valores acumulados em outros tempos, logo despertaria para grandes alturas. – Vamos, pois do contrário outros a irão buscar para auxiliar em certos trabalhos – disse-lhe eu, assim chegado à região onde os havia abrigado, de ordem superior. E num piscar de olhos, ali estávamos, ante um corpo sem dono. Onde teria ido?

Todavia, colocando a mão sobre a testa enrugada, convoquei-lhe a presença. E ela apresentou-se, tendo eu lhe dito que não tomasse conta do corpo, pois alguém ali presente desejava falar-lhe. – Pois que fale. Tinha ido ao recinto do Centro onde sabe que sempre trabalhamos. – Sei disso, adorável amiga; mas este cavalheiro deseja falar-lhe.

Atenda-o com brevidade, que de amores por si, esta quase a desmaiar... – Oh!... Deus!... – foram as primeiras exclamações, assim que os dois irmãos se reconheceram. Um, sustentava ainda os traços vinculados pelas dolorosas provas, naqueles sítios onde o fôramos buscar.

A outra, mantinha no corpo astral a forma do mui gasto físico que ainda carreava pelo mundo. No entanto, as radiações da velhinha deixavam-no longe em profundidade hierárquica. E eu os deixei a sós; aqueles dois irmãos, já estava traçado em certo plano da vida, muito teriam em futuro próximo por fazer. Eram dois grandes trabalhadores do passado, envoltos nos meandros evolutivos do planeta; de séculos que vinham semeando e colhendo, ora melhor, ora pior, mas sempre avançando nos campos do saber, sempre iluminados por uma chama ardente, por uma força íntima, que lhes norteava os passos rumo ao ideal perfeito. Pela madrugada, voltei para levar comigo ao tal irmão.

Despediram-se os dois espíritos, alegres ao extremo, convictos da grandeza do ideal esposado. Tendo-o deixado em seu plano de habitação, singrei o éter rumo à minha região, onde meu pai devia estar à minha espera, a fim de dar cabo de certos afazeres. Assim é, pois, amigos, a vida de um ex-ateu; gozo a espiritualidade sadia, o prazer divinal, fazendo o que faço. Por determinação Suprema, que me vem pelos chefes superiores, preparo campo para o reencontro entre os filhos e o Pai Supremo, entre amigos e amigos! E agora, permitam-me dizer, a esse Pai de Verdade: – Que mais, meu Pai, meu Alicerce, poderia desejar um filho que Te negou?

Ao amigo da morte, apresentaste a Vida. Ao amigo do nada, deste o Todo por casa. Ao que espargia a prostração moral, deste o esplendor dos nobres ideais! A quem imaginava um fim, presenteaste um eterno começo! Deixa-me, pois, dizer aos peregrinos da carne, e aos trevosos que pairam nos abismos erráticos, que a Verdade que És Tu, paira acima do cogitar dos homens insensatos!

E a vos outros, amigos e confrades da carne, apelo no sentido de culto o mais moralizado e científico possível. Nada de fetichismos, de idolatrias religiosistas! Fazei a Religião Pura! O Espiritismo, que é o Consolador restaurado, não deve andar em justaposta condição com as mediocridades religiosas do mundo! Ele foi mui caramente pago pelo Divino Mestre!...

Para que houvesse um batismo de Espírito, foi preciso que uma cruz se banhasse em sangue inocente! Prezai o custo de vossa herança!... PELA ORDEM CRONOLÓGICA Amados amigos, pela ordem cronológica das sucessivas Revelações, o Espiritismo significa o ponto mais avançado. No entanto, não é por esse crivo que deveis considerá-lo. É pela sua essência realista, pelo seu fundo moral, científico e filosófico, e, acima de tudo, por ser prático, por ser experimental.

Deveis, tendo em vista tais fatores, compenetrar-vos do seu imenso poder de influência social em geral. Quantos milhares de anos vos separam dos Vedas? Para cima de oitenta mil, segundo bons amigos destas regiões. Em seguida, os Budas, Rama, Krisna, Hermes, Zoroastro, Moisés etc., etc. No entanto, amados amigos, quem derramou sobre a carne um ESPÍRITO INFORMANTE?

Quem precisou de ser primeiramente martirizado, para depois cumprir tão grata promessa? Não vos perturbeis com o que dizem os filhos da corrupção doutrinária! Aquele Espírito Santo, de cujo batismo fala bem o segundo capítulo do Livro dos Atos, não será detido pelo muito de falta de brio que comportam as religiões humanas, idólatras, fetichistas, rotineiras, exploradoras e politiqueiras! Um Poder Supremo ordena em contrário, e só resta que o cultiveis em Pureza e Sabedoria. Rememorando tal dia, crescida a Jerusalém das raças e dos povos, e fundindo em um só amplexo divinal, o Consolador vai abrangendo a Terra inteira, por falar a todos a linguagem de confraternização.

Naquele dia, não houve acepção de raças, de credos, de cores, de bandeiras, de nacionalidades etc. Uma só VERDADE para uma só HUMANIDADE! Compreendeis, pois, a significação do Pentecoste? Considero sobremodo o tempo presente, época de transição, de violentos choques, onde os menos avisados perdem a noção dos fatores e, não raro, lançam-se pelos abismos, segundo a voragem dos vícios, das corrupções em geral. Quero, por isso, lançar meu apelo, precisamente quando um novo marco a Terra está transpondo, rumo aos seus melhores dias.

Quis falar aos velhos, aos moços, às crianças. E falei, mercê de Deus. Já disse que não adiantam negações nem fanatismos. O que vale é saber e praticar ainda melhor. A Suprema Lei, que é íntima a tudo e todos, não se move por pieguismos que tais.

Nem se nega com a negação de quem quer que seja. Dei-vos, pois, o exemplo vivo, tangente e imortal. Este lado da vida está abarrotado de tais testemunhos! Não formeis, portanto, na fila dos proscritos! Deus é em tudo e todos o CENTRO GERADOR, onipresente e onipenetrante.

Amai a tudo e todos, com inteligência e bondade, para poderdes aplicar bem a vossa liberdade pessoal. Eis aqui, amigos, a grande questão. Quem sabe aplicar bem a sua liberdade pessoal? É preciso que o espírito cresça o suficiente, em Pureza e Sabedoria, para fazer de si mesmo a melhor aplicação. Depois disso, classificará bem os elementos em geral, a fim de utilizá-los.

Só assim não praticará asneiras. Só assim fará uso decente de tudo e todos. Só assim honrará bem ao que é igual em Origem, em Plano e em Finalidade. Quero, pois, terminar. Mas quero fazê-lo à custa de um trecho da mensagem: “CONSOLADOR, O UNIFICADOR RELIGIOSO”.

Quero reproduzir um grande aviso, quero passar avante uma prece que vale por um programa de vida, na Terra e em nossas regiões, onde humanidades vibram, lutam, anseiam, evoluem e oram o cântico da UNIDADE entre Deus e o que é Seu – a chamada Criação, que para nós é Emanação Divina. Eis o trecho: “Como vês, espírito amigo, um outro impulso move o mundo humano, desde Joana D’Arc no sentido de restauração do Cristianismo e unificação dos credos. É a idade cíclica quem pede contas aos fatores históricos, sendo que estes reclamam ao homem melhores e mais avançados conhecimentos. A Terra, meu irmão, carece de reformas profundas, de revigoramentos, de períodos em períodos. E os últimos cinco séculos distinguem-se pelo conteúdo evolucionário mais potente jamais vivido ou imaginado.

Tudo o que era só local toma caráter universal. Tudo o que os grandes vultos, os Vedas, Rama, os Budas, Moisés, o Cristo, disseram empiricamente, deve ser dito e provado de modo prático. A era do falar na Verdade já foi; a era nova reclama o ver, o viver a Verdade. O tempo que compreende de cinco séculos para cá, no seu espírito de renovo, nada mais faz que preparar campo para as sortidas mais grandiosas, para a grande unificação religiosa, que se processará nos milênios próximos. E é por isso que te dizemos, para que compreendas o porquê de tantas e sucessivas manifestações do plano astral, baldeando para o recesso humano, conhecimentos profundos, práticos, vigentes, reais.

É por isso que se diz ao homem encarnado que, em qualquer plano de vida, na carne ou no além-carne, a função de viver é parte integrante da própria Verdade. Que se processa em condições normais. Que não deve imaginar em planos milagrosos, misteriosos, porque o céu ou o inferno jamais estiveram fora do próprio homem, jamais foram alheios ao homem. Queremos, espírito amigo, que o homem se compreenda como funcionário de Deus em Deus, onde quer esteja, honrando a função, para o único serviço imortal, que é a autoglorificação. Basta de viver na Terra como se fosse um degradado!

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.