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Capítulo 2 de 8

Um Amigo E Um Convite

Um Ateu Além do Túmulo · Osvaldo Polidoro

Primeiramente devo dizer que o meu estado psíquico ressente-se ainda de avarias pronunciadas. Afinal, fácil será para quem já conhece alguma coisa na vida errática, que um grau hierárquico interno corresponde a uma zona hierárquica externa. Assim, pois, sendo o planeta sólido circundado de zonas concêntricas e superpostas, ou céus, como se dizia antigamente, simples será compreender que, à medida que for o espírito se iluminando internamente, tanto mais irá tendo ingresso em zonas mais divinizadas. Também, não quero entendam esta teoria de um modo dogmático; porque um plano qualquer desses comporia gradações várias de seres. Entre o que seja mais evolvido em uma zona e o que esteja em ponto antípoda, uma infinidade de pequenas variações existem. Uma zona ou faixa, portanto, sendo já especificação hierárquica, não deixa de ser, também, de um modo geral, genérica quanto ao padrão médio em si. Entende-se, portanto, que dentro de uma zona hierárquica, existe campo para muitos poderem ensinar e aprender. Isso seria impossível, caso uma zona astral fosse habitada por uma só e grave condição espiritual. Os céus, portanto, embora crescendo em expressões, à medida que se afastam da crosta, nem por isso comportam menos umas tantas heterogeneidades. Sábia lei regula os fenômenos da vida em qualquer de suas manifestações, disso dúvida não deve permanecer em ninguém. E quem pensar em céu à moda católica ou protestante, um céu sem toda uma interminável cadeia hierárquica, pode estar certo de que, ao ter de enfrentar a realidade, ao desencarnar, terá também de modificar o seu modo de pensar. E isso já fará um grande bem ao filho de Deus, esse filho das futricas teologais, dos despeitos religiosistas, dos interesses conchavistas das religiões. E se acharem que estou avançando muito, deixem também para mais tarde, fazerem um juízo qualquer. É que, embora todas as religiões preguem o bem teoricamente, nem por isso deixam de fazer certas guerras, bem mais imundas do que as feitas pelos políticos e militaristas. Pelo muito que os religiosismos usurpam dos seus crentes, com os seus padres e suas futricas fetichistas, que outra coisa não são os formalismos que vendem, bem poderiam falar um pouco mais de verdade. E no caso de não a ter, melhor não seria que a procurassem? Hoje, como homem sofredor que ainda sou, mas consciente das infinitas condições de vida no astral da Terra, e consciente do que sempre houve de espiritualismo sadio no plano da carne, digo com todo o vigor de minha alma, que os cleros nunca fizeram mais do que truncar, com seus interesses sectários a evolução da humanidade, no verdadeiro sentido. Tendo, pois, oportunidade de falar aos que ainda medram nos planos densos, faço-o com prazer, ao lado de miríades de outros que, ao redor da Terra fazem a mesma coisa, para o mesmo fim, que é ilustrar o homem a respeito das infinitas possíveis condições de vida, na erraticidade, quando o tal denso plano tiverem de abandonar. Quem vive na Terra, em geral, queixa-se de como vive, acreditando que poderia viver melhor. Inconsciência de direitos e de deveres é que isso testemunha, em grande parte; mas, também, é sinal que a esperança jamais morre. Como também em estas plagas da vida assim ocorre, é bom vá-se o encarnado acostumando a sondar as razões de suas deficiências, de não poder saltar para melhor, assim com o simples gosto de querer. De resto, sem ter vontade de fazer humorismo, ninguém é barrado em sua marcha progressiva, rumo a tais melhores planos de vida. O que é de aquilatar, porém, é que não adianta aguardar a ingerência de favores, nem da parte de leis, nem de figurões quaisquer. Todos os chefes juntos, de Cristo para baixo, nada fariam nesse sentido; é da lei fundamental que sejam eles mestres em técnica, em moral, em exemplos, em todo e qualquer ângulo em que sejam precisos seus ensinos, seus misteres edificantes. Quanto porém à edificação interna, que é o único instrumento ascensor, isso fica por Divina Determinação, a cargo de cada um. As instruções externas devem vir e de fato vêm de fora, não por um mestre apenas, mas por miríades deles, de um modo que, muitas vezes, passa despercebido até. A realização interna é de foro absolutamente íntimo. Por isso mesmo, nego haja quem tenha mais conhecendo menos; o certo é que, se sabe sempre mais do que se tem. As lições andam muito mais do que o aluno. Fácil é saber, difícil é realizar. Quem mais do que eu pode fazer alusão a um tal princípio? De tal modo dirige a Suprema Lei o Universo e seus fenômenos, em todos os sentidos, em todos os planos, que, saber mais e proceder menos, corresponde a sofrer mais e ter menos direito de reclamar. Isso já é muito sabido, em vista do que disse Jesus. Mas é sabido teoricamente; porque, em base prática, não creio que haja na Terra, como pessoa encarnada, quem dê cabal desempenho ao dever, de proceder em conformidade com o que sabe, de ordem moral e espiritual. Fui, pois, como pouco mais ou menos o são todos os homens, um transgressor da Lei; o mal todo foi o que sabia sobre ela, e não o que dela ignorava. Ela não dá a quem já não possa de fato ter, nem pede qualquer coisa a quem de fato nada tenha dado. É nesta linha mecânica e moral que tem sua atividade. E é por isso que o homem, que julga ter de um dia enfrentar um tribunal que não sabe onde está localizado, sente-se em si e por si mesmo logrado, ao deparar com o juiz interno, que o faz entrar na posse daquilo que edificou, seja o que for, expressões indizíveis de luz, ou abismos tenebrosos. O seu a seu dono, tal a lei da Lei Suprema. E quem atende reclamações? Com quem reclamar? Por que forma? Onde? Há, sem dúvida, uma saída para tudo. Reclamar? Apresentar razões? Tudo é possível e justificado. Basta ir reclamar precisamente aonde se cometeu a falta. No íntimo de cada um, revolver atos tristes, misérias que tais; destruí-las a umas, reparar a outros, atirar fora os pedregulhos e encher-se de bens divinos. É certo que, às vezes, antes que tal se possa fazer, muitos decênios devamos aos planos limbosos. Depois de resgatados os erros moralmente, começará então a reparação técnica, brandamente. E quem tem de desmanchar um ato, por ser ruim, e repor um bom no local, já não perde em tempo alguma coisa? Com a dor do reparo moral e o tempo necessário para reparar tecnicamente, somado tudo, não daria para concordar em que, viver do melhor modo, seria trabalhar menos e lucrar mais? Todos nós, homens e mulheres do mundo astral imaginamos muito nisso. Temos esperanças fortes nos efeitos do Consolador ostensivo, em seus tremendos avisos, nas suas lições de amor e temor. Não obstante, o Espiritismo não se responsabilizará jamais pelos atos dos seus adeptos. O sacerdócio estará sempre muito acima das ações dos seus sacerdotes. Por isso, já vi muitos espiritistas em lugares nada recomendáveis, aqui por estas bandas. O reino do céu não é dos religiosos; é de quem for mais verdadeiro! Não foi a Verdade que Jesus recomendou como libertadora? E se ela toma no mundo humano aspecto Moral e Científico, por que anda o homem a desprezá-la, enquanto cuida em comprar e vender disparates litúrgicos? Sei bem que é por falta de experiência; neste caso, que ninguém despreze as caríssimas lições da vida. E se os homens desencarnados falarem, pelas múltiplas canaletas mediúnicas, passando à frente, não o preço de suas experiências, mas ao menos a inteligência das conseqüências vividas e sofridas, que não deixem os viajores da carne, em esquecimento, o mérito dos avisos. Cumprimos nosso dever, bem a par das sábias lições do Divino Mestre. Foi quem avisou muito sobre os méritos do Consolador, como distribuidor de informes precisos. O AMIGO O meu serviço aqui é, não poucas vezes, muito inferior ao que desempenhava na vida de encarnado. Na minha vida de encarnado era professor primário. E como tivesse, agora o sei, grave embalagem do passado pesando sobre mim no sentido do ceticismo, e sendo certo que as concepções antropomórficas sobre Deus não podiam ter em meus raciocínios aceitação, o que fiz, por quase toda a vida, foi ensinar um quase absoluto ateísmo. Afirmava que uma força regia o universo; mas que a isso chamar Deus era coisa de simplórios. Por razão moral explicava que, em face de ser uma força, com caráter geral para todos os efeitos, fria em todos os sentidos, de nada poderiam valer os atos ditos ou tidos como religiosos, comprados ou vendidos. Hoje, francamente, louvo-me de assim ter pensado. Nisso estava certo. E com a consciência que venha de alcançar, sobre uma Divina Essência, Poder Absoluto, que tudo engendra e rege de dentro para fora, sinto em mim apenas a dor moral de ter falhado no modo de interpretar essa Divina Essência, criando no ânimo dos pequenos, disposição para negações prejudiciais. Não foi o que fiz no momento; foi o que causei, como conseqüência, o que me prejudicou muito. Como conseqüência para mim, ficou o ter-me encontrado, em pós a desencarnação por acidente, em um lugar onde não havia suficiente ar para respirar. Agora sei que nos planos astrais inferiores, tanto se pode sofrer por ter demais como de menos, qualquer bem da vida. Pode parecer estranho, mas o desequilíbrio é quem gera todo o mal. E por aqui disso pode haver, por isto ou por aquilo, de um modo ou de outro, causando dor espiritual, moral, mental, intelectual e material a nosso modo. A nosso modo, sim, em vista de tudo ser questão de relação entre o indivíduo e o ambiente, sua intensidade psíquica e a densidade dos elementos cósmicos. Nós vivemos em pleno mundo material, para certos efeitos, bem assim, como, para outros, em mundo astral acentuado. Tudo é relativo em qualquer ponto do universo, dizem os mais sábios daqui. Por isso, enfrentamos dificuldades e contamos com gratos acontecimentos e sublimes possibilidades, no mesmo ambiente. Faltava, pois, ar para respirar, no plano por onde perambulei uns trinta e poucos anos. Não que fosse triste de tudo. Não que faltasse ali vida organizada. Não que deixasse de contar com alguns bons recursos. O mal é que, havendo de tudo um pouco, havia pouco ar, causando isso muito sofrimento aos cidadãos do local. Havia épocas, como que periodicamente certas, em que o mal se agravava, em forma de crises. O desespero roía, acabrunhava, tornava malucos a muitos. Alguns corriam, fugiam, queriam esconder-se em bosques ralos. Outros, notem bem e não pasmem, morriam... Sim, morriam, tendo de ser enterrados. E agora sei que não morriam, pois deixavam, como acontece na Terra, um corpo mais denso em troca de outro mais leve. Morrer era um modo de findar a purgação moral em tal plano. Outros modos existem, sendo que eu, por exemplo, tendo ido dormir uma noite, no dia seguinte acordei em lugar bem estranho. Até hoje, ninguém me disse o que comigo se passou, se morri por lá, se para cá fui trazido por alguém delegado para tanto. Como tudo é possível, porque de leis não há falta na Obra Divina, nem tenho interesse em procurar saber isso. Agora estou, pois, num plano socorrista, como faxineiro. Tenho doze horas de trabalho por dia. E não sou o único professor que está fazendo isso. Gente de bem mais alto coturno está passando por coisa pior. E por muito pior do que isto, vi gente muito mais importante do mundo passar em tenebrosos lugares. Isso, porém, serve-me de consolo. Que seria dos pequeninos do mundo, se os grandes de lá pudessem comprar também a justiça daqui? Pelo menos, por estas bandas, ninguém poderá discutir a condição de um rei ou de um pária, por vê-los, ambos, em bem maus lençóis. Cada qual tem o seu, independente dos títulos do mundo, das prerrogativas da sociedade terrícola. Ninguém é julgado por ter sido rico, pobre, ignorante ou sábio; mas é julgado pelo modo como exerceu a sua vida, segundo cumpriu seus deveres. A Justiça Suprema não age por despeito, como julgam os beatismos tolos do mundo. É lá no plano da própria consciência, lá onde o ser em si mesmo sabe estar a falta cometida. Onde pôs luz, encontra-a. E onde pôs trevas, não deixará de encontrá-las. O imperador como o lixeiro, tanto podem ser bons como ruins. No pavilhão onde trabalho, pois, fui procurado por um amigo, o Simão. Vinha ele com ordem para me levar ao chefe dos serviços, com urgência. Este Simão, é bom o diga, também veio de planos intelectuais do mundo físico, também teve seu quinhão na falta de ar, bem assim como distribuiu negação divinal a muitos irmãos da Terra. Hoje, também estranha que tenha negado o Espírito Divino, sendo natural que mais do que Ele não há o que exista. A vida regurgita de Vida por todos os poros, o que se vê manifesto, testemunha o Supremo Imanifesto de todos os modos. Até onde poderemos ser brutos, santo Deus?!... – Vamos imediatamente, Janeiro, que o chefe deseja vê-lo – disse-me ele, de um modo interessante, sorrindo e apreensivo... – Que há de novo? – indaguei, curioso, notando-lhe o sorriso leve e a acentuada expectativa, enquanto largava a um canto vassoura, escovão e panos. – Isso é o que quero saber! – resmungou o amigo, fazendo um gesto de mão todo a seu modo. E acrescentou elucidativo: – Você sabe que o Plano Divino não é o de nos ter rastejantes; Deus quer de nós coisa melhor. Quem sabe lá se isso que vem para você, no curso dos liames, não virá me atingir, também e beneficamente? Como a Divindade não é aquela cegueira fria de que nós cogitávamos antigamente, e tudo o que faz é por meios naturais, sempre espero que no bojo de uma ação aparentemente alheia a mim, venha a mim diretamente alguma coisa. – Quando todos na Terra pensarem assim... – considerei. E ele emendou, com a sua sempre boa dosagem de senso comum: – Quando todos na Terra pensarem assim, a humanidade viverá feliz, porque o bem de uma célula, verdadeiramente, só poderá ser como produto do bem geral. Menos disso, convulsões de toda ordem poderão abalar os fundamentos de toda e qualquer felicidade temporal. – Nem que a tal “morte” tenha de intervir! – interrompi-o, por me vir à tona uma avalanche de recordações que tais, todas de triste ânimo. Ao que ele, entrementes, saltava um valo que carregava a sujeira para lugares de treva, de onde vinham muitas vezes bramidos tristes, lúgubres, concluiu, lastimoso: – Nem se duvide... É só mesmo com muito de mortes e renascimentos... O de que, porém, é bom tratar, é que nem a morte, com todo o seu séquito de vida e contundentes lições, faz às gentes do mundo, o que se julgaria por cálculo, por teoria. Nesse momento, quase transpondo o portal da Diretoria, parei para indagar melhor, pois não havia entendido bem o sentido do palavreado. E ele repetiu, mais explícito, por outros termos: – Pois você não sabe que, apesar dos testemunhos do plano astral, fazendo se manifestem nos Centros Espíritas os seres mais sofríveis, para servir de exemplo rude, nem por isso os encarnados apresentam, ou tratam de apresentar, melhor cartel de conduta? – Bem – intervi – você poderá negar a qualquer um seu direito de experiência própria? Comece por nós o seu raciocínio: quanta gente nos disse no mundo, sem dúvida, que estávamos pensando erradamente? No entanto, para nossos bestuntos, quem estava militando em erro? – É razoável... – concordou ele – E isso prova que o bicho mais rezador não é o mais... E terminaria o pensamento de um modo menos recomendável no gênero humano, se o chefe não tivesse vindo ao nosso encontro, por ouvir-nos falar. Depois dos cumprimentos, disse-me o chefe: – Janeiro, eu o felicito. Vai deixar-nos, rumo a seus mais belos ideais. É de meu dever humano e dirigente, abraçá-lo com fervor, sentindo o valor de uma inteligência vigorosa e dócil. E como me vi num repente face a face com tudo quanto tinha sofrido nos lugares onde faltava o ar suficiente, eis que ele, penetrante que era, sem ser um grande espírito, observou: – Felizes aqueles que aproveitam as sábias lições da vida, meu caro Janeiro. Errar é da própria vida, uma vez que o sentido da mesma é de baixo para cima, da ignorância para a sabedoria, da inconsciência para a consciência. Quantos estão em condições piores, muito piores, e esquecem-se de que sofrem de si próprios? Fez uma pausa regular e disse, ilustrando sua tese: – Ontem, meus amigos, fomos socorrer um grande general do mundo, que há quase trinta anos medrava pelos campos de sangue, morticínio e gemidos, que lhe tocaram por turno, com a desencarnação. Assim que lhe dissemos que era já desencarnado e que sofria o produto de suas próprias ações, perguntou-nos, ansioso: – Então, meu senhor, sofro por ter perdido alguma batalha?!... E quando lhe foi dito que sofria por tê-la ganho, pois foi um vitorioso até o final das campanhas, ele que compreendia bem o dever das conquistas externas, ficou sem compreender o sentido do dever para com as conquistas de si mesmo, dos sagrados impérios do espírito, resmungando deste modo: – Mas!... Porventura!... Meu Senhor!... Não estará falando com alguém que não é quem julga ser? Pois se fui um vencedor, de que me acusaria Deus?!... – E que fez com ele? – indagou o amigo Simão. – Como não é justo pedir conselho a desvairados, e como é justo tratá-los como a doentes, desde que havia disposição reequilibrista em seu favor, tiramo-lo de onde estava e, dentro em pouco, será o seu substituto nos serviços de faxina, no nosso mui prestimoso serviço socorrista... Um mundo de coisas passou pela minha mente, com relação ao ensino do Cristo, sobre os exaltados que seriam humilhados, e vice-versa. Enquanto isso, depois de receber do chefe o afetuoso abraço, entramos para o seu gabinete. E deu-me ele o cartão que disse ter vindo de seus superiores hierárquicos, com o qual deveria eu apresentar-me no local para onde me levaria um dos seus auxiliares. Simão estava de folga. E como eu tivesse recebido ordem de não tornar ao serviço, fui com ele dar uma volta pelos arredores infelizes, para o lado onde tudo era trevas, embaçamento, gemidos e blasfêmias. Não queria sair dali, sem levar na lembrança certas impressões desagradáveis, para, eventualmente, um dia me servirem de avisos consciencionais. Ali, talvez mais do que em outras plagas, estava vigorosamente exposta a ação da lei de causa e efeito. Embora protegidos pelas barreiras defensoras, penetramos tanto nas brumas dolorosas, que, o terror parecia querer nos assaltar, fazer-nos correr. Uivos, gritos, berros, gargalhadas terríveis, lástimas, pedidos de clemência, vergastadas, palavrinhas e palavrões; influências energéticas perniciosas, mau cheiro, fedores insuportáveis, de tudo havia ali e tudo nos transmitia seu recado macabro. – Quantos se julgarão culpados de suas dores? – indagou-me Simão. – Não sei... Mas como sempre culpamos aos outros pelos nossos fracassos...

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