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Capítulo 150 de 235
Maneiras De Orar
Textos Divinos V · Osvaldo Polidoro
Quem me conhece, através de livros e pessoalmente, sabe que sou transcendentalista ou fundamentalista por excelência. E, portanto, devendo ser o espírito acima de formalismos, porque a Sagrada Finalidade é vir a ser acima de mundos, formas e transições, remeto o leitor ao Supremo Estado. Quem ora é o espírito ou o corpo? Oração é a forma proferida ou é o sentimento transmitido por via vibratória? Um doente acamado, mal podendo respirar; alguém com os ossos quebrados, amarrado a um leito; uma parturiente; alguém montado a cavalo em perigo; alguém prestes a se afogar; enfim, alguém em estado de não poder ficar de pé, teria a sua prece não ouvida por Deus, por uma questão de formalidade? Sempre se repete que a Grande Oração é o Cumprimento do dever; por que? A resposta é simples – quem não está em dia moralmente, como quererá ser ouvido? E quem julga estar em dia com o Cumprimento dos Deveres, deixará de ser ouvido por Deus, por causa de posturas físicas? Quanto ao fator hábito, é coisa marginal ao mérito da oração, assim como quem come, que o essencial é comer, embora possa fazê-lo com as mãos, com colher de pau, prata, ouro etc. A posição física é apenas exterior, é a colher e não a comida. Como ato de reverência, o ficar de pé representa respeitosa atitude, que já não se critica, porque aquele que assim o faz força a intenção e não a forma. Quando muito, diremos que cada um pensa como pode e não como quer. Evoluindo, ele apelará para menos forma e mais fundo; mas, quando evoluir, e para isso concorrem o Espaço e o Tempo. Procuremos ter o cérebro lúcido e o coração amoroso, para fazermos a boa oração, com ou sem observação de posturas quaisquer. * * * [Retirado do livrete “Coletânea”, organizado por Rodolpho dos Santos Ferreira. Resposta de Osvaldo Polidoro sobre Maneiras de Orar (em um total de 7 respondentes).]
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.