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Capítulo 4 de 30
1 – Ao Leitor
Orações e Poesias Divinas II · Osvaldo Polidoro
Três realidades fundamentais devem ser atendidas rigorosamente – a Origem Divina, o Processo Evolutivo e a Sagrada Finalidade. Cada um de nós é, portanto, uma centelha espiritual em Processo Evolutivo ou desenvolvimento íntimo. Ao atingir o estágio humano, e estando encarnada, está envolta em coroas energéticas, as quais envolvem e dominam através dos elementos mais sutis do perispírito, vindo por escala a dominar todo o corpo e a ter influência no mundo exterior, sobre seres e coisas. Assim como a centelha funcione, ou vibre, assim refletirá sobre si e sobre o mundo circunstante. É a lei ideoplástica. Daí deriva a propriedade da palavra de Jesus, sobre conhecer a Verdade que livra. Em um mundo inferior como a Terra, ou para viver como parte integrante de uma Humanidade inferior como esta, é necessário ponderar muito sobre a Paciência e a Tolerância, para não criar casos intra e extras tremendamente agravantes, prejudiciais à economia orgânica e, possivelmente, carreando tristes conseqüências futuras ao espírito. Já seria hora de começarem, os espíritos lotados neste mundinho, a levar em melhor conta os deveres evolutivos, próprios e dos semelhantes.
Porque a encarnação passa, como passará um dia o mundo físico, permanecendo porém o espírito, cuja gloriosa finalidade é ser acima de mundos, formas e transições. Realmente, nada estamos fazendo com mais intensidade, que não seja recapitular a palavra de Jesus, sobre o Reino de Deus, que é de ordem interior, e que todos devem desabrochar. Embora o reino do mundo seja o inverso do Reino do Céu, é ele o instrumento, a ferramenta, da qual terá que se servir o espírito, para o seu lento e maravilhoso desiderato. A oração é um meio de articular com o Pai Divino, com o Sagrado Princípio Emanador, ao qual estamos ligados essencialmente; com Deus e com o Cosmo, porque tudo na Ordem Divina é parte e relação.
A melhor oração é cumprir com os deveres. O melhor modo de orar pelos semelhantes é facilitar a eles o crescimento em AMOR e SABEDORIA. Quem quiser observar a conduta de Jesus, verá que foi parar
no meio das ruas e praças, e pelos casebres a fora, levando os Seus atos de Perfeito Irmão! A oração que Jesus ensinou, que deve sem dúvida alguma ter sido alterada, assim mesmo é um Código de Conduta e não uma fonte de valores eufêmicos. Lembrando o dever de orar, pedimos atenção maior ao dever de proceder decentemente. As orações que vão ser lidas valem pelos propósitos supra-mencionados; representam instrumentos de movimentação da centelha, que atravessando as coroas energéticas, influirão nas zonas fluído-magnéticas, forçando daí para diante aqueles rincões desejados – servirão para pedir, louvar e agradecer; servirão para o glorioso trabalho de comungar com os entes queridos, encarnados ou desencarnados; servirão para infundir sentimentos e pensamentos de Paciência, Tolerância e Perdão; servirão, como diz um grande irmão, para injetar um pouco de luz nas trevas deste pobre mundinho. Assim sendo, leitor amigo, uma oração nunca será apenas uma questão de forma; porque é o emprego do primeiro poder do espírito, que é ser radiante.
Contendo idéias, inteligência e propósitos, é força que se impõe. E como tudo deriva do Supremo Senhor, que é íntimo a Seus filhos, somente a Ele cumpre aquilatar dos poderes totais da oração. Ora, pois, sempre, através de pensamentos, sentimentos e obras! E que o Pai Divino a todos nos abençoe, a fim de que possamos ir transformando este mundo de guerras, pestes e fomes, em alguma coisa digna de Sua Divina Paternidade. 2 – O PAI NOSSO Ninguém pode garantir que Jesus tenha proferido o Pai Nosso, assim como é conhecido; porque os escritos passaram por muitas mãos, sendo certo que as contradições dos textos, sendo tantas em outros pontos, também aí tenham tido entrada. Um profeta de Israel jamais oraria assim, e muito menos o Cristo Inconfundível, que sabia ser Deus, o Pai Divino, divinamente acima de considerações humanas tão frágeis. Todavia, transcrevemos o texto e faremos comentário, para quem deseje meditar sobre bases doutrinárias fundamentais. “Pai nosso que estais nos céus; santificado seja o Vosso Nome. Venha a nós o Vosso Reino.
Seja feita a Vossa Vontade, assim na terra, como no céu. O pão nosso, que é sobre toda a substância, nos dai hoje. 5 E perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Assim seja.”
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.