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Capítulo 18 de 30

31 – Prevendo a Aproximação da Morte

Orações e Poesias Divinas II · Osvaldo Polidoro

Meu Deus! Eu creio em Vós! Creio no Vosso infinito poder! Creio na perfeição de toda a Vossa emanação! Creio nas Vossas irrefutáveis leis! Creio na vida, entre nós, do Espírito mais perfeito que à Terra baixou para exemplificar as Vossas leis! Creio em todos os monumentos que esse Cristo entre nós ergueu e criou; que Ele incessantemente derrame sobre nós a sua benéfica proteção! Creio que a minha vinda a este planeta teve por único objetivo o meu aperfeiçoamento espiritual! Creio na existência da

minh’alma antes e depois do meu ser em vida corporal! Creio, finalmente, em tudo o que é visível e invisível e que é obra Vossa, ó meu Deus! ó meu Onipotente Senhor!... E porque assim o creio, sei que o meu corpo é um invólucro perecível da minh’alma, e que, quando nele cessar a vida, eu despertarei no mundo espiritual, pois que seria negar-Vos julgar que, depois de nos haverdes dado inteligência para Vos conhecer, coração para sentir e aspirar ao futuro, a extinção da vida material mergulhar-me-ia no nada. Senhor! Sinto que se rompem os laços que unem minha alma ao corpo e que bem cedo serei chamado a dar conta dos atos da minha presente existência. Vou sofrer as conseqüências do bem e do mal que fiz. Todo o meu passado se desenrolará diante de mim e eu serei julgado segundo minhas obras, pois na vida espiritual não há ilusões nem subterfúgios. Nada levarei dos bens da Terra, onde ficam honras, riquezas, prazeres, satisfação de vaidades e orgulhos. Nada disso, pois, servir-me-á de socorro na pátria espiritual, mas sim, só

os atributos com que eu tenha ornado minh’alma; isto é, as boas e más qualidades, ações e pensamentos que serão pesados na balança da Divina Justiça. Serei julgado com tanto mais severidade, quanto a posição que me foi permitida na Terra me tenha facultado o bem que não pratiquei. Senhor! Deus de Misericórdia! Oxalá o arrependimento penetre em todo o meu ser e ante Vós chegue com sinceros desejos de reparar meus erros, para que a Vossa indulgência se estenda sobre mim.

Se for do Vosso agrado prolongar minha existência, consenti que seja o tempo empregado em reparar o mal que fiz, segundo minhas forças. Se, porém, é chegada, sem apelo, a hora da minha passagem para a verdadeira pátria, fazei que de mim se não afaste o consolador pensamento de que a Vossa bondade permite o resgate das faltas, com a submissão a novas provas, para assim conseguir a felicidade dos escolhidos. Sim! Porque Vós, como bom Pai, a nenhum filho deserdais e todos podem, por seu trabalho e esforços, chegar, mais cedo ou mais tarde, a gozar a felicidade perfeita dos justos. Sei que o meu Anjo Guardião e os bons Espíritos, meus protetores, junto de mim velam; possam eles auxiliar-me a obter o perdão dos irmãos encarnados ou desencarnados, a quem eu possa ter molestado com o meu orgulho, prejudicado com o meu egoísmo, ofendido com a minha severidade e injustiça, assim como eu, de coração, perdôo a quantos me hajam feito ou desejado fazer mal.

Bons Espíritos, dai-me as necessárias forças para eu não fraquejar no momento supremo da carne, reanimando-me na consciência, para que Deus me permita sair breve da perturbação que causa a transição da vida corporal para a vida espiritual. 32 – PELOS NOSSOS INIMIGOS E OS QUE NOS QUEREM MAL Meu Deus, eu perdôo a F.... o mal que me fez (ou quis fazer), como desejo que me perdoeis e ele me perdoe o que eu, por acaso, lhe pudesse ter feito. Se o colocastes em meu caminho para minha expiação ou provação, seja cumprida Vossa vontade. Desviai, Senhor, de mim a idéia de o amaldiçoar com qualquer desejo malévolo contra ele. Permiti que eu não sinta nunca prazer com seus males, nem alimente inveja pelos benefícios que Vos aprouver conceder-lhe, para que minh’alma não seja manchada com sentimentos indignos de um cristão. Que a Vossa bondade se estenda sobre ele e lhe inspire melhores sentimentos para comigo. Bons Espíritos, inspirai-me o esquecimento das ofensas e incuti em meu coração o desejo do bem.

Fazei que o ódio, o rancor, o espírito de represália, não perturbe a paz da consciência que eu tanto desejo e, ao contrário, eu esteja sempre pronto a pagar o mal com o bem e a estender mão fraternal aos meus próprios inimigos. Se a Deus aprouver conceder-me ocasião de lhe ser útil, preservai-me de o fazer por orgulho ou ostentação, molestando-o com a generosidade humilhante que me faria perder o fruto de qualquer boa ação, porque então 15 pereceria a aplicação das palavras de Jesus: “Já recebestes a vossa recompensa”.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.