Voltar ao livro O Além e a Sobrevivência do Ser

Capítulo 3 de 7

Parte 3 de 7

O Além e a Sobrevivência do Ser · Léon Denis

Revue Scientifique et Morale du Spiritisme, desembro de 1911. Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 27

impedissem de mover-se, encontrariam o médium disfarçado. A seguinte experiência do Sr. Montorgueil responde peremptoriamente a esta hipótese, patenteando-lhe a parvoíce. Vamos sem delongas ao ponto interessante da narrativa. “Uma noite recebi uma pancada no ombro, uma pancada algum tanto brusca. Passado um instante, notei que me roçava os joelhos uma saia. Segurei-a, mas escapou-me dos dedos. “O fantasma atirou-se de novo a mim. Senti de repente que me esfregava o rosto com um pano. Acreditei ser um gracejo: agarrei, furioso, a mão que me correra pela face. A cólera, junto a um certo medo, me decuplicava as forças. Pedi em gritos que acendessem as luzes, o que logo foi feito pelo engenheiro. “Achava-me então de pé e com um dos braços apertava de encontro ao corpo um outro braço, cujo pulso segurava com a mão, que a raiva havia transformado em tenaz. Reinava absoluto silêncio; meus ouvidos não percebiam nenhum ruído de respiração; nem minhas faces lhe sentiam o calor característico. Somente meus pés sapateavam. “A mão do fantasma tentava, no entanto, fugir da minha.

Dava-me a sensação de se estar fundindo entre os meus dedos. “A luz brilhara de novo: a luta não durara mais de dez segundos. “Contra mim ninguém; todos estavam nos seus lugares e denotavam mais curiosidade do que ansiedade. É fora de dúvida que se tivesse agarrado por aquela maneira uma Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 28

pessoa, eu a houvera derrubado, ou, numa luta corpo a corpo, como a em que me vira empenhado, ela só conseguiria atirar-me ao chão, depois que nossas mãos se houvessem separado. Tal pessoa não lograria libertar-se de mim sem um empurrão. “Meu adversário desaparecera. “Teria eu sido o joguete de uma alucinação? Existia prova do contrário: ficara-me na mão, arrancado da do fantasma, o pano com que me esfregara o rosto. Era o fichu de uma moça que o escultor trouxera em sua companhia. “Devo salientar que no momento em que a luz se acendeu de novo e que a mão se desvaneceu, o músico (o médium) caiu de costas sobre o sofá, soltando um grito, e ficou prostrado, como que aniquilado por muitos minutos. “Posteriormente refleti muitas vezes sobre esse fato. Procurei verificar se não fôramos todos, eu e meus companheiros, mistificados. Nada apurei que confirmasse esta suposição. Um argumento aos meus olhos sobreleva a todos os outros: um ser a quem eu tivesse preso pelo pulso e subjugado com o braço teria podido escapar-se sem barulho, sem queda, sem colisão?

Desafio a quem quer que seja que o consiga...” É de notar-se o contrachoque experimentado pelo médium. Em outras circunstâncias o fato poderia ser-lhe de terríveis conseqüências. Mme. d’Espérance, por efeito de uma aventura da mesma natureza, ficou gravemente enferma durante muitos anos, Daí toda a conveniência em não trabalhar senão com pessoas cuja lealdade se conheça, incapazes de, por estúpidas e inúteis agressões, ferir os médiuns. Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 29

As materializações e aparições de Espíritos, já o vimos, se opõem dificuldades que, forçosamente, lhes limitam o número. O mesmo não se dá com certos fenômenos de ordem física e de natureza muito variada, os quais se propagam e se multiplicam cada vez mais em torno de nós. Vamos examinar sucintamente esses fatos na sua ordem progressiva, do ponto de vista do interesse que apresentam e da certeza que deles resulta no tocante à vida livre do Espírito. Em primeira linha vem o fenômeno, tão vulgarizado hoje, das casas assombradas. São habitações freqüentadas por Espíritos de ordem inferior, que se entregam a manifestações ruidosas. Pancadas, sons de toda espécie, desde os mais fracos até os mais fortes, abalam os assoalhos, os móveis, as paredes, até mesmo o ar. A louça é tirada do lugar e quebrada; pedras são jogadas de fora para dentro de aposentos. Os jornais freqüentemente trazem a descrição de fenômenos deste gênero. Mal cessam em um ponto se reproduzem noutros, quer na França, quer no estrangeiro, despertando a atenção pública.

Em alguns lugares hão durado meses inteiros, sem que os mais hábeis policiais tenham logrado descobrir uma causa humana para as manifestações. Damos aqui o testemunho de Lombroso a esse respeito. Escreveu ele na Lettura: “Os casos de habitações mal-assombradas observados na ausência de médiuns, habitações em que, durante anos, se produzem aparições ou ruídos, que coincidem com a narração de mortes trágicas, militam em favor da ação dos mortos. Trata-se muitas vezes de casas desabitadas onde tais Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 30

fenômenos se dão não raro no curso de muitas gerações e até

por séculos.” O Dr. Maxwell, advogado geral na Corte de Apelação de Bordéus, descobriu sentenças de diversos parlamentos, no século XVIII, rescindindo contratos de aluguel por causa de

assombramentos. O Journal des Débats, em seu número de agosto de 1912, relata o seguinte: “O Sr. J. Deuterlander possui em Chicago, 3.375, South Dakley Avenue, uma casa de aluguel. A comissão encarregada de lançar o imposto predial entendeu dever taxar esse importante imóvel tomando por base um aluguel de 12 mil dólares. O Senhor Deuterlander protestou. Longe de lhe dar lucros, a casa só lhe dava aborrecimentos. Encontrava as maiores dificuldades para alugá-la em conseqüência de ser visitada por almas do outro mundo. Uma senhora ainda jovem lá morrera em condições misteriosas, provavelmente assassinada, e desde então os outros locatários são constantemente despertados por gemidos e gritos. Cansados de suportar esse incômodo, entraram a abandonar o prédio uns após outros. Tal a razão por que o Sr. Deuterlander pedia uma diminuição da taxa. A comissão, depois de examinar o caso, deferiu-lhe o pedido, decidindo reduzir de 12 mil para 8 mil dólares a base para a taxação do imóvel. E assim ficou também oficialmente reconhecida a existência dos fantasmas.”

Ver Annales des Sciences Psychiques, fevereiro de 1908.

J. Maxwell, Phénomènes Psychiques, pág. 260. Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 31

Lembremos ainda os dois casos de assombramento verificados em Florença e em Nápoles e que inseri na minha obra No Invisível (capítulo XVI). Os tribunais, depois de ouvirem numerosas testemunhas, proferiram sentenças nas quais reconhecem a realidade dos fatos e concluem pela rescisão de contratos de arrendamento. Todos esses fenômenos devemo-los a entidades de ínfima ordem, pois os Espíritos elevados não são os únicos que se manifestam. Aos Espíritos, de qualquer ordem que sejam, agrada entrar em relação com os homens, desde que encontrem meios. Daí a necessidade de distinguir-se nas manifestações do Além o que vem do alto do que vem de baixo, o que emana dos Espíritos de luz do que é produzido por Espíritos atrasados. Há almas de todos os caracteres e de todos os graus de elevação. Em derredor de nós há mesmo número muito maior das de condição inferior do que das de condição elevada.

Aquelas são as produtoras dos fenômenos físicos, das manifestações bulhentas, de tudo quanto é vulgar, manifestações úteis, entretanto, pois que nos trazem o conhecimento de todo um mundo esquecido. Em minhas obras já citadas, trato longamente dos casos de escrita mediúnica e de escrita direta. As mensagens obtidas por esses processos denotam grande variedade de estilo e são de valor sensivelmente desigual. Muitas só encerram banalidades; outras, porém, são notáveis pela beleza da forma e elevação do pensamento. Inseriremos aqui, como exemplo, algumas recentes e inéditas. Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 32

O publicista inglês W. H. Stead, morto na catástrofe do Titanic, deu a comunicação seguinte, em 21 de maio de 1912, a Mme. Hervy, num grupo parisiense: “Caros amigos, uma sombra feliz vem até vós. Desconhecendo-lhe a pessoa, não lhe ignorais, entretanto, o nome, nem a morte trágica no naufrágio do Titanic. Sou Stead. Amigos comuns, entre os quais a duquesa de P..., me trouxeram aqui para que me manifestasse por intermédio de Mme. Hervy, sua amiga. Talvez vos cause admiração que meus Espíritos familiares não me tenham avisado da fatalidade que pesava sobre o Titanic. É que nada pode prevalecer contra o destino, quando irremediável, e eu devia morrer sem que a nenhuma potência humana ou espiritual fosse possível retardar a minha derradeira hora. A agonia do Titanic teve alguma coisa de horrível, mas também de sublime. Houve desesperos loucos e manifestações covardes e brutais do egoísmo humano. Mas, quantos, por outro lado, medindo toda a extensão da coragem, se sentiram maiores diante da morte, mais nobres e mais santos, mais perto de Deus!

Saber que se vai morrer na plenitude da vida, na exuberância da força, pela ação dessas potências da Natureza, indomadas sob a aparência da submissão; morrer ao cintilar das estrelas impassíveis; morrer na calma fúnebre do mar gelado, em meio de uma solidão infinita, que angústia para a pobre criatura humana! E que apelo desvairado ela dirige a esse Deus, cujo poder repentinamente descobre!... Oh! as preces daquela noite, as preces, os desprendimentos, as consciências a se iluminarem por súbitos relâmpagos e a fé a se elevar nos corações por entre as harmonias do belo cântico: ‘Mais perto de ti, meu Deus!’ Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 33

“Agonia de centenas de seres, sim, mas agonia que para muitos era a aurora de um novo dia. Há, para os que viveram, pensaram, sofreram, como também para os que muito gozaram das falazes alegrias que a fortuna dispensa às suas vítimas, um alívio interior e como que um arroubo de esperança, ao reconhecerem que dentro de alguns instantes tudo estará acabado. A alma freme na carne e a subjuga, malgrado os sobressaltos inconscientes da animalidade. “E quantos dentre nós, proferindo as palavras do cântico: ‘Mais perto de ti, meu Deus!’ se sentiram bem perto do Ser inefável que nos envolve com a sua onipotente serenidade! “Pelo que me toca, vi, cheio de estranha doçura, aproximar-se a morte, sentindo-me amparado pelos meus amigos invisíveis, penetrado de um misterioso magnetismo que galvanizava os que iam morrer e que tirava à morte todo o horror. Os que morreram sofreram pouco, menos do que os que sobreviveram. Os escolhidos já estavam a meio no mundo espiritual, onde em tudo rebrilha uma vida etérea. A maior amargura não era a deles, mas a dos que, presos à matéria, enchiam os barcos de socorro, que os levavam para continuarem nesse mundo a peregrinação da dor, de que ainda se não haviam libertado.” W. Stead. – 0 – Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 34

Mais duas mensagens obtidas por meio da escrita mediúnica, em março e abril de 1912: “Prezada Senhora, obrigado pelo serviço que me prestastes, obrigado por me terdes ajudado a sair da perturbação que se segue à morte, obrigado por me haverdes posto em contacto com almas tão nobres, tão puras, que sonham com o triunfo do verdadeiro Cristo e com o da prática da sua doutrina no seio de uma Humanidade corroída pela febre malsã do materialismo e pelo surto dessas doutrinas de uma filosofia nebulosa, que, pretendendo criar super-homens, desconhecem o homem. “O materialismo de um lado e, de outro, as nefastas doutrinas que hão exaltado o eu em detrimento do nós e o indivíduo à custa da coletividade humana, da qual não o podem separar, criaram uma amoralidade geral, uma degeneração da consciência, que as velhas fórmulas religiosas são incapazes de deter.

“Oh! muito teremos que fazer, nós os missionários do Cristo novo, e não nos faltará trabalho na vinha do Senhor; mas, que alegria para o apóstolo é sentir que sua missão se precisa e se dilata, ver que a morte, longe de imobilizar o homem sob a lápide do sepulcro, lhe aumenta, estende, amplifica as faculdades, que a liberta das dúvidas, das hesitações, dos falsos escrúpulos que lhe turbavam a consciência! Minha vida passada não foi mais do que a baça crisálida em que minha alma se transformou, pelas provações e dores, em maravilhosa borboleta. “Oh! alegria imensa que faz regurgitar o coração!, alegria que arrebata a alma como que num arranco desordenado, para arrojá-la, palpitante de reconhecimento, aos pés do Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 35

Criador Celeste, que tão generosamente paga o resgate do pecador! “Não, meus irmãos, imersos nas trevas da prisão terrestre, não podeis conceber a felicidade da libertação terrena. Sentir o engrandecimento da capacidade de conhecer e aprender, que já fez do homem o senhor do universo material; sentir que, com a inteligência e a compreensão, crescem todas as possibilidades de ação; sentir que o coração se depura e conhecer, enfim, a verdadeira amizade e o verdadeiro amor na comunhão íntima dos seres, que, por intransponíveis barreiras, os pesados invólucros materiais separam, são coisas que se não podem exprimir por palavras e impossível me é fazer-vos experimentar a plenitude de vida que sucede ao sono terrestre; pois que, na Terra, o homem se assemelha à semente enterrada no solo, gérmen obscuro, noção que prepara o desabrochar futuro, mas que não está, por isso, menos enredado nos liames da matéria.

“Obrigado, ainda uma vez, Senhora, por terdes apressado o meu despertar, por me terdes granjeado tantos e tão elevados amigos, tão dignos e tão compenetrados da palavra do Cristo; obrigado por me terdes feito entrar nesta falange que conta os Lacordaire, os Didon, os Bersier, falange que desempenha a missão divina da renovação do ideal do Cristo. “Aqui está, pois, de novo o ardente, o fervoroso apóstolo que conhecestes, minha querida e fiel irmã (o Espírito se dirige neste ponto a uma das pessoas presentes), dispondo de maior clarividência e de mais inteligência das coisas, com a esperança viva de poder mais tarde e mais perfeitamente retomar a tarefa que tentou levar a cabo nesse mundo e que Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 36

deixou, ah!, tão imperfeita. Foi o vosso pensamento que me atraiu para junto da vossa médium. Obrigado, portanto, a vós também. “Deixo-vos, meus amigos, possuído de uma alegria pura e santa, alegria que ultrapassa todas as alegrias da Terra, todas as harmonias terrestres, como o canto do rouxinol sobreleva e abafa o chilrear da toutinegra. “Obrigado ainda; o apóstolo ganhou novamente confiança na sua missão divina e ei-lo de novo pronto a combater pelo triunfo do Espírito do Cristo. Loyson.” – 0 – “A vida espiritual, de maravilhosa beleza, não faz esquecer os nossos amigos terrenos. Por felizes que sejamos, por indizíveis que sejam os gozos que nos embriagam, sempre e sem cessar somos atraídos para o lugar onde transcorreu a nossa última existência, para todos aqueles a quem nos unem os laços de uma afeição fraterna, para junto de vós, enfim, ó bem-amados. “Sim, pensamos em vós, mesmo das alturas mais inacessíveis a que se possa elevar o pensamento!

Vimos até onde estais para vos repetir, num eco distante, que deveis esperar e amar acima de tudo, por muito rude, por muito árida que seja a vida. A esperança e o amor vertem, na existência, a linfa do esquecimento. Dão a coragem, a vontade forte que nos permitem arrostar de ânimo sereno a tempestade. Mas, venha a calma após a borrasca, venha a hora do repouso benéfico e sentireis que nas vossas veias circula a eterna Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 37

felicidade celeste, que Deus espalha sem medida pelos pobres humanos. “O tempo, às vezes, vos parece bem longo. De nós esperais as menores comunicações com impaciência e também com uma espécie de curiosidade, e cheios de vaga esperança de que elas vos venham revelar alguma coisa do mistério dos mundos. “A Providência, porém, sabe que as revelações não seriam compreendidas. Não! A hora ainda não soou! As frases que vos possamos transmitir ficarão sendo, por enquanto, meras frases; exortações à prática do bem, certamente! Cumpre orientar para o melhor as pobres almas sofredoras. Pela doçura, pela bondade, deveis chamar ao vosso seio os irmãos incrédulos. E podeis também, pela caridade, fazerlhes entrever a meta sublime para a qual deve tender a vida. “A vida continua, bem o sabeis. Só muda a forma. Todavia, não muda demasiado rápido, porquanto, durante largo tempo, nos conservamos terrestres. Quiséramos poder exprimir-vos tudo o que o infinito nos dá a contemplar.

Mas, ah!, a linguagem humana é pobre, suas palavras são duras, agudas, pesadas como a matéria, ao passo que seriam precisas palavras leves e suaves, de uma suavidade toda especial, capazes de exprimirem os sons e as cores. A atmosfera que vos envolve é por demais espessa para permitir que percebais, ainda que pouco, toda a harmonia que reina nos planos superiores do Universo. Ah!, que esplendores aí se desdobram! E que consolação, que grande recompensa aos nossos males é esta vida, esta embriaguez de todos os instantes! Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 38

“Continuamos a ocupar-nos das almas errantes, mas a fonte de amor em que nos dessedentamos é tão viva e tão abundante, que basta para nos deixar entrever destinos inda mais gloriosos. A ascensão prossegue, sem nunca parar. Subir ainda, subir sempre, sem jamais atingi-lo, para o foco da perfeição, para a Causa suprema que nos deve absorver, conservando-nos a personalidade própria. “O amor, qualquer que seja o mundo em que se esteja, é a força, o eixo das esferas que gravitam em suas órbitas. Na natureza, nos infinitamente pequenos, é o amor, antes de tudo, que guia o instinto. No homem, na sociedade inteira, é o amor que forma as simpatias, que torna possíveis as relações dos humanos entre si. Seja qual for a expressão sob a qual o queiram deformar, seja qual for o nome com que o ridiculizem, se analisardes um pouco, encontrareis sempre o amor, o amor mais ou menos purificado, que existe em todo ser. Ele é o centro, a causa. Reina no lar.

É sobre suas fiadas que se constrói a família, a família que perpetua, no tempo e no espaço, a longa série dos séculos, marcando o progresso das humanidades. E é também o amor que rege as amizades sólidas. “Constituís uma força poderosa, quando as mesmas idéias, o mesmo ardente desejo do bem vos animam. A força fluídica que vos cerca é considerável, e se, de sua resistência, o granito vos pode dar idéias, o cristal, em cujas facetas se vem irisar a luz, poderá fazer-vos perceber-lhe a incomparável pureza. “Desde o menor até o maior, amai; e, em vossos corações, em vossas almas, correrá a fonte de vida. Sim, é necessário amar ainda, amar sempre, ensinando, continuando a Léon Denis – O Além e a Sobrevivência do Ser 39

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.