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Capítulo 13 de 15
Capítulo Ix — parte 2 de 2
Nos Planos da Morte · Osvaldo Polidoro
Poderíamos, também, se houvesse ordem, tratar de tudo no próprio corpo físico. Porque, afinal, tudo se pode quando as leis e as ordens estão a favor. – Obrigado pelas explicações – disse-lhe eu, satisfeito. Sorrindo com bondade, redargüiu: – As lições pertencem à própria vida, e as explicações devêmo-las a quem deseja saber, para bem aproveitá-las. Depois de se irem, levando prisioneiros os dois, perguntei a meu pai: – Então, papai, esses dois irmãos malfeitores não pertenceram ao grupo das famílias em luta? Enquanto vagávamos a caminho do outro serviço, explicou-me: – Não pertenciam a nenhuma das famílias, havendo sido recrutados. Acontece freqüentemente que espíritos inteligentes e malsãos, principalmente entre os elementos feiticeiros, recrutam pobres criaturas que, por falta de valores adquiridos e ligações com os planos melhores, são forçadas a servi-los. Trabalham como escravos, porque escravos de fato o são, ficando sujeitos a castigos, se não quiserem atender aos chefes das falanges maldosas. Lembrese de que isso é comum na Terra e por estes planos. Quem não faz questão de ser melhor, adquirindo o direito de amparo feliz, pode vir a ser presa de empreitadas criminosas, forçado por elementos maldosos da mais variada espécie. – Considero – aventei – que a passagem pela Terra, como encarnado, representa coeficiente enorme de direitos adquiridos, representando, mais ainda, grandiosa soma de obrigações. Assim considerando, penso que a grande maioria dos encarnados vive ao acaso, a esmo, fazendo transcorrer os dias sem aquilatar as tremendas responsabilidades daí decorrentes. Com grave entonação, meu pai comentou: – Atacou, meu filho, o ponto crucial de uma grave questão de ordem espiritual. Ninguém nasce na Terra, para viver por acaso ou a esmo; a encarnação significa sagrado compromisso perante as leis de Causa e Efeito, visando a libertação final, a glorificação pelo desabrochamento dos valores internos. Infelizmente, porém, a grande maioria esquece os sagrados compromissos assumidos, relegando para planos inferiores os deveres de ordem moral. A criatura chafurda na carne, escraviza-se aos vícios, entrega-se aos domínios temporais. Pensa que o espírito seja coisa ulterior, diferente, estranha, adventícia... Considera os problemas do Céu como sendo problemas dignos de poetas e sonhadores, quando não de utopistas e quiméricos pensadores. No entanto, um dia encontrar-se-ão vivos depois da Morte, apenas
sem a casca mais grossa, e desprovidos de qualquer categoria, realmente pobres de tudo! Saem do mundo como criaturas de sobrado, acostumados aos galardões sociais, e aqui virão a ser elementos de sarjeta, duendes e choramingões dos abismos! Isto é, serão tratados pelos problemas do espírito, assim como trataram dos problemas do espírito. – Realmente, papai, observo que bem pouca gente, no mundo, sabe tratar dos problemas do espírito. Muito grave, parece que sentindo angústia na alma, anuiu: – Está com a razão, meu filho. Apesar de ser a Terra um compartimento do Céu, bem pouca gente lhe confere o devido respeito, usando-a como instrumento de ascensão íntima. O bolso e o estômago, as vaidades e o sexo, costumam poder mais, muito mais do que o bom senso, imensamente mais do que as virtudes exemplificadas por Jesus Cristo. A seguir, portanto, as trevas imperam e a criatura chora e geme inutilmente, sem ter para quem apelar, pois as dores e agravos representam apenas o produto de suas obras malsãs. Estávamos entrando por um recinto a dentro, com o respeito que se deve ao ambiente familiar, quando fomos abordados por um senhor, um espírito raivoso, que nos interpelou: – Mais dois intrusos?! Quem os convidou aqui?!... Encarando-o com autoridade, meu pai respondeu-lhe: – Convidar, alguém já convidou, pois do contrário não saberíamos do seu caso. Todavia, aqui viemos a serviço da Lei, pouco importando a sua opinião! É do Céu que nos vem a autoridade, compreendeu? Furioso, gaguejando a valer, o homem ralhou: – Isto é uma farsa! É um canalhismo! Todo mundo, agora, faz patifarias em nome do Céu!... Onde está o Céu?!... – O Céu – respondeu-lhe meu pai – está dentro de cada um de nós. Porque somos todos herdeiros de glórias em potencial, glórias que devemos despertar, a fim de nos tornarmos livres e poderosos. Acontece, porém, que vivemos por acaso, cogitando de coisas mundanas, esquecidos de que, chegando a hora da morte, o panorama fatalmente mudará, terá que se defrontar com diferentes espécies de situações, quer interna, quer externamente... Abanando a cabeça com acendrado amargor, ele nos advertiu:
– E os senhores ainda acreditam nessas coisas?!... Deus, leis, espíritos, imortalidade!... Ainda há quem se dê a isso?!... Ora, façam outras coisas!... – Por que, então, não pode a morte contra a vida? Faz vários meses que você desencarnou, que deixou o seu corpo denso... E vive a molestar a uns e a outros, sem ser compreendido, sem ser ouvido sequer... Perambula de um lado para outro, fala com todos e ninguém fala consigo... – Esta noite falei com o meu filho! – interveio, triunfante. – Para causar-lhe um sonho infeliz – redargüiu meu pai, consciente. O pobre homem ficou entre pasmo e revoltado: – Que situação!... Estarei louco? Será isto um manicômio?!... Cheio de brandura, falou-lhe meu pai: – Jamil, ninguém está louco; apenas aconteceu que você desencarnou. Todos morrem um dia para o mundo, continuando a viver em espírito, com o corpo que lhe é próprio, segundo o grau de evolução. Você, Jamil, que viveu muito animalmente, que pensou muito nos interesses do mundo, nada fez pela melhora espiritual, vindo a desencarnar em estado de grande atrofia psíquica... – Atrofia psíquica?!... Isso é doença?!... – interrompeu ele, assustado. Rimos, porque o caso era de rir, embora fosse também de lastimar; entretanto, passado o riso, disse-lhe meu pai: – É doença, Jamil, e das piores; porque é mal do espírito! – Do espírito!... – bramiu ele, acabrunhado. – Sim, do espírito... Quem gosta muito do reino do mundo, atrofia as virtudes do espírito, embrutece-o, torna-o pesado, chumbado ao mundo. É por isso que você desencarnou e ficou rondando a casa, molestando a uns e a outros, feito um fantasma malcriado... – Eu?!... E vocês o que são?... Também são fantasmas?... – Somos – explicou-lhe meu pai – espíritos servidores da Lei de Deus; aqui viemos para libertá-lo da tristeza em que se acha, porque, afinal, é mais ignorante e menos maldoso. Errou, cogitou apenas do mundo e dos seus quitutes, mas não cometeu males de maior gravidade. – Quem os avisou? Meu pai informou-o: – Um seu familiar, que teve alguns contatos consigo, e por isso andou sofrendo perturbações, foi a um Centro Espírita e pediu auxílio. E como os
pedidos sinceros movimentam os servidores deste lado, aqui estamos para o bem de todos. É uma questão de conhecer, não é uma questão de acreditar. Os tolos dizem que não acreditam, enquanto os inteligentes procuram aprender, procuram saber. Creio que você, Jamil, devia entrar para o lado daqueles que usam melhor a inteligência e o coração. Que me diz? O homem que pouco antes estava raivoso, que nos interrompera o caminho com a brutalidade própria do estado em que se achava, agora estava atônito, desconfiado e medindo-se todo, procurando reconhecer se de fato estava morto ou vivo. – Mas eu estou inteiro!... Inteiro!... – gemeu, tristemente. – Nós também – disse-lhe meu pai – estamos inteiros; mas estamos vivendo no corpo perispirital... – Que é isso? – perguntou, enigmático. – É aquilo – disse-lhe meu pai – que a descrença jamais conseguiria destruir. Assim como a negação humana jamais poderia destruir a Deus e Sua Emanação. Porque são acima dos conceitos e preconceitos humanos, assim também o corpo perispirital é acima de cogitações. Um espírito, Jamil, nunca deixa de ter um corpo, nem que seja de gloriosa luz! Aqueles, no entretanto, que vivem para as verdades inferiores, mesmo depois da morte continuam a ter corpos densos e pesados. Você, Jamil, bem poderia melhorar depressa, pois não fez coisas muito erradas, a não ser que procurou gozar bem a vida, chegando a negar a existência de Deus, com o que mais se brutalizou. – Também fiz alguns bens, dei muitas esmolas! – alegou, justificando-se. – Exato. Por isso estamos a convidá-lo para melhores rumos, desde que se arrependa e proponha a reparar as faltas em serviços de fraternidade. Abanando a cabeça, murmurou, em tom de lástima: – A questão é saber se morri de verdade!... – Isso – informou-o meu pai – cumpre a nós. Estamos autorizados a lhe dar as provas, desde que se compenetre das verdades de Deus. – Provas... Eu saberei que provas pedir? Apiedado, propôs-lhe meu pai: – Para andar pela casa e não ser visto nem atendido, bastará que se acredite adoentado, enlouquecido, etc. Se nós quisermos, poderemos demonstrar que somos espíritos, com toda a facilidade e de muitas maneiras. Você, no entanto, não merece coisas assim... Nada fez para merecer avisos importantes nem alertas dignos de criaturas melhores. Porque, afinal, até para
as razões mínimas, cada qual recebe segundo os merecimentos. Podemos, todavia, dar-lhe uma prova à altura de seus direitos. Quer aceitá-la? Olhou-nos com a máxima desconfiança, perguntando-nos: – Devo confiar em sua palavra? – Mais do que Deus pôde confiar na sua conduta, Jamil – respondi-lhe. Nada havendo dito nem comentado, ficara em silêncio a meditar. Visto sua incerteza, meu pai apanhou-o pela mão, dizendo-lhe: – Afianço que em tudo haverá sinceridade, a mais intensa sinceridade. Venha conosco e confie em Deus, que já é hora de fazer alguma coisa certa. Não observa que sua vida é infernal? Não vê que dormem todos os familiares? Não repara que os espíritos abandonam os corpos, e vão por aí em fora, sem lhe darem a menor atenção? Por que, afinal, deve apenas julgar-se um louco varrido? Ou todos aqui estariam com febres delirantes? Conturbado ao extremo, balbuciou: – Não sei o que pensar... Não basta a vida para fazer sofrer?... – Não esqueça as bênçãos que o Senhor espargiu no seu caminho, Jamil. Tudo quanto chegamos a ter, bens e males, devem servir de lição edificadora. Você, que procurou gozar a vida, e gozou-a em larga escala, tem o direito de pensar assim? E aqueles, então, que nascem alijados de quase todos os bens, que atravessam a vida cheios de torturas, de aleijumes horríveis, ou que findam seus dias no fundo das piores condições e situações, quer seja como prisioneiros, quer seja como doentes incuráveis, ou ainda nas guerras, perdendo tudo, bens e famílias? Por que, não pensar naqueles que têm por casa as sarjetas, por regalia a esmola merecida e por graça alguma palavra afetuosa? Ademais, que lhe estamos oferecendo? Não é o direito de ter paz e trabalho? Algum tanto animado, ofereceu-se: – Façam como julgarem melhor... Eu não sei o que desejar. Eu também não sabia em que as coisas iriam dar, pois meu pai nada me havia dito. Assim que vi meu pai apanhá-lo pela mão direita, procurando sair para fora, fui colocar-me a seu lado, pensando auxiliá-lo. A questão é que fomos andando, até que depressa atingimos um bem conhecido cemitério, cujo portão se abriu à nossa passagem, assim como se abriam as portas, comumente, à nossa vontade.
O pobre Jamil estava estupefato, mas não ousava dizer coisa alguma; quando porém enveredamos pelo cemitério a dentro, teve um impulso de reação. Meu pai, que vinha mantendo oculto sorriso, perguntou-lhe: – Já está com medo, Jamil? Isto é apenas um depósito de matéria usada, nada mais, e que costuma cheirar mal. – Que temos com isto?! – perguntou ele, horrorizado. Meu pai olhou bem, pensou e depois perguntou-lhe: – Permite que lhe faça a mesma pergunta dentro de dois minutos? Jamil, sem poder pronunciar uma só palavra, emitiu um som ininteligível e fez sinal de sim com a cabeça; bem se via que estava transido de medo. – Venha, então, e confie em Deus – recomendou-lhe meu pai. Quando chegamos defronte a um riquíssimo túmulo, perguntou-lhe: – Conhece? Jamil respondeu, muito mal: – Conheço... É... É nosso... É da fa... família... Meu pai ordenou-me colocar a mão direita na cabeça do pobre Jamil, fazendo a concentração costumeira. Por tudo quanto foi feito, eu sei que em dado momento estávamos os três junto a um defunto em adiantadíssimo estado de putrefação, exalando o pior dos fedores. Com aquilo tudo acontecendo assim de repente, sem aviso de espécie alguma, repeli com tanta violência a situação, que me vi num repente acordado, assustadíssimo e sentindo o fedor inaturável. Devo dizer que passei dias e dias sentindo aquele cheiro horrível, saindo não sabia de onde. Uma noite, quando realizando a sessão costumeira, meu pai anunciou: – Como já lhe disse, Jamil vive atarantado, clamando a Deus por um recurso qualquer. Se não fosse aquele trabalho, quem o faria pensar nos destinos da alma? Quem lhe lembraria as finalidades sagradas da vida? As muitas riquezas e o grande apego ao mundo, fizeram-no escravo ferrenho da Terra, chumbado ao solo e aos gozos temporais. Dizia, em vida, que a Terra é para ser aproveitada, sugada para todos os efeitos. Embora não sendo ruim, nem maldoso, tantas pequenas faltas cometera, que de vergonha passara a não pronunciar o nome de Deus, vindo a, dentro de pouco, dar-se a comentários negativos. Foi aí que piorou, porque mentalmente forjou a separação vibratória. E como tudo quanto é de Deus, para ser e vigorar não precisa do beneplácito humano, eis que a morte o pilhou de improviso, como o tal ladrão da parábola
evangélica. E nós, meu filho, fomos acordá-lo para a verdadezinha que mais lhe toca... – Logo estará melhor? – perguntei, interessado. – Hoje mesmo se comunicará aqui... E o fedor desaparecerá... – Por que, papai, tenho sentido o fedor horrível? Meu pai sorriu, explicando-me: – Ele é devedor, sem dúvida; mas eu lhe tenho piedade, porque também o sou, e por ter encontrado quem usou para comigo de grande piedade, quando precisei. Eu é que o andei levando e trazendo, sem ele perceber, para que os seus pensamentos o beneficiassem. E tudo saiu bem, graças a Deus. Afinal, meu filho, muita gente há que não atende aos belos e bons conselhos, mas que sente a importância do próprio defunto, mormente quando putrefato e mal cheiroso, capaz de a um tempo ser nojento e pavoroso. Pouco depois, Jamil estava comunicando, encarecendo as finalidades da vida, os objetivos do trabalho e as lutas do porvir. Não o fazia de acordo com a melhor ética, sentindo a importância natural das boas obras, através das quais se harmoniza com a Lei Geral de Harmonia, cuja resultante é a felicidade maior. Ele estava terrificado, e por isso procurava uma saída para a dificultosa e repelente situação. A sua boa vontade era de indústria, era sobreposta, cheirava a recurso de última hora. Por isso mesmo, falando-lhe por outro médium, avisouo meu pai: – Suas credenciais, Jamil, perderam algum tanto de merecimento, em virtude da pouca ou nenhuma vontade em favor da Verdade; além das faltazinhas acumuladas, a demonstração de má vontade desfavoreceu algumas oportunidades, por isso mesmo vindo a sofrer a compressão da Lei. Tivesse feito bom uso de nossos conselhos, ao lhe falarmos pela primeira vez, e teria sido melhor tratado; isto é, seria encaminhado em melhores condições, sem o tremendo impacto que sofreu, e que vem mantendo sua mente em sobressalto desde aquele dia. Humildemente, anuiu: – Reconheço minhas faltas e meu descaso para com o Senhor... Não posso, entretanto, prosseguir assim, cheio de dores e de tormentas de variada ordem. Bem sei que estão a par de minha tristíssima situação; quero lembrar, todavia, que o mau cheiro me fez revirar o estômago, pondo-me a vida infernada! Peço a sua atenção, a sua clemência...
– Eu sei – interrompeu-o meu pai – que agora pensa assim, todo reverência aos Poderes Superiores; é lamentável que só agora assim o faça. Por que, não pensou antes, dessa maneira? Por que, não nos ouviu em tempo? – Tenho sofrido tanto!... – gemeu, contrito. – Bastante fez sofrer, diga assim. E se não fossem as caridades que andou fazendo, sabe por ventura em que plagas estaria e como? Quem erra, Jamil, sempre espalha o sofrimento ao seu redor, além de insinuar para que outros também o façam. Observe que, nestes últimos dias, sofrendo horrores por causa do mau cheiro que andou arrastando consigo, foi também passando aos outros o mal-estar, as náuseas e ânsias de vômito, inclusive os desesperos. Se tivesse ouvido as nossas palavras, teria poupado a si grandes males e aos outros infelizes influências. Os familiares e alguns outros, inclusive meu filho que aí está ao seu lado, todos se viram atingidos pelo seu sofrimento. Onde passava, e conseguia atingir com as pestilentes radiações, ali deixava o mal. Observe, para efeito de aprendizado; porque as lições decorrem da vida comum e amanhã terá que ensinar a terceiros. Terá que dizer, pelo menos, que as nossas glórias dependem de nossas realizações nos domínios do Amor e da Sabedoria; isto é, que somos juízes em causa própria. E que, acima de tudo, é mais prudente atender a um bom conselho do que tremer e berrar à frente de uma grande tortura. Terá que dizer, enfim, que aos filhos rebeldes cabe a dor, enquanto que os inteligentes se acomodam ao bom senso, poupando-se de erros e de torturas. Ato contínuo mandou-o pensar em Jesus Cristo, lembrando-lhe: – Uma personalidade significa um tom vibratório na escala dos valores universais. Pensar em alguém, e fazê-lo com o melhor sentimento possível, é forçar a sua aura individual através do grau geral. Quem consegue atingir elevado grau de concentração, naturalmente atinge o ponto ideal de realização. Queremos que pense em Jesus, eficientemente, equipando os recursos de sintonia de que é possuidor. Ao cabo de pouco, à custa de muito esforço, conseguia algumas vantagens, sem o auxílio alheio. Foi então que, por ordem de meu pai, apliqueilhe a mão sobre a cabeça, procurando beneficiá-lo. E o foi, porque ele dera de si a boa vontade que devera dar. Isto é, agira bem na função de religar. Quando passara a render graças a Deus, pelas melhoras obtidas, foi meu pai quem comentou: – Eis aí como temos andado em caminhos errados, e como temos pensado mal a respeito de Deus. Agora deu de pensar bem e conseguiu o bem; quando, porém, Deus o proibiu de fazer antes? Estas melhoras estavam ao seu dispor
desde quando? É bom, portanto, irmos aprendendo as lições melhores, reconhecendo que temos vivido a julgar a Deus e Sua Justiça, quando as questões dependem de nós mesmos. Em Deus tudo é questão de leis regentes, e isso data da Eternidade! Quem força as portas do conhecimento e procura agir bem, esse é que faz a Vontade de Deus. E a Vontade de Deus, saibamos, é de sempre e para sempre! Quando se foram, encerramos os trabalhos, rendendo graças pela feliz oportunidade; mais uma vez, desejando servir, fôramos grandemente servidos.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.