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Capítulo 12 de 15

Capítulo Ix — parte 1 de 2

Nos Planos da Morte · Osvaldo Polidoro

Uma das características que manifesta a estultice humana, em matéria de religião, é a sem-cerimônia com que alguns grupos sectários, pretendendo foros de autoridade, arquiteta, planeja e aplica conceitos menos respeitáveis à Verdade. O sectarismo é, sem dúvida, uma das expressões da involução, do atraso espiritual; é por ele que, em nome de Deus, se cometem todas as faltas contra as leis de Deus, obrigando as criaturas à prática de erros crassos. Talvez que menos faltas houvesse, a engrossar o farnel das culpas, se a questão espiritual não estivesse tão ligada aos imperativos do bolso, do estômago e de outros interesses mundanos e fisiológicos. Porque, uma vez tornado o homem sujeito às necessidades inadiáveis e intransferíveis, e estas necessidades funcionando como primaciais, acima dos deveres de máximo respeito à Verdade, tudo faz compreender que o homem, necessitado e fraco que é, baqueia em face da Verdade e proclama os interesses mundanos e fisiológicos. Posterga a Deus em benefício da pança e de outros misteres realmente subalternos! De todos os erros considerados como produtos da falibilidade humana, ou derivados da incapacidade de conceber melhor aos fundamentos e planos da Verdade, a grande maioria tem alicerce nos reclamos do mundo e de suas paixões. Quem faz da religião o seu meio de vida, nunca poderá ser realmente sincero para com a Verdade. Chega a hora em que, embora reconhecendo algumas verdades melhores, tenha de calar ou até negar, em virtude dos reclamos inferiores. Convida o Céu a calar, para que o mundo animal possa clamar! Esse foi o tema que envolveu a questão tratada naquela noite, o primeiro trabalho ao qual nos demos a resolver. – Temos – disse meu pai – um pequeno serviço a realizar. Há uma criança, que está agora com cinco anos, e que vem sofrendo de ataques desde os seis

meses de idade. Como tenha sido examinada e tratada pelos melhores médicos, nada resultando em seu benefício, deram os pais em recorrer ao Espiritismo. Como sabe, todo e qualquer pedido feito em base de seriedade, movimenta nestes lados todo o mecanismo para isso disposto. – Sem dúvida, papai, temos conhecimento dessa verdade. Aliás, sempre nos disseram os guias, da necessidade total de atenção aos pedidos feitos, uma vez que os espíritos têm muito o que fazer, não podendo empatar tempo naqueles rogos menos respeitáveis, ou que não mereçam dos encarnados a melhor atenção. Ele explicou: – Exatamente e por dois motivos primordiais; um é por causa da eficiência, visto como as atenções humanas são veículos de elementos energéticos. São forças mentais de ligação, forças que lastreiam fluidos eletromagnéticos, com os quais podemos contar. A fé reclamada por Jesus, lembremos, nunca foi em caráter contemplativo, mas sim mecânico ou eficiente, como instrumento de ação direta. O segundo motivo, Teodoro, talvez tenha razão ainda mais justa, pois se prende ao plano moral-religioso do suplicante ou dos impetrantes. Temos por dever encarecer as razões educativas, muito mais do que as puramente imediatistas. Se fosse para tratar apenas de curar os corpos e beneficiar os interesses imediatos ou temporais, nenhum merecimento teriam os nossos trabalhos intercessórios. Visamos o bem geral, honesto ou segundo a Lei, mas temos em mente, acima de tudo, a edificação espiritual. Quem procurar o mundo espiritual, para efeito de intercessões, lembre-se de que lhe cumpre atender aos deveres de melhora espiritual, antes de mais nada. Como lhe aguardasse o pronunciamento específico, atinente ao caso em foco, atendeu, esclarecendo: – No caso presente, o primeiro a ser tratado, temos uma família de oito elementos, todos envolvidos numa questão ruidosa e criminosa, vivida há mais de duzentos anos, na Espanha. É apenas um caso, como o são tantos outros milhares de casos, em que famílias de prol se liquidavam, em lutas de vida e morte, ora tomando feição ostensiva, ora deslizando para o terreno das brenhas tenebrosas da traição. Como, porém, todos estamos por natureza endereçados ao Reino do Céu, devendo realizar o serviço da harmonia, porque fora da Lei ninguém pode vencer, eis que retornam alguns dos implicados ao plantel da carne, a fim de que sejam postos em função os primeiros recursos conciliatórios. E como não existem mistérios nem milagres na Ordem Emanada, eis também que os mesmos interesses de famílias os terão que reunir e tornar realmente amigos. Por questões de famílias, desavieram-se e por questões de família farse-ão de novo amigos. Antes estavam em lados opostos, motivo por que se

chocaram, criando carma doloroso; agora estão ligados por laços de sangue, razão por que lutarão pela harmonização. E nas bases está a lei reencarnacionista, o instrumento de evolução e de redenção, lei até odiada pelos que se dizem ministros de Deus!... Considerando o quanto é ridícula a conduta humana, quando para atender a seus mesquinhos interesses se esbate contra as leis de Deus, anuí: – Dentre muitos outros erros, esse é um dos piores, porque atenta contra o princípio de Justiça, de maneira direta e violenta. Bastante contrariado, meu pai comentou: – Os que negam as leis de Deus são quase sempre aqueles mesmos que jamais procuram as investigações de modo acima de sectarismos e parcialidades. Fazem em nome do fanatismo que esposam, fanatismo que, infelizmente, tem nas bases alguns ou vários interesses temporais e mesquinhos. E como por princípio nenhum outro bem é de tão magna importância, como sói ser a libertação espiritual, entristece muito reconhecer que os bens mundanos constringem as verdades de Deus. Todavia, antes de mais nada, vamos movimentar os primeiros recursos, conforme os rogos de que fomos objeto, rogos aliás feitos com rigorosa atenção, porque movidos pelos mais vigorosos sentimentos, como costumam ser os sentimentos paternais. Tomando a direção de modesta casa operária, num subúrbio de grande cidade, fomos deparar com a família reunida, comentando a questão. O relógio de parede estava assinalando o nadir, quando ali demos entrada. – Vamos deitar – disse a senhora da família, tomando no colo a menina, aquela que meu pai dissera ser, agora, a vítima de cruel perseguição. – Vamos ver em que dará mais este tratamento – considerou o pai de família, não muito seguro das possibilidades, consoante as radiações emitidas. – Quando nada seja a eles possível – disse a mulher – tudo fazem gratuitamente, sem objetivos de lucro. Confiemos, portanto. Meu pai explicou-me: – Por intermédio de pessoa amiga, fizeram consulta em um Centro Espírita; e havendo feito alguns servidores as devidas investigações, encontraram os tristes acontecimentos do pretérito, ligados aos imperativos da lei ressarcitiva; isto é, em tempo de ser iniciada a movimentação dos recursos conciliatórios. Descobriram, enfim, que a Justiça os colocou em face da questão, em fase recuperativa, ocultando-lhes o conhecimento de causa. Todos estão sofrendo com o mal da criança, nem de leve supondo que são entre si velhos devedores,

verdadeiros cúmplices de faltas gravíssimas. Temos aí, defronte a nós, os pais e cinco filhos, sendo a caçulinha a que sofre de ataques, aquela que traz a família toda em dolorosa apreensão. – Apesar de reconhecer a lei de Causa e Efeito, ou de Absoluta Justiça, dói na alma a tristeza que os domina. Sente-se que sofrem tremendamente. – Sem dúvida! Aí estão, no entanto, grandes senhores do passado, grandes endividados perante a consciência. O pai e a mãe pertenceram a uma das famílias beligerantes, enquanto os filhos pertenceram à outra. A criança que sofre o assédio cruel, hoje uma linda menina, foi naqueles dias um ardiloso matador traiçoeiro, homem que, mais tarde, também veio a morrer violentamente. Os dois espíritos monstruosos que a castigam, foram recrutados pelos adversários desencarnados, quando se deu o desligamento. Andaram trocando violentas perseguições, até poucos dias antes de renascer o grande matador, nesse corpozinho feminino. Mais tarde, sem o saberem, foram colocados frente a frente, continuando a perseguição, a fim de, pelo sofrimento, não só irem resgatando um pouco mais, como criando clima para o rompimento dos vincos odiosos, além de se irem engrenando as peças do processo intercessório. – Então – intervim – o ponto em que chegaram agora, depois de tantos recursos baldados, estava no programa judiciário? – Simplesmente. Fora elaborado programa, pelos servidores da Lei e da Justiça. Como são todos entre si devedores, e de modo geral perante a Lei, foram traçados os planos e colocados os indivíduos nos respectivos lugares. Alguns outros elementos estão no rol da família, como tios e primos, que também têm sofrido, embora sob outras condições e situações, além de tomarem parte nesta chaga viva e cruciante. – Como iremos agir? – perguntei, sequioso de ação, desejoso de saber como iriam reagir aqueles dois monstruosos elementos que envolviam a menina com os seus infernais propósitos. – Iremos agir – disse-me ele – de maneira a que sintam as influências de suas próprias atenções para com as verdades espirituais; importa mais o reconhecimento, por parte de todos, das realidades imortais e responsáveis, do que mesmo o caso em si. Tudo isso teve uma causa, que foi a inconsciência religiosa; e, por isso mesmo, importa mais a causa do que o efeito. O efeito, como deve compreender, será apenas o pretexto, visto como a grande questão é a confraternização pela educação. – Teremos a cooperação de outros servidores da Lei?

– Teremos tudo quanto venha a ser necessário, uma vez que os familiares se prontifiquem a agir com consciência e vigorosa certeza. De um modo, porque sofrendo pela causa própria, muito já têm os seus elementos sofrido torturas tremendas; e de outro, porque hão de ser grandes servidores da Causa do Senhor. Desde que venham a ter bons conhecimentos, serão encaminhados a servir, porque desejarão expandir as verdades conhecidas. É isto, saiba, um vasto programa, que tenderá a se desenvolver, tendo por base apenas algumas sanguinárias inimizades do passado. É a Lei que se imporá, transformando perseguições em obras de renúncia, ódios de morte em trabalhos de amor, aversão à Lei em programas ideais. É sempre, Teodoro, a Verdade a se radicar nas almas, lastreando nas penas impostas as bênçãos do feliz aprendizado. E para dar-me resposta direta, completou: – Assim que a menina esteja a dormir, quando os trevosos elementos começarem a persegui-la fora do corpo, faremos o devido. Porque assim tem sido, de alguns tempos a esta parte. Quando o espírito deixa o corpo, embalado pelos pensamentos de criança, pensando em seus amiguinhos e brinquedos, os dois monstrengos aparecem, causando terrível pânico. É quando a menina acorda, às vezes com gritos e gemidos profundos. Às vezes com ataques que duram alguns minutos. Meu pai estava assim falando, quando chegaram alguns espíritos servidores, homens e mulheres, equipados de aparelhos esquisitos, como se fossem lança-chamas. – São trabalhadores do Centro de que lhe falei, desempenhando o rotineiro serviço de ronda. Atendem os casos possíveis, pois os serviços especiais ficam subordinados a outros. Neste caso, enquanto tivermos que lidar apenas com os dois monstros, isto bastará. Logo mais, teremos aqui médicos e passistas competentes, para reparar no corpozinho os estragos que já se evidenciam, pois a pressão contínua faz tender para as alterações patológicas. Entrando no quarto, vimos que os dois vultos negros estavam a dois metros de distância da menina, porém ligados a ela por um tênue fio, um cordão que oferecia coloração distinta nos extremos, sendo azulado perto da menina e preto junto deles dois. Notava-se, também, que os dois estavam parece que ligados, como se fossem xifópagos. – Por que não nos vêem? – perguntei. – Por que estão brutalizados a ponto de estarem em piores condições de inibição do que os encarnados, do que aqueles que sofrem as restrições do corpo denso. O cordão que os une é por via das trocas contínuas de fluidos, é o

vício ou trauma fisiológico. E como cada qual quer aproveitar mais o ato vampiro, pois a menina oferece vasto campo de energias para eles agradáveis, acomodam-se de comum acordo, evitando brigas e contendas que os prejudicariam mutuamente. O chefe daquele grupo chegou-se à menina, aplicou-lhe passe, tendo ela ameaçado deixar o corpo. Quando olhou para o lado e viu os dois, soltou um grito e retornou ao corpo, continuando a gritar. Foi um alvoroço na família toda, pois foram vindo, um por um, para atender a pequena. – Vamos orar – disse a mãe – conforme nos ensinaram no Centro. – Por que não lhe dar água fluida? – acrescentou o filho mais velho, um menino de uns quinze anos, que se mostrava torturado. – Façamos tudo – aventou o pai, condoído. A mãe colocou a mão direita sobre a cabeça da menina, que olhava para o local onde vira os dois vultos negros, mas sem dizer palavra. Vimos que orava com fervor, emitindo ondas de luz que variavam de cor e de intensidade. E como o seu trabalho estava sendo intensamente auxiliado, a menina sossegou e dentro em pouco adormeceu. – Procurem atuar sobre todos os familiares – disse o chefe do grupo – para que sintam o auxílio rogado. Todos os servidores começaram a trabalhar, aplicando mãos e orando. O chefe do grupo veio a mim, dizendo: – Teodoro, eu o conheço bem, embora você não tenha lembranças de mim. Venha emprestar o seu apoio de espírito encarnado, de quem age como fonte de fluido animal eletro-magnetizado; venha colocar sua mão sobre a cabeça deste homem, o pai da menina, o menos esperançoso de todos, aquele que mais necessita de amparo moral. Faça-o como se fosse a um seu filho doente; faça-o como se a menina fosse sua filhinha. Compreendendo suas intenções, falei-lhe: – Eu sei que o Amor é a grande arma de combate. Pode estar certo de que saberei ter piedade, pois embora sejam antigos inimigos e grandes devedores, também me reconheço humano, falho e pai de muitos filhos... Auxiliado pelo chefe do grupo, meus fluidos foram canalizados para um ponto certo – o plexo solar. E de tal modo intenso fora o jato, que o homem sentiu a tangência, demonstrando admiração e algum receio primeiro, para depois serenar e enviar a Deus um pensamento de gratidão, pois se julgara de fato atendido.

Quando todos os familiares se haviam acomodado, o chefe do grupo falou: – Vamos retirar o espírito da menina, sem que vejam os infelizes. Eles irão seguindo, conduzidos pelo cordão, até certo ponto. Quando chegar a hora de vê-la, hão de querer atacá-la, como de hábito. Nessa hora, fiquem alerta, a menina será amparada por mim, e dois de vocês descarreguem os aparelhos sobre eles. É muito provável que procurem o corpozinho da menina, refúgio de longos anos e fonte de elementos energéticos. Se assim for, eu ficarei com o espírito da pequenina, onde quer que esteja, perseguindo vocês, os dois. Tenham cuidado, não descarreguem os aparelhos contra o corpo da menina, a fim de atingir os dois infelizes irmãos. Devemos agir com toda a prudência, para poupar à menina qualquer dano. De fato, ele envolveu a menina em sua aura luminosa, forçou a saída e, conservando o cordão, foi se afastando devagarzinho, sendo acompanhado pelos dois. Nós também fomos atrás, pouco distante, observando o movimento dos dois. Quando em determinado lugar, o chefe tornou a menina exposta, adensando a sua própria aura e a da menina; ao invés deles dois atacarem a pequena espiritual, voltaram e foram agarrar-se ao corpozinho. Não falavam, mas emitiam rugidos longos e cavernosos, como se fossem uivos de feras ou queixas dolorosas. Nós voltamos ao corpo da pequena, a fim de pôr em prática a ordem do chefe, conforme fora dada, sem atingir o corpo. Em vista, porém, de se acharem eles interpenetrados, isto é, os três formando um bloco, não pudemos agir, pois os jatos iriam prejudicá-la. Fomos ao chefe, seguindo o liame que unia a pequenina ao corpo, informando-o do ocorrido: – Não é possível atacá-los, porque estão interpenetrados os três! O chefe voltou, com a pequena sob a sua proteção, tendo visto como as coisas se estavam passando. Foi então que entregou a pequena espiritual a um dos comandados, dizendo-me: – Você, que lastreia e pode fornecer elementos energéticos potentes, visto ser encarnado, ponha a mão na cabeça do corpozinho, procurando orar com todas as forças da mente e do coração. Eu farei o restante. Volveu aos demais comandados, ordenando: – Não deixem que se escapem, ainda que seja necessário feri-los bastante. É bom que se adensem ao máximo, para agirem com toda a eficiência e rigor. E a operação foi executada a rigor, pois as mentes e as consciências foram empregadas a todo fervor, reforçadas ainda pelos impulsos da piedade que a todos dominava. Depois de desligados e afastados, quando grunhiam como se

fossem feras acuadas, nada mais foi preciso fazer, porque estavam como que atrofiados, sem poderem locomover-se. Pareciam dois monstros patetas, sonambulizados. – Que monstros! – exclamei, horrorizado. O chefe do grupo socorrista, condoído, esclareceu: – A isso conduz a maldade. São muitas dezenas de anos que vivem perseguindo, malfazendo, brutalizando. Quando foram encostados a ela, para efeito de Justiça e cumprimento de programa, passaram a usufruir das vantagens que a encarnação oferece, com os seus imensos recursos fluídicos. Quanto mais foram descendo na escala vibratória, pela continuação do erro, tanto mais foram sentindo necessidade dos benefícios fluídicos. Por isso, foram cada vez mais se unindo e penetrando, invadindo a seara física da menina. Se não fosse de Justiça a interferência da obra socorrista, dentro em pouco a menina iria perdendo a noção de si, e, aos poucos, o fenômeno patológico ir-seia pronunciando, alterando-a anatomicamente. – Quer dizer – perguntei-lhe – que agora a menina ficará logo boa? Atencioso, respondeu-me: – Não deve, segundo o programa traçado, ficar boa assim tão depressa. Este caso se apresenta como efeito, vindo na trilha de causas graves do passado; traz, porém, em seu bojo e mecanismo, elementos de causas e efeitos, como quase sempre acontece, devendo produzir benéficos efeitos para seus implicados, no porvir. Os grandes inimigos hão de se tornar amigos, além de virem a trabalhar nas hostes do Consolador. Iremos, segundo as atenções que os encarnados nos forem oferecendo, atendendo aos poucos, até a cura radical. Devem reconhecer a intervenção do plano espiritual, segundo a Vontade de Deus; devem estudar; devem chegar ao conhecimento de grandes verdades e devem desejar cooperar nas obras luminosas do Consolador em processo de avançamento. Isto, em resumo, quer dizer o seguinte: os grandes inimigos e errados do passado, por necessidade, devem procurar o Céu, colher seus benefícios e tudo consertar, além de se fazerem servidores da Lei. – Quem irá prejudicar a menina, de ora em diante, com o afastamento desses dois? – tornei a perguntar. Simplesmente respondeu-me: – Os fluidos por eles deixados ainda farão muito mal por algum tempo. Não os retiraremos, para que a cura vá ocorrendo aos poucos. Caso contrário, levaríamos a menina-espírito para os nossos laboratórios, onde seria tratada em seu corpo perispirital, e cujos efeitos repercutiriam normalmente no físico.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.