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Capítulo 10 de 12

A História Do Universo — parte 8 de 9 — parte 1 de 2

História do Universo

Capitulo VIII Desde o momento em que Caim passara a trilhar pelo caminho da salvação, Satã e suas hostes cheios de ira passaram a fazer planos para reconquistá-lo. Decidiram lançar sobre ele densas trevas espirituais, causando angústia e desânimo em sua nova experiência. Estavam certos de que persistindo com essa pressão, alcançariam vitória. Conhecendo os planos de Satã, o Eterno ordenou Seus anjos a combaterem as trevas que circundariam o jovem Caim. Ainda que conhecesse o seu futuro de rebeldia, o Criador faria todo o possível para mantê-lo a salvo das garras do inimigo.

Sobre a colina, naquele lar repleto de felicidade, Caim tornara-se após sua conversão no motivo principal dos louvores e comemorações. Como uma criança, humilde e submissa, Caim andava entre os seus tendo na face o brilho do amor e da esperança, que eram nutridos sob a luz do altar. Com lágrimas de gratidão distinguia agora em cada cordeirinho imolado o Redentor vindouro que pereceria em dor para oferecer-lhes a luz da eterna vitória. Com alegria, Caim testemunhava diante de sua família e diante do vasto Universo, da paz que agora inundava sua alma agora renascida; Jamais experimentara antes sensação de tanta liberdade, de tanto amor. Sobre sua mente refrigerada, contudo, começou a baixar as sombras da provação que se intensificaram até mergulharem-no em escura noite.

Era assediado por tantas tentações que pareciam revigorar em seu coração os sonhos ilusórios de seu passado. Vozes pareciam gritar em seus ouvidos dizendo: - Deixe esse caminho que não leva a nenhuma vitória! Chega desses sacrifícios sangrentos que enaltecem a morte! Contemple os jardins que você plantou, e veja como eles comemoram a vida. Você é sábio e forte, e poderá construir um império de paz e prosperidade, colorido por extensos jardins que florescerão numa eterna primavera de sol.

Sacudido por essa tempestade de tentações, Caim quase vacilando, deixou transparecer em seu semblante a agonia que lhe inundava a alma. Assim, sua aflição foi logo percebida põe sua família que, preocupada procurou saber dele as razões de sua angústia. Temendo expor para sua família o que lhe afligia, calou-se afirmando que era apenas um sentimento de pesar que logo passaria. Os pais ficaram aflitos, pois concluíram acertadamente, que era Satã quem estava pressionando-o com o objetivo de arrastá-lo novamente para a escravidão. Com lágrimas, aqueles pais clamaram ao Criador em favor daquele filho que, aflito, caminhava de um lado para o outro procurando encontrar alívio.

Anjos poderosos empenhavam-se insistentemente naquele conflito que travava-se invisível aos olhos humanos. Ainda que severamente provado, Caim não chegaria ao ponto de ser forçado pelo inimigo a render-se ao pecado. Havia um exército ao seu lado para ampará-lo em seus passos de fidelidade. Todo o Universo estava atento para as decisões de Caim, que poderiam influir na experiência de incontáveis seres humanos que seguiriam os seus passos. Orientado pelo exemplo de seus pais, Caim buscou na oração o refúgio para sua alma torturada.

Com fervor implorava ao Criador que firmasse os seus passos. Embora sentisse forte apelo para voltar ao caminho do orgulho e da aventura, estava decidido a continuar seus passos pelo trilho acidentado do amor e do sacrifício. Temendo não alcançar o seu objetivo sobre Caim, Satã ordenou seus guerreiros a suspenderem aqueles desesperados ataques. Disse-lhes que através de sutil engano, lograriam a vitória que dificilmente alcançariam pela força. Com isso, a paz voltou a reinar na mente de Caim que, unido à família, cantava louvores ao Eterno, o autor de sua salvação.

Enquanto aquela família com alegria comemorava mais uma vitória alcançada na vida de Caim, as hostes das trevas estavam reunidas tramando novos planos de ataque. Muitas idéias foram apresentadas, mas prevaleceram aquelas elaboradas por Lúcifer, arquienganador. Ele afirmou confiante: - Se tão nos aproximarmos de Caim como amigos em sua jornada no caminho da salvação, inspirando pensamentos e sentimentos de fé no Redentor, não nos será difícil introduzir com sutileza as sementes da rebeldia que, germinarão uma a uma em seu coração confiante, fazendo-o menosprezar finalmente os sacrifícios de sangue sobre o altar, com o pensamento de não mais depender desse símbolo para ter em mente o Salvador vindouro. Quando iludido julgar haver alcançado o amadurecimento espiritual, estará novamente no abismo". Naquela colina, que era centro das atenções de todo o Universo, sucediam para a pequena família dias de alegria, prosperidade e paz.

Cresciam cada vez mais em sabedoria e graça, trilhando no caminho da salvação. Por detrás dessa paz, porém, inconsciente à família jubilosa, uma perigosa armadilha se armava. O Eterno e Seus exércitos, preocupavam-se com essa situação, pois sabiam que seus inimigos poderiam causar com esse disfarce, uma grande ruína à humanidade, na experiência da qual se processa a redenção do Universo. Os guerreiros da luz agora, não teriam de lutar contra as trevas, mas contra um falso brilho. Envolvido por influências aparentemente positivas, as quais julgava proceder todas do Criador, Caim tornava-se aos poucos confiante e bem seguro da vitória prometida.

Seu amor pelo Eterno parecia tornar-se imenso, e vibrava ao prever a perfeita felicidade que alcançaria no alvorecer do dia eternal. Satã que atento o acompanhava em sua experiência religiosa, viu haver chegado o momento de atraí-lo com sua falsa luz, desviando-o do caminho da justiça. Orientou mais uma vez seus guerreiros a agirem com cautela e paciência, inspirando sutilmente pensamentos e sentimentos de aparente virtude que o levassem imperceptivelmente a negligenciar por fim o sacrifício de sangue sobre o altar, julgando haver alcançado em sua santificação um nível superior, no qual não se depende mais daquele doloroso rito. Em seu amor pelo saber, e apego a toda a revelação, Caim começou ter sua atenção voltada para o falso brilho que, inicialmente parecia tornar mais claro e seguro o caminho da redenção. Com ânimo apresentava para seus familiares que, admirados reuniam-se aos seus pés, os pensamentos de aparente sabedoria e graça, gerados pela sua nova experiência.

Longe estavam de saber que aquelas idéias tão belas e cativantes, eram originadas por aquele que através da serpente conseguira seduzir Eva. Em suas palavras e louvores, Caim passou a exaltar o Salvador, bendizendo o Seu futuro sacrifício. Inspirando esses pensamentos, Satã ganhava a simpatia não somente de Caim, como também de toda aquela família. Todavia, Caim que aparentemente tornava-se num eloqüente mestre e pregador da justiça e da verdade, iludido em sua falsa segurança, começou a menosprezar em seus ensinos o sacrifício do cordeiro sobre o altar. Argumentava que somente as ilustrações da natureza e as instruções verbais, eram suficientes para gravarem na mente humana as verdades da redenção.

Apelando às emoções da família, dizia que o objetivo estabelecido pelo Criador por meio daqueles sacrifícios, já havia sido alcançado na vida deles; poderiam evitar agora essa dor, apresentando sobre o altar ofertas de flores e frutos, símbolos naturais da redenção. Um grande laço armara-se sobre aquela família, levando-a à uma grande luta íntima. De um lado estava o caminho da dor e do altar banhado em sangue, e do outro, a alegria de uma aparente vitória, comemorada por um altar coberto com flores e frutos. Caso aceitassem a proposta vinda através de Caim, cairiam sob o domínio do tentador. Com a família em prova, Satã insistia por meio de Caim, procurando levá-los a decidirem de seu lado, afirmando que o Eterno não Se importaria com essa mudança, que expressava amadurecimento e gratidão pelo Seu sacrifício, também simbolizado pelas flores e frutos.

Todo o Universo estava em comoção, diante da decisão que aquela família estava preste a manifestar. O que estava em jogo, era o trono do Universo. Depois de renhida batalha espiritual, conscientes do engano que se escondia nas palavras de Caim, aqueles pais temendo serem arrastados para distante do Salvador, decidiram rejeitar aquela proposta. Influenciados por essa decisão em favor da verdade revelada pelo Eterno, Abel e sua irmã mais nova colocaram-se ao lado dos pais. Somente a irmã mais velha, que cultivava no íntimo grande admiração por Caim, permaneceu indecisa, favorecendo seu irmão mais velho nas discussões que tiveram lugar.

Embora contassem com a queda de toda a família humana, as hostes inimigas da luz se alegraram em ter novamente Caim como escravo. Batalhariam agora pela conquista daquela jovem indecisa que, unida ao irmão, poderia se tornar mãe de uma geração pecadora, no seio da qual se fortificaria o reino das trevas. Ao tomarem consciência da posição rebelde de Caim, Adão e Eva, seguidos por seus dois filhos fiéis, passaram a rogar-lhe com amor, tentando convencê-lo do erro. Aquele filho, contudo, mantinha sua posição sem ser agressivo. Estava confiante de ter aprovação do Criador para suas idéias revolucionárias.

Caim estava triste por não ter toda a família a seu lado, mas animou-se ante a manifestação de compreensão e apoio por parte de sua irmã. A afinidade de suas idéias levava-os a passar longas horas conversando sobre o futuro. Foi assim que nasceu entre eles a idéia da construção de um novo altar onde Caim, como sacerdote, pudesse por em prática um culto renovado, oferecendo em lugar de cordeiros, flores e frutos. Isso, evidentemente, significava a formação de um novo lar, pois Adão como sacerdote de um culto conservador, jamais permitiria que o altar de sua família fosse maculado por um culto diferente daquele estabelecido pelo Criador. O ideal foi crescendo no coração daquele jovem casal, trazendo sonhos de um lar repleto de crianças a brincar num paraíso banhado em sol.

Caim, o senhor e mestre daquela nova família, a guiaria numa caminhada de vitória, iluminados pelo brilho de um fogo mais brilhante que o do cordeiro, que se ergueria de seu altar coberto de flores e frutos. Semelhante a Caim, Abel que se tornara também adulto, enamorou-se de sua irmã mais nova - aquela que desde a infância estivera ligada a ele por laços de íntima afeição. Juntos caminhavam pelos campos, apascentando o rebanho, enquanto consideravam com interesse os ensinos de amor escritos na natureza. Adão e Eva, bem como o Criador e suas hostes fiéis, encontravam consolo e esperança na experiência desses dois jovens que, jamais deixaram de refletir nos olhos a chama aquecida daquele altar que indicava-lhes o caminho sangrento da redenção. Caim, em seu anseio por constituir um lar, unindo-se àquela a quem amava, aproximou-se finalmente de seus pais, pedindo-a em casamento.

Adão compreendeu-lhe o anseio, e pediu-lhe que aguardasse a resposta do Eterno. Apresentaria a Ele o seu pedido, e esperariam pela manifestação de Sua vontade. Adão, o bondoso pai que a cada dia intercedia junto ao altar pela sua família, e de uma maneira especial por aqueles filhos que se aventuravam em caminho de ilusões, apresentou com tristeza o pedido de Caim ao Senhor da luz. Aguardariam dEle a manifestação de Sua vontade sobre aquele passo tão importante no seio da humanidade. Caim e sua irmã amada, aguardavam agora ansiosamente pelo dia do sacrifício, quando poderiam com certeza ter um encontro com Aquele que tudo criou.

Estavam convictos de que Ele não recusaria a concretização de seu sonho, e manifestaria apoio ao seu ideal de culto. O sol declinou-se ao fim daquele sexto dia, dando lugar às trevas de mais um sábado. Toda a família reuniu-se reverente junto ao altar, enquanto Adão preparava o cordeiro para o sacrifício. Viria o Criador em resposta ao anseio daquele jovem casal?! Esta questão pesava sobre todos eles, e em especial sobre Caim e sua irmã companheira.

O Eterno ouvira o pedido de Caim apresentado por meio de Adão, e estava pronto a manifestar-Se em resposta a esse anseio. Pesava sobre seu Ser, contudo, uma grande tristeza, pois não poderia abençoar aquele jovem casal com a plenitude de felicidade e paz que almejavam obterem naquela união. Unicamente um verdadeiro casamento poderia conferir-lhes essas virtudes. O Criador estabelecera o matrimônio como um santo legado, de significado eterno. A união do casal, sob a benção divina, deveria simbolizar a união espiritual entre D-us e os ser humano.

O casamento, portanto, perderia o seu sentido prefigurativo, para aqueles que menosprezassem o símbolo dessa união, que encontrava, desde a queda do homem, o seu ápice no sacrifício do cordeiro. O Eterno determinara ensinar por meio da cerimônia do casamento, a verdade fundamental de que, unicamente mediante a morte do Messias, a seu tempo, Ele poderia casar-Se com a raça humana, numa eterna aliança de paz. Portanto, Sua benção somente poderia ser obtida por aqueles que Se submetessem ao ritual simbólico. O cordeiro atado sobre o altar, sentiu atravessar seu peito aquele cutelo de pedra que, depois de causar-lhe profunda dor mergulhou-o na escuridão da morte. Sobre o sangue que brotou de sua agonia, nasceu imediatamente uma luz que tornou-se intensa, até afugentar todas as trevas que cobriam aquela colina.

Em meio ao brilho, a família reunida pode distinguir a presença gloriosa do Criador, que mansamente inclinou-se sobre eles, com o Seu sorriso amigo. A felicidade daquele encontro era imensa, pois já haviam passado muitos anos desde Sua última aparição, que ocorrera por ocasião do anúncio do nascimento de Abel. Para eles, portanto, aquele encontro era muito especial. Depois de saudar afetuosamente aquela família, o Eterno comunicoulhes as novas que poderiam ser de alegria. Disse-lhes que ouvira o pedido de Caim, que Lhe fora apresentado por Adão, e viera com o propósito de orientá-los acerca dos passos que deveriam dar para concretização daquele sonho.

Conscientizou-os primeiramente da responsabilidade que assumiriam diante de dEle e de todo o Universo, pois em sua espontânea união, trariam ao mundo filhos, os quais deveriam ser instruídos no caminho da salvação. Falou-lhes também das funções que desempenhariam em seu novo lar. Caim, semelhante a Adão, seria sacerdote e mestre ; Deveriam, portanto, construir um altar, para sobre ele oferecer sacrifícios. Sua companheira, em semelhança de sua bondosa mãe, deveria ser submissa e sempre pronta a auxiliá-lo nas lides diárias. Com alegria, Caim e sua companheira ouviram de D-us essas palavras de orientação e aprovação ao casamento.

Abel e sua companheira que aos pés do Criador ouviam atentos Suas palavras de aprovação ao casamento dos irmãos, entreolhavam-se movidos por um intenso desejo de formarem também um lar, onde seguindo o exemplo dos pais, poderiam desempenhar um ministério de amor. Lendo em seus olhos o desejo nascido no coração, o Eterno com um sorriso os envolveu com Seus braços, e disse-lhes que poderiam construir também o seu altar. Com lágrimas de emoção, Abel e sua irmã prostraram-se aos pés do Criador, agradecendo-Lhe por conferir-lhes tão sagrado dom. O Eterno passou a orientar aqueles jovens com respeito à cerimônia que os enlaçariam. Ordenou-lhes mais uma vez a construção do altar.

Caim construiria o seu altar, e Abel o seu. Preparariam cada um uma oferta especial, para oferecer em sacrifício, na noite que antecederia ao próximo alvorecer do sábado. A aprovação e benção de D-us ao casamento, se manifestaria na presença do fogo que surgiria sobre o altar. Iluminados pelo brilho da presença divina, sua união seria selada diante de todo o Universo, sendo considerados a partir desse ato, uma só carne. Essa união, geradora de vida, consistiria num simbolismo perfeito da união do Eterno com o ser humano, em virtude do sacrifício do Salvador.

Com essas orientações e ordens do Eterno, tornou-se claro para aqueles jovens pretendentes ao matrimônio, que a única oferta aceitável, que poderia trazer a benção da verdadeira união, seria o sacrifício de um cordeiro. Em meio ao júbilo daquela família, a luz de D-us dissipouse finalmente, ocultando-O de seus olhos. Sob a luz do altar, permaneceram alegres a conversar sobre aquele futuro de felicidade que acenava-lhes agora tão próximo. O sol surgiu finalmente, trazendo em seus cálidos raios um alvorecer de brisa mansa a beijar-lhes a face com o aroma do Éden, trazendo-lhes à lembrança as emoções daquele primeiro sonho de Adão. Caminhando pelos campos férteis sombranceiros à colina, a pequena família, seguindo instruções do Eterno, passou a traçar as divisas de seus lares.

Caim, sendo o primogênito, escolheu os campos floridos que estendiam-se à direita do lar de seus pais; Ali , muito em breve, ergueria o seu altar. Enquanto Caim e sua companheira permaneceram nos limites de seu futuro lar, traçando planos para seu futuro, Abel e sua irmã mais nova acompanharam os passos de seus pais até alcançarem aos campos que estendiam-se à esquerda do altar de Adão. Estavam contentes, pois em sua ocupação pastoril, encontrariam ali sempre verdejantes pastagens regadas por refrigerantes mananciais. Depois de definirem o lugar sagrado do altar, onde sob o calor da primeira chama viveriam a mais íntima união, Abel e sua companheira passearam felizes pelos seus campos onde pastavam os cordeiros; Ali adoraram o grande D-us que, para casar-se com a humanidade em eterna aliança de vida, Se faria cordeiro na pessoa do Messias, para verter Seu sangue em sacrifício remidor. O alvorecer do primeiro dia da semana despertou enfim aqueles noivos para uma semana que seria de muitas atividades: Deveriam construir os altares e preparar seus novos lares.

Com ânimo iniciaram o trabalho, ajudados pelos pais. Depois de lavrarem e prepararem os lugares determinados, reuniram as pedras com as quais construíram cuidadosamente os altares. Prepararam em seguida suas moradas, plantando arbustos para servirem de muro protetor. Esses preparativos se estenderam até o quinto dia. Aguardavam agora o sexto dia, quando preparariam a oferta para o altar - oferta que em sua aceitação os uniriam em sagrado matrimônio.

A luz do sexto dia finalmente raiou, trazendo um dia significativo para aquela família. Caim e Abel, juntamente com suas companheiras, haviam sido instruídos desde à infância sobre o caminho da obediência. Haviam também recebido orientações diretas do Eterno com respeito ao verdadeiro sacrifício. Agora, eram observados por todos os seres inteligentes do vasto Universo, naquele dia de prova. Se atentassem para o caminho doloroso do cordeiro, seriam unidos num casamento de significado solene; se rejeitassem seguí-lo, não alcançariam a aprovação, nem tão pouco a benção que desejavam receber.

Abel e sua irmã mais nova, caminharam com alegria em direção ao rebanho, onde escolheram o mais bonito cordeiro, tomando-o como oferta ao Senhor. Enquanto isso, Caim e sua companheira, com determinação dirigiram-se aos pomares, colhendo ali os mais belos frutos e flores, para oferecerem sobre o altar. O Eterno e seus súditos entristeciam-se ante a atitude de Caim. A oferta que preparavam, consistia numa demonstração de rebeldia diante do plano da redenção. Rejeitando o sacrifício de sangue, estavam menosprezando o único caminho pelo qual o ser humano poderia retornar ao paraíso da eterna vida.

O sol finalmente tombou no horizonte, trazendo em seu arrebol, como num último apelo ao jovem Caim, a lembrança de seus passos naquele anoitecer em que retornava ao lar. Teria ficado retido na selva naquela noite, não fosse a luz do cordeiro sacrificado. Essa lembrança mergulhou-o em profunda luta íntima. Seria aceita a sua oferta de flores e frutos?! Não seria melhor retroceder em seus passos, tomando um cordeiro para o altar?!

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.