[user_registration_my_account]
Capítulo 5 de 26
Capítulo II – Os Três Amores (Jesus e o
Como Funciona a Consciência · João Cândido, espíritos diversos
CRISTIANISMO) Jesus, quando Encarnado, não teve condições de ensinar toda a Lei Divina, pois o primarismo da humanidade, naquele tempo, era pior do que hoje. Todavia, abordou a questão magna do Amor, nas suas três vertentes: Amor a Deus, Auto Amor e Amor Universal. Deixaria para mais tarde outras revelações mais aprofundadas sobre cada uma dessas três axes, porque tudo vem a seu tempo. O avanço foi muito grande, podendo-se dizer que a partir daí a Terra passou a ser um mundo de provas e expiações, enquanto que antes poderia ser considerado apenas como um mundo primitivo. Na verdade, havia revelações muito importantes, como as de Buda, Confúcio, Lao Tsé, Sócrates e Pitágoras, as dos antigos iniciados do Egito, além de outras, mas tudo isso era inacessível às massas, que continuavam à margem do conhecimento religioso e filosófico, vivendo em função de um politeísmo grosseiro e explorada pelos sacerdotes em geral.
Jesus foi, realmente, o primeiro a levar a Verdade ao povo das ruas e mostrar-lhe que a Lei Divina está dentro de cada um, seja rico ou pobre, intelectual ou ignaro, evoluído ou primitivo. Essa foi a primeira vez que se viu, na Terra, Deus ao alcance de todos, podemos dizer assim. Todavia, a Mensagem de Jesus, como tem acontecido até hoje, foi deturpada pelas Trevas, para tanto utilizando homens e mulheres ambiciosos, que instituíram uma estrutura hierarquizada, que gerou a Igreja Romana e, mais tarde as várias fragmentações protestantes e, mesmo depois do trabalho de Allan Kardec, Amélie Boudet e outros missionários, continuou o desvirtuamento, agora com outra denominação, mas estando esses Movimentos nas mãos, muitas vezes, de antigos sacerdotes e pessoas ligadas ao poder e ao prestígio mundanos, correndo o risco de soçobrar,
fazendo-se, por isso, necessária a criação de novas opções de divulgação da Verdade, que não pode ficar ao alvedrio de pessoas induzidas pelas Trevas, mesmo vestindo peles de cordeiros. Tenhamos consciência da realidade e saibamos separar o joio do trigo, os verdadeiros e os falsos profetas, sendo que o critério mais seguro de identificarmos cada um é o do desapego dos interesses materiais, do destaque pessoal, da vaidade: assim se identificam missionários como Allan Kardec, Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Yvonne do Amaral Pereira e podem-se considerar desviados aqueles outros que fazem questão de destacar o próprio nome e, de uma forma ou de outra, trabalharem em função da própria vaidade, mesma quando finjam o contrário. Na verdade, a expressão Cristianismo sequer deveria ser cunhada, pois Jesus nunca pregou o separatismo, mas ensinou apenas a Verdade, que não pode nem deve ser subdividida em grupos, que se guerreiem e pretendam a hegemonia.
Aguardamos novos trabalhadores sem bandeiras divisionistas, mas que, sob a Proteção Divina, preguem o Amor Universal, sem privilégios, sem discriminações, englobando todas as criaturas de Deus, Amando a Natureza, Amando as criaturas humanas, aprendendo com os missionários do Bem, provenientes da Terra ou de outros mundos mais evoluídos, porque chegou a hora da promoção do planeta a mundo de regeneração e não há mais lugar para farisaísmos, igrejismo, divisionismos, partidarismos. Por isso adotamos o nome Ciência Cósmica, sem pretendermos substituir esse nome aos outros, porque nomes não importam, mas sim a divulgação do Conhecimento, da Lei Divina, que dirige todo o Universo, e que está inscrita no cerne de cada ser, podendo e devendo ser conhecida pelo trabalho de introspecção e não pela leitura de livros, que, em sua maioria, representa a reflexo da vaidade dos antigos e novos sacerdotes de si mesmos.
Jesus disse que quem mais servisse seria o maior no Reino dos Céus. Assim também fazemos, pretendendo servir sem nenhuma intenção de nos auto promovermos, mas apenas cumpriremos nossa tarefa de semearmos a Verdade, a que Jesus se referiu. Pode parecer que queremos desmerecer o esforço das pessoas, mas a verdade é que os três Amores ensinados por Jesus não foram compreendidos, pois o Amor a Deus, no geral, continuou a ser o que era antes, ou seja, o culto externo, hipócrita; o Amor a si mesmo ficou parecendo a muitos uma justificativa para o orgulho, o egoísmo e a vaidade e o Amor ao próximo resumiu-se a esmolas esporádicas ou praticadas com um tanto de desprezo e má vontade. Sejamos honestos conosco mesmos e não encubramos as nossas intenções com o manto da hipocrisia: quantas vezes temos feito da nossa parte com desdém pelos necessitados do corpo e da alma! Essa bondade não nos redime, mas apenas procura disfarçar nossa frieza interior. Sejamos bons sem segundas intenções, sem o propósito de comprar uma vaga no Paraíso, agora denominado colônias espirituais!
Por isso tudo vemos que as prescrições externas nada resolvem e que somente o mergulho no nosso próprio interior nos faz ver a quantas andam nossas intenções no Bem ou no Mal! Para terminar estas reflexões sobre a Mensagem de Jesus de há dois milênios atrás deixamos para sua reflexão, prezados leitores, a frase: “O Reino dos Céus está dentro de vós.” O que Jesus quis significar com essa expressão, se não que deve haver a procura pelo Reino dos Céus dentro de nós mesmos?
Compreenderam que não estamos inventando nada de novo, mas apenas repetindo o que é uma verdade do Repositório das Leis Divinas? A Ciência Cósmica é apenas uma expressão nova, mas pode ser interpretada como Lei Divina, Código Universal etc. etc.
CAPÍTULO III – AS REVELAÇÕES DOS SÉCULOS XIX, XX E XXI O século XIX foi programado por Jesus, o Divino Governador da Terra, para início das grandes revelações, para tanto organizando-se extensas frentes de trabalho de informação aos encarnados. Missionários provenientes de mundos mais evoluídos aqui reencarnaram, tais como Allan Kardec, Amélie Boudet, Léon Denis, Samael Aun Weor, Litelantes, Ochorovicz, Charcot, Pierre Janet, Rudolf Steiner, Helena Blavatsky, Pecotche, Mestre Irineu, sem contar a presença de trabalhadores de alta evolução espiritual como Joanna de Ângelis, Sathya Sai Baba, Yogananda e Yukteswar, Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Bezerra de Menezes, Eurípedes Barsanulfo e vários outros. Não devemos considerar uma corrente como superar às outras, porque trata-se de uma única equipe, formada sob o Comando de Jesus, com a finalidade de cada um desses missionários falar para o “seu público”, ou seja, pessoas que iriam simpatizar com as características diferenciadas de cada um. Se é verdade que esses missionários nunca disputaram entre si, muitos dos seus seguidores passaram a guerrear uns aos outros, acreditando, em alguns casos, com isso estar honrando seus mestres, no que se equivocaram redondamente, pois são todos membros do mesmo grupo de missionários. Assim, devem acabar os divisionismos, irmanando-se espíritas, teósofos, rosa-cruzes, logósofos, antropósofos, xamanistas, daimistas, holísticos, gnósticos, iogues, hinduístas, budistas etc. etc.
1 – ALLAN KARDEC, LÉON DENIS, EMMANUEL, ANDRÉ LUIZ, JOANNA DE ÂNGELIS ETC. ETC. Esse é o grupo dos denominados espíritas, que, infelizmente, acabou encontrando seguidores provenientes, em sua maioria, dos antigos redutos católicos, que infernizaram a Europa, instituindo o Tribunal do Santo Ofício e as guerras contra protestantes, as cruzadas, as perseguições contra judeus, a matança de São Bartolomeu e a Revolução Francesa, sem contar outras tantas manifestações de arrogância e conexão com as Trevas. Se os missionários eram bons, ligados diretamente a Jesus, muitos dos seus seguidores são apenas aproveitadores, que disputam a presidência de entidades, a ponto de Manoel Philomeno de Miranda ditar, através da mediunidade de Divaldo Pereira Franco, um livro alertando para a dominação que as Trevas estão conseguindo alcançar em muitos centros espíritas, para tanto utilizando dirigentes e médiuns vinculados com elas. Não estamos inventando maledicência contra ninguém, mas reproduzindo a preocupação de Manoel Philomeno de Miranda, Bezerra de Menezes e Eurípedes Barsanulfo.
Que cada um verifique se está com Deus ou Mamom, com Jesus ou com César, a fim de não contaminar a Mensagem de Jesus com suas próprias ambições e pagará por isso, porque assim acontece com quem mercadeja com as coisas santas. Se há muitos trabalhadores sinceros e movidos por bons propósitos, a direção de muitas entidades está nas mãos de trevosos, que disputam cargos, ao invés de servirem desinteressada e anonimamente. Apesar de Allan Kardec dizer que somente se pode dizer espírita quem se esforça por domar suas más inclinações, a maioria continua se afirmando espírita sem investir realmente na auto reforma moral e o que lhes aguarda é o sofrimento em zonas purgatoriais, porque “a quem muito é dado muito será pedido”.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.