Voltar ao livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

Capítulo 5 de 14

Brasil — parte 5 de 14

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho · Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos

Foi por esse tempo que Henrique de Sagres, o antigo Helil, mensageiro de Jesus, que levantara as energias portuguesas com a sua escola de navegação, procurou o Senhor, tocado de compaixão e de angústia, a implorar a bênção da sua misericórdia para a nação de que se tornara o gênio renovador. — Mestre — diz ele compungidamente —, venho pedir o vosso auxílio paternal para a terra portuguesa, cujas experiências amargas tocam, agora, ao auge das penosas provações coletivas. Humilhada e vencida, ela implora a vossa divina providência, através de minhas palavras, no sentido de lhe ser possível aproveitar as forças derradeiras, para uma reorganização política e econômica que a possa esquivar de tão angustiosa situação. — Helil — replicou-lhe Jesus —, sabes que a minha piedade não se reveste de excessivas exigências. Enviei-te a Portugal com o fim de lhe reerguer as energias, compensando os seus grandes esforços de povo humilde e laborioso.

Infelizmente, apesar de suas grandes qualidades de coração, os portugueses não souberam corresponder à nossa expectativa, provocando, eles próprios, a situação em que se encontram, pela fraqueza com que se entregaram à sinistra embriaguez da fortuna e da posse. Depois de teres ajudado Vasco da Gama a franquear o caminho marítimo das índias, as forças lusas, após receberem os favores da cidade de Calicut, ali regressam, algum tempo mais tarde, para bombardeá-la, inundando-a num mar de crueldade e sangue. No Brasil, onde lançamos os fundamentos da Pátria do Evangelho, introduziram o tráfico de homens livres, forçando as falanges de Ismael a despender todos os esforços possíveis para que as ordens divinas não se subvertessem pelas iniqüidades humanas.

Em Lisboa, permitiram a entrada do terrível instituto da inquisição, que comete no mundo todos os crimes em meu nome, que deveria ser, para todas as criaturas, um sinônimo de brandura e de amor. (pelo Espírito Humberto de Campos) — É verdade, Senhor — exclama Helil amargurado —, quando o primeiro português aprisionou, nas Canárias, alguns pobres africanos, para vendê-los como escravos aos brancos da Europa, ordenei fossem imediatamente repatriados, enchendo-se-me o coração de amargura após tantos entusiasmos no período dos descobrimentos, quando eu vos confiava, no Restelo, as lágrimas do meu reconhecimento e da minha esperança. Mas, a grande pátria que me confiaste, Senhor, muito tem aprendido no caminho das experiências dolorosas.

Nas suas cidades importantes escasseiam os espíritos de eleição, aptos à tarefa do governo; as nações ambiciosas se assenhoreiam de todas as suas possibilidades econômicas; suas riquezas são pilhadas pela pirataria do século; seu povo se acha esmagado pelos impostos; seus filhos abatidos e humilhados. Apiedai-vos, meu Jesus, de tanta miséria que nos enche o coração de infinita amargura! Permiti possamos restaurar-lhe as forças políticas, a fim de que ela cumpra as vossas determinações sábias e justas, na terra do Evangelho! — Essas experiências dolorosas — explicou-lhe o Divino Mestre — dotarão Portugal de novos sentimentos, acrisolando nele as concepções de brandura e de fraternidade, a fim de que possa corresponder ao nosso esforço, na edificação da pátria dos meus ensinamentos. Quais os elementos encarnados que utilizarás nessa restauração?

— Senhor, com o vosso apoio e com o vosso amparo, esperamos realizar essa reorganização buscando para o trono os descendentes de D. Afonso, primeiro Duque de Bragança, que atualmente detêm a maior fortuna portuguesa e em cuja Casa vivem mais de oitenta mil vassalos. Quanto ao nosso plano, constará de uma larga ação dos agrupamentos espirituais sob a minha direção, combinados com as falanges de Ismael, no sentido de intensificarmos o pensamento cristão em Portugal, projetando as mais nobres realizações no Brasil, disseminando-nos entre os colonizadores, a fim de que as concepções de fraternidade se intensifiquem, cimentando as bases da pátria das vossas lições divinas. Nossos apelos se estenderão aos companheiros reencarnados, que se encontram nas cortes espanholas e nas selvas americanas, para levantarmos a bandeira de Ismael sobre todas as frontes, como sublime legado do vosso coração compassivo e misericordioso. — Sim, Helil — retrucou Jesus, bondoso —, teu plano se realizará com a minha bênção, efetuando-se essa ação espiritual conforme a idealizas.

Temos, no entanto, de considerar que os elementos a serem utilizados são os mais representativos, porém, não constituem os mais necessários. Não acho que a Casa de Bragança esteja preparada, espiritualmente, para a sublime realização; todavia, somos obrigados, igualmente, a reconhecer que pesadas trevas invadem atualmente todas as atividades políticas da Terra e tu te esforçarás por ampará-la nos grandes deveres que assumirá, neste e nos próximos séculos. Terás o cuidado de inspirá-la, no propósito de se organizarem as precisas combinações com as outras nacionalidades do mundo, para que a Pátria do Evangelho não sofra novos choques de raças, além dos até agora sofridos. Bem sabes que, enquanto os homens não se integrarem no conhecimento pleno da minha doutrina de amor e de fraternidade, os tratados comerciais serão os necessários jogos de interesses a equilibrarem as ambições, em proveito dos setores da verdadeira evolução espiritual. Auxiliarei os teus empreendimentos com a minha misericórdia, pedindo a Nosso Pai que se digne de guardar-nos sob o pálio da sua bondade infinita.

Henrique de Sagres organizou as suas falanges e, em 1640, Portugal era restaurado, subindo ao trono D. João IV, chamado dos seus regalos e prazeres de Vila Viçosa, para os cuidados do reino. Ao cabo de um período de lutas ferrenhas, a restauração se consolida na batalha de Montijo e a grande nação do Ocidente prossegue em seu labor abençoado por Jesus, na formação da Pátria do Cruzeiro. Sob a orientação do mundo invisível, Portugal estabelece tratados comerciais, entre eles, alguns como o de Methuen, que mais tarde se verificou ser ruinoso para a indústria portuguesa, mas colocava o Brasil a salvo de lutas com o poderio da Inglaterra. Toda uma ação espiritual se conjuga, harmoniosamente, nessa época, e as falanges de Ismael e de Helil buscam, no silêncio e na obscuridade, o grande coração de Antônio Vieira, que se constituiu poderoso organismo mediúnico para as revelações de suas verdades.

Vieira toma posição ascendente na corte de D. João IV e, daí a algum tempo, contra a vontade do soberano, que desejava conservar a sua palavra de sabedoria e de amor junto do seu coração, o grande missionário embarca para o Brasil. Sua voz, saturada de suave magnetismo, ilumina todas as consciências, esclarecendo todos os corações. Em momento de sagrada eloqüência, exclama ele: — No Evangelho de Jesus, ofereceu o demônio todos os seus reinos pela posse de uma alma; mas, no Maranhão, não é necessário ao demônio tanta bolsa, para comprá-las todas. Basta acenar o diabo com um tijupar de pindoba e dois tapuias para que seja adorado com ambos os joelhos.

E não foram poucos os senhores que, tocados dessas claridades divinas, cuja origem profunda estava nas lições de Ismael e de seus abnegados mensageiros, correram às suas propriedades, envergonhados do crime de manter escravos os seus irmãos, e devolveram para sempre, aos pobres cativos, a liberdade. (pelo Espírito Humberto de Campos) AS BANDEIRAS No desdobramento da ação espiritual que deveria restaurar a pátria portuguesa, Ismael congregou os espíritos que chegavam aos espaços depois do primeiro contacto com a vida de Piratininga, a fim de elaborar novos projetos de trabalho naquele setor da Pátria do Evangelho. Almas decididas e heróicas, postas ali para a construção da grande obra, apesar dos seus característicos de bondade e de energia, necessitavam regressar à luta terrestre, em seu próprio benefício. O mensageiro divino as reuniu em grandes círculos, de onde lhe ouviram a palavra amiga e esclarecedora. — Meus irmãos — disse ele —, regressareis dentro de breves dias aos núcleos de trabalho estabelecidos no planalto piratiningano. Prosseguireis atuando no mesmo campo de labor e liberdade com que caracterizastes as primeiras iniciativas aí desenvolvidas.

Agora, levareis mais longe a vossa coragem e o vosso heroísmo. Penetrareis o coração da terra do Cruzeiro, rasgando as sombras de suas florestas imensuráveis. Com a vossa dedicação, novas atividades serão descobertas e novas possibilidades hão de felicitar a existência dos colonizadores do país, onde nos desvelaremos pela conservação da bandeira de Jesus, desfraldada lá sobre todas as frontes e sobre todos os corações. Até hoje, têm-se multiplicado as tristes caçadas humanas em que os índios misérrimos são colhidos de surpresa, na sua simplicidade, para os penosos trabalhos do cativeiro; desvendareis, agora, as fontes de riqueza dos vastos latifúndios do Brasil, interessando a colonização e fazendo desabrochar com mais intensidade os núcleos valorosos desse movimento de intensificação dos órgãos de progresso da pátria e do seu povo. Muitos de vós conhecereis a penúria e o sofrimento; sacrificareis a fortuna e os afetos mais santos da família, para construirdes a base do porvir com as lágrimas abençoadas dos vossos martírios e das vossas renúncias exemplares.

Vossa tarefa será rasgar as selvas remotas, patenteando o ouro depositado no seio da terra generosa. Houve um interregno na sua alocução. Ali se encontravam as entidades que seriam, mais tarde, entre muitos outros, Antônio Rodrigues Arzão, Marcos de Azeredo, Bartolomeu Bueno e Fernão Dias Paes. Este último, quebrando o silêncio da grande assembléia, exclamou, provocando geral interesse: — Anjo bom, que faremos com o ouro da terra, se no mundo ele é a causa sinistra de todas as lutas e o demônio de todas as ambições? Aqui, na vida espiritual, compreendemos semelhantes realidades; mas, no orbe das sombras, a nossa consciência mergulha nas mais aflitivas perturbações e bem sabeis que a água mais pura, misturando-se com a terra, se reduz quase sempre a um punhado de lama.

Ismael não se demorou para esclarecer: — A Terra é a escola abençoada, onde aplicamos todos os elevados conhecimentos adquiridos no Infinito. É nesse vasto campo experimental que devemos aprender a ciência do bem e aliá-la à sua divina prática. Nos nevoeiros da carne, todas as trevas serão desfeitas pelos nossos próprios esforços individuais; dentro delas, o nosso espírito andará esquecido de seu passado obscuro, para que todas as nossas iniciativas se valorizem. Precisamos entender essas brandas disposições das leis divinas, para que o determinismo do amor e da fraternidade constitua a lei da existência de todas as coisas e de todos os seres. Quanto ao ouro escondido no seio da terra exuberante, sua existência não significa senão um estímulo à ilusão dos homens, ainda muito distantes da concepção da verdadeira fraternidade, a fim de que as criaturas possam buscar os tesouros espirituais pelo trabalho fecundante da evolução do mundo.

Procurando a grandeza ilusória do ouro, edificareis as cidades novas, fomentareis a pecuária e a agricultura, desbravando caminhos inóspitos em favor de outras almas. Um mundo novo se erguerá sobre os vossos ombros dilacerados nas disciplinas austeras, ao sol causticaste das caminhadas penosas; mas, o futuro se voltará para os vossos esforços, com as suas bênçãos de agradecimento. Dirigindo-se mais particularmente a Fernão Dias, Ismael sentenciou: — Serás o chefe da expedição mais difícil de todas; porém, da tua coragem há de surgir um caminho novo para todos os espíritos. Muitas vezes serás compelido a exercer a mais rigorosa justiça, despendendo todas as tuas reservas de energia; mas, é preciso não esqueças a misericórdia divina, sem exorbitar das funções que te forem confiadas, entregando a Jesus os teus trabalhos de cada dia. O grande bandeirante recebeu submisso a determinação do divino emissário.

Daí a alguns anos, nos dois últimos quartéis do século XVII, as bandeiras paulistas se espalharam por todas as regiões da terra virgem. Através das selvas bravias, marcham, como se o fizessem ao longo de largos e desconhecidos oceanos. As noites estreladas lhes servem de orientação e de bússola. A cruz do Cristo vai, como um símbolo, à frente de todos os expedicionários das novas tentativas de conquista. De Sorocaba, sobem por Goiás até ao Amazonas longínquo; e de Taubaté demandam a Paraíba do Norte.

Em 1672, Fernão Dias Paes organiza, com todos os elementos de sua fortuna, a mais célebre das expedições saídas de São Paulo. Caçando as esmeraldas, que constituíam objeto das lendas de muitos aventureiros, visita todas as regiões auríferas de Minas Gerais. Rebeliões e discórdias são dominadas pela sua energia constante e severa. Para fortalecer a disciplina, o bandeirante audacioso manda enforcar o próprio filho, que participara da rebeldia geral, como escarmento aos companheiros, próximo à povoação do Sumidouro. As jóias da mulher e das filhas são empregadas no seu arrojado empreendimento, arruinando-se a família inteira.

Fernão Dias, porém, segue um roteiro luminoso. Por onde passa com as suas caravanas, florescem povoações asseadas e alegres. Seus pontos de contacto com a terra paulista são os arraiais prósperos e fartos, que vai edificando nos caminhos desertos. As esmeraldas do seu sonho nunca foram (pelo Espírito Humberto de Campos) encontradas e as pedras verdes que entregou ao genro no instante da agonia, como única expressão da sua fortuna, representavam, de certo, o símbolo suave das esperanças do seu labor e das suas lágrimas na terra do Evangelho. Próximo do local onde mandara enforcar o filho, nas margens do Rio das Velhas, o seu espírito de lutador se desprendeu igualmente do corpo exausto, e quando, no íntimo do seu coração, implorava a misericórdia do Altíssimo para o delito, com que exorbitara de suas funções na Terra, a voz de Ismael falou-lhe do Infinito: — Irmão, as quedas, com as suas experiências sombrias, constituirão os degraus do teu caminho para as mais gloriosas ascensões espirituais.

Atrás dos teus passos florescem cidades valorosas no coração das matas virgens, e os que recebem os teus benefícios abençoam o teu esforço e a tua energia perseverante. A essas mesmas paragens, onde turvaste a consciência por um instante, levado pelos rigores da disciplina, voltarás com teu filho, sob as asas cariciosas da fraternidade e do amor, a fim de reparares o passado cheio de tribulações e lutas incontáveis, porque, no coração misericordioso de Deus, repousam, eternamente, as luminosas esmeraldas da esperança e do amor, que procuraste a vida inteira. Fernão Dias Paes abre os olhos materiais, pela última vez. Uma lágrima pesada e branca lhe corre pelas faces emagrecidas; mas, sobre o seu coração paira a bênção cariciosa da terra dourada das minas, e, sentindo-se na posse das verdadeiras esmeraldas do seu grande sonho, o ínclito batalhador regressa de novo à vida do Infinito. OS MOVIMENTOS NATIVISTAS A procura do ouro constituía a ansiedade incentivadora de todos os espíritos. Entretanto, desde o princípio do século, o governo espanhol havia providenciado quanto à organização do Código Mineiro para o Brasil e, desde 1608 a 1617, quando a direção da colônia se achava repartida entre as cidades de Salvador e do Rio de Janeiro, já D.

Francisco de Sousa guardava o título pomposo de Governador e Intendente das Minas. Contudo, somente mais tarde as bandeiras audaciosas, iniciadas com a coragem paulista, rasgaram os véus espessos do cipoal da mata virgem, descobrindo os vastos lençóis de uma infinita riqueza. Muitos lustros decorreram sem que nada mais se observasse, senão os movimentos espantosos das correntes migratórias através dos sertões, procurando o ouro da terra desconhecida e encontrando, muitas vezes,.nos seus caminhos a aflição, a angústia e a morte. O próprio Conselho Ultramarino, em Lisboa, expunha mais tarde à autoridade da Coroa a necessidade de se reprimirem os excessos dessas migrações incessantes, para que o próprio reino não se despovoasse. Por essa época, multiplicavam-se as emboscadas e a sede da posse turvava todas as consciências.

Cidades futurosas se levantavam ao longo das estradas desertas e ermas; mas, seus alicerces, a maior parte das vezes, se constituíam com o sangue e com a morte. Em toda a colônia, pairam ameaças de confusão e desordem. A lenda dos tesouros fabulosos, guardados no coração das selvas imensas, incendiava todos os ânimos e enfraquecia o ascendente da lei em todos os espíritos. Os índios experimentam, amarguradamente, a atuação dessas forças contrárias à sua paz, que se concentravam à procura das riquezas da terra, e é com inauditos esforços de perseverança e de paciência que os caridosos jesuítas juntam suas aldeias ao Norte, com doçura fraterna, conquistando todo o Amazonas para a comunidade dos portugueses. A esse tempo, no extremo norte convulsiona-se o Maranhão, sob os ímpetos revolucionários de Manuel Beckman, contra a Companhia de Comércio, que monopolizara os negócios da importação e exportação da capitania, e contra os jesuítas, cujo espírito de fraternidade se interpunha entre os colonizadores e os índios, no sentido de se manterem estes últimos dentro da liberdade que lhes competia.

Os amotinados prendem todos os elementos do governo e, organizando uma junta com elementos do clero, da nobreza e do povo, consideram extinto o (pelo Espírito Humberto de Campos) monopólio e providenciam o imediato banimento dos protetores dos indígenas. Festas extraordinárias assinalam, no Maranhão, semelhantes feitos, inclusive Te Deum na Catedral de São Luís. A notícia de tão singulares quão inesperados episódios provoca as apreensões da corte de Lisboa, que não desconhece as pretensões da França no tocante ao vale do Amazonas, nem ignora o ascendente moral dos franceses sobre os elementos indígenas. A expedição que deverá restaurar a lei na capitania não se faz esperar e a Gomes Freire de Andrada, estadista notável pelo seu talento militar e político, cabe a direção do movimento restaurador. As providências da contra-revolução no extremo norte são adotadas sem dificuldade.

Gomes Freire procede com magnanimidade para com os revoltosos, sem, contudo, poder agir com a mesma liberalidade para com Manuel Beckman, que foi preso e sentenciado à morte. Sua fortuna teve-a ele confiscada, mas o grande oficial que comandara a expedição, dentro das tradições da generosidade portuguesa, arrematou todos os bens do infeliz, em hasta pública, e os doou à viúva e aos órfãos do revolucionário. Em 1683, a Bahia se conflagra, depois de assassinar o alcaide-mor da colônia, Francisco Teles de Menezes, que excitara as antipatias dos habitantes do Salvador. E os derradeiros anos do século XVII testemunham as atividades da colônia, nesse período de transição dos movimentos nativistas. A sede do ouro penetra o século seguinte, que, mais intensamente, ia acender a febre da ambição em todas as cidades.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.