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Capítulo 10 de 14

Brasil — parte 10 de 14

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho · Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos

Paes de Andrade refugia-se num navio inglês, conseguindo escapar à ação repressiva do Império; mas João Ratcliff e Frei Caneca pagam com a vida o sonho republicano. Executados militarmente, são eles o doloroso escarmento para os companheiros. Ambos iam, porém, associar-se aos trabalhos do Infinito, sob a direção de Ismael, cuja misericórdia alentava as energias da pátria brasileira. Não terminaram, com o desaparecimento da Confederação do Equador, as agitações intestinas. Os reinóis, espalhados por todos os recantos do país, esperavam um golpe de unificação das duas pátrias, sonhando com o regresso à vida colonial, em benefício dos seus interesses econômicos.

Os brasileiros, todavia, entravam em luta com os portugueses, constituindo esses movimentos uma ameaça constante à paz coletiva, durante vários anos. O mundo invisível, porém, atua de maneira sensível entre os gabinetes políticos, para que a Província Cisplatina fosse reintegrada em sua liberdade, após a anexação indébita, levada a efeito pelas forças armadas de D. João VI, em 1821, por inspiração de D. Carlota Joaquina. A imposição para submetê-la era francamente impopular, porquanto, desde o início da civilização brasileira, os mensageiros de Jesus difundiram o mais largo conceito de fraternidade dentro da Pátria do Cruzeiro, onde todo o povo guarda a tradição da solidariedade e da autonomia.

A realidade é que Ismael triunfa sempre. Apesar das primeiras vitórias das armas brasileiras, a Província Cisplatina, que não era produto elaborado pela Pátria do Evangelho nem fruto de trabalho dos portugueses, se separava definitivamente do coração geográfico do mundo, graças à mediação pacífica da Inglaterra, para formar o território que veio a constituir a República Oriental do Uruguai. Enquanto se desenrolavam esses acontecimentos, a opinião pública do Brasil não abandonava a crítica a todos os atos e deliberações do imperador. D. Pedro, senhor da psicologia dos tempos novos, não ignorava quanta decisão reclamavam os afazeres penosos do governo.

Seus ministérios, no Rio de Janeiro, se organizavam para se desfazerem em curtos períodos de tempo. O país andava agitado e apreensivo, temendo-lhe as resoluções e espreitando-lhe os menores gestos. As suas aventuras amorosas eram perfidamente comentadas pelas anedotas da malícia carioca. O povo, conhecendo alguma coisa da sua conduta particular, se encarregou de elaborar a maior parte de todas as histórias ridículas em torno da sua personalidade, que, se rude e sensual, não era diferente da generalidade dos homens (pelo Espírito Humberto de Campos) da época e tinha, não raras vezes, rasgos generosos, que alcançavam os mais altos cumes do sentimento. A imprensa instituída pelo Conde de Linhares, em 1808, sob a proteção de D.

João VI, no casarão da Rua do Passeio, não o abandonou, transformando-se em sentinela dos seus menores pensamentos. O imperador era acusado de proteger, criminosamente, os interesses portugueses, a despeito das suas ações em contrário. Muitas vezes, em momentos de meditação, no Paço de São Cristóvão, já ao tempo de suas segundas núpcias, deixava ele vagar o espírito pelo mundo rico das suas experiências, acerca dos homens e da vida, para reconhecer que todo aquele ódio gratuito lhe advinha da condição de português nato. O Brasil era reconhecido ao seu feito, no que se referia à independência política, mas não tolerava a origem do seu imperador, em se tratando dos problemas da sua autonomia. Dias após as "noites das garrafadas", em que os partidos políticos se engalfinharam na praça pública, de 12 a 14 de março de 1831, D.

Pedro compareceu a um Te-Deum na igreja de São Francisco, sendo recebido, depois da cerimônia religiosa, pelo povo que o rodeou, com algumas demonstrações de desagrado. Para aplacar os ânimos exaltados do partidarismo, D. Pedro organiza novo ministério, todo composto de homens de sua absoluta confiança. O povo, entretanto, divisando dentro do novo gabinete ministerial somente os que ele considerava os palacianos de São Cristóvão, reuniu-se no Campo de Santana, capitaneado por demagogos e, em poucos minutos, a revolução se alastrava pela cidade inteira. Deputações populares são enviadas ao imperador, que as recebe com serenidade e indiferença.

Entre os revoltosos estão os seus melhores amigos. Os senhores da situação eram os mesmos a quem o imperador havia amparado na véspera. O próprio exército, que organizara com imenso desvelo, se voltava contra ele naquela noite memorável. D. Pedro, depois de ouvir à meia-noite as explicações do Major Miguel de Frias, que viera a palácio em busca da sua decisão quanto às exigências do povo, que lhe impunha o antigo ministério, mandou chamar o chefe da guarda do regimento de artilharia, aquartelado em São Cristóvão, e lhe ordenou, com serena nobreza, que se reunisse com os seus homens às tropas revoltadas, acrescentando generosamente: — Não quero que ninguém se sacrifique por minha causa.

Depois da meia-noite, preferiu ficar só, na quietude do seu gabinete. Ali, atentou no patrimônio das suas experiências. Através do silêncio e da sombra, a voz de seu pai, já na vida livre dos espaços, lhe falava brandamente ao coração. Os mensageiros de Ismael auxiliam-lhe o cérebro esgotado na solução do grande problema e, às duas horas da madrugada de 7 de abril de 1831, sem ouvir sequer os seus ministros e conselheiros, abdicava na pessoa do filho, D. Pedro de Alcântara, que contava então cinco anos, e ficaria sob a esclarecida tutela de José Bonifácio. BEZERRA DE MENEZES O século XIX, que surgira com as últimas agitações provocadas no mundo pela Revolução Francesa, estava destinado a presenciar extraordinários acontecimentos.

No seu transcurso, cumprir-se-ia a promessa de Jesus, que, segundo os ensinamentos do seu Evangelho, derramaria as claridades divinas do seu coração sobre toda a carne, para que o Consolador reorganizasse as energias das criaturas, a caminho das profundas transições do século XX. Mal não haviam terminado as atividades bélicas da triste missão de Bonaparte e já o espaço se movimentava, no sentido de renovar os surtos de progresso das coletividades. Assembléias espirituais, reunindo os gênios inspiradores de todas as pátrias do orbe, eram levadas a efeito, nas luzes do infinito, para a designação de missionários das novas revelações. Em uma de tais assembléias, presidida pelo coração misericordioso e augusto do Cordeiro, fora destacado um dos grandes discípulos do Senhor, para vir à Terra com a tarefa de organizar e compilar ensinamentos que seriam revelados, oferecendo um método de observação a todos os estudiosos do tempo. Foi assim que Allan Kardec, a 3 de outubro de 1804, via a luz da atmosfera terrestre, na cidade de Lião.

Segundo os planos de trabalho do mundo invisível, o grande missionário, no seu maravilhoso esforço de síntese, contaria com a cooperação de uma plêiade de auxiliares da sua obra, designados particularmente para coadjuvá-lo, nas individualidades de João Batista Roustaing, que organizaria o trabalho da fé; de Léon Denis, que efetuaria o desdobramento filosófico; de Gabriel Delanne, que apresentaria a estrada científica e de Camille Flammarion, que abriria a cortina dos mundos, desenhando as maravilhas das paisagens celestes, cooperando assim na codificação kardequiana no Velho Mundo e dilatando-a com os necessários complementos. Ia resplandecer a suave luz do Espiritismo, depois de certificado o Senhor da defecção espiritual das igrejas mercenárias, que falavam no globo em seu nome. Todas as falanges do Infinito se preparam para a jornada gloriosa. As abnegadas coortes de Ismael trazem as suas inspirações para as grandes cidades do país do Cruzeiro, conseguindo interessar indiretamente grande número de estudiosos. As primeiras experiências espiritistas, na Pátria do Evangelho, começaram pelo problema das curas.

Em 1818, já o Brasil possuía um grande círculo homeopático, sob a direção do mundo invisível. O próprio José Bonifácio se correspondia com Frederico Hahnemann. Nos tempos do segundo reinado, os (pelo Espírito Humberto de Campos) mentores invisíveis conseguem criar, na Bahia, no Pará e no Rio de Janeiro, alguns grupos particulares, que projetavam enormes claridades no movimento neo-espiritualista do continente, talvez o primeiro da América do Sul. Antes dessa época, quando prestes a findar o primeiro reinado, Ismael reúne no espaço os seus dedicados companheiros de luta e, organizada a venerável assembléia, o grande mensageiro do Senhor esclarece a todos sobre os seus elevados objetivos. — Irmãos — expôs ele —, o século atual, como sabeis, vai ser assinalado pelo advento do Consolador à face da Terra.

Nestes cem anos se efetuarão os grandes movimentos preparatórios dos outros cem anos que hão de vir. As rajadas de morticínio e de dor avassalarão a alma da humanidade, no século próximo, dentro dos imperativos das transições necessárias, que serão o sinal do fim da civilização precária do Ocidente. Faz-se mister amparemos o coração atormentado dos homens nessas grandes amarguras, preparando-lhes o caminho da purificação espiritual, através das sendas penosas. É preciso, pois, preparemos o terreno para a sua estabilidade moral nesses instantes decisivos dos seus destinos. Numerosas fileiras de missionários encontram-se disseminadas entre as nações da Terra, com o fim de levantar a palavra da Boa-Nova do Senhor, esclarecendo os postulados científicos que surgirão neste século, nos círculos da cultura terrestre.

Uma verdadeira renascença das filosofias e das ciências se verificará no transcurso destes anos, a fim de que o século XX seja devidamente esclarecido, como elemento de ligação entre a civilização em vias de desaparecer e a civilização do futuro, que assentará na fraternidade e na justiça, porque a morte do mundo, prevista na Lei e nos Profetas, não se verificará por enquanto, com referência à constituição física do globo, mas quanto às suas expressões morais, sociais e políticas. A civilização armada terá de perecer, para que os homens se amem como irmãos. Concentraremos, agora, os nossos esforços na terra do Evangelho, para que possamos plantar no coração de seus filhos as sementes benditas que, mais tarde, frutificarão no solo abençoado do Cruzeiro. Se as verdades novas devem surgir primeiramente, segundo os imperativos da lei natural, nos centros culturais do Velho Mundo, é na Pátria do Evangelho que lhes vamos dar vida, aplicando-as na edificação dos monumentos triunfais do Salvador. Alguns dos nossos auxiliares já se encontram na Terra, esperando o toque de reunir de nossas falanges de trabalhadores devotados, sob a direção compassiva e misericordiosa do Divino Mestre.

Houve na alocução de Ismael uma breve pausa. Depois, encaminhando-se para um dos dedicados e fiéis discípulos, faloulhe assim: — Desceras às lutas terrestres com o objetivo de concentrar as nossas energias no país do Cruzeiro, dirigindo-as para o alvo sagrado dos nossos esforços. Arregimentarás todos os elementos dispersos, com as dedicações do teu espírito, a fim de que possamos criar o nosso núcleo de atividades espirituais, dentro dos elevados propósitos de reforma e regeneração. Não precisamos encarecer aos teus olhos a delicadeza dessa missão; mas, com a plena observância do código de Jesus e com a nossa assistência espiritual, pulverizarás todos os obstáculos, à força de perseverança e de humildade, consolidando os primórdios de nossa obra, que é a de Jesus, no seio da pátria do seu Evangelho. Se a luta vai ser grande, considera que não será menor a compensação do Senhor, que é o caminho, a verdade e a vida.

Havia em toda a assembléia espiritual um divino silêncio. O discípulo escolhido nada pudera responder, com o coração palpitante de doces e esperançosas emoções, mas as lágrimas de reconhecimento lhe caíam copiosamente dos olhos. Ismael desfraldara a sua bandeira à luz gloriosa do Infinito, salientando-se a sua inscrição divina, que parecia constituir-se de sóis infinitésimos. Urna vibração de esperança e de fé fazia pulsar todos os corações, quando uma voz, terna e compassiva, exclamou das cúpulas radiosas do Ilimitado: — Glória a Deus nas Alturas e paz na terra aos trabalhadores de boavontade! Relâmpagos de luminosidade estranha e misericordiosa clareavam o pensamento de quantos assistiam ao maravilhoso espetáculo, enquanto uma chuva de aromas inundava a atmosfera de perfumes balsâmicos e suavíssimos.

Sob aquela bênção maravilhosa, a grande assembléia dos operários do Bem se dissolveu. Daí a algum tempo, no dia 29 de agosto de 1831, em Riacho do Sangue, no Estado do Ceará, nascia Adolfo Bezerra de Menezes, o grande discípulo de Ismael, que vinha cumprir no Brasil uma elevada missão. (pelo Espírito Humberto de Campos) A OBRA DE ISMAEL O grande movimento preparatório do Espiritismo em todo o mundo tinha, no Brasil, a sua repercussão, como era natural. Por volta de 1840, ao influxo das falanges de Ismael, chegavam dois médicos humanitários ao Brasil. Eram Bento Mure e Vicente Martins, que fariam da medicina homeopática verdadeiro apostolado. Muito antes da codificação kardequiana, conheciam ambos os transes mediúnicos e o elevado alcance da aplicação do magnetismo espiritual.

Introduziram vários serviços de beneficência no Brasil e traziam por lema, dentro da sua maravilhosa intuição, a mesma inscrição divina da bandeira de Ismael — "Deus, Cristo e Caridade". Indescritível foi o devotamente de ambos à coletividade brasileira, à qual se haviam incorporado, sob os altos desígnios do mundo espiritual. Nas suas luminosas pegadas, seguiram, mais tarde, outros pioneiros da homeopatia e do Espiritismo, na Pátria do Evangelho. Foram eles, os médicos homeopatas, que iniciaram aqui os passes magnéticos, como imediato auxílio das curas. Hahnemann conhecia a fonte infinita de recursos do magnetismo espiritual e recomendava esses processos psicoterápicos aos seus seguidores.

Os primeiros fenômenos de Hydesville, na América do Norte, em 1848, não passaram despercebidos à corte do segundo reinado. A febre de experimentações que se lhes seguiu, nas grandes cidades européias, incendiou, igualmente, no Rio de Janeiro, alguns cérebros mais destacados no meio social. Em 1853, a cidade já possuía um pequeno grupo de estudiosos, entre os quais se podia notar a presença do Marquês de Olinda e do Visconde de Uberaba. Em Salvador, esses núcleos de experimentação também existiam, em idênticas circunstâncias. Em 1860 surgem as primeiras publicações espiritistas.

Em 1865, o Dr. Luís Olímpio Teles de Menezes, com alguns colegas, replicava pelo "Diário da Bahia" a um artigo algo irônico de um cientista francês, desfavorável ao Espiritismo, publicado na Gazette Medícale e transcrito no jornal referido. As publicações brasileiras não passaram despercebidas ao próprio Allan Kardec, que delas teve conhecimento, com a mais justa satisfação íntima. A doutrina seguia marcha vitoriosa, através de todos os ambientes cultos da Europa e da América, quando o grande codificador se desprendeu dos laços que o retinham à vida material, em 1869. Justamente nesse ano surgira o primeiro periódico espírita brasileiro — "O Eco de Além-Túmulo".

O desaparecimento do mestre deixara algo desorientado o campo geral da doutrina em organização. Em Paris, como nos grandes centros mundiais, quiseram inutilmente substituir-lhe a autoridade. As falanges de Ismael estavam vigilantes. Sugeriram aos espiritistas brasileiros a necessidade de criar, no Rio, um núcleo central das atividades, que ficasse como o órgão orientador de todos os movimentos da doutrina no Brasil. Um dos emissários de Ismael, que dispunha de maiores elementos no terreno das afinidades mediúnicas, para se comunicar nos grupos particulares organizados na cidade, adotou o pseudônimo de Confúcio, sob o qual transmitia instrutivas mensagens e valiosos ensinamentos.

Em 1873 fundava-se, com estatutos impressos e demais formalidades exigidas, o "Grupo Confúcio", que constituiria a base da obra tangível e determinada de Ismael, na terra brasileira. Por esse grupo passaram, na época, todos os simpatizantes da doutrina e, se efêmera foi a sua existência como sociedade organizada, memoráveis foram os seus trabalhos, aos quais compareceu pessoalmente o próprio Ismael, pela primeira vez, esclarecendo os grandes objetivos da sua elevada missão no país do Cruzeiro. Nem todos os espiritistas modernos conhecem o fecundo labor daqueles humildes arroteadores dos terrenos inférteis da sociedade humana. A realidade é que eles lutaram denodadamente contra a opinião hostil do tempo, contra o anátema, o insulto e o ridículo e, sobretudo, contra as ondas reacionárias das trevas do mundo invisível, para levantarem bem alto a bandeira de Ismael, como manancial de luz para todos os espíritos e de conforto para todos os corações. As entidades da sombra trouxeram a obra ingrata da oposição ao trabalho produtivo da edificação evangélica no Brasil.

Bem sabemos que, assim como Aquiles possuía um ponto vulnerável no seu calcanhar, o homem em si, pela sua vaidade e fraqueza, também tem um ponto vulnerável em todos os escaninhos da sua personalidade espiritual, e os seres das trevas, se não conseguiram vencer totalmente os trabalhadores, conseguiram desunilos no plano dos seus serviços à grande causa. O "Grupo Confúcio" teve uma existência de três anos rápidos. Os mensageiros de Ismael, triunfando da discórdia que destruía o grande núcleo nascente, fundavam sobre ele, em 1876, a "Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade", sob a direção esclarecida de Francisco Leite de Bittencourt Sampaio, grande discípulo do emissário de Jesus, que, juntamente com Bezerra, tivera a sua tarefa previamente determinada no Alto. A ele se reuniu Antônio Luiz Sayão, em 1878, para as grandes vitórias do Evangelho nas terras do Cruzeiro. O trabalho maléfico das trevas, no plano invisível, é arrojado e perseverante.

No seio desse redil de almas humildes e simples, esclarecidas à luz dos princípios cristãos, onde militavam espíritas lúcidos e sábios como Bittencourt Sampaio, que abandonara os fulgores enganosos da sua elevada posição na literatura e na política para se apegar às claridades do ideal cristão, as entidades tenebrosas conseguem encontrar um médium, pronto para a dolorosa tarefa de fomentar a desarmonia e, estabelecida de novo a discórdia, os mensageiros de Ismael reorganizam as energias existentes, para fundarem, em 1880, a "Sociedade Espírita Fraternidade", com a qual se carregava em triunfo o bendito lema do suave estandarte do emissário do Divino Mestre. Em 1883, Augusto Elias da Silva, na sua posição humilde, lançava o "Reformador", coadjuvado por alguns companheiros e com o apoio das hostes invisíveis. As mesmas reuniões do grupo humilde de Antônio Sayão e Bittencourt Sampaio continuam. Uma plêiade de médiuns curadores, notáveis pela abnegação, (pelo Espírito Humberto de Campos) iniciam, no Rio, o seu penoso apostolado. Elias da Silva e seus companheiros notam, entretanto, que a situação se ia tornando difícil com as polêmicas esterilizadoras.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.