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Capítulo 5 de 18
Mediunidade e Doutrina
Através do Tempo · Chico Xavier, espíritos diversos
André Luiz
Em Espiritismo, é imperioso distinguir entre Mediunidade e Doutrina para que as surpresas do mundo não nos ensombrem a marcha. * Mediunidade é processo Doutrina é realização O processo passa A realização permanece. * Mediunidade é caminho Doutrina é bússola
O caminho pode bifurcar-se A bússola guia sempre. * Mediunidade é pormenor Doutrina é base O pormenor é superfície A base é substancia. * Mediunidade é trato de terra Doutrina é semente nobre A leira obedece aos ditames do lavrador A semente nobre enriquece a vida. * Mediunidade é argumento Doutrina é lógica O argumento é variável A lógica é inamovível. * Mediunidade é fenômeno da alma. Doutrina é alma do fenômeno. A mediunidade inclui a telementação e a letargia, a sugestão e a hipnose. A doutrina é responsabilidade, estudo edificante, serviço ao próximo e sacrifício pessoal. Na primeira, temos a observação e a experiência; na segunda, a educação e a caridade. Em síntese, a Mediunidade é trabalho da criatura humana e a Doutrina Espírita é Jesus de braços abertos. Dignifiquemos, assim, a mediunidade com a nossa consagração ao bem puro e simples, mas não nos esqueçamos de plasmar a Doutrina Espírita no livro da própria alm, a fim de que o nosso coração se converta em flama da Vida Eterna.
Psicografia em Reunião Publica Data – 12-9-1958 Local – Centro Espírita Uberabense, na cidade Uberaba, Minas. MEDIUNIDADE E JESUS
Euripedes Barsanulfo
Quem hoje ironiza a mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens. É assim que começa o apostolado divino, santificando-lhe os valores na clariaudiência e na clarividência, entre Maria e Isabel, José e Zacarias, Ana e Simeão, no estabelecimento da Boa Nova. E segue adiante, enaltecendo-a na inspiração dos doutores do Templo; exaltando-a nos fenômenos de efeitos físicos, ao transformar a água em vinho, nas bodas de Canã; sublimando-a, nas atividades da cura, ao transmitir passes de socorro aos cegos e paralíticos, desalentados e aflitos, reconstituindo-lhes a saúde; ilustrando-a na levitação, quando caminha sobre as águas; dignificando-a nas tarefas de desobsessão, ao instruir e consolar os desencarnados sofredores ligados aos alienados
mentais que lhe surgem à frente; glorificando-a na materialização, em se transfigurando ao lado de Espíritos radiantes, no cimo do Tabor, e elevando-a sempre no magnetismo sublimado, ao aliviar os enfermos com a simples presença, ao revitalizar corpos cadaverizados, ao multiplicar pães e peixes para a turba faminta ou ao apaziguar as forças da Natureza. E, confirmando o intercambio entre os vivos da Terra e os vivos da Eternidade, reaparece Ele mesmo, ante os discípulos espantados, traçando planos de redenção que culminam no dia de Petencostes – o momento inesquecível do Evangelho -, quando os seus mensageiros convertem os Apóstolos em médiuns falantes na praça pública, para esclarecimento do povo necessitado de luz. Como é fácil de observar, a mediunidade, como recurso espiritual de sintonia, não é a Doutrina Espírita, que expressa atualmente o Cristianismo Redivivo, mas, sempre enobrecida pela honestidade e pela fé, pela educação e pela virtude, é o veiculo respeitável da convicção na sobrevivência. Assim, pois, não nos agastemos contra aqueles que a perseguem, através do achincalhe – tristes negadores da realidade cristã, ainda mesmo quando se escondam sob os veneráveis distintivos da autoridade humana – porquanto, os talentos medianímicos estiveram incessantemente nas mãos de Jesus, o nosso Divino Mestre, que deve ser considerado, por todos nós, como sendo o Excelso Médium de Deus.
Psicografia em Reunião Publica Data – 8-4-1959 Local – Centro Espírita Casa do Cinza, na cidade de Uberaba, Minas
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.