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Capítulo 15 de 18
Santa Caridade
Através do Tempo · Chico Xavier, espíritos diversos
Rodrigues de Abreu
Estende as próprias mãos Entregando o tesouro que ajuntaste Ou rogando a migalha Dos tesouros alheios... Repara, todavia, As mãos abnegadas Que constroem a vida... Mãos que sangram no campo, Na condução do arado; Mãos erguidas na escola, Em louvor da cultura; Mãos feridas na industria Exaltando o conforto; Mãos que afagam doentes, Renovando a alegria... Mãos que servem a mesa, Enriquecendo o pão; Mãos nervosas e firmes Nos volantes bulhentos Ajustando as artérias Do progresso incessante. Mãos que erguem a enxada, Mãos que empunham a pena... Mãos que fiam, Que agasalham,
Que abençoam, Que consolam... Assim, pois, Na graça da fortuna Ou na dor da carência Escuta a melodia Das mãos entrelaçadas Na oficina do mundo. E traze com valor As tuas mãos também, Cedendo de ti mesmo, Em suor e esperança, Ao serviço de todos, E entenderás, por fim, Que o trabalho do bem É a Santa Caridade Que verte sobre nós Do Eterno Amor de Deus.
Psicografia em Reunião Publica Data – 31-10-1958 Local – Centro Espírita Vicente de Paulo, na cidade de Uberaba, Minas.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.