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Capítulo 12 de 18
O Perfume da Vida
Através do Tempo · Chico Xavier, espíritos diversos
Emmanuel
Recorda que a humildade é o perfume eterno da vida. * Jesus, o Sol Divino, brilhou na Terra sem ofuscar ninguém. Rei Celeste, apagou-se nas palhas da estrebaria para não confundir os homens desvairados de orgulho, embora viesse acordá-los para a justiça. Anjo dos anjos, desce ao convívio das criaturas frágeis e delinqüentes, sem destacar-lhes as chagas vivas, não obstante guardar entre elas o objetivo de iluminarlhes o roteiro. Médico Infalível, busca os doentes do mundo sem denunciar-lhes as enfermidades e as culpas, embora conservando o propósito de restituir-lhes o equilíbrio e a segurança. Sábio dos sábios, entende-se com os ignorantes de todas as procedências, sem salientar-lhes a sombra, não obstante procurar-lhes a companhia para clarear-lhes a senda. Poderoso condutor da imortalidade, aproxima-se dos velhos e dos fracos, das mulheres e das crianças, sem anotar-lhes as mazelas e cicatrizes, embora lhes buscasse a presença para sublimar-lhes os corações. Mestre da luz, não condena os que vagueiam nas trevas, soberano da eternidade, não abandona os que se desesperam nos precipícios da morte... Lembrando-lhe a bondade infinita, detenhamo-nos no ensejo de auxiliar.
Todavia, para auxiliar, é imprescindível não criticar e ferir. * Na obra do Evangelho, somos chamados à maneira de lavradores para o serviço de amparo à semente da perfeição no campo imenso da vida. No entanto, para que o dever bem cumprido nos consolide as tarefas é necessário que a humildade, por perfume do Céu, nos inspire todos os passos na Terra, de vez que Jesus é o amor de braços abertos, convidando-nos a entender e servir, perdoar e ajudar, hoje e sempre.
Psicografia em Reunião Publica Data – 24-9-1955 Local – Centro Espírita Luz e Humildade, em Belo Horizonte, Minas PALAVRAS DE IRMÃO
André Luiz
O Espiritismo com Jesus é o edifício do aperfeiçoamento moral que os corações de boa vontade estão erigindo para o mundo. Se você não puder trazer planos completos para a sublime edificação, ajude a levantar o conjunto da obra redentora. Se não conseguir responsabilizar-se por algum trecho isolado das paredes de luz, traga o tijolo da colaboração fraterna. Se você não possui algumas gramas de cimento para contribuir no serviço, coopere com um punhado de areia. Se não puder partilhar o esforço coletivo de instalação e equipamento do santuário, ofereça uma prece pelo fortalecimento dos que se empenham na sagrada realização. Mas se lhe não é possível o concurso do coração ou da inteligência, do apoio material ou do próprio suor, não perturbe os raros trabalhadores que se dedicam ao levantamento desse refugio divino da Humanidade.
Quando você não puder auxiliar espontaneamente aqueles que consagram alguma coisa de si mesmos à execução dos projetos salvadores do Mestre, guarde respeitoso silencio em seu verbo e que as suas mãos não apedrejem os servos que se movimentam na concretização dos Celestes Desígnios. Conferindo-lhe a claridade santificante da Doutrina da Luz e do Amor, o Cristo honrou a sua existência com elevado mandato de serviço, mas se o seu espírito prefere a posição do mendigo, não prejudique os colaboradores do Senhor, a fim de que eles possam socorrer o seu próprio coração, nos dias escuros da necessidade que você
atravessará, certamente, mais tarde, na amargura e no desencanto do mordomo infiel que reteve debalde a gleba da bênção e da oportunidade sem qualquer produção para os celeiros do bem.
Psicografia em Reunião Publica Data – 26-6-1950 Local – Centro Espírita Amor ao Próximo, na cidade de Leopoldina, Minas PALAVRAS AOS ENFERMOS
Neio Lucio
Toda enfermidade do corpo é processo educativo para a alma. Receber, porém, a visitação benéfica entre manifestações de revolta é o mesmo que recusar as vantagens da lição, rasgando o livro que no-la transmite. A dor física, pacientemente suportada, é golpe de buril divino realizando o aperfeiçoamento espiritual. Tenho encontrado companheiros a irradiarem sublime luz do peito, como se guardassem lâmpadas acesas dentro do tórax. Em maior parte, são irmãos que aceitaram, com serenidade, as dores longas que a Providencia lhes destinou, a beneficio deles mesmos. Em compensação, tenho sido defrontado por grande numero de ex-tuberculosos e ex-leprosos, em lamentável posição de desequilíbrio, afundados muitos deles em charcos de treva, porque a moléstia lhes constitui tão somente motivo à insubmissão. O doente desesperado é sempre digno de piedade, porque não existe sofrimento sem finalidade de purificação e elevação. A enfermidade ligeira é aviso. A queda violenta das forças é advertência. A doença prolongada é sempre renovação de caminho para o bem. A moléstia incurável no corpo é reajustamento da alma eterna. Todos os padecimentos da carne se convertem, com o tempo, em claridades interiores, quando o enfermo sabe manter a paciência, aceitando o trabalho regenerativo por bênção da Infinita Bondade.
Quem sustenta a calma e a fé nos dias de aflição, encontrará a paz com brevidade e segurança, porque a dor, em todas as ocasiões, é a serva bendita de Deus que nos procura, em nome d´Ele, a fim de levar, dentro de nós, o serviço da perfeição que ainda não sabemos realizar.
Psicografia em Reunião Publica Data – 1-3-1950 Local – Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.