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Capítulo 5 de 5
Parte 5 de 5
A Reencarnação é Confirmada pela Bíblia · Paulo Afonso da Mata Machado
Se sob a ótica da vida única não há explicação razoável para a atitude de Simão Pedro, o caso muda de figura quando o olhamos sob a ótica das vidas múltiplas. Pedro sabia, porque Jesus havia dito, que os cristãos enfrentariam muitas perseguições. (Mt, 13, 20-21) O grupo dos primeiros cristãos deveria ser composto de homens e mulheres dispostos a enfrentar o perigo e a dar a vida por Cristo. Será que Ananias e Safira, ainda apegados aos bens materiais, estariam dispostos a morrer pela causa do Evangelho? Não terá sido muito melhor para eles morrerem naquele momento, evitando uma deserção no futuro, como aconteceu com muitos? Pedro sabia que temos muitas vidas e, por isso, não fez nada para impedir a morte de ambos.
Eles, certamente, vieram a ser úteis à causa do Evangelho em outra oportunidade, já depurados do apego demasiado aos bens terrenos. Esse episódio traz implícita a teoria das vidas múltiplas. No entanto, para isso é preciso termos olhos de ver, como disse Jesus. 12) Contestação "Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo." (Heb, 9, 27) Sempre que se procura dizer que a Bíblia é contra a reencarnação, cita-se a passagem acima, que pertence à Epístola de Paulo aos hebreus. Seria essa a demonstração de que não há reencarnação sob o ponto de vista bíblico? Primeiramente, devemos analisar que Jesus jamais combateu a reencarnação.
Nunca falou contra ela e nem repreendeu seus discípulos quando estes falavam algo a respeito dela, como no episódio do cego de nascença, (Jo, 4) em que os discípulos perguntaram se o deficiente havia pecado anteriormente para nascer assim. Seria, portanto, incoerente que um dos apóstolos de Jesus pregasse algo que não está em sua doutrina. Mas não há nenhuma incoerência. Paulo não quis se referir à reencarnação. Lembremo-nos que, na parábola do juízo final (Mt, 25, 31-46), Jesus fala em um grande tribunal.
Interpretando essa parábola ao pé da letra, muita gente entendeu que haveria uma ressurreição em massa e que Jesus julgaria a todos, vivos e mortos. A parábola não diz isso, trata-se de uma mera interpretação da mesma, mas isso causou grande polêmica entre os primeiros cristãos. Um dos questionamentos era o seguinte: se todos vão ressuscitar para serem julgados, como vão voltar para o céu ou para o inferno com seus corpos de carne? Surgiu, então, a idéia de que haveria uma segunda morte para que cada um pudesse seguir seu destino. Paulo, sempre atento às questões que surgiam nas igrejas, enviou carta aos hebreus e, entre outros assuntos, tratou da questão do juízo.
Não querendo polemizar mais sobre algo que já estava causando tanta polêmica, ele chamou a atenção para o fato de que o juízo era individual e não coletivo. É por isso que ele fala sobre morrer apenas uma vez (e não duas vezes, se fosse ocorrer o juízo final). Devemos ter muito cuidado em aplicar a palavra juízo com relação ao que ocorre após a morte do indivíduo. Na realidade, o "tribunal" que nos julga é o mais implacável de todos, contra o qual não adiantam argumentos: o “tribunal” da nossa consciência. Alguns tentaram compatibilizar o texto literal da parábola do juízo final e a epístola de Paulo, dizendo que haveria dois juízos: um, particular, e outro, geral, sendo que, após esse último, as pessoas não precisarão morrer novamente, pois seus corpos serão transformados e, assim, poderão seguir com eles de volta para o céu ou para o inferno.
Nesse caso, o juízo final não teria propriamente o caráter de um julgamento, a não ser para aqueles que ainda estivessem vivos, pois os demais já haviam tido conhecimento de seus destinos no juízo particular. Se isso fosse realmente acontecer, pergunta-se porque Jesus retiraria os “condenados” do inferno para fazê-los passar por um vexame e depois mandá-los de volta para um castigo eterno, sem que isso tivesse qualquer utilidade para eles. Pensar que Jesus seria capaz de uma maldade dessas é se esquecer de que ele veio nos trazer a lei de amor e que nos mandou não apenas perdoar, mas amar os próprios inimigos. 13) Conclusão "A tese da reencarnação passou da esfera religiosa e filosófica para a área da pesquisa científica." (Carlos Antônio Fragoso Guimarães) Reproduzo, a título de conclusão, as declarações de um psicólogo a Richard Simonetti, que foram publicadas em O Reformador de março de 2002: - Já não tenho dúvidas sobre a Reencarnação. Eu a vejo, clara, inconfundível, nas reminiscências induzidas, em que meus pacientes descobrem, surpresos, acontecimentos de ontem que repercutem hoje em seu psiquismo. E superam muitos problemas a partir dessas experiências, particularmente aqueles decorrentes de acontecimentos traumáticos de vidas anteriores.
Passam a lidar melhor com fobias e desajustes diretamente relacionados com eles.” O texto de Simonetti mostra que já se está provando cientificamente a reencarnação. Vejamos agora o texto de Carlos Antônio Fragoso Guimarães: Hoje em dia, como vimos, a tese da reencarnação passou da esfera religiosa e filosófica para a área da pesquisa científica. Devemos ficar, pois, atentos ao progresso desta pesquisa, com as conseqüências sem dúvida de grande gravidade que elas poderão trazer à nossa visão de mundo e, conseqüentemente, à forma de como nos comportamos em relação a nós mesmos e a nossos semelhantes. E, como nos falam os Doutores James Fadiman e Robert Frager, "se há a possibilidade de aceitar o fenômeno, então a possível origem da personalidade e das características físicas pode incluir eventos ou experiências de encarnações anteriores. Tudo o que se pode afirmativamente dizer é que existe uma evidência fatual que não pode ser facilmente descartada" (Fadiman & Frager, 1986, p. 176).
Para encerrar, um caso de reencarnação ocorrido na Inglaterra, que encontrei na Internet, no site www.fenomeno.trix.net/fenomeno_fenomenos_1_ar-reenc.htm. O doutor Joe Keeton era um médico que trabalhava com regressões através da hipnose. Certa vez, recebeu a visita do jornalista Ray Bryant, de O Evening Post, para dar uma entrevista sobre o tema da paranormalidade. Ray quis dar à matéria um enfoque pessoal e pediu a Keeton que o hipnotizasse, embora jamais tivesse sido hipnotizado. Sob efeito hipnótico, o jornalista lembrou-se de várias identidades que tivera no passado, inclusive a do soldado Reuben Sttaford, que lutou na Guerra da Criméia e que, ao retornar à Inglaterra, passou os últimos anos da vida trabalhando como barqueiro no Tâmisa.
De acordo com as lembranças durante a regressão, a vida de Sttaford começara em 1822, quando ele nasceu em Brighthelmston, terminando no ano de 1879, quando morreu afogado em um acidente em Londres. Em sua personalidade anterior, o jornalista londrino adquiriu um acentuado sotaque da região de Lancashire, detalhe que refletia o fato de que Stafford passara grande parte de sua vida no norte da Inglaterra. Dois membros da equipe de Keeton, Andrew e sua esposa Margaret Selby, resolveram tirar a prova da existência do soldado Sttaford e a obtiveram na biblioteca Guildhall, onde encontraram uma lista com nomes de vítimas da Guerra da Criméia. Dela constava o sargento Reuben Stafford, que servia no 47º Regimento de Infantaria de Lancashire, e que fora ferido na mão, na Batalha dos Quarries. O documento também fornecia detalhes da carreira posterior do sargento, que havia recebido condecorações por bravura antes de ser reformado.
Na sessão de hipnose seguinte, saíram espontaneamente da boca de Ray Bryant a data, o local, e o nome da batalha, assim como outros fatos da sua carreira militar. O casal decidiu continuar sua pesquisa e descobriu a certidão de óbito de Reuben Sttaford: o militar morrera por afogamento, tendo sido enterrado em East Ham, confirmando o que o jornalista havia dito na primeira sessão de hipnose. Histórias como essa têm sido cada vez mais freqüentes, provando que a reencarnação não é uma mera invenção. Fonte: Portal do espírito
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.