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Capítulo 4 de 5
Parte 4 de 5
A Reencarnação é Confirmada pela Bíblia · Paulo Afonso da Mata Machado
O lance seguinte é ainda mais inverossímil: Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares (Mt, 4, 8-9). Qual seria o monte para o qual o "diabo" teria levado Jesus? Se tivessem ido ao Monte Everest, o mais alto do planeta, não conseguiriam ver reino algum. Mas, independente disso, é inadmissível que Jesus tenha se submetido ao “diabo” e sido conduzido por ele tanto à parte mais alta do templo quanto a uma montanha elevada.
Isso contradiz o que ele próprio disse: Todo o poder me foi dado no céu e na terra (Mt, 28,18). A parábola se fecha com Jesus ordenando ao "diabo" que vá embora, de forma idêntica à que usou com Pedro (Mt, 16,23): Vá embora, Satanás, porque a Escritura diz: “Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a ele servirás." (Mt, 4,10) Tanto nessa passagem como em Mt, 16,23, satanás é usado para indicar o mal e não uma entidade específica. O próprio Pedro usou esse termo com Ananias (At, 5,3), como veremos em outro item. Há outras passagens na Bíblia que parecem justificar a existência de Satanás. Uma delas está em Isaías: Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva!
Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. (Is, 14, 12-14) Seria Satanás a estrela da manhã? Se lermos atentamente o texto, vamos verificar que a linguagem é totalmente figurativa. "Céu", nesse caso, tem o sentido de "o que é muito alto". Vem, em seguida, a queda, também figurada.
O sentido se presta mais a alguém que teve grande poder, certamente um rei, sendo, depois, "lançado por terra", isto é, destronado. O rei "debilitava as nações", isto é, conquistava-as pela força. Os estudiosos entendem que Isaías se referia ao rei da Babilônia, o que pode ser verificado pela leitura de todo o capítulo 14. Em uma outra passagem do Antigo Testamento, temos a citação expressa de Satanás: "Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor." (Zac, 3,1) Nesse caso, a palavra Satanás é uma transliteração do hebraico satan, que significa um acusador no sentido legal, um queixoso que tem uma acusação a apresentar. Em outras palavras, segundo a visão de Zacarias, Josué tinha um espírito bondoso ("um anjo do Senhor"), mas, também, um espírito que lhe ajudava nas acusações.
Não se pode depreender desse texto que Zacarias viu Josué sendo tentado pelo espírito a que se chama Satanás. Em Ezequiel, encontramos o seguinte texto: "Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti.
Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei profanado fora do monte de Deus, e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras." (Ez, 28,12-16) Quem foi esse querubim que se vestia de pedras preciosas e que foi lançado fora do monte de Deus? Satanás não pode ser. De fato, lemos em Gênesis que Adão e Eva foram tentados no Éden por uma serpente que muitos interpretam como sendo Satanás. Ora, se Satanás estava tentando Adão e Eva e se interpretarmos ao pé da letra o que está em Gênesis, concluiremos que Satanás já tinha sido "expulso do Paraíso". No texto de Ezequiel, há a citação do Éden, mas o querubim que alguns querem relacionar com Satanás estava no Jardim do Éden coberto de pedras preciosas e permanecia no "monte santo de Deus".
Na realidade, o texto não fala sobre Satanás, mas sim sobre o rei de Tiro. Ezequiel profetizou sua queda, o que, de fato, aconteceu. Finalmente, temos um caso, segundo o qual, o próprio Cristo teria dito que viu Satanás cair do céu. Vejamos o texto: "Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago." (Lc, 10,18) Para estudarmos esse texto, devemos começar por sua análise gramatical. O verbo empregado está no pretérito imperfeito, indicando uma ação que ainda não terminou.
Caso Jesus estivesse se referindo a um fato acontecido teria dito "eu vi Satanás caindo do céu" e não "eu via". O tempo verbal nos remete à situação em que isso foi dito. Jesus havia enviado setenta discípulos às cidades onde ele havia de ir (Lc, 10,1). Quando os discípulos voltaram e deram conta de sua missão, dizendo que até os demônios se lhes submetiam (Lc, 10, 17), Jesus disse que via Satanás como um relâmpago cair do céu. Analisando a frase de Jesus dentro do contexto, concluímos que ele estava usando o termo Satanás não como um espírito que caía do céu, mas como o mal que era substituído pelo bem que os setenta discípulos haviam feito.
Não há como inferir dessas palavras de Jesus qualquer ligação com a lenda de Lúcifer. Voltemos à parábola da tentação de Cristo. O tentador, representado pelo "diabo", simboliza as nossas próprias imperfeições. São os nossos sentimentos de gula, a nossa sede de poder, o nosso exibicionismo. Quanto à adoração ao "diabo" em troca dos reinos do mundo, isso significa que, muitas vezes, trocamos a nossa honra, a nossa dignidade, os nossos sentimentos mais nobres pelo dinheiro e pelo poder.
Aliás, Jesus falou outras vezes contra a cobiça das coisas materiais, dizendo ser impossível servir a dois senhores, a Deus e às riquezas (Lc, 16,13). 9.5 – Parábola dos Dois Filhos Disse Jesus: Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. (Mt, 21, 28-30) Após contar essa parábola, Jesus perguntou aos fariseus: Qual dos dois fez a vontade do pai? (Mt, 21, 31) Os fariseus responderam que foi o primeiro.
Então, Jesus lhes disse: - Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entrarão adiante de vós no reino de Deus. (Mt, 21,31) Essa resposta de Jesus tem uma conseqüência lógica: não há como imaginar que, após a morte, a sorte da pessoa esteja irremediavelmente definida. Pela teoria simplista do céu e do inferno, se A morre dez minutos antes de B, A vai para o céu ou para o inferno dez minutos antes de B. Jesus disse que os publicanos e as prostitutas entrarão no reino de Deus antes dos fariseus. De duas, uma: ou Jesus não estava se referindo ao céu ou a sorte da pessoa não fica irremediavelmente definida após sua morte. De fato, pela teoria simplista do céu e do inferno, se um fariseu morrer antes de um publicano, ele vai para o céu ou para o inferno antes deste.
Ora, Jesus usou os termos prostituta e publicano porque eram profissões de pessoas tidas como pecadoras e que, conseqüentemente, não deveriam ir para o céu. Mas elas vão para o reino de Deus primeiro que os fariseus... O pensamento de Jesus era exatamente esse: os pecados que publicanos e prostitutas cometiam eram muito menores que o pecado de orgulho dos fariseus e, por isso mesmo, era muito mais fácil de aqueles se converterem antes destes. O orgulho e o egoísmo são as duas maiores chagas da humanidade e são os defeitos mais difíceis de se extirpar. As prostitutas e os publicanos não levariam muitas encarnações para se redimirem.
Há o caso de Maria Madalena, Mateus, Zaqueu e outros que se redimiram ainda naquela encarnação. Quanto aos fariseus, os Evangelhos registram muito poucos casos de mudança de atitude frente ao orgulho ainda naquela encarnação. Eles eram como o filho mais novo da parábola, que disse que iria para a vinha, mas não foi. Jesus trata novamente da questão do orgulho, e o faz de forma bastante veemente, na parábola do fariseu e do publicano (Lc, 18, 1-14), já citada. Nessa parábola, o fariseu, que jejuava, pagava dízimo, etc. não saiu do templo em paz com sua consciência por causa de seu orgulho.
O publicano, pelo contrário, que reconheceu humildemente sua condição de pecador e pediu perdão por isso (evidentemente, fazendo o propósito de se regenerar), saiu do templo em paz com sua consciência. 10) Caso de Reencarnação na Bíblia "Ele mesmo é o Elias que há de vir." (Mt 11, 15) Até agora falamos na reencarnação sob o ponto de vista teórico. Existirá, no entanto, algum exemplo inequívoco de reencarnação na Bíblia? Existem revelações que atestam reencarnações de personagens bíblicos. Temos o caso de Abraão, que se reencarnou como Pedro. Jacó, por sua vez, se reencarnou como Daniel e como João Evangelista e, mais tarde, como Francisco de Assis.
Há, também, deduções. Por exemplo, Judas Iscariotes traiu e vendeu Jesus por trinta moedas. Em conseqüência desse ato, Jesus foi preso e condenado à morte pelas autoridades civis e religiosas. Para que Judas se redimisse, seria preciso que passasse por situação semelhante. Joana d’Arc foi traída e vendida, presa e condenada à morte pelas autoridades civis e religiosas de sua época e morreu, não na cruz, que já não era usada, mas na fogueira.
É possível que Judas e Joana d'Arc sejam a mesma entidade. Nada disso, no entanto, podemos concluir da letra da própria Bíblia. Apenas um caso é inequívoco: João Batista era Elias reencarnado. Disso não temos a menor dúvida, pois foi Jesus quem disse: - Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam; pois que assim o profetizaram todos os profetas até João, e também a lei. Se quiserdes compreender o que vos digo, ele mesmo é o Elias que há de vir. (Mt 11, 12- 15) É fora de questão que Jesus se refere à reencarnação de Elias como João Batista.
O único argumento contrário se refere ao tempo do verbo usado por Jesus. Ele é o Elias que há de vir. O tempo correto seria que haveria de vir. Devemos convir, no entanto, que o hebraico antigo era uma língua pobre e que não tinha o futuro do pretérito. A reencarnação de Elias como João Batista fica ainda mais patente quando Jesus conclui seu pensamento com a seguinte frase: - Ouça-o aquele que tiver ouvidos de ouvir. (Mt, 11,15) Todas as vezes que Jesus pronunciava essa frase, significava que algo precisava ser entendido além do que ele havia dito.
Em outra oportunidade, Jesus falaria novamente que João era Elias reencarnado. Foi no episódio do Tabor. Jesus tomou consigo os três apóstolos que estariam aptos a ver o grande acontecimento que se revelaria naquele monte. Lá, ele se transfigurou e recebeu a visita de espíritos desencarnados. Tratava-se de um acontecimento invulgar, que marcaria a sua passagem pelo planeta.
Ao lermos o texto de Mateus, (17, 1-13) percebemos que ele não encontrava palavras para contar o que se passou com Jesus: Seu rosto ficou refulgente como o sol e as suas vestimentas tornaram-se luminosas de brancas que estavam. Então lhe apareceram Moisés e Elias. (v. 2-3) Mateus relata um fato que nos mostra que a materialização dos dois foi completa. Diz que Pedro se ofereceu para fazer três tendas, uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias, mas, enquanto falava, uma nuvem envolveu os dois espíritos e os discípulos não mais os puderam ver. Na descida do monte, os discípulos manifestaram sua surpresa por terem visto Elias desencarnado, quando ele deveria estar encarnado, anunciando a vinda de Jesus. Um deles lhe perguntou: - Por que dizem, pois, os escribas que Elias deve vir primeiro? (v. 10) A pergunta dos discípulos tinha razão de ser.
Malaquias havia previsto que um anjo seria enviado para preparar o caminho de Jesus: Eis que mando eu o meu anjo, o qual preparará o caminho diante da minha face. (Ml, 3,1) Anjo, nesse caso, está em seu sentido original, ou seja, de mensageiro. Mas quem seria esse mensageiro que o Senhor enviaria para preparar seu caminho? A resposta é dada pelo próprio profeta Malaquias: Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia grande e horrível do Senhor. Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais; para não suceder que eu venha e fira a terra com anátema (Ml, 4, 5-6). Voltemos ao episódio do Monte Tabor.
À pergunta dos discípulos de que Elias deveria vir primeiro, Jesus respondeu: - Elias certamente há de vir e restabelecerá todas as coisas. Digo-vos, porém, que Elias já veio e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram (Mt, 17, 11-12). Mateus conclui a sua narrativa dizendo: Então os discípulos compreenderam que lhes tinha falado de João Batista (v. 13). Não há, portanto, a menor dúvida a esse respeito porque foi Jesus quem disse, em ambos os casos, que João Batista era o mesmo Elias (Mt, 11,15; 17, 11-12). Mediante todas essas provas, não há como duvidar: João e Elias são a mesma entidade.
Allan Kardec, judiciosamente, diz o seguinte a esse respeito: “Aqui não há equívoco; os termos são claros e categóricos, e para não entender é preciso não ter ouvidos, ou querer fechá-los. Sendo estas palavras uma afirmação positiva, de duas uma: Jesus disse a verdade, ou enganou-se. Na primeira hipótese, a reencarnação é por ele atestada; na segunda, a dúvida é lançada sobre todos os seus ensinos, pois se se enganou num ponto, pode ter-se enganado sobre os outros.” Sabia João que era Elias reencarnado? Não, porque não é comum alguém saber o que foi em uma encarnação anterior. Isso está presente em (Jo 1, 21), na pergunta que os fariseus lhe fizeram e em sua resposta: - És tu Elias?
Ele respondeu: - Não sou. Finalmente, podemos perceber que há um outro fato que nos aponta na identidade de João Batista como Elias. No 1° Livro dos Reis (18, 21-40), é relatado um episódio em que há uma disputa entre Elias e os sacerdotes de Baal, vencida pelo primeiro. Elias, então, mandou cortar a cabeça a todos seus adversários, que o texto diz terem sido 450 (v. 22). Mais tarde, João Batista teve sua cabeça cortada (Mt, 14, 1-12), cumprindo-se o que Jesus diria a Pedro: - Todos os que tomarem a espada, morrerão à espada (Mt, 26,52).
Se, nesse caso, houve a reencarnação, conforme confirmado por Jesus, por que seria uma exceção e não uma regra? 11) Ananias e Safira "Houve um grande temor em toda a igreja." (Atos 5,11) Os argumentos anteriores são bem conhecidos. Quase todos foram retirados do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo e, para muitos deles, existem tentativas de contestação, também muito conhecidas. Entretanto, há uma passagem da Bíblia que chama a atenção porque se percebe, nas entrelinhas, a questão da reencarnação. É a história de Ananias e Safira, relatada em At, 5, 1-11. Conta Lucas que os primeiros cristãos que possuíam casas ou campos vendiam-nos e levavam o dinheiro para os apóstolos, que os distribuíam a cada um, conforme sua necessidade.
Um dos cristãos, chamado Ananias, vendeu um campo e deve ter recebido por ele mais do que esperava, porque procurou sua esposa e combinou com ela guardar parte do dinheiro da venda. Em seguida, procurou Pedro e lhe deu a parte restante. Sabemos, perfeitamente, que Pedro tinha um alto grau de mediunidade. Todas as vezes que havia fenômenos mediúnicos durante a estada de Jesus na Terra, como na transfiguração, (Mt, 17, 1-8) na ressurreição da filha de Jairo, (Lc, 8,51) na agonia no Getsâmani, (Mc, 14,33) lá estava Pedro. Lucas relata que Pedro tinha visões (At, 10, 9-20), falava línguas (At, 2, 9-11) e acreditava-se que curava até mesmo com sua sombra (At, 5,13-14).
Por isso, não lhe foi difícil perceber que Ananias não lhe entregava o dinheiro integral e chamoulhe a atenção por isso: - Ananias, como é que satanás se apossou de teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do dinheiro do campo? (At, 5,3) Nesse contesto, a palavra satanás significa o sentimento de cobiça. Disse-lhe, ainda, que ele poderia ficar até com todo o dinheiro, deixando claro que a reprimenda era apenas pela mentira. Logo em seguida, Ananias sucumbiu. As pessoas que estavam por perto pegaram seu corpo e o enterraram. Passadas menos de três horas, Safira, sua viúva, chegou à casa onde residiam os apóstolos e Pedro lhe perguntou por quanto fora vendido o campo.
Como ela também mentisse, ele lhe contou que seu marido morrera e estava sepultado e que o mesmo lhe sucederia. Ela caiu morta. Causa espanto à primeira vista uma história dessas. Os exegetas se surpreendem que um relato desses seja descrito exatamente por Lucas, cujo evangelho prega o amor incondicional de Deus às criaturas. Observe-se que Pedro repreendeu Ananias por ter mentido e ele, em seguida, morreu.
Sua morte não comoveu Pedro nem um pouco, tanto que procurou Safira e, como ela também mentisse, anunciou que ela também morreria. Lucas fala que houve "temor em toda a Igreja"(At, 5, 11). Certamente, surgiram comentários desse tipo: - Os discípulos de Jesus matam os outros por causa de dinheiro!... Se analisarmos a questão sob o ponto de vista da vida única, Pedro teria cometido uma grande falta. Ananias havia mentido e, portanto, havia pecado.
Percebendo que ele morreria por causa disso e não fazendo nada para evitálo, Pedro teria permitido que ele morresse em pecado. Caso Pedro pensasse que temos apenas uma vida e que, após a morte, nosso destino ficasse irremediavelmente definido para toda a eternidade, tal ato seria de uma total irresponsabilidade. A irresponsabilidade seria ainda maior se recordarmos que o próprio Pedro havia mentido, dizendo que não conhecia Jesus (Mc, 14, 66-72). Jesus por acaso provocou sua morte? Pelo contrário, perdoou-o e mandou-o apascentar suas ovelhas. (Jo, 21,15-17) Será que Pedro estava cumprindo o que Jesus lhe mandou fazer?
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.