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Capítulo 2 de 5

Parte 2 de 5

A Reencarnação é Confirmada pela Bíblia · Paulo Afonso da Mata Machado

Destrói, assim, a idéia de que Deus se sentiria ofendido com o pecado. Se o pecado não produz nenhum efeito sobre Deus, também o ato positivo não o afeta em nada. Portanto, fazer o bem a alguém ou cantar hinos de louvor a Deus beneficia apenas àquele que o faz. Mas não termina aí o parágrafo. Diz que a tua piedade só poderá fazer mal a um homem, que é teu semelhante.

Mas quem é esse homem semelhante a mim, que receberá o mal causado por minha impiedade? Será outro homem ou serei eu mesmo? A dúvida parece se extinguir quando vemos o complemento do texto: - A tua justiça poderá ser útil ao filho do homem. (Jó, 35, 8) Quem será esse filho do homem que se beneficiará com meu ato de justiça? Só pode ser eu mesmo, senão nesta, em outra encarnação. O Livro de Jó, lido atentamente, vai nos apontar em direção à reencarnação.

Compreenderemos as lamúrias de Jó, que se achava justo e que, mesmo assim, foi castigado por Deus. 6) O Livro de Oséias Eu os remirei do poder do inferno e os resgatarei da morte; onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição? (Os, 13,14) Pelo texto acima, percebe-se que Oséias não admite um inferno eterno, senão não teriam sentido as suas palavras. Mas há algo mais importante nesse versículo. Ele fala em resgate da morte. Está aí uma forma velada de se falar da reencarnação.

Ao perguntar onde estão as pragas da morte e a destruição do inferno, ele reforça a idéia de que, tanto um, como outro não são definitivos. 7) O primeiro mandamento Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças: este é o primeiro mandamento. (Mc, 12,30) Todos nós que fomos católicos aprendemos no catecismo que o primeiro mandamento é: Amar a Deus sobre todas as coisas. No entanto, se formos consultar Êxodo, o primeiro mandamento tem a seguinte redação: Não farás imagens esculpidas das coisas que estão em cima, nos céus, nem embaixo, sobre a terra, nem nas águas, sob a terra.

Não te prostrarás diante delas; não as adorarás, nem as servirás, porquanto eu sou o Eterno teu Deus, o Deus forte e cioso que puno a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta gerações dos que me odeiam e que uso de misericórdia, na sucessão de mil gerações, sobre os que me amam e guardam meus mandamentos. (Ex, 20, 4-6) Ao lermos o texto do primeiro mandamento, uma dúvida nos vem à cabeça: em que sentido está empregada a palavra gerações? É evidente que não é no sentido que normalmente lhe atribuímos, porque isso seria a negação da justiça divina. Deus puniria inocentes pela única razão de terem pais, avós ou bisavós que pecaram.

É oportuna a observação de um dos maiores teólogos da Igreja Católica, conhecido como Santo Agostinho: - Por que Deus, que me perdoa os meus próprios pecados, vai-me responsabilizar pelos pecados de outrem? Portanto, a palavra gerações não está empregada no seu sentido usual. Como devemos, então, interpretá-la? O sentido real dessa palavra é o de encarnações. Aquele que cometeu a falta recebe, ele próprio, a punição, até a terceira e quarta encarnações.

É a chamada lei do retorno, que Jesus ensinou a Pedro, quando este cortou a orelha de Malco, pensando que agia corretamente. É interessante verificarmos como a língua hebraica era pobre e o mesmo termo tinha diferentes significados. Jesus também empregou a palavra geração diferente do sentido que lhe é próprio: - Em verdade, em verdade vos digo que não passará essa geração sem que todas essas coisas se cumpram. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. (Mt, 24, 34-35) Muitos interpretaram que os acontecimentos que ele havia previsto (guerras, catástrofes) aconteceriam ainda naquela geração. É o que se chamou de parusia entre os primeiros cristãos e que hoje se chama fim do mundo.

No entanto, se prestarmos atenção nessas previsões, vamos perceber que o evangelista faz uma ressalva: - ... o que lê, entenda... (Mt, 24, 15) Isso quer dizer que a profecia está feita em sentido figurado, isto é, trata-se de uma parábola. Portanto, nesse texto de Mateus, geração tem o sentido de grupo de entidades que habitam a Terra. No texto que se segue, essa palavra foi empregada nesse mesmo sentido: É para que sobre vós venha todo o sangue inocente que há sido derramado na terra, desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o templo e o altar. Em verdade vos digo que tudo isso virá sobre essa geração. (Mt 23, 35-36). É evidente que aqueles homens não poderiam ser responsabilizados por mortes que não praticaram.

Jesus queria dizer que as pessoas que mataram os profetas seriam responsabilizadas por isso e, naturalmente, muitas delas estavam ali reencarnadas. Reforça esse pensamento com a expressão a quem matastes entre o templo e o altar. Se estivesse anunciando punição a inocentes, o que seria um absurdo, diria que foi morto entre o templo e o altar. Citando Abel que, segundo Gênesis, foi a primeira vítima de assassinato, Jesus afirma que todos os culpados serão punidos, não importa quando a falta tenha sido cometida. Não quer, com isso, dizer que Abel existiu ou não.

Na realidade, como veremos, Abel é uma figura lendária. Voltemos ao texto do primeiro mandamento, que se completa assim: “uso de misericórdia, na sucessão de mil gerações, sobre os que me amam e guardam meus mandamentos”. Se tomarmos esse texto ao pé da letra, estará consignado um verdadeiro absurdo. Uma pessoa gozaria da misericórdia de Deus se um antepassado longínquo agiu conforme os mandamentos. Outra, que não teve um antepassado assim, mas que não tem nenhuma culpa disso, não teria a mesma oportunidade.

Onde estaria a justiça de Deus, se fôssemos interpretar o texto da forma como ele está escrito? Se levarmos em conta que o mandamento fala, veladamente, sobre a reencarnação, o texto passa a ter sentido. A palavra mil, por exemplo, não quer dizer 1000. Quer dizer sempre. Portanto, mil gerações significa as encarnações restantes.

Em outras palavras, se seguirmos os ditames de nossa consciência e não cometermos atos pelos quais venhamos a nos arrepender, nada teremos a temer. Nas encarnações que ainda venhamos a ter, não teremos que cumprir a lei de talião, que Jesus confirmou a Pedro no Monte das Oliveiras. (Mt, 26,52) 8) A Cura do Cego de Nascença Quem pecou, este ou seus pais para que nascesse cego? (Jo, 9,2) Recorremos novamente a João, o Evangelista. Ele conta que Jesus e seus discípulos viram Bartimeu, um cego de nascença e fizeram a Jesus a pergunta acima. Vamos analisar essa pergunta. A cegueira não poderia ser um castigo a um pecado por ele cometido, já que nascera cego.

Os discípulos, no entanto, perguntaram a Jesus se sua cegueira fora causada por algum pecado cometido por ele. Isso indica que eles acreditavam na reencarnação. Os discípulos colocaram uma alternativa. Sua cegueira poderia ter sido causada por um pecado de seus pais, pois, pela crença dos judeus, os filhos pagavam pelos pecados dos pais. Entretanto, atribuir tal injustiça a Deus é uma perfeita heresia.

Já vimos que a referência ao castigo de Deus nas sucessivas gerações do pecador indica a punição que o próprio culpado sofre nas sucessivas encarnações. Portanto, punir o filho pelo pecado do pai, o neto pelo pecado do avô ou o bisneto pelo pecado do bisavô jamais aconteceu nem jamais acontecerá, pois seria a própria negação da justiça de Deus. Alguns argumentarão que Deus castiga a humanidade pelo pecado de seus primeiros pais: Adão e Eva. Será que Deus age dessa forma? Pune a todos nós pelo pecado de Adão e Eva?

Se nos reportarmos ao texto bíblico, vamos verificar que está dito em Gênesis que Adão foi construído por Deus da mesma forma que um oleiro faz uma estatueta de barro (Gn, 2,7). É evidente que isso não passa de uma linguagem figurada, para mostrar que o homem, como tudo o mais, é fruto da vontade de Deus. Eva, por sua vez – ainda segundo o texto bíblico – foi retirada de uma costela de Adão (Gn, 2, 21-22). Há, aí, um grande simbolismo: homens e mulheres são iguais em direitos e deveres. Hoje, está suficientemente provado que a linguagem de Gênesis é totalmente simbólica.

Lá, há a criação da Terra antes de se criar o Sol e a Lua (Gn 1, 14-15), sendo esses dois astros criados para iluminarem a Terra de dia e à noite. Isso é um reflexo da teoria geocêntrica, que atribuía à Terra o privilégio de ser o centro do Universo e de ser o único corpo celeste em que o homem podia habitar. A ida do homem à Lua provou que não é bem assim... Se, no passado, a defesa da letra da Bíblia mandou muita gente para a fogueira, hoje isso não acontece mais. Sabemos que o texto de Gênesis é totalmente simbólico e jamais poderemos admiti-lo ao pé da letra, pois algumas partes desse mesmo livro nos mostram isso.

Por exemplo, vejamos o que se diz em Gn 4,17: E Caim conheceu sua mulher, a qual concebeu e deu à luz Henoc. Como poderia Caim encontrar uma mulher para se casar, se toda a população da Terra – se tomarmos a letra da Bíblia – se restringia, àquela época, a Adão, a Eva e ao próprio Caim? É algo que a Bíblia não explica e que, a admitirmos seja real a história de Adão e Eva, teremos dificuldade em explicar. Completando a leitura do versículo, ficaremos ainda mais pasmos: E edificou uma cidade, que chamou Henoc, do nome do seu filho. (Gn 4,17) Poderíamos forçar a interpretação de que a mãe de Henoc fosse irmã de Caim, também filha de Adão e Eva, embora a Bíblia não fale nada a esse respeito. O incesto seria explicado pela absoluta falta de possibilidade de Caim encontrar outra mulher.

Entretanto, não teríamos como imaginar a construção de uma cidade apenas com Caim, sua mulher e Henoc. Um argumento a favor da veracidade da história de Adão e Eva viria do fato de que Lucas fez uma genealogia de Jesus até Adão (Lc, 3, 23-38). Na realidade, essa genealogia difere da que foi feita por Mateus (Mt, 1,1-17) e que parte de Abraão. Se de Abraão a José há divergências, imagine-se tentar levantar dados anteriores ao patriarca dos judeus, sem que haja nenhum registro escrito. As genealogias descritas por Mateus e Lucas não foram aceitas pacificamente pelos primeiros cristãos.

Na realidade, devem ter causado muita polêmica, porque Paulo escreveu a Timóteo nos seguintes termos: - Como te roguei, quando partia para a Macedônia, que ficasse em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinassem doutrina diversa, nem se preocupassem com fábulas ou genealogias sem fim... (I Ti, 1,3-4) Percebe-se que Paulo não aprovou seu discípulo Lucas ter tentado fazer uma genealogia de Adão a José. Repetimos que, se até Abraão, em que talvez houvesse registros, não há concordância entre os evangelistas, a genealogia anterior a Abraão não tem nenhuma confiabilidade. Por isso, o fato de Lucas citar Adão como antepassado de José não quer dizer que o primeiro existiu. Se a história de Adão e Eva é uma linguagem figurada, que representa? Qual é o seu simbolismo?

Antes de procurarmos seu significado, vamos nos lembrar do que Jesus disse a seus discípulos o que João transcreveu: - Há muitas moradas na casa de meu pai (Jo, 14,2). A casa de Deus é o Universo, pois não podemos imaginá-lo confinado a um determinado local. Ao dizer que há muitas moradas na casa de Deus, Jesus quis dizer que há muitos locais onde as pessoas possam habitar. A Terra, por ser um planeta ainda bastante atrasado, onde o mal permanece bastante presente, foi escolhida para receber um grupo de espíritos que teimava em permanecer no mal. O exílio desse grupo de espíritos está bem patente na passagem seguinte: - E o Senhor Deus lançou-o fora do paraíso de delícias, para que cultivasse a terra (Gn, 3,23).

“Expulso” de um planeta mais adiantado, onde já não existia o trabalho braçal, o grupo de espíritos que Adão e Eva representam veio para a Terra, onde havia quase exclusivamente o trabalho braçal. Se lermos com atenção o Apocalipse, vamos também encontrar esse exílio para a Terra, mas exposto de uma forma diferente: Houve no céu uma grande batalha: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o dragão e o dragão com os seus anjos pelejava contra ele; porém estes não prevaleceram, nem o seu lugar se encontrou mais no céu. Foi precipitado aquele grande dragão, aquela antiga serpente, que se chama demônio e satanás, que seduz todo o mundo... (Ap, 12, 7-9) Há uma interpretação errônea de que João estaria descrevendo uma batalha no céu. O Apocalipse é todo ele em sentido figurado, pois se trata de visões que João teve na Ilha de Patmos. Além disso, como poderia ocorrer uma batalha em um local onde tudo é espiritual?

Foi essa passagem do Apocalipse que deu origem à lenda de Lúcifer e de seus anjos. Entretanto, se lermos o texto com atenção, vamos verificar que o dragão e os seus anjos não foram precipitados no inferno, como reza a lenda. Hoje, católicos, protestantes e evangélicos reconhecem que não há como circunscrever o inferno a um lugar físico e, portanto, é uma mera crendice pensar que a figura do dragão representa um anjo de luz chamado Lúcifer, que teria sido “expulso” do céu. A queda do dragão e de seus anjos é espiritual e não física. Ela simboliza o exílio daqueles que habitavam um planeta mais elevado e vieram para a Terra.

O termo satanás, usado por João,simboliza o mal de forma abstrata e não algo concreto. A propósito, Jesus também empregou essa palavra no mesmo sentido usado no Apocalipse, quando disse a Pedro: - Retira-te de mim, satanás; tu serves-me de escândalo, porque não tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens (Mt, 16,23). A visão de João foi fantasiada, dando a satanás o corpo de um anjo de luz, a que se denominou Lúcifer. Segundo, ainda, essa crendice, Lúcifer teria sido o anjo preferido de Deus (como se Deus tivesse preferência por qualquer uma de suas criaturas) e foi precipitado no inferno por seu orgulho. Essa história não tem respaldo na Bíblia e não tem a menor lógica.

De fato, tendo Deus a presciência absoluta, não beneficiaria um anjo em detrimento dos demais, pois saberia que isso seria motivo de sua queda. Portanto, Lúcifer, com esse nome ou com outro que o povo lhe tenha dado (Diabo, Demônio, Cão, Diacho, Capeta, etc.), não existe. Quando a Bíblia se refere a satanás, quer dizer o mal e não alguém que pratique o mal. Alguns argumentam que o próprio Jesus foi tentado pelo Diabo. Para isso, citam Mateus e Lucas.

Como veremos, a chamada tentação de Cristo não passa de uma parábola, pois é simplesmente inadmissível que Jesus tenha permitido a aproximação de um espírito das trevas para o tentar. Trataremos desse assunto oportunamente. Voltemos à cura de Bartimeu. Comentávamos a pergunta dos discípulos: quem havia pecado para que Bartimeu nascesse cego? Jesus não os repreendeu por manifestarem, dessa forma, sua crença na reencarnação.

Respondeu-lhes da seguinte forma: - Nem ele nem seus pais pecaram. Mas foi para manifestarem nele as obras de Deus (Jo, 9,3). Pela resposta de Jesus, percebemos que a sua cegueira não foi uma punição. Ela aconteceu para que ele participasse da obra de Jesus. Qual foi o critério adotado para se escolher uma pessoa para nascer cega?

Se o espírito fosse criado no momento da concepção, não haveria como fazer essa escolha, muito menos que o interessado dela participasse. Na realidade, foi o próprio Bartimeu quem concordou em nascer cego, para ser curado por Jesus. Chegamos a essa conclusão lendo o restante da narrativa de João. Ele era muito mais evoluído que seus pais. Enquanto estes se recusavam a admitir que Jesus curara seu filho (Jo, 9,21), Bartimeu enfrentou corajosamente os fariseus, a ponto de ser expulso da sinagoga (Jo, 9-34).

Como se explica essa diferença de comportamento entre ele e seus pais, se não pela pré-existência da alma? Bartimeu era muito mais adiantado sob o ponto de vista espiritual e, certamente, não fora naquela vida que ele conseguira esse progresso, pois, até aquele momento, vivia pedindo esmolas e jamais havia enxergado. É mais uma prova de que Deus nos concede várias oportunidades para a nossa evolução. 9) Parábolas de Jesus "Vai e faze tu o mesmo." (Lc, 10,37) 9.1 Parábola do Filho Pródigo Uma das mais bonitas parábolas de Jesus é a do filho pródigo (Lc, 15, 11- 32). Quem não se emociona ao ler sobre aquele rapaz que dilapidou a fortuna do pai e foi recebido por ele de braços abertos? O pai, que todos os dias saía de casa à espera do filho, que o trocara pelos prazeres do mundo, é a figura de Deus, sempre à nossa espera.

Querer limitar a bondade de Deus ao período curto de uma existência (principalmente quando esse período não é igual para todos, pois uns vivem 5 anos, outros 60, outros morrem ao nascer) é duvidar da bondade desse Pai amoroso. Mais que isso, é duvidar de sua infinita justiça, pois ele não poderia esperar “de braços abertos” alguém por 80 anos, quando outro teria menos de 20 anos de existência. Pior ainda: é duvidar de sua presciência, pois Deus não faria uma criatura, sabendo que ela estaria fadada ao sofrimento eterno. Sem a infinita bondade, a infinita justiça e a presciência absoluta, Deus não seria Deus. Deus está sempre à espera do Filho e sempre o receberá de braços abertos.

João diz, no primeiro capítulo de seu Evangelho, que Jesus: “... veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes a autoridade de se tornarem filhos de Deus.” (Jo, 1, 11-12) Portanto, no entender de João, todos nos tornamos filhos de Deus a partir do momento em que recebemos Jesus, ou seja, quando praticamos a doutrina que ele veio nos trazer. Uma pergunta precisa ser feita: E aqueles que nunca ouviram falar de Jesus, aqueles que nasceram numa província da China ou no deserto do Saara? Será que eles estão abandonados por Deus? Justiniano, um dos primeiros cristãos, interpreta os versículos citados da seguinte maneira: Todos os que hão vivido em conformidade com a razão e o Verbo, são cristãos, ainda que parecessem não estar ligados a nenhum culto.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.