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Capítulo 3 de 5

Parte 3 de 5

A Reencarnação é Confirmada pela Bíblia · Paulo Afonso da Mata Machado

Tais foram, entre os gregos, Sócrates e Heráclito, e, entre os bárbaros, Abraão, Ananias, Azarias, Mizael, Elias e muitos outros, cujos nomes e ações, se fossem relembrados, formariam uma lista demasiado longa. Do mesmo modo, os que entre os antigos viveram antes de Jesus Cristo, e não se conduziram de conformidade com a razão e o Verbo, foram inimigos de Jesus Cristo e perseguiram os que viviam uma vida conforme a razão e o Verbo. Mas, os que viveram e ainda vivem agora segundo a razão e o Verbo são cristãos, estão isentos de todos os temores e nada os perturba. Na opinião de Justiniano, a condição de cristão e, portanto, de filho de Deus, não se obtém por qualquer ato exterior. Basta a renovação interior, conforme disse João Batista: - Eu, na verdade, batizo-vos em água para penitência, mas o que há de vir depois de mim é mais poderoso do que eu, e eu não sou digno de lhe levar as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo. (Mt, 3, 11) Portanto, conforme se depreende da parábola do filho pródigo, Deus está sempre à espera de seu filho, tenha ele sido ou não batizado em água.

Conforme o pai amoroso da parábola, Deus nunca rejeita o pecador que queira se reabilitar e não limita sua capacidade de reabilitação à duração de uma única existência terrena. 9.2 Parábola do juízo final Uma outra parábola de Jesus tem causado muita celeuma, pois muitos a tomam ao pé da letra. Trata-se da parábola do juízo final (Mt, 25, 31-46). Nessa parábola, Jesus diz que o Filho do Homem se sentará no trono da sua majestade (v. 31). Está aí uma clara alusão à expectativa dos judeus de um Messias guerreiro, que restabeleceria o reino de Israel. Ele diz que todos seriam convocados para uma seleção e ele os separaria como um pastor separa os cabritos das ovelhas, pondo aqueles à sua esquerda e estas à sua direita.

Nessa parábola, o que chama mais a atenção é o critério adotado na seleção entre uns e outros. Irão para a direita os que forem caridosos, os que demonstrarem amor ao próximo. À sua esquerda estarão aqueles que forem duros com seus irmãos. Falando assim, Jesus indica que o caminho do progresso passa, necessariamente, pela caridade para com o próximo. Era essa a sua mensagem principal.

Isso fica ainda mais claro na passagem seguinte: - De que aproveitará, meus irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Poderá a fé salvá-lo? Se o irmão ou irmã estiver nu e carente do alimento cotidiano e algum de vós lhe disser: “Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos”, mas não lhe derdes com que satisfazer à necessidade do corpo, que adiantaria (Tg, 2, 14-17)? Paulo concorda com Tiago ao comparar a fé com a caridade, que ele chama de amor: ... ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria (I Cor, 13,2). Jesus insiste, em outra parábola, que de nada valem práticas exteriores para se obter a “salvação”.

Na parábola do fariseu e do publicano, o primeiro diz que jejuava duas vezes por semana e pagava o dízimo de tudo quanto possuía (Lc, 18,12). Jesus diz que não este, mas o publicano, que reconheceu suas culpas, saiu justificado. Portanto, o jejum e o pagamento do dízimo são práticas exteriores, que não logram melhorar o homem e que, portanto, não colaboram para o seu progresso. Voltemos à parábola do juízo final. Tentando levar ao pé da letra o que é uma simples parábola, muitos têm dito que, quando Jesus fala em todas as gentes congregadas diante dele (Mt, 25,42), refere-se a vivos e mortos, ou a encarnados e desencarnados.

Seria, portanto, um grande tribunal, em que a sorte de cada um seria dada sem apelação. Reforçam a sua teoria com as palavras do versículo 46: Esses (os que foram duros com seu próximo) irão para o suplício eterno, os justos para a vida eterna. A dúvida principal está com relação à palavra eterno, que não tinha a conotação que hoje lhe damos. De fato, seria exigir muito de um povo simples, como eram os judeus, que só pensavam no tempo presente, que compreendessem uma palavra que se refere a algo que não termina. Para eles, eterno tinha o significado de uma coisa que dura muito.

O pensamento de Jesus fica mais claro numa outra parábola, quando diz: - Entra logo em acordo com teu adversário enquanto vais com ele a caminho do foro, para não suceder que ele te entregue ao juiz, e o juiz ao oficial de justiça e sejas posto na cadeia. Pois em verdade te digo: dali não sairás até teres pago o último centavo (Mt, 5, 25-26). Por essa passagem, vê-se, claramente, que não há uma pena eterna. Aquele que não entrar em acordo com seu adversário (isto é, maltratar o seu próximo) a caminho do foro (isto é, enquanto estiver encarnado), será posto na cadeia (isto é, expiará suas faltas). Há, no entanto, uma esperança: sairemos da “cadeia” assim que pagarmos o último centavo.

Essa parábola destrói completamente a teoria da eternidade das penas. É tão claro o ensino de Jesus, que a Igreja Católica viu nele uma forma de destino diferente do céu e do inferno. Foi esse o principal versículo que gerou a interpretação do purgatório. Posteriormente, a teoria do purgatório se constituiu em uma grande fonte de lucro, pois se passou a vender “indulgências”, que seriam uma espécie de abatimento do período em que deveríamos ficar no purgatório. A venda de “indulgências” foi a principal razão da reforma de Lutero, de forma que os protestantes e os evangélicos não aceitam a existência do purgatório.

Entretanto, não deveriam aceitar também o inferno, pois sua existência está formalmente desmentida por essa última citação. A parábola do juízo final causou muita polêmica entre os primeiros cristãos, que a interpretaram ao pé da letra. Como dissemos, havia e ainda há o pensamento de que ocorrerá uma ressurreição em massa e de que Jesus é o "rei" que "julgará" a todos: vivos e mortos. A crença nessa ressurreição em massa é antiga e João a descreve nas palavras de Jesus a Marta, irmã de Lázaro, dizendo-lhe que seu irmão ressuscitaria. Marta lhe respondeu: - Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia. (Jo, 11,25) Essa crença não deveria mais acontecer.

De fato, quando um corpo se decompõe, seus elementos são absorvidos por bactérias e podem entrar na formação de uma planta ou de um corpo de homem ou de animal. Portanto, quando uma pessoa ingere vegetais ou carne de animais, pode estar ingerindo elementos que pertenceram aos corpos de outras pessoas. Pergunta-se como poderíamos ressuscitar em nossos próprios corpos, se os seus elementos constituintes já se dispersaram e podem ter pertencido aos corpos de várias outras pessoas? Além disso, haveria uma grande dificuldade: como os mortos ressuscitados poderiam ir para o reino de Deus carregando seus corpos de carne? Teriam que morrer novamente?

Paulo desfaz essa dúvida, dizendo: E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo... (Hb, 9,27) Portanto, o “juízo” não é coletivo, mas individual, e não ocorrerá no “fim do mundo”, mas sim após a morte do corpo. Muitos procuraram ver nessa passagem uma condenação à reencarnação, mas Paulo estava apenas desfazendo a confusão criada pela interpretação literal das palavras de Jesus. Em carta aos coríntios, Paulo deixa bem clara sua posição contrária a alguém ir para o plano espiritual em corpo de carne: Digo-lhes, irmãos, a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorruptibilidade (I Cor, 15,50). Ao dizer que a corrupção (o corpo mortal) não pode herdar a incorruptibilidade (o plano espiritual), Paulo desfaz qualquer dúvida com relação a uma ressurreição do corpo de carne como premissa para se deixar a Terra. Cuidaremos desse assunto oportunamente.

Voltemos à parábola em que muitos enxergam o fim do mundo. Verificamos que Jesus fala numa separação entre ovelhas e cabritos, muito semelhante à do joio e do trigo (Mt, 13, 24-30). Para entendermos essas duas parábolas, é preciso termos olhos de ver. Como dissemos, Adão e Eva representam espíritos que deixaram um planeta mais adiantado e vieram habitar a Terra. A lei de evolução é uma constante na obra de Deus.

Os habitantes da Terra também vão evoluir e haverá um momento em que muitos de nós serão relegados a planetas inferiores. Aí está a síntese do pensamento de Jesus na parábola da separação das ovelhas e dos cabritos e do joio e do trigo, a qual pode ser confirmada pelo sermão do monte: - Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. (Mt, 5,4) Mesmo com as sucessivas encarnações, haverá aqueles recalcitrantes no erro. Quando esses indivíduos estiverem comprometendo o progresso de seus irmãos, eles serão relegados a mundos inferiores, operando-se a separação gradual do joio e do trigo. Antes, porém, que seja permitido aos que serão exilados da Terra reencarnarem em planetas menos adiantados, eles serão lançados na fornalha do fogo, onde haverá prantos e ranger de dentes. (Mt, 13,42) Os culpados, rebeldes, voluntariamente cegos, serão lançados ao fogo dos remorsos morais apropriados e proporcionados às faltas que hajam cometido, propiciando-lhes a oportunidade do arrependimento e do desejo de reparação das faltas. Percebe-se, assim, que, até na maneira de punir, Deus manifesta sua bondade.

Pela teoria da vida única, em que o destino do homem fica irremediavelmente definido após sua morte, Deus fica sem oportunidade de exercer a sua bondade para retirar o filho faltoso da lama do erro, dando-lhe nova oportunidade de se redimir. Isso fica ainda mais claro nas palavras de Jesus: Qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, dar-lhe-á uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, dar-lhe-á uma serpente? (Mt, 7, 9-10) Aqui, Jesus compara Deus a um pai carnal. O pai carnal, em geral, tem pelo filho uma ternura muito grande. Como poderíamos imaginar que Deus pudesse ter menor amor por suas criaturas que um pai tem por seus filhos?

É para isso que Jesus chama a atenção. Deus não pode condenar eternamente uma de suas criaturas, pois isso seria demonstração de falta de amor por ela. Alguns estudiosos da Bíblia enxergaram no termo criaturas a chave para a solução do problema. Deus não poderia mandar ao inferno um filho, mas poderia condenar uma criatura. Haveria, portanto, distinção entre nós: uns seriam filhos, outros, apenas criaturas.

Para esses últimos, não haveria compaixão. É evidente que tal tese não tem nenhuma razão de ser e foi inventada apenas para tentar justificar a existência do inferno. Jesus destrói completamente essa tese com a frase que completa o pensamento anterior: Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem? (Mt, 7, 11) Jesus fala em vosso Pai. Se alguns dos ouvintes não passassem de meras criaturas, ele não poderia usar o termo vosso, já que Deus não seria Pai de todos, mas apenas pai de alguns. Para aqueles que continuam achando que existirá realmente um tribunal para o “juízo final”, lembramos que Mateus diz que “o rei dirá aos que estão à direita... (Mt, 25,34) Sempre que Jesus se referia a "rei", estava falando de forma figurada.

Quando o condenaram sob a alegação de que ele se fizera passar por rei dos judeus, foi porque não entenderam o sentido metafórico de suas palavras. 9.3 – Parábola do Membro Arrancado Há outra parábola que suscitou inúmeros debates na tentativa de interpretála ao pé da letra. Essa parábola tem apenas dois versículos: Se o olho direito leva você a pecar, arranque-o e jogue-o fora! É melhor perder um membro, do que o seu corpo todo ser jogado no inferno. Se a mão direita leva você a pecar, corte-a e jogue-a fora! É melhor perder um membro do que o seu corpo todo ir para o inferno (Mt, 5, 29-30).

A primeira tentativa de interpretação dessa parábola foi ao pé da letra. Se algum membro de seu corpo estivesse levando você a pecar, seria melhor cortá-lo e lançá-lo fora. Mais de um padre na Idade Média cortou seus órgãos genitais por não conseguir manter a castidade. É evidente que Jesus não queria colocar na carne uma culpa que é toda do espírito. O corpo morto não passa de um cadáver e, quando vivo, é mera vestimenta da alma.

Querer culpá-lo por nossos erros é o mesmo que um assassino colocar a culpa do crime no revólver que usou para matar. Que quis Jesus dizer com arranque-o e jogue-o fora? Para entendermos melhor o pensamento de Jesus, não podemos dissociar essa parte da frase seguinte: É melhor perder um membro, do que o seu corpo todo ser jogado no inferno. Mas que inferno é este que abriga o corpo físico ou parte dele? A palavra inferno não tinha a conotação que tem hoje.

João de Freitas (www.joaodefreitas.hpg.ig.com.br/babel.htm) lembra que inferno é tradução do hebraico sheol, que quer dizer morte. É nesse sentido que o salmista usou para prever a ressurreição de Cristo: Não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que teu Santo veja corrupção. (Sl, 15,10). A Igreja Católica usava a palavra inferno em seu credo, anteriormente ao Concílio Vaticano II: “... Creio em Jesus Cristo, um só seu Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu aos infernos...” É evidente que, se os infernos fossem um lugar criado por Deus para torturar eternamente os que tivessem a desventura de morrer em pecado, como ainda hoje pregam as Igrejas Católica, Protestantes e Evangélicas, a descida de Jesus a esse local não teria razão de ser. Jesus não teria nada a fazer lá se os que lá estivessem dali não pudessem sair.

Na realidade, Jesus precisava visitar o que chamamos de infernos. Um de seus companheiros de vida pública, Judas Iscariotes, estava sofrendo pelo seu ato insensato. Jesus não abandonaria o companheiro e foi visitá-lo para pedir que ele próprio se perdoasse, pois Jesus já o havia perdoado. O perdão de Jesus aos responsáveis por sua condenação está presente na narração de Lucas: - Pai, perdoa-lhes. Eles não sabem o que estão fazendo. (Lc, 23,34) Quanto a Judas, não podemos nos olvidar de que Jesus havia-lhe dito que ele teria um lugar de destaque em sua glória: - Em verdade vos digo a vós que me seguistes, que na regeneração, quando o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. (Mt, 19,28) As palavras de Jesus foram ditas de forma emblemática, mas o número doze, dito duas vezes, relaciona-se aos doze que ele havia escolhido para segui-lo.

Judas, portanto, não está excluído. Se fosse condenado a um inferno eterno, não haveria como Jesus cumprir sua promessa. Voltemos à parábola. Devemos entender o pensamento de Jesus de forma mais ampla. Ele não estava mandando ninguém violentar seu próprio corpo.

Se o recebemos de Deus, é para cuidarmos dele enquanto vivermos. Portanto, esse corte da mão ou do olho se refere ao que acontece conosco antes de nossa encarnação. Chico Xavier conta um caso que ilustra bem essa situação. Certa vez, chegou-se a ele uma mãe com um filho cego e sem os dois braços. Além disso, estava com uma infecção em uma das pernas e o médico já havia dito a essa mãe que a solução seria a amputação.

Ela procurou Chico aos prantos, perguntando onde estaria a justiça de Deus, que fazia seu filho sofrer tanto, enquanto outras crianças eram saudáveis. Chico Xavier ouviu de Emanuel, seu mentor espiritual, a explicação para o caso. Aquela criança era um suicida de várias encarnações. No plano espiritual, o suicídio é o que se pode considerar um crime hediondo. O suicida violenta não apenas seu corpo físico, mas provoca um atraso significativo em sua evolução espiritual.

Aquele espírito, suicida renitente, pediu para nascer sem condições de suicidar-se novamente. Deus concedeu-lhe a graça de nascer cego e sem os braços. Ele, no entanto, já estava imaginando como se jogar de um precipício próximo a sua casa. Certamente o teria feito se sua perna não apresentasse a infecção que levou à sua amputação. Foi a casos como esse que Jesus se referiu.

É melhor entrarmos na vida com um membro ao invés de, com o corpo completo, sermos conduzidos ao inferno de nossos remorsos. Essa parábola alerta, também, aqueles que julgam a eutanásia como uma forma de caridade. Penetrando na vida ou ficando, durante ela, sem um braço, uma perna, cego, paralítico etc., 9.4 – Parábola da Tentação de Cristo Há uma outra parábola que causa muita confusão. É a da tentação de Cristo. Muitos a tomam ao pé da letra e dizem que Jesus ficou à mercê de um espírito maligno, que o fez subir ao pináculo do templo e que lhe ofereceu os reinos do mundo se ele o adorasse.

Será isso verdade? A parábola começa da seguinte maneira: Então o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo (Mt, 4,1). É algo absolutamente inacreditável que Jesus pudesse ser conduzido por alguém para ser tentado. Quem seria esse Espírito interessado em colocar Jesus à prova e que teve poder sobre ele? A narração continua: O tentador se aproximou e disse a Jesus: "Se tu és Filho de Deus, manda que essas pedras se tornem pães!"(Mt, 4,3) É incrível que o tentador soubesse que Jesus tinha poder para transformar pedras em pães e quisesse pô-lo à prova.

E se Jesus tivesse concordado em fazer a transformação, qual seria o problema? Apenas provaria que ele tinha poder sobre a matéria. Então o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o na parte mais alta do Templo (Mt, 4,5). Se tivéssemos alguma dúvida de que a narração de Mateus seja apenas uma parábola, esse versículo tiraria toda a dúvida. É inadmissível que Jesus tenha se recusado a transformar pedras em pães, mas tenha aceitado a companhia do "diabo" para ir à parte mais alta do templo (talvez o telhado).

Como o diabo não estaria visível a não ser para Jesus, muitos teriam visto o Mestre na parte mais alta do templo, falando sozinho. Todos o achariam louco! O versículo seguinte tira a dúvida do mais cético: E lhe disse: "Se tu és Filho de Deus, joga-te para baixo! Porque a Escritura diz: 'Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em nenhuma pedra.' " (Mt, 4,6) O “diabo” estaria querendo tapear Jesus e induzi-lo ao suicídio. É curioso que Jesus tivesse ido na conversa dele e o acompanhado até a parte mais alta do templo, sem saber qual seria a proposta que ele lhe faria.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.