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Capítulo 9 de 24

Os Maiores Iniciados

Profetismo Histórico – Yolanda Santoro

Os Grandes Iniciados não se fizeram na carne em uma vida, eles vieram de outras vidas, de realizações antanhas. No Espaço e no Tempo, nos Mundos e nas Formas, enfrentando condições e situações é que eles se forjam. É o destino de todos os filhos de Deus. Quem dentre as gerações que se estenderam pelos milhões de anos ensinou o mais certo sobre o Princípio ou Deus? Quantos foram os Grandes Iniciados, Patriarcas, Mestres ou Cristos que realmente falaram a linguagem da Verdade? Não foram mais que dez até o presente os Grandes Iniciados que encarnaram entre nós num curso de mais de duzentos e quarenta mil anos e que vieram entregar Mensagens Iniciáticas à Humanidade. Em alguns casos, um mesmo espírito reencarnou várias vezes, cumprindo tarefas missionárias.

Os cinco maiores foram HERMES, CRISNA, MOISÉS, PITÁGORAS e JESUS, pois em todos eles fulgurou a CONSCIÊNCIA DA UNIDADE, O DIVINO MONISMO, uma Única Causa Determinante como chave de todos os efeitos conhecidos ou por conhecer. Falaram da Verdade Essencial das Leis Eternas, Perfeitas e Imutáveis e, portanto, eles não têm idade, não passam, não mudam naquilo que representam o PRINCÍPIO ÚNICO E SUAS LEIS REGENTES FUNDAMENTAIS. No plano físico nada será jamais fora do Princípio Único das Leis Regentes Fundamentais. É o Espírito Relativo que marcha na direção do Espírito Absoluto, usando-se e a tudo quanto mais o Espírito Absoluto lhe oferece para desabrochar as Virtudes Latentes e voltar à Unidade Divina, como Espírito e Verdade. Esta realidade convém nunca esquecer é a Verdade-Chave da Sabedoria Iniciática. Os Grandes Iniciados ensinaram Verdades Fundamentais, ensinaram o que puderam em seus respectivos tempos, países, raças, povos e nações e nunca pensaram em fundar religiões. Depois vieram os fabricantes de religiões.

Dentre os cinco Maiores Mestres da Verdade, dois foram acima de todos: MOISÉS COM AS LEIS DE DEUS e JESUS COM O DIVINO EXEMPLO: São as Duas Testemunhas Fiéis e Verdadeiras do Apocalipse. 1- A LEI MORAL OU LEI DE DEUS é a primeira Testemunha Impassável, porque sem Moral tudo marcha para o pranto e ranger dos dentes.

Contra ela jamais um espírito atingirá a Cristificação ou Grau de Uno com o Princípio. Ela é acima de Iniciados, Mestres, Profetas porque ela representa Ordenança do Princípio com referência ao Comportamento Ideal para que haja Harmonia e Paz. 2- O CRISTO DIVINO MOLDE que deixou o túmulo vazio como sinal de advertência, contra quem se levantariam pedradas contraditórias, é a Segunda Testemunha Fiel e Verdadeira. Contra a Lei Moral e contra o Cristo Modelo todas as estultícias humanas se rebentarão; passarão os homens, as gerações e os milênios, mas a MORAL DIVINA E O AMOR RENÚNCIA não passarão.

Moisés Deus prometeu pela Revelação ou Comunicabilidade dos Anjos aos Patriarcas, a designação dos Hebreus para o grandioso serviço de estender aos confins da terra a DOUTRINA DIVINISTA OU INTEGRAL a ser enviada por etapas e através de os milênios. Nessa trilha profética, quando o grau de elevação intelecto-moral da humanidade estava apto enviou Moisés. Dentre os Grandes Profetas surgiu Moisés, dotado de poderosas faculdades mediúnicas por onde recebeu a LEI DE DEUS. Começou a escrever registros cuja síntese é a Bíblia; foi guiado e instruído por Jeová ou Iévè, o anjo do Sarçal, que quer dizer Deus Informe ou acima de formas, por ser Espírito e Verdade. Moisés deixou a Ordem dos Nazireus, a Escola de Médiuns ou Profetas de Israel. Moisés, o discípulo da Cabala Egípcia, encontrou aquele rigorismo iniciático, tendo feito o curso normal da Iniciação. Quando teve que fugir pela morte do egípcio, foi encontrar a parte prática em Jetro, o chefe religioso midianita, que se tornou seu sogro. Moisés, o missionário que muito trabalhou e sofreu para radicar A Grande Família Espiritual, de cujo seio resultaria mais tarde aquele que viria trazer a Graça da Revelação para toda a carne, a fim de que a Luz da Verdade brilhasse para todas as Inteligências e consolasse todos os corações. Moisés, o Profeta-Concatenador ou Codificador do tempo, a fim de preparar ao Cristo Modelo o ambiente propício. A Concatenação ou Codificação de Moisés foi de sentido Védico-Hermético. O Védico-Hermetismo ensinava assim: o UM ou Deus, também em Leis Regentes, como única Lei começava, desmembrando-se a seguir em Infinitas Leis ou Leis Menores; a Ciência da Unidade sempre regeu as Escolas Iniciáticas. Moisés iniciou a crença do Monoteísmo, no Deus que é Espírito e Verdade e que em Espírito e a Verdade quer ser adorado, porque assim quer que venham Seus filhos a ser.

Quatro feitos grandiosos na vida de Moisés, sem contar os muitos outros de menor significação: 1 – O DE TRASLADAR O POVO DE ISRAEL PARA O LUGAR DEVIDO. Contando com maravilhosas faculdades, forçou a saída do Povo de Israel da maneira que melhor pôde, assim como Deus lhe permitiu; e no curso da jornada determinou a redação dos livros segundo as ordens do Guia Espiritual de Israel. Ninguém que saiu do Egito chegou à Palestina. Quando o povo Hebreu chegou às fronteiras da Palestina, tinha dez vezes mais gente do que quando saíram do Egito. Tribos de hicsos se lhes ajuntaram.

2 – UMA VEZ MAIS TRANSMITIU A LEI. Moisés entregou a Lei de Deus, o Supremo Documento, que fora diversas vezes transmitida, no curso dos tempos aos povos.

No Budismo, a Lei de Deus data de mais de onze mil anos antes de Moisés, e o seu espírito é o mesmo que agora é transmitido sintetizado. E foi com o Código Moral, a Lei de Deus transmitida a diferentes povos, que a noção máxima de comportamento se radicou no seio da Humanidade. Moisés fez isso entre várias raças e povos, até que tudo ficou definitivo no seio do Povo Hebreu.

3 – O DE LAVRAR O PRIMEIRO BATISMO COLETIVO DE ESPÍRITO, ensejando a 70 homens escolhidos entrarem para o Cultivo da Revelação a fim de o auxiliarem a guiar o Povo. Moisés entregou à Humanidade o Primeiro Pentecostes ou a Igreja dos Setenta; o Primeiro Batismo em Dons do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades, como dever ser lido no capítulo 11 do Livro de Números na Bíblia. Moisés foi o Primeiro Batizador coletivo em Revelação, tendo dito ainda: Quem dera que o Senhor desse o Seu Espírito Santo e que todo o povo profetizasse- Números 11, 29 E com a entrega da Lei do Primeiro Derrame Coletivo de Dons, ficou estabelecida a Doutrina da Moral Divina e do Profetismo Generalizado. Restava vir o Messias, o Verbo Modelo ou Exemplar.

4 – O DE PROFETIZAR SOBRE A VINDA DO CRISTO, fazendo ciente o povo de que não estavam completas as Escrituras. Quando Moisés chegou ao fim da vida, quando ia subindo o Monte Horeb disse: “ O senhor Deus levantará dentre vós um Profeta igual a mim, e todo aquele que lhe não der crédito será riscado do Livro da Vida.” Assim Moisés anunciou a vinda de Jesus. De Moisés nenhuma palavra direta existe. Nada sabeis ao certo sobre o Transmissor da Lei de Deus por que Saul destruiu os Documentos; livros foram queimados, assim como foram perseguidos e mortos os Profetas. E a restauração ordenada por Esdras, mais de quatrocentos anos depois, foi feita sobre lendas e contos do povo, segundo as opiniões e conversas de algumas pessoas, havendo homens que de memória relataram algumas Verdades. Quanto ao mais, símbolos e parábolas foram tomados ao pé da letra, caindo os Grandes Ensinos em tremendas falhas e contradições repelentes. O caráter Iniciático do Gênese perdeu-se totalmente.

Jesus Através de Anjos ou Mensageiros, os Profetas ou Médiuns anunciam a vinda de Elias na frente, a seguir o Verbo Modelo e o Derrame de Dons do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades para toda a carne. Elias devia vir na frente, anunciando a chegada de Cristo. Algumas vezes fala o Velho Testamento sobre a vinda de Elias, para servir de Assessor do Cristo. De João Batista ficou dito assim por Jesus “Dos nascidos de mulher, ninguém maior que João Batista”, que chamou de Batismo de Espírito ao que se dizia derrame de Espírito. Jesus foi anunciado por um período de três mil e seiscentos anos antes de nascer. Dezenove vezes diz o Velho Testamento que haveria um derrame de Espírito ou da Revelação sobre toda a carne. O Povo de Israel foi preparado por trinta e seis séculos, desde Abraão, para receber o Cristo.

Por milhares de anos fora esperado Aquele que traria a Revelação a toda a carne como Graça e como Verdade. Antes do Pentecostes, o Batismo de Espírito, o Espírito Santo, de Verdade ou de Deus sempre esteve entre as gentes; a tocha da Revelação jamais se apagou no mundo, apenas ela estava entre os Cenáculos Iniciáticos. As bases iniciáticas já haviam sido transmitidas e a Lei de Deus já estava no seio da Humanidade quando o Criador enviou Aquele que ficaria como Divino Modelo. Até Jesus a Doutrina Secreta prevaleceu, pois estava de portas fechadas para o vulgo. João Batista e Jesus encarnaram ao mesmo tempo. Ambos saíram da Escola de Profetas de Israel, ou Cenáculo de Nazireus, também chamado Essênios; ambos saíram com setenta discípulos regularmente preparados. O Verbo se fez carne ou encarnou para deixar a Modelagem de Comportamento e também generalizar a Graça da Revelação ou ato Consolador, como estava profetizado no Velho Testamento. Ter o Espírito de Dons sem medida, não nascer de homem, deixar o túmulo vazio, voltar como Espírito para cumprir a promessa do Derrame de Dons sobre a carne, tudo isso Ele fez. A palavra Derrame foi traduzida por Batismo. Vulto algum foi profetizado tanto antes de vir como a figura inconfundível de Jesus, ao viver o Personagem de Cristo Exemplo de Comportamento. Tudo foi no Divino Molde diferente para viver Sua Tarefa Messiânica. A vida inteira do Verbo Terrestre encarnado foi uma sequência de ensinos teóricos, práticos, grandes feitos mediúnicos, referências proféticas, anúncios de fatos porvindouros e frontais advertências – assim devia ser o Trabalho Messiânico Daquele que era de antes de haver mundo, que comandou o trabalho informativo dos Grandes Iniciados, que encarnou para a Tarefa Singular do Planeta e da Humanidade, que preparou ainda na Carne o Pentecostes, que cumpriu depois de crucificado o Pentecostes ou Derrame de Dons, e a seguir também singularmente providenciou o Livro das Revelações o Apocalipse, isto é, deixou no mundo os avisos dos acontecimentos porvindouros do Mundo e da Humanidade. A maior advertência de Jesus é aquela contra a fabricação de desvios, de erros, de corrupções e pedradas contraditórias. Ela está contida na ordenança mais direta e frontal com as palavras certas ou totais que são estas: “Apartai-vos do fermento dos Fariseus que é a hipocrisia.” E a seguir, completa explicando a função da hipocrisia: “Ai de vós, sacerdotes, escribas e fariseus, que coais mosquitos e engolis camelos”. Caudais de contradições sobre Jesus ruirão por terra com gravíssimos prejuízos a seus artífices.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.