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Capítulo 14 de 24

Reações Negativas À Revelação

Profetismo Histórico – Yolanda Santoro

Ela marchava com os seguidores do Cristo continuando a fazer apóstolos e prosélitos. “Estando Pedro ainda proferindo estas palavras, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra” – Atos, 10,44. “E havendo-lhes Paulo imposto as mãos veio sobre Eles o Espírito Santo e falaram em diversas línguas e profetizaram” – Atos 19,6. A conversão de Paulo foi através de um grandioso fenômeno revelacionista, e dali em diante foi o maior pregador e pugnador da Igreja Viva do Cristo, quer fosse pela sua cultura e compreensão, quer fosse pela sua indômita coragem diante dos mortais perigos que teve de enfrentar. Depois da reunião do Pentecostes, que ficou sendo o modelo das reuniões, Paulo foi o verdadeiro arauto de seus prolongamentos pelo mundo; onde quer que fosse, em meio a quaisquer perigos, ensinava e dava exemplos sobre a Graça e a Verdade trazida por Jesus Cristo. Para saber como Paulo ensinou a fazer uso do Batismo de Espírito, leia I Coríntios 14-23 a 30. As nove faculdades fundamentais, segundo Paulo entendeu e pregou: I Coríntios 12-1 a 11.

Eis o sistema de reunir que tiveram os apóstolos e seus continuadores, para manter o contato com o mundo espiritual. O Pentecostes foi o Universo da Igreja Viva que o Cristo deixou no mundo, era sem cleros e sem formalismo, sem vestes fingidas e sem rituais, sem idolatrias e sem fetichismos. A questão espiritual é essencialmente uma questão de Amor e Sabedoria.

Israel Israel foi escolhido para entregar a Humanidade os três Fatores Iniciáticos da Doutrina do Caminho, mais tarde chamada Cristianismo. Qualquer pessoa sensata descobre, pela documentação ou cumprimento de Profecias, que o Moisaismo se completa na Doutrina do Caminho, ou Cristianismo, pois é no Velho Testamento que se encontram todas as promessas que se cumpriram no Novo Testamento. A História de Israel é a mais perfeita concatenação da História do Profetismo. Jesus sairia de sua essência para ser aquele que viria abrir as portas dos Cenáculos Esotéricos. Toda Verdade Iniciática Fundamental veio através do Povo Escolhido, tal como de Deus veio anunciado e por Deus foi determinado. Basta querer saber, para reconhecer como Deus cumpriu suas promessas. A Lei é para toda a carne, o Verbo Modelo é para toda a carne, e os Dons do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades também são de toda a carne. E tudo isso foi prometido por Deus, veio através do Povo Escolhido. Entretanto, para a desgraça do Povo Escolhido, sempre foram surgindo os sacerdotes ou rabinos, os escribas e fariseus hipócritas, desviando da Verdade, criando caminhos errados, vendendo fingimentos ou simulações, blasfemando contra os Dons Espirituais, e os seus sinais e prodígios, a Comunicabilidade dos Anjos ou Espíritos Mensageiros. Se o povo Hebreu tivesse compreendido o Cristo, e tomado por base a Revelação Universalizada por Ele, nenhuma Roma jamais conseguiria corromper ou liquidar o Caminho do Senhor, estando por estas alturas da História a Humanidade inteira muito espiritualizada. É concludente o cumprimento da Profecia Bíblica, de Israel ser chamado dos quatro cantos da Terra para o Testemunho da Verdade, acima de ter Pátria terrestre, por ter de ser porta-voz da Pátria Celeste, Infinita e Eterna.

O Clero Levita (Sacerdotes Hebreus) Desde as primitivas Revelações Búdico-Védicas, cleros se levantaram com seus fingimentos e com suas explorações econômicas e políticas, falseando a Verdade Iniciática e transformando as gentes em ignorantes e errados. É por isso que saíram estas frases advertindo contra as clerezias, farisaísmos, súcias, panelas e panelinhas: “Duros de cerviz e desprovidos de coração e ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo, também fazeis como vossos pais – Atos cap. 7” “Vós que recebestes a Lei por meio dos Anjos e, entretanto, não a guardais – Atos Cap. 7”

Moisés entregou a Lei de Deus e o Primeiro Pentecostes ou Batismo de Dons da História (Núm. 11). Os filhos de Deus deveriam se guiar pela Lei Suprema e a Consoladora Revelação, para evitar desvios comprometedores, comércio de engodos ou simulações. Infelizmente para a Humanidade, e como sempre aconteceu, depois dos Ensinos e das Graças vindas de Deus, foram os rabinos ou padres ou religiosos profissionais adulterando tudo, impondo aparência de culto verdadeiro.

Desviado pelo Clero Levita, o Povo Hebreu errou tremendamente, passou tempos atraiçoando Moisés, perseguindo e assassinando Profetas. O Povo Hebreu abandonou o Deus dos Patriarcas, Moisés e dos Profetas, para se entregar às artimanhas do Clero Levita, com seus rituais, engodos, perseguições contra a Revelação, tendo chegado ao extremo de perseguir e assassinar o Cristo Divino. O levitismo, clericalismo como os outros ou talvez o pior de todos, porque foi aquele que crucificou o Cristo, deu origem ao clericalismo romano. Quando o Verbo Modelo encarnou para batizar em Dons do Espírito Santo, o Sinédrio tendo Caifaz à frente como papa do momento, engenhou toda sorte de perseguições e assassinatos contra o Messias e o Trabalho Messiânico. Se os rabinos ou padres vendedores de fingimentos ou similares não tivessem corrompido ou adulterado nada, tudo continuaria normal com a Lei de Deus e o Mediunismo guiando o povo escolhido. Com a saída de Moisés, os sacerdotes, os eternos traidores, tudo haviam feito para acabar com o Profetismo, com a Graça da Revelação Consoladora. E o Grande Vidente Samuel restaurou a Escola de Profetas ou ordem dos Nazireus, ou dos cultos mediúnicos ou Dons Intermediários. Com a traição dos padres judeus contra tudo o que Deus entregou através de Moisés, Deus enviou os chamados Grandes Profetas e, por eles, prometeu a vinda do Messias Exemplar de Comportamento, que também traria o Segundo Batismo de Espírito ou Dons Mediúnicos por onde Anjos ou Espíritos Mensageiros se comunicam.

A Corrupção Romana Até 325 da nossa era, nada se chamou Cristianismo e sim Caminho do Senhor. Procure cada um ler o Livro dos Atos, as Cartas Apostolares e o Apocalipse para saber como cada um dos apóstolos, ou seguidores que vieram logo após, entenderam e cultivaram A EXCELSA DOUTRINA DO CAMINHO. Viver a Lei de Deus entre irmãos e cultivar a Revelação pelo Cristo Generalizada, tal foi o que foram fazendo os seguidores de Jesus até o quarto século. Desgraçadamente, em 313, Roma funda a sua igreja, atraiçoando a Excelsa Doutrina. Toda corrupção da Doutrina do Caminho começou com o primeiro Edito de Constantino Cloro I em 313 – Edito de Milão. Está muito bem citado no capitulo 13 do Apocalipse: na Cidade dos Sete Montes (Roma) levantarse-á uma besta, da qual levantar-se-á o Falso Profeta, o Protestantismo, e bestializará tudo. O Apocalipse adverte contra a corrupção que viria dos homens através de a Cidade dos Sete Montes, que é Roma – dois dragões, duas bestas e um falso profeta. Dois dragões: o Império Romano e o Imperador. Duas Bestas: a Igreja Romana e o papado e, mais tarde, deles surgindo o falso profeta, o protestantismo que, de Bíblia nas mãos, blasfema contra os Dons do Espírito Santo, chamando a comunicabilidade dos Anjos ou Espíritos Mensageiros de coisa do diabo. Depois da corrupção ter surgido com a besta ou igreja romana, mandando a ferro e fogo, usando todas as marcas de inquisição, o Apocalipse assinala o domínio da ignorância, da brutalidade, do materialismo, pois uma vez eliminada a Revelação que adverte, ilustra e Consola, tudo chafurda em males terríveis. Com a fabricação da igreja romana, houve a corrupção da Doutrina da Verdade. Com a Lei tripudiada, o Verbo Modelo virou capacho de sórdidas politicalhas, comércios de dogmas estúpidos e

idolatrias vergonhosas e, para piorar tudo, os Dons Espirituais foram qualificados como diabólicos e punidos com barbaridades da inquisição. Pedro fôra colocado no lugar dos Dons Intermediários, para impor dogmas criminosos, simulacros ou comércios idólatras no lugar da comunicação dos anjos ou Espíritos Mensageiros, obreiros de Sinais e Prodígios Extras. Basta ler o que está dito nos capítulos 14, 15 e 16 do Evangelho segundo o Apóstolo João, para saber que a Doutrina do Caminho seria edificada sobre os Dons do Espírito Santo, não sobre Pedro. Quando perguntado por Jesus, Pedro respondeu que Jesus era o Cristo prometido por Deus, e então Jesus fez a seguinte afirmação, tal como está nos originais: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi a carne nem o sangue quem isto te revelou, mas sim o Espírito Santo, e sobre esta pedra edificarei a Doutrina do Pai e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela”. Muitos foram sempre os que, em nome de Deus e da Verdade, contrariaram as Determinações Divinas inventando clerezias, vendendo simulações e idolatrias. Chamaram de coisa de Belzebu ao Batismo de Espírito, rocha sobre a qual Jesus edificou a Doutrina viva. O pior de tudo quanto fazem de mal é que o fazem em nome de Deus, da Verdade, do Cristo e do Bem. Roma usurpou os nomes de Deus, dos Profetas, do Cristo Modelo e dos seus seguidores para forjar a sua igreja e chamar coisa diabólica o Batismo de Revelação. Eliminando a Revelação, começaram a vingar ignorâncias e erros, simulações e fingimentos, vindo homens fantasiados ou apalhaçados a se apresentarem como se fossem ministros de Deus. Pestilências de todas as marcas, como diz o Apocalipse, tomaram o lugar Santo ou o lugar da Doutrina da Verdade. O lugar Santo, a Excelsa Doutrina, tinha de ficar assim, pisoteada, por 42 meses simbólicos, como foi previsto pelo vidente de Patmos (Apocalipse cap. 13). E, portanto toda carne chafurdou em ignorâncias, erros, materialismos, brutalidades, imoralidades. As corrupções que viriam e vieram estão previstas em: Sermão Profético de Jesus – Mateus 24 e 25. Lucas: 12, 10 Romanos: 1,22 a 32 Apocalipse: cap. 13 – sobre a Besta e o Falso Profeta E para ficar bem exposto como seria a corrupção da Doutrina, estudem bem o capítulo 2 da Segunda Epístola de Pedro: O cão volveria a seu vômito e a porca lavada ao lodaçal ... tal e qual aconteceu. Jesus não escreveu, e os que mais tarde escreveram fizeram-no segundo suas possibilidades de entendimento e as contradições são muitas. No quarto século, quando Roma forjou sua Igreja Romana e não Cristã, sobre as contradições foram somados erros propositais, tudo em benefício de Roma, do Império que se encontrava em plena decadência. Tudo foi torcido para dar aos padres ou beleguins romanos o máximo de autoridade, quer para obter dinheiro, quer para fornecer ao Império a sujeição das gentes. Mais de duzentos e cinquenta pessoas escreveram sobre João Batista e Jesus, não apenas quatro. Jerônimo foi escolhido pelo Império Romano e pela besta romana, e entre 380 e 410 escreveu a Vulgata. Jerônimo levou trinta anos para fazê-la. Dos duzentos e cinquenta e sete livros que escreveram sobre João Batista e Jesus, Jerônimo selecionou noventa e sete, depois separou vinte e oito, fazendo um resumo de quatro, que são os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João Evangelista. A besta corruptora adulterou e bastante os Textos do Novo Testamento, para se impor a reis, povos e nações como bem adverte o Apocalipse capítulo 13 que iria acontecer, e aconteceu. A Bíblia teve de 35% a 40% de adulterações impostas pelo Império Romano e a Igreja Católica.

A Inquisição Na Roma do ano 313 surgiu a Besta 666, tudo corrompendo, desviando, assassinando os portadores de Dons Espirituais, chamando-os feiticeiros, mandando-os às fogueiras da Inquisição. Onde se encontrassem cultores de mediunismo, ali haveria a reação da novel inquisição. A glória do Pentecostes se transformara no vinco denunciador, dos que deveriam morrer em benefício do Sadismo Imperialista. Trevas desceriam sobre a Humanidade, nuvens negras envolveriam o Mundo! O Profeta havia dito, importava acontecer: “Eis que vêm os dias, diz o Senhor, e enviarei fome sobre a Terra: não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra do Senhor. E eles se comoverão desde um mar até outro mar, e desde o aquilão até o oriente; eles andarão por toda parte buscando a palavra do Senhor e não a encontrarão”. Roma liquidou a Revelação e ainda mandou destruir os Templos Iniciáticos das margens do Mediterrâneo, a fim de radicar a ferro e fogo a tremenda corrupção. Todos deviam curvar-se diante do poderio romano e, para começar, deveriam fazê-lo através da fé, que era o meio seguro, porque a confissão auricular se impunha pela Inquisição. O Pentecostes desapareceu momentaneamente. O Consolador sumiu do seio de toda a carne. Em lugar de se espalhar pelo mundo a certeza da Imortalidade e da Responsabilidade, espalhou-se o mercantilismo idólatra, o dogmatismo simulador, a fantocharia despótica e sanguinária. A partir do quarto século em diante, a leitura era proibida de morte, pois a inquisição queimava os livros e seus donos. Houve um bispo na Espanha (onde a inquisição foi a mais bárbara possível) que disse: ‘Façam velas com sebo dos hereges e acendam nos altares, porque isto agrada a Deus). O Império Romano caiu, mas a besta romana ficou para impor seus domínios em nome de Deus e da Doutrina de Deus; isto é; impor a mentira em nome da Verdade. Nos últimos tempos, como nada tem de espiritual a dar por ser de fingimentos e engodos politiqueiros e idólatras, mete-se em assuntos governantes, subversivos etc.

Fatos Históricos Sobre a Corrupção Romana A primeira corrupção em massa, oficialmente levada a efeito contra os Cristãos novos, teve lugar no reinado de Nero – ano 64, a.c. Todavia, foi Décio, dos Imperadores Romanos (anos 249 a 251 d.c.) como sempre de conivência com elementos do clero, o primeiro a empreender uma perseguição sistemática e oficializada contra os neófitos da Doutrina Cristã, até atingir seu clímax no governo de Diocleciano (anos 303 a 311 d.C.). Como os métodos violentos aplicados contra essas vítimas inermes não surtiam o efeito desejado, houve a mudança dessa atitude drástica para outra mais inteligente e eficaz, uma vez que nos dois primeiros séculos de vida o cristianismo havia aumentado consideravelmente o seu raio de influência; no terceiro século avassalara todo o Império Romano e no princípio do quarto século estendeu-se também por todo oriente. Constantino era um homem relativamente iletrado, porém sagaz, de uma acuidade ilimitada, percebeu ele desde logo a inutilidade daqueles processos de perseguição aberta, calculada e fria contra os Nazarenos. Por outro lado, ante seus olhos processava-se rapidamente o desmoronamento do Império pela falta de unidade, coesão e moral. Os desregramentos morais e outros vícios que prognosticam sempre a deterioração social roíam surdamente o pedestal das Instituições Romanas anunciando o fim próximo desta civilização decrépita e doentia.

Tudo isso passou como um relâmpago pelo cérebro de Constantino. Urgia, pois, uma providência eficaz para evitar a catástrofe iminente. Um clarão diabólico eliminou o cérebro de Constantino: entraria em entendimento com o clero e mais tarde simularia uma conversão sua ao novo credo. Constantino não teve sonho algum de “In hoc signo vices” contra Maxêncio; tais lendas teriam sido inventadas pelos patriarcas romanos. Com sua conversão ao Novo Credo, estaria perfeitamente garantido o plano que concebera para manter a hegemonia do Estado em solapar os alicerces da novel religião, em proveito das Instituições Romanas. Desse conchavo resultou o Edito de Milão e a convocação pelo poder temporal do famoso Primeiro Concílio de Niceia em 325. Pelo Edito do ano de 313, o Imperador Constantino concedeu a liberdade religiosa; como se revelara inútil pretender sustar o crescimento do Cristianismo, era mais vantajoso fazer dele a religião oficial; apoderou-se dessa religião e modificou-a conforme seus interesses. Alguns anos depois, em 325, Constantino conclamou o Concílio de Niceia, em uma tentativa de unificar o Cristianismo. Nesse Concílio é fundada oficialmente a igreja e consagrada oficialmente à designação “católica”. Constantino imaginou o Cristianismo como uma religião que poderia unir o Império Romano que naquela altura começava a se fragmentar, a se dividir. Constantino nunca se tornou cristão, continuou com seus credos pagãos. No dia anterior a sua morte, fizera um sacrifício a Zeus, e até o último dia usou o título pagão de Sumo Pontífice. Os documentos dos primórdios da assim chamada era cristã, existentes nos arquivos do Império Romano, foram completamente alterados. Por influência dos imperadores Constantino e Teodósio, o “Cristianismo”, a igreja Católica tornouse a religião oficial do Império Romano. Como se vê, não foi fundada por Pedro e está longe da igreja primitiva dos Apóstolos. Termina a Igreja Primitiva dos Atos dos Apóstolos e começa o catolicismo romano... E o Caminho do Senhor perdeu, através de um Édito, de uma perseguição de morte o seu caráter Profético e Mediúnico. Constantino fez da igreja uma instituição prepotente, autoritária, absoluta, porém sempre um instrumento dócil aos interesses políticos do Estado, ainda que para isso fosse necessário o sangue generoso de tantos mártires. Iniciou a igreja a sua jornada fatídica, pontilhando as páginas da história de crimes horripilantes e lançando sobre os povos uma imensa cortina de trevas. Ninguém tem o direito de opinar contra a Igreja Apostólica Romana! O Papa é infalível!,.. assim pregavam. O Segundo Concílio de Niceia, fiel às tradições do paganismo, assegurou a adoração das imagens condenada pelos Evangelhos. Fez do Papa um Deus, e da Verdade um mistério inviolável e proibido à argúcia dos fiéis. Constantino influenciou em grande parte pela inclusão na igreja cristã de dogmas baseados em tradições. Uma das mais conhecidas foi o Édito de Constantino promulgado em 321, que determinou oficialmente o domingo como dia de repouso – medida tomada por ele valendo-se de sua prerrogativa de como sumo pontífice, para fixar o calendário de festas religiosas, dos dias festas e nefastos (o trabalho sendo proibido durante estes últimos). Nota-se que o domingo foi escolhido como dia de repouso não apenas em função da tradição sabática judaico-cristã, como também por ser o “dia do sol” uma reminiscência do culto de “sol invectus”. E é esse, infelizmente, o desfigurado arremedo do Cristianismo que ainda hoje vige entre grande parte de nossa sociedade, se bem que apresentando já sintomas indisfarçáveis de um próximo colapso.

Clericalismos Enquanto existirem religiosos profissionais ou clerezias, a mentira tomará o lugar da Verdade. Bolso, pança, sexo, orgulho, interesses mundanos e outras sujeiras humanas, obrigam a colocar mandamentos de homens, simulações ou fingimentos, meias verdades e outras malícias no lugar dos Mandamentos Divinos. Desgraçadamente, três desgraças aconteceram: 1 – O CLERO LEVITA OU JUDEU se revoltou contra Moisés e a Igreja dos Setenta, os que tinham os Dons e Sinais, e foi perseguindo e matando os Profetas. 2 – AO VIR O VERBO EXEMPLAR para trazer o segundo Batismo de Dons, o mesmo clero Judeu o matou, perseguindo e matando quantos seguidores pôde. Para julgar o Verbo Exemplar, no Sinédrio estavam agrupados sacerdotes, escribas e fariseus, e conforme a ordem de Caifaz, o Sumo Sacerdote, Jesus deveria ser e foi assassinado. 3 – E para cúmulo das desgraças, em 313, o Império Romano forja A BESTA APOCALÍPTICA, corrompe tudo, impõe os dogmas mais absurdos, comercia idolatrias, faz do Verbo Modelo capacho de vestes e gestos palhaços diante de paus, pedras e gesso, chama os Sinais e Prodígios e Virtudes dos Dons de coisa do diabo e, com tamanhas blasfêmias, vai dominando reis, povos e nações (Apocalipse 13) até atingir o final do segundo milênio, mas através da Justiça Divina haverá de responder por todos os crimes cometidos. Clericalismos em geral, judeus, romanos e protestantes atraiçoaram tudo; de tudo fizeram politicalhas e comércios infernais, fugindo dos Textos Bíblicos ou os adulterando, ou escondendo-os dos filhos de Deus a bem de suas sujidades ou corrupções. Interesses de pança, bolso, sexo, posições sociais indevidas, rotuladas, puderam mais do que a Verdade Doutrinária. Criminosos são todos os que fabricam e vendem fingimentos religiosistas, também os que compram ou aceitam, porque a Justiça Divina paira acima de tudo. João Batista e Jesus vieram para implantar a Divina Civilização que Deus promete em Isaías cap. 11. Foram assassinados em vez de ouvidos e obedecidos, o que aconteceu é que o maldito clero judeu, a besta romana e o falso profeta, ficaram bancando o Cristianismo até agora. Nenhuma falsidade, nenhuma traição na história de mundos e humanidades foi como essa maldita traição do rabinato judeu através do Talmud, de proibir o judeu de ler o Velho Testamento, que é a Bíblia do Judeu. Depois sai a Besta com o falso profeta saído dela e eles ficaram no lugar da Divina Civilização, ficaram no lugar de João Batista e Jesus, dizendo-se cristãos. Fartas pedradas contraditórias surgiriam nos dois primeiros mil anos após o estabelecimento da Doutrina do Caminho. De Roma surgiram as maiores pedradas ou blasfêmias. Os religiosismos, todos eles são restos de botocudismo; é que o selvagem ainda não se despediu do homem que se julga civilizado, nem se despedirá sem que faça um grande esforço íntimo a Bem da Verdade, do Amor e da Virtude. O Reino de Deus, ou do Céu, que bem afirmou Jesus estar no íntimo de cada filho de Deus, é como o grão da mostarda – germina, cresce e tem serventias múltiplas. A Centelha Divina, o espírito, atravessa mundos, formas e transições até atingir o grau crístico, ou a Unidade com o Pai Divino. Os clericalismos, entretanto, colocaram os filhos de Deus longe do Pai Divino, que eles impõem como sendo antropomórfico ou individual, para poderem ficar nos meio como beleguins, vendendo idolatrias, simulacros e fingimentos, e assim fazendo a Humanidade trilhar os caminhos da ignorância e do erro.

No dia em que a Humanidade souber cultivar o Saber, a Virtude e a Revelação, nesse dia os clericalismos desaparecerão e a Terra deixará de ser um mundo de guerras, pestes e fomes. Porque todo mal deriva das traições que são feitas aos MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS. Os clericalismos é que encabeçam os erros fazendo a Humanidade pecar. O pior é que usam os nomes de Deus, da Verdade e do Cristo para fazerem as suas terríveis traficâncias idólatras. É um crime muito grande dizer que todas as religiões conduzem a Deus, decente é dizer que só a Verdade conduz a Deus, quando se tem a devida hombridade para anunciá-la e vivê-la diante do mundo. Se mandarem para o inferno todas as religiões, todos os sectarismos, todos os ismos e cada filho de Deus procurar viver A LEI DE DEUS, acabarão todos os crimes no seio da Humanidade.

Hipocrisia Porque Jesus mandou tomar cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia, por que falando em Deus, na Verdade, na Lei e na Doutrina, é quem mais está fora de tudo, corrompendo, adulterando, desviando? Com a corrupção da Excelsa Doutrina a partir do quarto século, caudais de hipocrisias, erros oficializados, corrupções licenciadas, depravações entronizadas tomaram o lugar da Verdade. Cuidado com o fermento dos fariseus, suas podridões e mandonismos. Por cima da Justiça Divina ninguém passará, e muito menos os hipócritas, porque ninguém é hipócrita por acaso. O fermento dos fariseus será a última praga a ser vencida pela VERDADE QUE DIVINIZA. Acabando com a hipocrisia, com as propositais traições contra a Verdade Doutrinária, o resto de ruim acabará por si mesmo. Quando a hipocrisia deixar de comandar o espetáculo religioso, todos terão O PRINCÍPIO ÚNICO POR DEUS, A LEI DE DEUS POR CÓDIGO DE MORAL, O CRISTO MODELO POR PADRÃO DE CONDUTA E O CONSOLADOR POR JESUS GENERALIZADO POR GRAÇA CONSOLADORA.

Ignorância O diabo que existe chama-se ignorância. Ele é o amparo das religiões e das camarilhas que exploram os simplórios. O diabo de fora, se ele existisse, bem depressa o homem dele se livraria; mas do diabo interior, que é a ignorância, com muito custo e sacrifício dele libertar-se-á. Os fanatismos religiosistas e sectários é que sustentam a ignorância. Aos sacerdotes, escribas e fariseus Jesus advertiu com estas terríveis palavras: “Ai de vós que ficais nas portas do Templo da Verdade, não entrais e não permitis a entrada aos que poderiam fazê-lo”. Se tudo se resume em CONHECER A VERDADE E PRATICAR O BEM, quem não permite aos semelhantes o ingresso no CONHECIMENTO MAIOR o que é, sem ser criminoso? Cuidem-se bem os exploradores da ignorância humana. Para esses tais é que o Cristo Modelo endereçou esta cruciante advertência: “Porque muitos naquele dia chamarão Senhor! Senhor! Mas o Senhor lhe responderá: ‘Apartai-vos de mim vós que obrastes a iniquidade”. Mais iníquo do que servir de pedra de tropeço no caminho da verdade não pode existir...

E pretextos humanos, discursos falsos, falsos pieguismos, conchavos de gabinete, capciosas maquinações e tiradas hipócritas muito do gosto dos donos de clerezias, certamente não convencerão a Justiça Divina, que não é de religiões. Ninguém tem o direito de ignorar. Religiões, clerezias, sectarismo e fanatismos por homens, livros ou médiuns fazem questão de dominar as pessoas, isto é, pôr-lhes cabresto ou qualquer coisa que as torne exclusivistas, ignorantes. Necessitam de fregueses. Cumpre a cada filho de Deus não se tornar preso a monopólios ou fanatismos quaisquer. Ninguém é salvador de ninguém. Cada um será aquilo que se fizer. Apocalipse 22. Evitem as duas ignorâncias, a simples e a hipócrita.

Ecumenismos Religiosos O mais infantil e ridículo concerto é aquele que julga ser ecumenismo a união de religiões, ou clerezias, sectarismos e agrupamentos com suas concepções e todo um amontoado de convencionalismo forjado por homens. E cada qual, qualquer que seja o colorido de sua facção religiosa ou sectária, acha que é a única que comporta valores doutrinários para vir a ser a matriz do ecumenismo, o centro de gravidade do fenômeno de unificação. Infelizmente, tudo isso grassa por aí, com indivíduos ignorantes, errados, politiqueiros, farisaicos e até viciados ou invertidos, proclamando suas ignorâncias arregimentárias. Até aqueles incursos nas advertências do sermão Profético e de Romanos 1,22 a 32 com todas as suas imundícias proclamaram ao mundo os seus direitos de autoridade e domínio nas lides doutrinárias... É o festival dos absurdos em gozo de liberdade plena...

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