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Capítulo 10 de 23

Capítulo VIII — parte 1 de 3

Magnetismo Curador · Alphonse Bué

Da massagem magnética

Diferenças entre a massagem magnética e a massagem médica. A  massagem magnética é baseada no mecanismo da circulação venosa e arterial. Efeitos de condensações dispersivas e  resolutivas. Fricções palmares, digitais, longitudinais,  rotatórias. As fricções medicamentosas pervertem a sensibilidade  magnética. Malaxações: suas aplicações nas angyloses das  articulações. Pressões: sua aplicação nas enxaquecas, nevralgias,  convulsões, epilepsia. Percussões: Seus efeitos sobre os  espíritos vitais. Tratamento da obesidade e da magreza. A palheta. O flagício. Tratamento da hipocondria. Atitudes e    Movimentos, exemplos de ginástica orgânica autônoma.  Tratamento das moléstias pelo exercício das funções. Experiência  de Claude Bernard sobre a enervação do grande simpático. Aplicação às hemorragias nasais e à emissão das urinas. Ginástica médica dos chineses (Cong-Fou). Movimentos, ativos, semiativos, passivos. Pressão, choque, vibração, oscilação, abdução,  adução, flexão, extensão, rotação, torsão, atrito. Renovação  molecular dos velhos, paralisias. Perigos da ortopedia nos desvios do crescimento, a cloro-anemia e a escrofula.

106. A massagem magnética nada tem de comum com a massagem denominada médica. É baseada sobre os princípios diferentes e produz efeitos opostos. Enquanto a massagem médica prescreve manipulações que se executam da periferia para o centro seguindo os condutos venosos, como se se quisesse fazer voltar, por um impulso mecânico, o sangue para o coração, a massagem magnética só comporta ações que vão dos centros à periferia, isto é, no sentido das correntes, conformando-se deste modo não somente com as prescrições magnéticas, como também com as regras que presidem ao funcionamento racional do mecanismo organo-biológico. O movimento circulatório sanguíneo se opera em dois estadios bem determinados: uma circulação arterial e uma circulação venosa. Esta última funciona sob a dependência absoluta do impulso arterial que, regulada pelos dilatadores e os constritores dos nervos vaso-motores, se acha, por sua vez, sob a dependência estreita do influxo nervoso do grande simpático.

A distribuição da força motora em uma usina fornece-nos uma imagem patente deste funcionamento dos mecanismos vitais: vemos efetivamente a força motora, partindo de focos de produção, transmitir-se por meio de correias de transmissão às engrenagens que devem utilizá-la industrialmente. Assim se dá com a máquina humana: o grande simpático, verdadeiro foco produtor da força motora, transmite-a pelo sistema dos vaso-motores originados dele e que funciona inteiramente ao longo dos condutos arteriais à maneira dos órgãos industriais de transmissão, na rede periférica dos capilares onde se vêm engrenar a represa venosa, e é neste ponto de engrenagem da força nervosa sobre a rodagem viva, que

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começa a verdadeira função industrial do sangue. Impelida com energia, do coração aos capilares, em toda a extensão da rede arterial, pela enervação do grande simpático e dos nervos vaso-motores, o sangue, que chega de um só jato, é tomado novamente à saída dos capilares pela rede venosa, cujas válvulas, dispostas à maneira das válvulas de engrenagem, o impulsam de novo e lentamente para o coração. Assim, na máquina humana, é o impulso arterial que engendra o movimento venoso, do mesmo modo que na usina a força de transmissão imprime a marcha da engrenagem arterial. O que se diria de um operário, que em lugar de servir-se da força reguladora de transmissão para fazer trabalhar o seu instrumento lhe substituísse a irregularidade de sua ação pessoal? Entretanto, é o que faz o massagista médico levando toda a sua ação mecânica à rodagem venosa, quando deveria agir desde logo sobre a função emissora e radiante do grande simpático no sentido das correntes nervosas, a fim de acionar a rede arterial e consecutivamente a circulação venosa que depende dela.

A massagem magnética compreende fricções, malaxações, pressões, percussões, 107. atitudes e movimentos.

108. Nas imposições e passes feitos por cima das roupas e à distância, a ação magnética se exerce de maneira puramente dinâmica; porém, a toda a manipulação direta sobre a pele, se juntam ao efeito magnético dinâmico dois novos fatores: os efeitos calóricos e os efeitos mecânicos. No primeiro caso, a ação se dirige diretamente aos centros de motilidade e favorece as correntes centrífugas. No segundo caso, o contato da mão sobre a pele, influenciando as extremidades periféricas dos nervos sensitivos que vêm convergir por baixo da epiderme, faz a ação não atingir os centros de motilidade senão por um efeito reflexo que favorece as correntes centrípetas. Magnetizando por imposições e passes sobre as roupas e à distância, atua-se por condensação dispersiva, e, fazendo-se massagens por meio de manipulações a nu sobre a pele, atuase por condensação resolutiva. A combinação das ações puramente magnéticas e de massagem excita pois no organismo o duplo movimento alternativo das forças centrífugas e centrípetas, por meio do qual podem-se imprimir tão profundas modificações na economia.

O metodista Cassius, que colocava a causa das febres nos centros viscerais, fundava a sua terapêutica sobre esta idéia de reações centrífugas e centrípetas. O Dr. Nemand. de Berlim, desenvolveu magistralmente, sob o título de "Movimento concêntrico e excêntrico" esta tese que serve de base aos seus processos terapêuticos. Grandes espíritos procuraram em todos os tempos, nesta orientação, a solução do problema terapêutico, não somente os médicos, como também os engenheiros e os físicos, porque as leis que regem o mecanismo vital são as mesmas que as da física em geral. Maupertuis, membro da Academia francesa, refere que um geômetra tinha inventado, para favorecer os movimentos centrífugos e centrípetos do organismo, um aparelho que apresentara à Academia; mas este aparelho, obrigando o paciente a certas piruetas que excitaram o riso mofador da douta assembléia e principalmente dos médicos que ali se achavam, só teve um êxito de troça. "Seria muito melhor que o experimentassem!" Acrescenta Maupertuis. (Dally)

Fricções

109. As fricções se distinguem em palmares e digitais, fricções longitudinais e rotatórias. Alphonse Bué

110. As fricções palmares fazem-se com a mão aberta, e com uma impressão bem em cheio, ficando os dedos ligeiramente afastados sem contração nem rigidez.

111. As fricções digitais se fazem com a mão aberta, ficando os dedos ligeiramente afastados e um pouco curvados sem crispações nem rigidez, o punho erguido, para que só a ponta dos dedos se dirija sobre a pele.

112. As fricções longitudinais se fazem, ou com a mão aberta e em cheio, ou somente com a ponta dos dedos, inteiramente ao longo dos membros e do corpo; do ombro à extremidade da mão, do quadril ao joelho, do joelho à extremidade do pé, da nuca até abaixo dos rins, da cabeça aos pés, etc. Estas fricções se fazem com muita lentidão; são precisos cerca de quinze segundos para ir do ombro à extremidade do braço, ou do quadril ao joelho, um minuto para ir da cabeça aos pés, e, ao contrário do que se pratica na massagem médica, onde as fricções se fazem por um movimento de vaivém e indiferentemente de cima para baixo e de baixo para cima, as fricções magnéticas, nunca é demais repeti-lo, são invariavelmente descendentes, e a ação ascendente que caminha em sentido inverso das correntes, é antimagnética.

113. As fricções rotatórias se fazem ou com a mão aberta e em cheio, ou somente com a ponta de um, de dois ou de todos os dedos. Pode-se praticá-las indiferentemente sobre todas as partes do corpo, mas empregam-se mais geralmente sobre o fígado, a barriga e o braço.

Prospér Alpini, que viajou pelo Egito no ano de 1580, deixou uma obra muito importante sobre a medicina dos egípcios. Trata das fricções, e diz que, no tratamento dos fluxos disentéricos, os egípcios, depois de terem operado delicadamente fricções circulares com a mão sobre a região dos hipocôndrios, introduziam um dedo no umbigo e davam voltas ao dedo muitas vezes, imprimindo vibrações ao umbigo (digitunque pluriès circumvertunt). Esta circunvolução umbilical foi em todos os tempos encarada como soberana contra a disenteria.

114. Geralmente, nenhuma força é preciso empregar-se nas fricções longitudinais e rotatórias; a excitação das ramificações dos nervos sensitivos do derma produz-se muito melhor e mais profundamente por um contato brando e suave do que por uma pressão dura e brutal. Em caso algum é necessário inflamar a epiderme ou ofender os tecidos subjacentes, e é preferível não empregar óleo, sabão, pomada, ou banha. O que é preciso evitar principalmente, é o emprego das substâncias mercuriais, arsenicais, iodadas ou canforadas, que embaraçam absolutamente a ação magnética pervertendo mais ou menos a sensibilidade e a receptividade das ramificações nervosas do derma.

Numerosos fatos permitiram-me constatar a influência que exercem sobre a pele as fricções medicamentosas, mesmo as que se consideram ordinariamente como as mais inofensivas, o álcool canforado por exemplo. Eis aqui um destes fatos: Eu tratava de uma paraplegia em um indivíduo, de 58 anos de idade. No fim de algumas sessões, movimentos autônomos se apresentaram espontaneamente; simples ações à distância feitas com 50 centímetros, e até mais metros separados do corpo, determinavam profundos abalos nos músculos e principalmente nos músculos da perna,

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os quais iam e vinham em todos os sentidos como se o paciente quisesse envernizar o soalho. Sentimos prazer com a aparição desta ginástica natural que nos anunciava o caminhar de migrações vitais, quando de repente, numa das sessões seguintes, sem causa aparente, o fenômeno cessou e tudo entrou na passiva inação dos primeiros dias; depois de todos esses grandes movimentos que nos maravilhavam, nem um só estremecimento nos músculos. Donde podia provir esta brusca interrupção? Tive em breve a explicação do enigma, interrogando o meu doente. Julgando proceder bem ou, pelo menos, que não pudesse demorar a ação magnética, ele friccionou vigorosamente as pernas com álcool canforado. Ora, esta ação, se bem que aparentemente inofensiva, subtraindo momentaneamente as ramificações nervosas do derma toda a receptividade magnética, produzira a parada do fenômeno; e se eu duvidasse um só instante deste fato, bastava a confirmação que me trouxe alguns dias depois o restabelecimento dos movimentos, quando se esgotou a ação anestesiante do álcool canforado.

Poderia citar outros exemplos para corroborar este fato, mas ab uno disce omnes; somente acrescentarei que tive ocasião de constatar um fenômeno análogo, não mais sobre um corpo vivo, porém sobre um objeto inerte, o que imprime um novo interesse ao assunto. Eu, há alguns anos, fazia experiências com os Srs. Dècla e Chazarain, bem conhecidos autores da polaridade humana, acerca das propriedades magnetoides dos corpos, com o meu pêndulo explorador construído sob o mesmo plano que o do doutor Léger, quando um dia, ao experimentar a ação da barra imantada sobre o pêndulo, servimo-nos de um ímã mais poderoso que de costume. Porém, com grande admiração nossa, em vez de obter amplificações mais notáveis nas oscilações, como esperávamos, o pêndulo, depois de agitações desordenadas em todos os sentidos, caiu subitamente numa imobilidade de chumbo, donde não pudemos fazê-lo sair apesar de todas as experiências de uma outra ordem que tentamos para isso, e fomos obrigados a transferir os nossos estudos para outro dia.

O pêndulo, de algum modo anestesiado por uma influência muito poderosa, havia momentaneamente perdido essa admirável sensibilidade que nos permitira até então fazer com ele experiências de uma delicadeza inaudita, sensibilidade que mais tarde recuperou. Não há neste fato uma admirável analogia com o efeito produzido pelo álcool canforado sobre a sensibilidade das ramificações nervosas do derma do Sr. X?...

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Malaxações

115. A malaxação é uma espécie de petrificação das regiões musculares feita com as duas mãos, sempre de cima para baixo, segundo o trajeto do músculo desde o seu ponto de inserção até ao de ligamento. Não se deve empregar força nem aspereza nas malaxações, mas é preciso exercer sobre os tecidos compressões brandas sucessivas, tendo as mãos bem abertas, de modo que a ação compressiva venha antes da palma do que dos dedos, os quais, distendendo-se e fechando-se alternativamente devem sempre conservar uma grande delicadeza.

116. A malaxação das partes delicadas, principalmente as da região abdominal, deve sobretudo ser feita com muito cuidado e prudência, a fim de não ofender os órgãos subjacentes; a ação deve comportar mais brandura e delicadeza do que força. Para malaxar o abdome, parte-se da região ilíaca esquerda, arrastando de cima para baixo os fluidos elásticos do cólon para o reto; executa-se depois a mesma manobra sobre a região ilíaca direita, em seguida sobre o cólon transverso e o intestino delgado. A malaxação abdominal pode ser também feita circularmente, começando de baixo para cima sobre o lado direito do abdome, seguindo depois transversalmente de um hipocôndrio para outro, e finalmente de cima para baixo sobre o lado esquerdo, devendo estar o corpo do paciente numa posição tal que as paredes abdominais se achem inteiramente relaxadas.

117. Atua-se ainda poderosamente sobre as articulações, por meio das malaxações.

As malaxações eram muito empregadas contra as ankyloses das articulações na medicina grega, e o próprio Hipócrates referia-se a ela muitas vezes em seus escritos. "O médico, dizia ele, necessita saber muitas coisas; não deve ignorar que vantagem pode auferir das malaxações; elas produzem efeitos inteiramente opostos entre si: ou apertam as articulações frouxas, ou relaxam as articulações tensas; exporei num tratado especial o método de fazer malaxações e a sua utilidade." Infelizmente, ou este tratado não foi feito, ou perdeu-se; de qualquer maneira não chegou até nós. (Aubin Gauthier)

Pressões

118. Apesar do cuidado que se deve ter de banir da massagem magnética toda a ação brutal ou violenta, há casos em que se deve exercer sobre certos pontos do corpo compressões para favorecerem uma ação curadora. As pressões se executam geralmente com os polegares, e se fazem na maioria dos casos sobre o trajeto das artérias, sobre as carótidas dos dois lados do pescoço, sobre a dobra do braço na região da sangria, sobre a artéria por baixo da articulação do joelho, sobre a artéria na dobra da virilha. Também se operam compressões por baixo das clavículas, sobre os ovários, sobre o grande nervo ciático, sobre o plexus lombar, sobre o umbigo.

A compressão das carótidas consegue combater os acessos de cefalalgia e enxaquecas, as convulsões e as nevralgias faciais.

Cefalalgia - dor de cabeça.

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A compressão do nervo ciático e do plexus lombar debela as dores nevrálgicas dos rins, dos joelhos, dos pés e em geral das extremidades inferiores. A epistaxe12 cede algumas vezes a um leve movimento de pressão na parte superior do nariz; é preciso sentar o doente com a cabeça levantada e passiva, segurar a parte superior do nariz com o polegar e o indicador e, depois de uma compressão de alguns minutos, imprimir a esta região do nariz um movimento bem acentuado de tremor ou vibração. Este gênero de compressão é aplicado também com êxito no coriza, principalmente em começo. Uma simples pressão de alguns minutos, seguida de insuflações quentes sobre a raiz do nariz, basta para suster um defluxo de cabeça em seu começo. Segundo a opinião do Dr. Frederico Hoffmann, quando se exerce uma pressão de cima para baixo sobre o nervo frênico, obtém-se a revivificação da ação do diafragma. As compressões têm também uma ação muito notável nas crises epilépticas, e principalmente para combater-lhes os prodromos. Basta algumas vezes comprimir fortemente a barriga das pernas, a curva do braço ou a cavidade da clavícula, para deter a aura.

Percussões

As percussões são ainda um excelente meio mecânico para convergir os sucos 119. nutritivos nos pontos onde parece que eles não mais voltam. A percussão praticada inteligentemente desperta os espíritos vitais, e os chama aos seus deveres e às suas funções, atraindo as correntes para a parte percutida.

Poderíamos dar numerosos exemplos de migrações para as partes do corpo que por circunstâncias, têm de sofrer subitamente um esforço externo mais considerável. Eis aqui um que, pela freqüência, tornou-se vulgar e que bastará para a demonstração que queremos fazer: Quando não se tem grande hábito de andar a cavalo, e monta-se depois de um grande repouso, o choque e o atrito repetidos do selim desenvolvem nas partes musculosas em contato com ele um tal afluxo de vitalidade, que chegam a inflamar-se e mesmo a provocar escoriações. Ora, todo cavaleiro sabe perfeitamente que este inconveniente desagradável cessa mais radicalmente pela continuidade de um exercício prolongado do que por meio de repousos intermitentes, que não fazem às vezes senão prolongar indefinidamente as escoriações; é necessário, apesar da dor, perseverar num exercício de todos os dias, o qual, longe de aumentar o mal, acaba, ao contrário, extinguindo a sensibilidade das partes lesadas e trazendo sua imediata cicatrização.

Não é, como se poderia acreditar, que a epiderme deixe de estar firme e endurecida; ela nada representa no fenômeno; conserva-se depois da cura tal como antes, delicada e flexível; é, porém, o afluxo dos espíritos vitais, anormalmente chamados a um exercício insólito nas partes em contato com o selim, que cessa de existir e acaba entrando a pouco e pouco na torrente circulatória. É um equilíbrio que se estabelece. Eis de que modo, mesmo fazendo logo exercício, não se é mais suscetível de ficar lesado quando se monta a cavalo diariamente; não se fica com a epiderme mais dura, porém o organismo, suficientemente equilibrado pelo hábito, já não deixa as correntes se dirigirem para a parte percutida. Não se bate na palma das mãos de uma pessoa que tem um deliquio, como se se quisesse chamar à periferia os espíritos vitais que refluem para os centros? A percussão da face plantar dos pés, atraindo energicamente para baixo o que se dirige muito facilmente para cima convém às pessoas ameaçadas de apoplexia e

Epistaxe - hemorragia nasal. Alphonse Bué

àquelas nas quais o sangue, a vida, a excitabilidade, tudo, finalmente, se precipita por uma invencível corrente, para o encéfalo a expensas do resto da economia.

120. A percussão é um meio seguro e vantajoso de infundir de novo nos músculos edemaciados a redondeza e a amplidão que perderam e de fazer perder as grandes barrigas; neste último caso principalmente, evita-se assim o perigo das cintas, das ataduras e de todos os agentes compressivos, que possuem o grave defeito de recalcar a massa intestinal para o diafragma e de ocasionar sufocações ou congestões nocivas à saúde. Depois do emprego das imposições e dos passes magnéticos, a percussão é indubitavelmente o agente complementar mais seguro e mais inofensivo que permite remediar ao mesmo tempo dois vícios de constituição bem opostos na aparência, a obesidade e a magreza, combatendo a inércia das vísceras, o estado de inação e de estupor dos vasos absorventes, e favorecendo a nutrição dos tecidos. Nos casos de edemacia, as percussões dão tonicidade às funções e favorecem as assimilações: nos casos de obesidade forçam as eliminações e obrigam a economia a absorver as reservas.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.