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Capítulo 6 de 12

O Livro De Enoque — parte 6 de 12

Livro de Enoque

Capítulo 66 1Naqueles dias a palavra de Deus veio a mim, e disse: Vê Noé, tua sorte ascendeu a Mim, uma sorte imune de crime, uma sorte amada e superior. 2Agora então os anjos trabalharão as árvores, (61), mas enquanto eles procedem nisto eu colocarei minha mão sobre elas e as preservarei. (61) Trabalharão nas árvores. Ou, "estão fazendo uma (estrutura de) madeira" (Knibb, p. 156). 3A semente da vida se erguerá dela e uma mudança tomará lugar para que a terra seca não seja deixada vazia. Eu estabelecerei tua semente diante de mim para sempre e sempre, e a semente daqueles que habitarem contigo na superfície da terra. Ela será abençoada e multiplicada na presença da terra, em nome do Senhor. 4Eles confinarão aqueles anjos que descobriram impiedade. Naquele vale ardente é que eles serão confinados, o qual a princípio meu bisavô mostrou-me no oeste, onde há montanhas de ouro e prata, de ferro, de metal fluído, e de estanho. 5Eu vi aquele vale no qual há uma grande perturbação e onde as águas são agitadas. 6E quando tudo isto foi executado, da massa fluída de fogo e na perturbação que prevaleceu (62) naquele lugar, levantou-se um forte cheiro de enxofre que se misturou com as águas; e o vale dos anjos que haviam sido culpados de sedução, queimou-se debaixo da terra. (62) A perturbação que prevaleceu. Literalmente, "perturbou-os" (Laurence, p. 81). 7Através daquele vale rios de fogo também estavam fluindo, para os quais aqueles anjos serão condenados, os quais seduziram os habitantes da terra. 8E naqueles dias estas águas serão para os reis, aos príncipes, aos exaltados e para os habitantes da terra, para a cura da alma e do corpo e para o julgamento do espírito. 9Seus espíritos serão cheios de festa (63) para que eles possam ser julgados em seus corpos; porque eles negaram o Senhor dos espíritos, e apesar de eles perceberem sua condenação dia após dia, não acreditaram em seu nome. (63) Festa. Ou, "luxúria" (Knibb, p. 157). 10E como a inflamação de seus corpos será grande, assim seus espíritos sofrerão uma transformação para sempre. 11Pois nenhuma palavra que é pronunciada diante do Senhor dos espíritos será em vão. 12Julgamento veio sobre eles porque eles confiaram em sua luxúria carnal, e negaram o Senhor dos espíritos. 13Naqueles dias as águas daquele vale serão transformadas, pois enquanto os anjos forem julgados, o calor daquelas fontes de água sofrem uma alteração. 14E enquanto os anjos ascenderem, a água das fontes novamente sofrem uma alteração e congelam. Então eu ouvi o santo Miguel respondendo e dizendo: Este julgamento, com o qual os anjos serão julgados, dará testemunho contra os reis, príncipes e aqueles que possuem a terra. 15 (64) Pois estas águas de julgamento serão para sua cura e para a morte de seus corpos. Mas eles não perceberão e não acreditarão que as águas serão transformadas e tornadas como fogo, que arderá para sempre. (64) Morte. Ou, "luxúria" (Charles, p. 176; Knibb, p. 158).

Capítulo 67 1Depois disto ele deu-me as marcas características (65) de todas as coisas secretas do livro do meu bisavô Enoque, e nas parábolas que haviam sido dadas a ele; inserindo-as para mim entre as palavras do livro das parábolas. (65) Marcas características. Literalmente, "os sinais" (Laurence, p. 83). 2Naquele momento o santo Miguel respondeu e disse a Rafael: O poder do espírito precipita-me daqui e impele-me para fora. A severidade do julgamento, do secreto julgamento dos anjos, quem é capaz de observar a resistência daquele severo julgamento que aconteceu e se tornou permanente sem ser dissolvido no seu lugar? Novamente o santo Miguel respondeu e disse ao santo Rafael: Quem está lá, cujo coração não se abrandou por isto, e cujos rins não se afligiram com esta coisa? 3Julgamento saiu contra eles por aqueles que assim arrastaram-nos para fora; e que se foram, quando eles estavam na presença do Senhor dos espíritos. 4De igual maneira também o santo Rakael disse a Rafael: Eles não estarão diante do olho do Senhor (66) já que o Senhor dos espíritos foi ofendido por eles, pois como Senhores (67) eles têm-se conduzido. Portanto Ele traz sobre eles um secreto julgamento para sempre e sempre. (66) Eles não... olho do Senhor. Ou, "Eu não tomarei parte sob o olho do Senhor" (Knibb,p.159). (67) Pois como Senhores. Ou, "pois eles agiram como se fossem o Senhor" (Knibb, p. 159). 5Pois nem o anjo, nem o homem recebe uma porção dele, mas eles só receberão seu próprio julgamento para sempre e sempre.

Capítulo 68 1Depois deste julgamento eles estarão assombrados e irritados, pois serão exibidos aos habitantes da terra. 2Eis os nomes destes anjos. Estes são seus nomes: O primeiro deles é Samyaza; o segundo é Arstikapha; o terceiro é Armen; o quarto, Kakabael; o quinto, Turel; o sexto, Rumyel; o sétimo, Danyal; o oitavo, Kael; o nono, Barakel; o décimo, Azazel; o décimo primeiro, Armers; o décimo segundo, Bataryal; o décimo terceiro, Basasael; o décimo quarto, Ananel; o décimo quinto, Turyal; o décimo sexto, Simapiseel; o décimo sétimo, Yetarel; o décimo oitavo, Tumael; o décimo nono, Tarel; o vigésimo, Rumel; o vigésimo primeiro, Azazyel. 3Estes são os principais (chefes) dos anjos, e os nomes dos líderes de suas centenas, e seus líderes de cinqüenta, e os líderes de suas dezenas. 4O nome do primeiro é Yekun: (68) ele foi quem seduziu todos os filhos dos santos anjos e fez com que descessem à terra, conduzindo desencaminhadamente a descendência dos homens. (68) Yekun pode simplesmente significar "o rebelde" (Knibb, p. 160). 5O nome do segundo é Kesabel, o qual apontou mau conselho aos filhos dos santos anjos e conduziu-os a corromperem seus corpos gerando humanos. 6O nome do terceiro é Gadrel: ele descobriu todo golpe de morte aos filhos dos homens. 7Ele seduziu Eva e descobriu aos filhos dos homens os instrumentos de morte, o casaco de malha, o escudo, e a espada para matança; todo instrumento de morte para os filhos dos homens. 8Estas coisas derivaram de suas mãos para os que habitam sobre a terra daquele período para sempre. 9O nome do quarto é Penemue: ele descobriu aos filhos dos homens o amargor e a doçura, 10E mostrou a eles todo segredo de sua sabedoria. 11Ele ensinou os homens a entenderem o escrito e o uso de tinta e papel. 12Portanto, numerosos tem sido aqueles que têm se extraviado em todo período do mundo, mesmo até este dia. 13Os homens não nasceram para isto, assim com pena e tinta, para confirmar sua fé; 14Desde então eles não criaram, exceto que, como os anjos, eles podem permanecer retos e puros. 15Nem poderiam morrer, o que destrói tudo, tem afetado-os; 16Mas por este seu conhecimento eles perecem, e por isto também seu poder os consome. 17 O nome do quinto é Kasyade: ele descobriu aos filhos dos homens todo iníquo golpe de espíritos e de demônios: 18O golpe do embrião no ventre, para diminuí-lo; (69) o golpe do espírito pela mordida da serpente, e (70) o golpe que é dado ao meio-dia pelo filho da serpente, cujo nome é Tabaet. (69) O golpe…para diminuí-lo. Ou, "o soco (com ataque, agressão) ao embrião no ventre para que seja abortado" (Knibb, p. 162). (70) Tabaet. Literalmente, "macho" ou "forte" (Knibb, p. 162). 19Este é o número de Kasbel; a parte principal do juramento que o Altíssimo, habitando em glória, revelou aos santos. 20Seu nome é Beka. Ele falou ao santo Miguel para que revelasse a eles o nome sagrado, para que eles pudessem entender o sagrado nome e assim lembrar do juramento; e para que aqueles que apontaram toda coisa secreta aos filhos dos homens possam tremer sob aquele nome e juramento. 21Este é o poder do juramento; pois poderoso ele é, e forte. 22E estabelecido este juramento de Akae pela instrumentalidade do santo Miguel. 23Estes são os segredos deste juramento, e por ele eles foram confirmados. 24Os céus estiveram em suspenso por ele antes que o mundo fosse feito, para sempre. 25Por ele a terra foi inundada no dilúvio enquanto das partes escondidas dos montes as águas agitadas as águas saíram desde a criação até o fim do mundo. 26Por este juramento o mar foi formado e a sua fundação. 27Durante o período desta fúria ele estabeleceu a areia contra ele, a qual continua imutável para sempre, e por este juramento o abismo foi feito forte; e não é removível de sua estação para sempre e sempre. 28Por este juramento o sol e a lua completam seu progresso nunca se desviando do comando que lhes foi dado para sempre e sempre. 29Por este juramento as estrelas completam seu progresso, 30E quando seus nomes forem chamados eles retornarão em resposta, para sempre e sempre. 31 (71) Então nos céus tomam lugar os sopros dos ventos: todos eles têm respiração e efetuam uma completa combinação de respirações. (71) Respiração. Ou, "espíritos" (Laurence, p. 87). 32Ali os tesouros do trovão são mantidos e o esplendor do relâmpago. 33Ali são guardados os tesouros do granizo e da neblina, os tesouros da neve, os tesouros da chuva e do orvalho. 34Todos estes confessam e louvam diante do Senhor dos espíritos. 35Eles glorificam com todo seu poder de súplica; e Ele os sustém em todo aquele ato de agradecimento enquanto eles louvam, glorificam e exaltam o nome do Senhor dos espíritos para sempre e sempre. 36E com eles ele estabelece este juramento, pelo qual eles e seus caminhos são preservados, e seus progressos não perecem. 37Grande foi sua alegria. 38Eles abençoaram, glorificaram, e exaltaram porque o nome do Filho do homem lhes foi revelado. 39Ele assentou-se sobre o trono de Sua glória, e a parte principal do julgamento foi designada e Ele, o Filho do homem. Os pecadores perecerão e desaparecerão da face da terra, enquanto aqueles que os seduziram serão amarrados com correntes para sempre. 40De acordo com seus graus de corrupção eles serão aprisionados, e todas as suas obras desaparecerão da face da terra; desde então ali não haverá ninguém para corromper, pois o Filho do homem foi visto assentado sobre Seu trono de glória. 41Toda iniqüidade desaparecerá e se apartará de diante de Sua face; a palavra do Filho do homem se tornará poderosa na presença do Senhor dos espíritos. 42Esta é a terceira parábola de Enoque.

Capítulo 69 1Depois disto o nome do Filho do homem, vivendo com o Senhor dos espíritos, foi exaltado pelos habitantes da terra. 2Ele foi exaltado nas carruagens do Espírito e o seu nome estava no meio deles. 3Desde aquele tempo eu não fui arrancado do meio deles; mas Ele assentou-se entre dois espíritos, entre o norte e o oeste, onde os anjos receberam seus cordões, para medir o lugar para os eleitos e os justos. 4Ali eu vi os pais dos primeiros homens e os santos que habitam naquele lugar para sempre.

Capítulo 70 1Depois disso meu espírito foi ocultado, ascendendo aos céus. Eu vi os filhos dos santos anjos andando em chamas de fogo, cujas vestimentas e mantos eram brancos e cujos semblantes eram transparentes como cristal. 2Eu vi dois rios de fogo brilhando como o jacinto. 3Então caí sobre minha face diante do Senhor dos espíritos. 4E Miguel, um dos arcanjos, tomou-me pela mão direita e levantou-me, e trouxe-me para onde estava todo segredo de misericórdia e retidão. 5Ele me mostrou todas as coisas ocultas das extremidades do céu, todos os receptáculos das estrelas e o seu esplendor, desde quando elas saíram de diante da face do Santo. 6Ele escondeu o espírito de Enoque no céu dos céus. 7Ali eu vi no meio daquela luz uma construção levantada com pedras de gelo, 8E no meio destas pedras vi vibrações de (72) de fogo vivo. Meu espírito viu ao redor o círculo desta habitação flamejante em uma de suas extremidades; que ali havia rios cheios de fogo vivo, o qual cercava-a. (72) Vibrações. Literalmente, "línguas" (Laurence, p. 90). 9Então o Serafim, o Querubim, e o Ophanin (73) rodearam-na: estes são aqueles que nunca adormecem, mas vigiam o trono de Sua glória. (73) Ophanin. As "rodas" Ezequiel 1:15-21 (Charles, p. 162). 10Eu vi inumeráveis anjos, milhares de milhares, e miríades de miríades, as quais rodeavam aquela habitação. 11Miguel, Rafael, Gabriel, Phanuel e os santos anjos que estavam acima nos céus foram e saíram dele. Miguel, Rafael, e Gabriel saíram daquela habitação, e santos anjos inumeráveis. 12Estava com eles o Ancião de dias, cuja cabeça era branca como o algodão, e pura, e seu manto era indescritível. 13Então eu caí sobre minha face enquanto toda minha carne era dissolvida, e meu espírito tornou-se transformado. 14Eu clamei com alta voz com um poderoso espírito, abençoando, glorificando, e exaltando. 15E aquelas bênçãos que procediam da minha boca tornaram-se aceitáveis na presença do Ancião de dias. 16O Ancião de dias veio com Miguel e Gabriel, e Rafael e Phanuel, com milhares de milhares, e miríades de miríades, que não podiam ser enumerados. 17Então aquele anjo veio a mim, com sua voz saudou-me, dizendo: Tu és o Filho do homem, (74) o qual é nascido para retidão, e retidão descansou sobre ti. (74) Filho do homem. A tradução original de Laurence muda essa frase "descendência do homem", Knibb (p. 166) e Charles (p. 185) indicam que deve ser "Filho do homem" consistente com outras ocorrências daquele termo no livro de Enoque. 18A retidão do ancião de dias não te esquecerá. 19Ele disse: Em ti Ele conferirá paz em nome do mundo existente; por isso a paz tem existido desde que o mundo foi criado. 20E assim acontecerá a ti para sempre e sempre. 21Todos os que existirão e caminharão em seus caminhos de retidão, não te esquecerão para sempre. 22Contigo estarão suas habitações, contigo seu destino; de ti eles não serão separados para sempre e sempre. 23 (75) E assim o prolongamento dos dias estará com o Filho do homem. (75) Filho do homem. Literalmente, "descendência do homem", ou "o Cristo que vem da descendência do homem”. 24A paz será para os justos e os retos possuirão o caminho da integridade, em nome do Senhor dos espíritos, para sempre e sempre.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.