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Capítulo 3 de 4
Parte 3 de 4
Conselhos, Reflexões e Máximas · Allan Kardec
E. 1863, p. 75: “Esses falsos sábios falam de tudo, reavivando os sistemas, criando utopias, ou ditando as coisas mais excêntricas, e ficam felizes de encontrar intérpretes complacentes e crédulos que aceitem suas elucubrações de olhos fechados. Esse tipo de publicações são inconvenientes muito graves, porque o médium, tendo enganado a si mesmo, seduzido mais freqüentemente por um nome apócrifo, as dá como coisas sérias; do que a crítica se apodera com empenho para denegrir o Espiritismo, ao passo que, com menos presunção, seria suficiente tomar conselhos de seus colegas para ser esclarecido. É muito raro que, nesse caso, o médium não ceda à injunção de um Espírito que quer - ai de mim! - como certos homens, de qualquer modo se impor; com mais experiência, saberia que os Espíritos verdadeiramente superiores aconselham, mas não se impõem nem nunca se envaidecem, e que toda prescrição imperiosa é um sinal suspeito.” R. E. 1863, p. 159: “Não se saberia pois, em relação à publicidade, trazer muita circunspecção, nem calcular com suficiente cuidado o efeito que pode ser produzido sobre o leitor.
Em resumo, é um grave erro o se crer obrigado a publicar tudo que dizem os Espíritos, porque se os há bons e iluminados, os há maus e ignorantes; é importante fazer uma escolha muito rigorosa de suas comunicações e de descartar tudo que é inútil, insignificante, falso ou de natureza a produzir uma má impressão.
É preciso semear, sem dúvida, mas semear os bons grãos e no momento oportuno. É nesse tipo de trabalho medianímico que notamos mais os sinais de obsessão, dos quais um dos mais freqüentes é a injunção da parte do Espírito de os fazer imprimir, e mais de um pensa erradamente que esta recomendação é suficiente para encontrar um editor empenhado de se encarregar disso.” R. S. 1863, p. 158: “Em toda obra mediúnica, convém primeiramente descartar tudo aquilo que, sendo de interesse privado, não interessa senão àquele que lhe concerne; depois, tudo aquilo que é vulgar pelo estilo dos pensadores, ou pueril pelo assunto; uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para fins de instrução pessoal, mas aquilo que deve chegar ao público exige condições especiais; infelizmente, o homem está inclinado a imaginar que tudo aquilo que lhe agrada deve agradar aos outros; o mais hábil pode se enganar; o que importa de tudo é se enganar o menos possível.
Há Espíritos que se aprazem em manter essa ilusão junto a certos médiuns: é por isso que não seria excessivo recomendar a esses últimos de não se render em absoluto a seu próprio julgamento, e é nisso que os grupos são úteis, por causa da multiplicidade de pareceres que se permite recolher; aquele que, neste caso, recusasse a opinião da maioria, crendo ter mais luzes que todos, provaria de forma superabundante a má influência sob a qual se encontra.” R. E. 1864, p. 323: “É um fato constatado que o Espiritismo é mais entravado por aqueles que o compreendem mal do que por aqueles que não o compreendem de todo, e mesmo por seus inimigos declarados; e é de se notar que aqueles que o compreendem mal têm geralmente a pretensão de o compreender melhor do que os outros; não é raro de ver novatos pretender, no fim de alguns meses, admoestar àqueles que têm experiência, por eles adquirida por estudos sérios.
Essa pretensão, que trai o orgulho, é ela mesma uma prova evidente da ignorância dos verdadeiros princípios da Doutrina.” A um amador, muito crédulo, que se acreditava iludido por um médium assalariado, e que pedira a Allan Kardec que o entregasse à justiça dos homens, à espera de que fosse punido pela de Deus, o mestre respondeu: R. E. 1865, p. 88: “Lamento que você tenha podido pensar que eu serviria, no que quer que seja, a seus desejos vingativos, tomando providências para levar os culpados à justiça. Isto sendo, você se equivoca singularmente sobre meu papel, meu caráter e minha compreensão dos verdadeiros interesses do Espiritismo. Se você é realmente, como você o diz, meu irmão em Deus, creia-me, implore Sua clemência e não Sua cólera; porque aquele que chama essa cólera sobre outro, corre o risco de a fazer cair sobre si mesmo.” R. E. 1869, p. 354: “Esses fenômenos, trazidos à moda pelo atrativo da curiosidade, se tornaram uma diversão, e tentaram a cupidez das gentes sob o pretexto de que isso seria novidade, na esperança de encontrar uma porta aberta.
As manifestações pareciam uma matéria maravilhosamente explorável, e mais de um sonhava em se fazer um auxiliar de tal indústria; outros viam uma variante da arte de adivinhação, um meio talvez mais seguro que a cartomancia, a borra de café, etc..., para conhecer o porvir e descobrir as coisas ocultas, porque, segundo a opinião de então, os Espíritos deviam tudo saber. Desde que essa gente viu que a especulação escorregava de suas mãos e tendia à mistificação, que os Espíritos não vinham lhes ajudar a fazer fortuna, lhes dar os bons números de loteria, lhes ler a sorte verdadeira, lhes fazer descobrir tesouros ou recolher as heranças, lhes dar qualquer uma boa invenção frutuosa e patenteável, suprir a sua ignorância e lhes dispensar de todo trabalho intelectual e material, então os Espíritos não serviriam para nada, suas manifestações não seriam senão ilusões. Da mesma forma que eles haviam promovido o Espiritismo, enquanto que eles tiveram a esperança de lhe retirar um lucro qualquer, da mesma forma o denegriram quando veio o desapontamento.
Mais de um crítico que o escarneceu o retrataria nas nuvens se lhe houvesse feito descobrir um tio na América ou ganhar na Bolsa.” R. E. 1866, p. 78: “Diremos primeiramente que o Espiritismo não podia ser responsável pelos indivíduos que tomam indevidamente a qualidade de médium, não mais que a ciência verdadeira não é responsável pelos escamoteadores que se dizem físicos.
Um charlatão pode pois dizer que opera com a ajuda de Espíritos, como um prestidigitador diz que opera com a ajuda psíquica; é um meio, como outro, de lançar poeira aos olhos; tanto pior para os que nisto se deixam prender. Em segundo lugar, o Espiritismo condena a exploração da mediunidade, como contrária aos princípios da Doutrina do ponto de vista moral, e demonstrando que não deve nem pode ser um ofício nem uma profissão; todo médium que não tire de sua faculdade algum lucro direto ou indireto, ostensivo ou dissimulado, descarta, por isso mesmo, até a suspeição de trapaça ou charlatanismo; desde que não seja solicitado por algum interesse material, o malabarismo seria sem propósito. O médium que compreende o que há de grave e de sagrado em um dom dessa natureza, creria profanálo, ao fazê-lo servir às coisas mundanas para si e para os outros, ou se dele fizesse um objeto de divertimento e de curiosidade; respeita os Espíritos como quereria que se o respeitassem quando se tornar um Espírito, e não os colocaria em ostentação.
Por outro lado, sabe que a mediunidade não pode ser um meio de adivinhação; que ela não pode descobrir os tesouros, as heranças, nem facilitar o êxito nas chances aleatórias, e não lê a sorte, nem por dinheiro nem por nada; então ela não terá jamais de desembaraçar-se com a justiça. Quanto à mediunidade de cura, ela existe, isto é certo; mas está subordinada a condições restritas, que excluem a possibilidade de se ter uma sala aberta às consultas, e sem suspeita de charlatanismo, é uma obra de devotamento e sacrifício, e não de especulação.
Exercida com desinteresse, prudência e discernimento, e encerrada nos limites traçados pela Doutrina, ela não pode cair sob o golpe da lei. Em resumo, o médium, segundo os objetivos da Providência e do Espiritismo, quer seja artesão ou príncipe, porque dela há no palácio e nas choupanas, recebeu um mandato que cumpre religiosamente e com dignidade; não vê em sua faculdade senão um meio de glorificar Deus e de servir a seu próximo, e não um instrumento para servir seus interesses ou satisfazer sua vaidade; se faz estimar e respeitar por sua simplicidade, sua modéstia e sua abnegação, o que não é o fato com aqueles que procuram dela fazer um degrau.” R. E. 1867, p. 300: “O desinteresse material, que é um dos atributos essenciais da mediunidade curadora, será também uma das condições da medicina medianímica? Como então conciliar as exigências da profissão com uma abnegação absoluta? Isto demanda algumas explicações, porque não é o mesmo caso.
A faculdade do médium curador não lhe custou nada; não exigiu dele nem estudo, nem trabalho, nem despesas; ele a recebeu gratuitamente para o bem de outro, e deve usá-la gratuitamente. Como precisa antes de tudo viver, se não tem, por si mesmo, recursos que o faça independente, deve procurar os meios no seu trabalho ordinário, como o havia feito antes de conhecer a mediunidade; ele não dá ao exercício de sua faculdade senão o tempo que lhe pode consagrar. Se toma esse tempo de seu repouso, e se emprega, para se tornar útil a seus semelhantes, o que seria consagrado às distrações mundanas, é por devotamento verdadeiro, e disso não tem senão mais mérito. Os Espíritos não lhe pedem mais, e não exigem nenhum sacrifício não razoável. Não se poderia considerar como devoção e abnegação o abandono de seu status para se entregar a um trabalho menos penoso e mais lucrativo.
Na proteção que lhe concedem, os Espíritos, aos quais não se pode impor, sabem perfeitamente distinguir os devotamentos reais dos devotamentos fictícios.” Fraudes Espíritas R. E. 1859, p. 94: “De que há charlatães que vendem drogas em praças públicas, de que há mesmo médicos que, sem ir à praça pública, enganam a confiança alheia, se segue que todos os médicos são charlatães, e o corpo médico nisso seja atingido em nossa consideração? De que há gente que vende a tintura por vinho, se segue que todos os vendedores de vinho são fraudadores e que não há nenhum vinho puro? Se abusa de tudo, mesmo das coisas mais respeitáveis, e pode-se dizer que a fraude também tem o seu gênio. Mas a fraude tem sempre um propósito, um interesse material qualquer; onde não há nada a ganhar, não há nenhum interesse a enganar.
Também dissemos, a propósito dos médiuns mercenários, que a melhor de todas as garantias é um desinteresse absoluto.” R. E. 1869, p. 42: “Estigmatizando a especulação, como nós o temos feito, temos a certeza de ter preservado a Doutrina de um verdadeiro perigo, perigo maior que a má vontade de seus antagonistas confessos, porque dela não restaria nada menos que seu descrédito; por isso mesmo, ela lhes teria oferecido um lado vulnerável, no entanto têm se detido ante a pureza de seus princípios. Não ignoramos que temos suscitado contra nós a animosidade dos especuladores, e que temos alienado seus participantes; mas que nos importa! Nosso dever é manter sob mão a causa da Doutrina e não os interesses deles; e esse dever, nós o cumpriremos com perseverança e firmeza até o fim.” R. E. 1864, p. 78: “Mas não é somente contra a cupidez que os médiuns devem se manter em guarda; como os há em todas as faixas da sociedade, a maior parte está sob essa tentação; mas há um outro perigo, de outro modo bem grande, porque todos lhe estão expostos, que é o orgulho, onde se perde o maior número; é contra esse escolho que as mais belas faculdades vêm freqüentemente se quebrar.
O desinteresse material é sem proveito se não estiver acompanhado do mais completo desinteresse moral. Humildade, devotamento, desinteresse e abnegação são as qualidades do médium amado pelos bons Espíritos.” R. E. 1867, p. 8: “É preciso se figurar que estamos em guerra, que os inimigos estão à nossa porta, prestes a segurar a ocasião favorável, e que dirigem as inteligências no local. Nesta circunstância, que há a fazer? Uma coisa bastante simples: se restringir estritamente dentro do limite dos preceitos da Doutrina: se esforçar em demonstrar o que ela é por seu próprio exemplo, e declinar toda solidariedade com aquilo que poderia ser feito em seu nome que fosse de natureza a desacreditá-la, porque isso não costuma ser o feito de adeptos sérios e convictos.
Não basta se dizer espírita: aquele que o é de coração o prova por seus atos. A Doutrina, não pregando senão o bem, o respeito às leis, a caridade, a tolerância e a benevolência com todos; repudiando toda violência feita à consciência do outro, todo charlatanismo, todo pensamento interesseiro no que concerne às relações com os Espíritos, e toda coisa contrária à moral evangélica, aquele que não se afasta da linha traçada não pode incorrer em nenhuma censura justa, ou demandas legais; bem mais que isso, quem toma a Doutrina por regra de conduta, não pode senão se conciliar à estima e à consideração das pessoas imparciais; diante do bem, até mesmo a incredulidade zombeteira se inclina, e a calúnia não pode sujar aquele que é sem mancha. É dentro dessas condições que o Espiritismo atravessará os temporais que se amontoam sobre sua rota e que sairá triunfante de todas as lutas.” R. E. 1864, p. 5: “A situação do Espiritismo em 1863 pode se resumir assim: ataques violentos, multiplicação dos escritos contra e a favor; movimentação das idéias, expansão notável da Doutrina, mais sinais exteriores de natureza a produzir uma sensação geral, as raízes se estendem, produzem brotos, à espera de que a árvore desdobre seus ramos. O momento de sua maturidade ainda não chegou.” R.
E. 1864, p. 3: “A moderação dos espíritas é o que assombra e contraria mais seus adversários; tentarão tudo para os fazer dela sair, mesmo a provocação; mas saberão frustrar essas manobras por sua prudência, como já fizeram em mais de uma ocasião, e não caíram nas ciladas que se lhes prepararam; verão, aliás, os instigadores se prenderem em seus próprios laços, porque é impossível que cedo ou tarde não revelem seus propósitos. Este é um momento mais difícil de passar do que aquele da guerra aberta, onde se vê o inimigo face a face: mas por mais rude seja prova, maior será o triunfo. De resto, essa campanha teve um imenso resultado, o de provar a impotência das armas dirigidas contra o Espiritismo; os homens mais capazes do partido oposto entraram em liça; todos os recursos de argumentação têm sido desdobrados e, nada tendo sofrido o Espiritismo, cada um saiu convicto de que não se poderia lhe opor nenhuma razão peremptória, e a maior prova da penúria de boas razões é que se recorreu ao triste e ignóbil recurso da calúnia; mas aparentando uma boa vontade, pretendeu-se que o Espiritismo dissesse o contrário daquilo que ele diz: a Doutrina está lá, escrita em termos tão claros que desafiam toda falsa interpretação, é assim que a odiosidade da calúnia recai sobre aqueles que a empregam e os convence da sua impotência.”
R E. 1864, p. 198: “A oposição que se faz a uma idéia está sempre em razão de sua importância; se o Espiritismo tivesse sido uma utopia, dele não se teria ocupado mais do que de tantas outras teorias; a animosidade da luta é um índice certo que se o toma a sério. Mas se há luta entre o Espiritismo e o clero, a história dirá quem têm sido os agressores. Os ataques e as calúnias de que tem sido objeto o forçaram a devolver as armas que se lhe lançaram e mostrar o lado vulnerável de seus adversários.
Isto, importunando-os, detiveram sua marcha? Não, este é um fato aceito. Se os tivéssemos deixado quietos, o nome mesmo do clero não teria sido pronunciado, e talvez eles tivessem ganho. Atacando-os em nome dos dogmas da Igreja, foram forçados a discutir o valor das objeções, e por isso mesmo a entrar num terreno que não tinham a intenção de abordar. A missão do Espiritismo é de combater a incredulidade pela evidência dos fatos, de conduzir a Deus aqueles que o desconhecem, de provar o porvir àqueles que não crêem em nada; por que então a Igreja joga anátemas àqueles a quem ele dá essa fé, ainda mais quando não criam em nada?
Rejeitar aqueles que crêem em Deus e em sua alma, é constrangê-los a procurar um refúgio fora da Igreja. Quem, primeiramente, proclamou que o Espiritismo era um nova religião, com seu culto e seus padres, senão os clérigos? Onde você vê, até o presente, o culto e os padres do Espiritismo? Se algum dia se tornar uma religião, é o clero quem o terá provocado.” Não tendo o auto de fé de Barcelona saciado o ódio do clero contra o Espiritismo e os espíritas, a Congregação de Roma colocou no “Index” O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, e A Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo. Longe de se entristecer com esta nova prova de intolerância clerical, Allan Kardec se alegrou: R.
E. 1864, p. 217: “Qualquer que seja a razão, os livros espíritas foram colocados no “Index”. Tanto melhor! Porque muitos daqueles que ainda não os leram os devorarão; tanto melhor! Porque de dez pessoas que os folhearem, pelo menos sete ficarão convencidas, ou fortemente abaladas e desejosas de estudar os fenômenos espíritas; tanto melhor! Porque nossos adversários mesmos, vendo que seus esforços não chegam senão a resultados diametralmente contrários aos que esperavam, se reunirão a nós, se possuem a sinceridade, o desinteresse e as luzes que seu ministério comporta.
Assim o quer aliás a lei de Deus; nada no mundo pode permanecer eternamente estacionário, mas tudo progride, e a idéia religiosa deve seguir o progresso geral se não quiser desaparecer.” R. E. 1865, p. 187: “Jamais uma Doutrina filosófica dos tempos modernos causou tanta comoção quanto o Espiritismo, jamais alguma tem sido atacada com tanta animosidade; esta a prova evidente de que se lhe reconhece mais vitalidade e raízes mais profundas que às outras, porque não se pega um enxadão para se arrancar uma haste de erva. Os espíritas, longe de se espantarem, devem se alegrar, pois isso prova a importância e a verdade da Doutrina. Se ela não fosse senão uma idéia efêmera e sem consistência, uma mosca que voa, não se lhe atiraria projéteis de artilharia; se fosse falsa, se lhe bateria intensamente com argumentos sólidos que teriam já triunfados; mas desde que nenhum daqueles que se lhe opuseram, a puderam deter, é porque ninguém encontrou defeito na couraça; não foi, no entanto, nem o talento nem a boa vontade que faltaram a seus antagonistas.”
R. E. 1865, p. 190: “O Espiritismo marcha através de numerosos adversários que, não o tendo podido pegar pela força, tentam pegá-lo pela astúcia; eles se insinuam por toda parte, sob todas as máscaras, e até nas reuniões íntimas, na esperança de surpreender um fato ou uma palavra que freqüentemente eles houveram provocado, e que esperam explorar em seu benefício.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.